Instituições e Valores das Castas no Brasil

O objetivo deste estudo — TDIE 294 Instituições e Valores das Castas no Brasil — é discutir porque ainda predominam familismo, clãs, dinastias e castas de natureza ocupacional – guerreiros, aristocratas, comerciantes, sábios e trabalhadores – na estrutura de Poder no Brasil. Depois de pesquisar sobre a história das instituições típicas das castas brasileiras – Forças Armadas, Igreja, Universidade, Associações Patronais e Sindicatos –, conclui a respeito dos padrões de comportamentos das castas brasileiras, expressos em valores como, entre outros, competitividade, empreendedorismo, livre-mercado, especialização, paternalismo, fama, glória, coragem, honra, ceticismo quanto ao livre mercado, igualitarismo.

Ele é a primeira parte de uma releitura da historiografia clássica brasileira com o foco colocado no conflito (e na conciliação) de interesses dessas castas. Brevemente, será postado o TDIE intitulado “Brasil como Sistema Complexo: Interações de Castas“.

Quando leio a história do Brasil, verifico que falar de classes sociais como a capitalista e a trabalhadora antes da industrialização pesada que ocorreu após a II Guerra Mundial, quando a população ainda era predominantemente rural, foi um esforço artificial de forçar a realidade brasileira caber na interpretação marxista. Acho que faz mais sentido resgatar a estratificação social por naturezas ocupacionais, distinguindo as castas e os párias excluídos de plenos direitos da cidadania.

Felicidade é um Estado de Espírito

Robert Skidelsky e Edward Skidelsky, no livro “Quanto é Suficiente? – O Amor Pelo Dinheiro e a Economia da Vida Boa”, tentam mostrar que uma vida feliz, tal como a frase é compreendida pela maioria das pessoas, não é apenas uma série de estados de espírito agradáveis, mas uma vida que inclui certos bens humanos básicos.

Mas para os que não estão convencidos com esta sugestão, eles apresentam a segunda parte difícil do dilema: se a felicidade é apenas um estado de espírito, como pode ao mesmo tempo ser o bem supremo, o objetivo supremo de toda a nossa luta?

Trabalhar durante anos em uma obra de arte ou a criar um filho simplesmente para desfrutar do estado mental daí resultante é trair uma atitude muito peculiar perante a vida. Todavia, é precisamente esta atitude que está na base do atual culto da felicidade.

O problema pode ser colocado com um pouco mais de precisão. Os economistas da felicidade acreditam que os estados de espírito são bons na medida em que são felizes. Quanto mais felizes, melhor; quanto mais tristes, pior. Os objetivos ou ocasiões de felicidade e tristeza não têm importância moral. Continue reading “Felicidade é um Estado de Espírito”

Felicidade Unidimensional

Os economistas da felicidade defendem, juntamente com Jeremy Bentham e Henry Sidgwick e contra John Stuart Mill, que todos os estados conscientes podem ser classificados de acordo com o seu nível de felicidade. Além disso, alguns defendem que lhes pode ser atribuído um valor cardinal que expresse o seu grau de felicidade, mas isto é controverso.

Assim, existiria uma única medida de felicidade. As distinções feitas pela linguagem comum entre felicidade, júbilo, prazer, contentamento e os seus diversos correspondentes negativos são menosprezadas.

Richard Layard oferece uma analogia engenhosa: do mesmo modo que todos os sons podem ser classificados como mais ou menos barulhentos, consoante as suas diferenças de intensidade, tom, etc., também todos os estados de espírito podem ser classificados como mais ou menos felizes. Se não pudessem, o projeto de medição de felicidade fracassaria de início.

De acordo com Robert Skidelsky e Edward Skidelsky, no livro “Quanto é Suficiente? – O Amor Pelo Dinheiro e a Economia da Vida Boa”, estas suposições podem ser necessárias por razões de conveniência metodológica, mas são, não obstante, profundamente imperfeitas.

Os sentimentos positivos existem em muitas formas e a felicidade é apenas uma delas. E dentro da própria felicidadedistinções de qualidade irredutíveis às diferenças de grau. Como exemplo, olhemos para as diferenças entre prazer, felicidade e alegria, notando de passagem que pode haver outras distinções igualmente fundamentais. Continue reading “Felicidade Unidimensional”