Ranking da Felicidade em Países

A felicidade está ganhando atenção como indicador socioeconômico. Em discurso recente, a diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) defendeu o indicador como uma arma contra a ‘tirania’ do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice da felicidade é composto de sete quesitos:

  1. Produto Interno Bruto (PIB) per capita;
  2. assistência social;
  3. expectativa de vida saudável;
  4. liberdade para as escolhas de vida;
  5. generosidade;
  6. percepção da corrupção; e
  7. distopia (este último indicador une os outros seis em um país hipotético com a pior situação).

Curiosamente, o Brasil está em 22o. lugar e a percepção da corrupção por parte da população é, relativamente, baixa. Isto apesar do contínuo bombardeio de manchetes escandalosas da mídia…

As Nações Unidas defendem o uso do World Happiness Report 17-3-2017 para além do ranking. Na publicação de 2017, por exemplo, o documento se aprofundou no tema da felicidade no trabalho e na situação da China e do continente africano. Para 2018, o tema será o da migração. Continue reading “Ranking da Felicidade em Países”

A Noruega não é aqui. A felicidade está lá…

José Graziano da Silva é diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). É também meu ex-colega no IE-UNICAMP. Publicou artigo (Valor, 08/05/17) que diz respeito à Economia da Felicidade, tema sobre o qual falarei no Pint of Science no Echo’s Bar – Campinas, na próxima quarta-feira. Reproduzo abaixo as partes mais interessantes.

“Tive a oportunidade de visitar a Noruega recentemente, pouco depois de o país ser indicado como o mais feliz do mundo em 2017 pelo Relatório Mundial da Felicidade (produzido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU): World Happiness Report 17-3-2017.

Na Noruega, há o entendimento de que desenvolvimento sustentável só poderá ser alcançado se todos os países do mundo tiverem condições de progredir, sem excluir a nenhum nem a ninguém. Caso contrário, desequilíbrios ambientais, sociais e econômicos globais continuarão a acontecer. Ou seja, o desenvolvimento sustentável de qualquer país, inclusive o da Noruega, está condicionado ao desenvolvimento sustentável global, o que é reconhecido também pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, acordada por todos os Estados Membros da ONU em 2015.

De fato, a Noruega é um dos poucos países desenvolvidos que cumpre o compromisso de destinar 0,7% de seu PIB à cooperação para o desenvolvimento, conforme compromissos internacionais.

Tal atuação externa reflete aspectos internos. O povo norueguês, em geral, entende que felicidade não pode ser de alguns poucos, mas de todos que compõem a sociedade. A felicidade é sinônimo de inclusão, de participação.

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