Fundos de Investimentos Detentores da Dívida Pública X Emissões no Mercado de Capitais

** Não considera o volume de Operações Compromissadas. O total de Títulos Públicos Federais, somado as Operações Compromissadas com lastro nesses títulos na carteira dos fundos, equivale a 82% do estoque de Títulos Público Federais em mercado. Veja abaixo que as Operações de Mercado Aberto somavam R$ 1.158.639 milhões ou R$ 1,158 trilhões!

 Obs.: a diferença entre o total e a soma de prefixados e indexados é de R$ 1,16 trilhões; por dedução, estariam em pós-fixados flutuantes (LFTs).

Obs.: (1) EFPC Emp. Públicas, EFPC Emp. Privadas, Seguradoras, EAPC, RPPS, Capitalização, Fundos de Investimento; (2) Corporate, Middle Market; (3) Varejo, Varejo Alta Renda. EFPC = Entidades Fechadas de Previdência Complementar (fundos de pensão). EAPC = fundos de pensão abertos (PGBL/VGBL) já possuem o maior percentual do Patrimônio Líquido (PL) entre os Investidores Institucionais.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS:

Após recordes sucessivos de captação, a indústria de Fundos de Investimentos registrou resgate líquido de R$ 21,6 bilhões em abril de 2017, o segundo maior da série iniciada em 2002, superado apenas pela saída líquida de R$ 28,9 bilhões, ocorrida em outubro de 2008, no início da crise internacional.

Vale notar que a indústria não contou, no mês, com o estímulo sazonal do ingresso de recursos em fundos pertencentes ao Poder Público, típico do início de ano. Além disso, ao contrário dos meses anteriores, o resultado de abril foi concentrado em apenas dois fundos pertencentes aos segmentos Corporate e Poder Público que, juntos, responderam pela saída de R$ 22 bilhões, não representando, ao que tudo indica, uma tendência para os próximos meses.

Os fundos de renda fixa concentraram a saída líquida de recursos em abril, com R$ 28,5 bilhões, seguidos pelos FIDCs, com R$ 3,6 bilhões. Já as classes Multimercados e Previdência voltaram a apresentar resultados positivos, de R$ 7,4 bilhões e R$ 2,1 bilhões, respectivamente.

Mesmo diante desse resgate, a indústria acumula captação líquida recorde para os primeiro quadrimestre, de R$ 89,3 bilhões, e a classe Renda Fixa continua liderando a captação líquida no ano, com R$ 45 bilhões, sendo seguida pelas classes Multimercados e Previdência, com R$ 29,3 bilhões e R$ 12,1 bilhões, respectivamente.

Em um mês marcado por retorno mensal negativo nos títulos de renda fixa de longo prazo (o IMA‐B 5+ recuou 0,82%), o que afetou a rentabilidade de boa parte das carteiras de renda fixa com NTN-Bs, os fundos de ações voltaram a apresentar as maiores rentabilidades da indústria. Com alta de 2,96% em abril, mesmo diante da valorização discreta do Ibovespa (0,64%), os fundos Small Caps registraram a maior valorização entre os tipos com PL representativo no mês, mantendo, também, a liderança no que se refere à rentabilidade acumulada no ano (17,02%).

MERCADO DE CAPITAIS:

Em abril de 2017, as captações das companhias brasileiras no mercado de capitais doméstico alcançaram R$ 7,3 bilhões. O volume registrou um crescimento de 48,4% em relação ao mesmo mês de 2016 e foi puxado, principalmente:

  1. pelas operações com debêntures, que somaram R$ 3 bilhões,
  2. pelas ofertas de CRAs, que totalizaram R$ 2,2 bilhões no mês, e
  3. pelas ofertas de ações, de R$ 2 bilhões.

Entre as operações do período, se destacaram:

  1. a oferta de ações da Azul, que movimentou R$ 2 bilhões, e
  2. a emissão de debêntures das Lojas Americanas, com volume de R$ 1,5 bilhão.

Com isso, no ano, o total captado pelas companhias no mercado local chega a R$ 31,9 bilhões, volume 49,8% superior ao período de janeiro a abril de 2016, desconsiderando as operações com debêntures de leasing. No período, também foram relevantes as participações das debêntures (40,1%), ações (35,7%) e CRAs (11%).

Além do aumento do volume, outros indicadores sinalizam uma trajetória de recuperação das ofertas:

  1. a elevação do prazo médio das debêntures, que subiu para 4,7 anos ante 4,4 anos em 2016,
  2. o aumento da participação das debêntures indexadas ao IPCA, que responderam por 12,3% do total (versus apenas 9,8% no ano anterior), e
  3. o maior interesse por parte dos investidores estrangeiros.

No mercado externo, o resultado do mês também foi favorável: as ofertas de ADRs – American Depositary Receipts somaram US$ 987 milhões e elevaram para US$ 10,9 bilhões o total captado no mercado internacional em 2017, volume sete vezes superior ao captado nos primeiros quatro meses de 2016.

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