Temer recuou da renúncia! Fora, Temer!

Presidente Michel Temer (Foto: AFP 13/12/2016)

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inquérito para apurar se o presidente Michel Temer cometeu crime de obstrução à Justiça com base na delação premiada dos irmãos Batista, do grupo JBS.

O golpista recuou da renúncia para não perder o foro privilegiado. Prefere deixar o País perder a esperança de uma solução rápida para sua posição insustentável.

A permanência do golpista se tornará “insustentável” caso o PSDB, principal aliado da gestão peemedebista, entregue os cargos na gestão federal.

Se os quatro ministros tucanos fizerem uma espécie de renúncia coletiva, após declaração pública do presidente, o PSDB não se afogará junto, em um “abraço de afogados”. Outros ratos já pularam do navio afundando…

CUT/Vox Populi: 78% dos brasileiros desejam a cassação de Temer (Carta Capital)
https://www.cartacapital.com.br/politica/cut-vox-populi-78-dos-brasileiros-desejam-a-cassacao-de-temer

“Diretas Já”, o grito que assombra Temer mesmo sem eleições no horizonte (El País)
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/05/politica/1473111255_638240.html

O presidente Michel Temer está inelegível pela Lei da Ficha Limpa? (BBC Brasil)
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37240587

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Decisão de Investimento: Exigência de Estabilidade Regulatória, Institucional e Política

Quando eu estava na Diretoria Executiva da FEBRABAN, entre 2003 e 2007, representando a Caixa Econômica Federal, escutei de um grande banqueiro brasileiro:  — “Que diferença! Eu já não aguentava mais aquele lenga-lenga do Pedro Malan… Eu quero é isto: o governo me diga claramente o que pode e o que não pode. E que não mude as regras durante o jogo. Senão, caso eu tenha prejuízo, não terei como me justificar perante meus acionistas estrangeiros”.

No entanto, voltou o reformismo neoliberal pró ativo, ou melhor dito, pró mercado. Desta feita, usa o oportunismo de maneira mais apressada, pois sabe que será apeado do Poder Executivo na próxima eleição presidencial. O que ele cria é apenas instabilidade regulatória, institucional e econômica.

Victória Mantoan e Fernanda Pires (Valor, 05/05/17) informam que, enquanto o governo temeroso testa modelos para impulsionar os investimentos em infraestrutura com atração do capital estrangeiro, investidores e especialistas têm um consenso sobre o ponto mais sensível na tomada de decisão para entrar ou não em um projeto do setor no Brasil: estabilidade regulatória. Tanto em âmbito federal como nos Estados.

Outras questões, como alternativas de financiamento, mecanismos de seguro cambial, alocação de risco, ainda que sejam consideradas importantes, aparecem depois da regulação.

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Necessidade de Infraestrutura e Indiferença Passiva Governamental: Queda do Investimento Público

Roberto Rockmann (Valor, 05/05/17) avalia que, para reduzir as deficiências na área de infraestrutura, a saída para o Brasil e outros países da América Latina não é gastar mais na área, mas investir melhor e nos setores certos. Os países da América Latina, incluindo o Brasil, investem 2,8% do PIB em infraestrutura, menos que os 7,7% do Sudeste Asiático ou dos 6,9% do Oriente Médio.

A crise fiscal terá impacto sobre a região, em que um terço do financiamento à infraestrutura é oriundo de entidades públicas e metade dos contratos com o setor privado exige garantias de entes estatais. A restrição nos orçamentos torna difícil enxergar um acréscimo dos investimentos em infraestrutura acima de 3% do PIB nos próximos anos na região. Aqui não há iniciativa privada!

Para reduzir o déficit de infraestrutura, será preciso seguir duas estratégias:

  1. assegurar que o gasto seja bem orientado e
  2. que ele seja eficiente.

Essas duas conclusões são lugares-comuns típicos de estudo do Banco Mundial, no caso, o “Repensando a infraestrutura na América Latina e Caribe”, divulgado no dia 4 de maio de 2017 em São Paulo durante o seminário “Infraestrutura na América Latina e no Caribe – Experiência e lições de políticas para o futuro“.

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