Como Planejar a Vida Profissional e Financeira de “Pejotizado”

No substitutivo da Reforma da Previdência Social, proposta pelo governo golpista, em um oportunismo político aproveitado pela casta dos mercadores em prejuízo da casta dos trabalhadores, a fórmula de cálculo do valor da aposentadoria se modificou: para receber 100% dos salários de contribuição, o trabalhador agora terá que contribuir por 40 anos para a Previdência!

Isso acontecerá porque o cálculo passará a contabilizar 70% da média de contribuições e o peso das contribuições será maior e progressivo (1,5% para cada ano que superar 25 anos de contribuição, 2% quando for superado 30 anos e 2,5% para os que superarem 35 anos). O cálculo do benefício vai considerar a média de 100% dos salários recebidos desde 1994 – e não 80% como é atualmente, em que se elimina os salários mais baixos, tipicamente no início da carreira profissional.

Em um ano há 365 dias e, durante suas 52 semanas, há 252 “dias úteis”, descontando 102 dias de fim de semana e 9 feriados. Descontando 22 dias úteis de férias, sobrariam 230 dias X 8 horas = 1.840 horas de trabalho por ano. Considerando 30 anos de trabalho, antes, eram no mínimo (para as mulheres) 55.200 horas trabalhadas na vida ativa.

Se a Reforma da Previdência aumentar cinco anos de vida ativa, serão mais 9.200 horas de trabalho até se aposentar com 65 anos, totalizando 64.400 horas, pagando mais contribuições, e tendo menos vida inativa até o falecimento. Os trabalhadores só perderão.

Uma contrapartida justa seria o Congresso aprovar 48 semanas X 36 horas = 1.728 horas anuais. Considerando 35 anos de trabalho, seriam 60.480 horas trabalhadas na vida ativa. Assim, elevaria em 5.280 horas face à carga de trabalho anterior, mas os trabalhadores teriam mais um dia livre na semana. Seriam 9 horas de trabalho em 4 dias por semana, mantendo-se a remuneração mensal, diminuindo o trabalho alienante e elevando o trabalho criativo!

O que ocorrerá, na prática, caso sejam aprovadas as Reformas Trabalhistas e Previdenciárias em benefício da casta dos mercadores e prejuízo da casta dos trabalhadores? Como se virarão os trabalhadores “pejotizados” que recebem acima do teto do INSS em 2017: R$ 5.531,31?

O valor médio das aposentadorias urbanas, em março de 2017, era R$ 1.530,83. No caso de aposentadoria por idade (60 anos para mulheres e 65 anos para homens), era R$ 1.129,28, ou seja, 21% a mais do que o salário mínimo de R$ 937,00. Por tempo de contribuição aumentava para R$ 1.947,40.

Quanto às faixas de valor por salários mínimos (pisos previdenciários), 66% dos beneficiários (não só os aposentados) recebiam um salário mínimo. Até três salários mínimos (R$ 2.811,00) já estavam 92% deles; até cinco salários mínimos (R$ 4.685,00) encontravam-se 99,3% de todos os 33,8 milhões de beneficiários. Ora, para a casta dos sábios-universitários, a aposentadoria no INSS pode ser considerada complementar aos rendimentos de outras fontes

Provavelmente, trabalhando por conta própria como CNPJ, tendo sido cortados todos os direitos trabalhistas, cujos encargos incidiam sobre as folhas de pagamento das empresas, eles não terão ânimo e incentivo para contribuir como trabalhador autônomo para o INSS por 40 anos. Em processo de retroalimentação, a arrecadação previdenciária cairá com essa fuga de trabalhadores de renda mais elevada, arriscando-se a não suportar os futuros benefícios.

A geração universitária que está iniciando sua carreira profissional não terá garantia de receber sequer o teto, cujo limite de poder aquisitivo já se situa abaixo de seu padrão de vida. Para manter esse, alcançado durante a fase ativa de sua vida profissional, durante a fase inativa (aposentadoria), necessariamente, terá de providenciar investimentos financeiros e imobiliários.

