Quanto É Suficiente? O Amor pelo Dinheiro e a Defesa da Vida Boa

Convidaram-me para um bate-papo, tipo “conversa de botequim” no bom sentido coloquial, quando cientistas debatem à vontade com a plateia sobre sua fronteira de conhecimento. A programação das 22 cidades participantes no Brasil — o Pint of Science é internacional — já se encontra no site oficial do evento: www.pintofscience.com.br.

O Pint of Science começará com uma apresentação informal – sem PowerPoint – de cerca de 30 minutos sobre as seguintes questões: Trabalhar para produzir ou produzir para trabalhar? Felicidade se produz?
O local da apresentação será: Echos Studio Bar – Rua Agostinho Pattaro, 54  – Barão Geraldo – Campinas –   fone: (19) 3201-8900 – Horário de chegada: 19h

Começando minha preparação, por acaso, deparei com um livro sobre o tema da Economia da Felicidade, em edição portuguesa, no BookZZ — baixar epub (872 KB). Vou aqui resenha-lo em uma série de posts.

A resenha do livro Quanto É Suficiente? O Amor Pelo Dinheiro E A Defesa Da Vida Boa de coautoria de Robert Skidelsky & Edward Skidelsky, escrita por Ana Estela de Sousa Pinto (FSP, 22/04/2017), conclui de maneira a desestimular sua leitura, afirmando que “a argumentação dos autores é moral, quase religiosa”. Nada tão enganoso. A pesquisa livresca e o levantamento estatístico sobre o tema são extremamente oportunos para nossos tempos, devendo ser lido também por pessoas como eu, ou seja, sem religião, ateias e/ou agnósticas. Inicialmente, reproduzo abaixo esta resenha. Continue reading “Quanto É Suficiente? O Amor pelo Dinheiro e a Defesa da Vida Boa”

Felicidade Interna Bruta em 2017

A felicidade nos EUA está em declínio e espera-se que continue em um caminho descendente, com as políticas de Donald Trump previstas para aprofundar a crise social do país. Os EUA caíram para o 14º lugar no World Happiness Report 2017, produzido pelas Nações Unidas. A superpotência econômica mundial está bem atrás da Noruega, embora permaneça acima da Alemanha em 17º lugar, no Reino Unido em 19º e na França em 32º lugar.

A Noruega derrubou a Dinamarca do primeiro lugar como o país mais feliz do mundo, com a Islândia e a Suíça a terminarem entre os quatro primeiros. Os autores do relatório ressaltam, contudo, que os quatro primeiros estão tão próximos que as mudanças não são estatisticamente significativas.

A próxima camada de países é regularmente encontrada na liderança em pesquisas de felicidade internacional: a Finlândia está em quinto lugar, seguida pelos Países Baixos, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Suécia.

Os países “infelizes” do mundo estão todos no Oriente Médio e na África: o Iêmen e a Síria, atingidos pela guerra, estão entre os 10 primeiros, com a Tanzânia, o Burundi e a República Centro-Africana integrando os três últimos.

O relatório da ONU, que se baseia em pesquisas Gallup de auto-relato de bem-estar, bem como percepções de corrupção, generosidade e liberdade, este ano tem um foco especial na “história de felicidade reduzida” nos EUA. Continue reading “Felicidade Interna Bruta em 2017”