Ranking da Felicidade em Países

A felicidade está ganhando atenção como indicador socioeconômico. Em discurso recente, a diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP) defendeu o indicador como uma arma contra a ‘tirania’ do Produto Interno Bruto (PIB).

O índice da felicidade é composto de sete quesitos:

  1. Produto Interno Bruto (PIB) per capita;
  2. assistência social;
  3. expectativa de vida saudável;
  4. liberdade para as escolhas de vida;
  5. generosidade;
  6. percepção da corrupção; e
  7. distopia (este último indicador une os outros seis em um país hipotético com a pior situação).

Curiosamente, o Brasil está em 22o. lugar e a percepção da corrupção por parte da população é, relativamente, baixa. Isto apesar do contínuo bombardeio de manchetes escandalosas da mídia…

As Nações Unidas defendem o uso do World Happiness Report 17-3-2017 para além do ranking. Na publicação de 2017, por exemplo, o documento se aprofundou no tema da felicidade no trabalho e na situação da China e do continente africano. Para 2018, o tema será o da migração.

A Noruega ficou no primeiro lugar do ranking em 2017, a primeira desde o início do levantamento, em 2012. O país desbancou a Dinamarca, que já ficou no topo em três das cinco edições.

No relatório divulgado em 2017, o Brasil está em 22º lugar, a pior colocação desde o início do levantamento. Em 2016, o Brasil apareceu em 17º, ou seja, perdeu cinco posições em um ano,

O primeiro Relatório de Felicidade Mundial foi publicado em Abril de 2012, em apoio ao Encontro sobre Felicidade e Bem-estar no Programa de Alto Nível da ONU. Desde então, se percorreu um longo caminho. Felicidade é cada vez mais considerada a medida adequada para avaliar o progresso social e o alcance do objetivo da política pública.

Em Junho de 2016, a OCDE comprometeu-se a redefinir a narrativa de puro crescimento econômico para colocar bem-estar no centro dos esforços dos governos. Em um discurso recente, a chefe do Programa de Desenvolvimento da ONU (PNUD) criticou o que ela chamou de “tirania do PIB”, argumentando que o que importa é a qualidade do crescimento. “Ter mais atenção à felicidade deve ser parte de nossos esforços para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável “, afirmou.

Em fevereiro de 2017, os Emirados Árabes Unidos realizaram uma reunião sobre a felicidade mundial durante um dia inteiro, na reunião da Cúpula do Governo Mundial. Agora Day of Happiness internacional, em 20 de março, fornece um ponto focal para eventos, espalhando a influência da pesquisa global da felicidade.

O lançamento deste Relatório das Nações Unidas sobre o Dia da Felicidade deve ser precedido por um Abraço da Felicidade, em Miami, e reunião de três dias sobre a pesquisa a respeito realizada na Universidade Erasmus em Roterdã. Dado todo esse interesse, os dados e a pesquisa continuam a exigir um caminho de apoio mútuo.

Este relatório dá especial atenção aos fundamentos da felicidade para os indivíduos e as Nações. Começa com gráficos regionais mostrando a distribuição das respostas de cerca de 3000 respondentes, em cada um de mais de 150 países, a uma pergunta pedindo-lhes que avaliem suas vidas atuais. Nesta ordenação numérica, 0 representa a pior vida possível e 10 o melhor possível.

Quando a população é dividida em dez regiões geográficas, as distribuições resultantes variam muito em ambos sentidos, tanto em forma quanto em valores médios. Níveis médios de felicidade também diferem entre regiões e países. Uma diferença de quatro pontos na média de avaliações da vida, em uma escala que vai de 0 a 10, separa os dez países mais felizes do mundo e os dez países mais infelizes.

Embora os dez principais países permaneçam como no ano passado (2016), houve alguns locais que elevaram seus índices, mais notavelmente, a Noruega na primeira posição, seguida de perto pela Dinamarca, Islândia e Suíça. Esses quatro países estão agrupados tão fortemente que as diferenças entre eles não são estatisticamente significativos, mesmo com amostras com média de 3.000 subjacentes

Três quartos das diferenças das médias entre os países, e também entre as regiões, são explicados por diferenças em seis variáveis-chave, cada uma das quais revela um aspecto diferente da vida. Esses seis fatores são o PIB per capita, anos de expectativa de vida, apoio social (medido por ter alguém com que contar em tempos de problemas), confiança (medida por uma percepção da ausência de corrupção no governo e nos negócios), percepção de liberdade para tomar
decisões de vida, e generosidade (medida por recentes doações). Os dez países com melhor colocação destacam-se em todos esses seis fatores.

Diferenças internacionais em emoções positivas e negativas (afeto) são muito menos explicadas por esses seis fatores. Quando medidas de afeição são utilizadas como elementos explicativos nas avaliações de vida, apenas emoções positivas contribuem significativamente. É um canal importante para indicar os efeitos da percepção tanto da liberdade quanto do apoio social.

Análise das alterações nas avaliações da vida entre 2005-2007 até 2014-2016 continuam a mostrar grandes diferenças internacionais na dinâmica de
felicidade, tanto com os maiores ganhadores quanto com os grandes perdedores estando espalhados entre várias regiões.

A principal inovação no Relatório da Felicidade Mundial 2017 é seu foco no papel dos fatores de apoio à felicidade. Vão além dos efeitos susceptíveis de fluir de uma melhor saúde e rendimentos mais elevados, calculando que o efeito do aumento do número de pessoas que tem alguém em quem confiar, em tempos de problemas, é por si só igual aos efeitos de felicidade pelo aumento em 16 vezes na média anual dos rendimentos per capita necessários para mudar os três países mais pobres até a média mundial, ou seja, de cerca de US$ 600 a aproximadamente US$ 10.000.

Ler mais:

Encontra-se disponível no site do IE, para download, o Texto para Discussão, n. 295

TD TITULO DATA
295 5/2017

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