A primeira dúvida é:

  1. se deve por conta própria fazer esses investimentos, durante toda sua vida ativa, ou
  2. se deve terceirizar a gestão de seu portfólio para gestores profissionais.

No primeiro caso, deverá se dotar de Educação Financeira. No segundo, por exemplo, deverá separar um débito automático de 12% de sua renda anual para investir em EAPC (Entidade Aberta de Previdência Complementar). No caso de DIRPF completa, fazer um PGBL com tributação regressiva – de 35% a 10% com queda de 5 pontos percentuais a cada 2 anos até um total de 10 anos — para descontar certa parte da contribuição e receber devolução de IR que deverá ser reaplicada.

Mas esse montante será suficiente? Por minhas simulações, não. Será necessário investir pelo menos 20% de sua renda bruta durante 30 anos para atingir a meta financeira da carreira profissional: substituição da renda do trabalho pela renda do capital financeiro.

Na primeira tabela (acima), suponho três tipos de profissionais com Ensino Superior, durante suas carreiras completas (35 anos) com o mesmo aporte nominal (20% da renda mensal) nos 420 meses. Na segunda tabela, mais realista, a cada 10 anos, muda-se de faixa salarial, devido à titulação ou experiência profissional, fazendo aporte inicial com o acumulado na faixa anterior.

Todas as planilhas de cálculos demonstram que, em 360 meses (30 anos), habituando-se a esse investimento automático de 20% da renda bruta, ou seja, adequando seus gastos a orçamento doméstico reduzido à renda sobrante, com taxa de juro nominal de 0,5% mensal (depósitos de poupança na pior das hipóteses) será possível substituir a renda do trabalho pela renda do capital financeiro. Quem tiver renda mensal R$ 5.000 será milionário; R$ 10.000, bi-milionário; R$ 15.000 tri-milionário e assim por diante.

No caso de ascensão na carreira com experiência ou titulação, elevando as faixas salariais, com Mestrado, em 35 anos, receberá R$ 10.507 de juros (0,5%) mensalmente; com Doutorado, após 40 anos de vida profissional ativa e aplicações de 20% de sua renda, mensalmente, receberá R$ 17.113 de juros (0,5%) a cada mês.

E a inflação? Se houver reposição inflacionária da renda nominal, mantendo-se o poder aquisitivo, conserva-se o 20% em relação à renda real. Senão, torça para que o Banco Central do Brasil mantenha política de juros reais médios de 6,17% aa durante esses 30 anos vindouros… Todos os trabalhadores brasileiros com Ensino Superior tenderão a se tornar rentistas na fase inativa de suas vidas – e torcerão para isso!

Segundo a PNAD 2015, cerca de 8,4% da população ocupada (89 milhões no 1º. Trimestre de 2017) ou 7,476 milhões de pessoas ganhavam acima de 5 de salários mínimos (R$ 4.685,00 em 2017): 5 milhões da classe média, 2 milhões da classe média alta e 0,5 milhão da classe alta.

Pelas informações das DIRPF 2016 – AC 2015, a Classe Média C (40% dos 27,5 milhões de declarantes) era composta de 11 milhões Pessoas Físicas, cuja renda média era R$ 4.660. A Classe Média Alta B (9%) tinha 2,477 milhões de declarantes com renda média de R$ 13.669, na faixa entre R$ 8.721 e R$ 26.361. A Classe Rica – A (1%), que ganhava acima desse valor (equivalente a 33 salários mínimos de 2015) se reduzia a 275.188 declarantes que não tinham esse problema mundano de “aposentadoria”. Então, o problema se resume a isso: enriquecimento suficiente para passar por esse “funil”. Fácil, né? 🙂 ou 😦

Além desse enriquecimento financeiro, qual é o outro grande problema? Plano de Saúde. Em São Paulo, um satisfatório, isto é, que tenha pelo menos o Hospital 9 de Julho e o Oswaldo Cruz, custa a partir de R$ 900 / mês para pessoas de 29 a 33 anos. A partir de 59 anos, em uma Rede Master com quarto individual e atendimento em hospitais de alto custo, o valor era R$ 2.320 antes do reajuste atual de 9%, então, R$ 2.530, ou seja, um casal em terceira-idade gastará cerca de R$ 5.000.

Hoje, se estiver nessa idade pré-aposentadoria, a renda familiar líquida da Classe Média Alta (B) tem de ser, no mínimo, R$ 15.000. Na idade pós-casamento, uma família tende a gastar esse percentual (1/3 ou 33%) com a Educação de seu(s) filho(s). Quando ele(s) completa(m) 24 anos e se forma(m) em Ensino Superior, o casal que teve filho em idade média de 35 anos já substituirá esse gasto com Educação por aquele em Saúde. Antes, este era menor, mas com o envelhecimento (e longevidade) aumenta em proporção superior.

Outro algoritmo para se calcular um custo significativo em orçamento familiar: Moradia. A conta simples é de 25% a 30% de sua renda familiar líquida para aluguel (ou prestação da casa própria)/ condomínio/ IPTU. Por exemplo, um apartamento padrão de 2 quartos, uma suíte, uma vaga, 70 m2, localizado entre as estações de metrô Pinheiros e Faria Lima, próximo à Vila Madalena, ao lado SESC Pinheiros, valor de locação R$ 3.700, R$ 792 de condomínio e R$ 205 de IPTU, então, arredonda para R$ 4.700. Nesse caso, a renda familiar do casal teria de já ter alcançado R$ 15 mil mensais.

Em outros termos, 2/3 do orçamento familiar vai com o trio Saúde/ Educação/ Habitação. Sobra o outro terço (⅓) para Alimentação/ Transporte/ Lazer.

A partir de experiência vivenciada com casa própria, nos últimos três anos, somando as despesas com Empregada Doméstica, Outros Serviços Domésticos (Segurança, Jardinagem, etc.), INSS autônomo, Mesadas para Filhos, Condomínio, Taxa de Obra, Diarista e Planos de Saúde para Filhos, , Folha de São Paulo Digital, UOL, Padaria e Supermercado, CPFL, Sanasa, Comgás SP, Eletropaulo SP, Sem Parar, Combo NET (TV Digital, Banda Larga de 120 MB, Fone Fixo, Celulares), VISA / Mastercard, Médico, Dentista, Seguros de Casa e Automóvel, despesas extras, etc., etc., dá em média 60% da receita líquida anual. Caso pagasse aluguel ou prestação, teria de ser 20% dela (ou reajustar o orçamento), para sobrar outros 20% a serem aplicados em investimentos financeiros necessários à complementar a previdência ou à própria aposentadoria.

Quanto dinheiro é necessário (e suficiente) para ter uma vida boa? O algoritmo 1, 3, 6, 9 (tabela abaixo) orienta o trabalhador-investidor a seguir uma regra na estimativa de quanto tem de acumular, em diferentes fases de vida, para manter na aposentadoria o padrão de vida alcançado na fase profissional ativa. Ele, nessa última faixa de idade está na fase da pré-aposentadoria. Com mais de cinco milhões de reais em volume de negócios financeiros (líquidos), ele se torna um cliente de Private Banking. Em março de 2017, existiam apenas 114.802 mil pessoas nessa situação no Brasil.

Abaixo está o cálculo para os trabalhadores obrigados a se submeterem ao corte de direitos trabalhistas através da pejotização: teriam de receber pelo menos 1/3 a mais do que recebem como trabalhadores contratados pela CLT para tentar substituir por conta própria os benefícios cortados.

EMPRESA OPTANTE PELO SIMPLES – CÁLCULO SOBRE UM SALÁRIO DE MENSALISTA

Encargos Sociais e Trabalhistas (%) (%)
Encargos Trabalhistas
13º Salário 8,33 %
Férias 11,11 %
Encargos Sociais
INSS 0,00 %
SAT/RAT 0,00 %
Salário Educação 0,00 %
INCRA/SEST/SEBRAE/SENAT 0,00 %
FGTS 8,00 %
FGTS/Provisão de Multa para Rescisão  4,00 %
Total Previdenciário 12,00 %
Previdenciário s/13º e Férias 2,33 %
SOMA BÁSICO 33,77 %

Exemplo 1: sobre um salário de mensalista de R$ 1.800,00, uma empresa optante pelo Simples Nacional terá um custo mínimo de encargos de R$ 607,86, totalizando o custo de mão de obra para este salário de R$ 2.407,86 (R$ 1.800,00 + 33,77%).

Exemplo 2: Se o “pejotizado” receber R$ 10.000 mensais, o equivalente líquido seria 2/3, ou seja, R$ 6.660,00.

Exemplo de “débitos automáticos” sobre esse valor:

Plano de Saúde: R$ 900 / mês

12% Renda Bruta Anual para PGBL: R$ 14.400,00 / 12 = R$ 1.200 / mês

Contribuição para INSS como autônomo:

de 1.958,11 a   3.916,20 11,00%

R$ 1.100,00 / mês

e/ou investimento financeiro por conta própria (8%): R$ 800,00

Contabilizei para lucro presumido: R$ 99,00

Alíquota de Impostos (16,33%): R$ 1.633,00

Soma mensal (com investimentos próprios para se aposentar após 30 anos): R$ 4.632,00

Soma mensal (com INSS como autônomo para se aposentar após 40 anos): R$ 4.932,00

Salário líquido para aplicar a “regra dos três terços” (⅓ para Educação/Saúde, ⅓ para Habitação, ⅓ para Alimentação/ Transporte/ Lazer):

R$ R$ 5.368,00 / 3 = R$ 1.789,33 (no caso de Investimentos)

R$ R$ 5.068,00 / 3 = R$ 1.690,33 (no caso de INSS)

Conclusão: racionalmente, se tiver conhecimento, disciplina e autocontrole, a melhor opção é deixar de pagar INSS (11%) por 40 anos e investir por conta própria PGBL (12%) + 8% em FIF DI (pós-fixado sem risco) durante 30 anos.

No caso do PGBL, os participantes que utilizam o modelo completo de declaração de ajuste anual do I.R.P.F podem deduzir as contribuições do respectivo exercício, no limite máximo de 12% de sua renda bruta anual. Os prêmios/contribuições pagos a planos VGBL não podem ser deduzidos na declaração de ajuste anual do I.R.P.F e, portanto, este tipo de plano seria mais adequado aos consumidores que utilizam o modelo simplificado de declaração de ajuste anual do I.R.P.F ou aos que já ultrapassaram o limite de 12% da renda bruta anual para efeito de dedução dos prêmios e ainda desejam contratar um plano de acumulação para complementação de renda.

Simulador de Benefícios de Previdência Privada

Planilha Previdencia Privada

Baixe mais planilhas de cálculos financeiros em: InfoMoney – Planilhas Financeiras Gratuitas

Obs.:

Quem trabalha como autônomo pode pagar o INSS, para solicitação de sua aposentadoria com 65 anos ou 40 anos de trabalho com contribuições mensais.

Para começar a ser um contribuinte, deve se filiar a RPGS, Regime Geral de Previdência Social, dessa forma deverá pagar a cada mês uma quantia mínima de 20% do salário de contribuição.

O salário de contribuição é o valor que determinará a quantia que será recolhida pela Previdência Social, para os casos de receber um benefício futuramente.

O salário de contribuição é recolhido de acordo com a renda fixa mensal, ou seja, esse valor irá ser alterado de acordo com o que ganha e também de acordo com a tabela emitida pela Previdência Social.

Independentemente da categoria de contribuinte, o valor mínimo e máximo do salário de contribuição deverá ser respeitado. Esse valor é atualizado anualmente.

O salário-de-contribuição para o contribuinte individual é a remuneração pela empresa em que trabalhou ou pelo exercício da atividade por conta própria. Já para o segurado facultativo, o salário-de-contribuição é o valor declarado por ele, durante o mês, tendo como observação os limites mínimo e máximo do salário-de-contribuição.

Calcule:

Planilha para Comparar CLT X CNPJ

Simulador de JUROS COMPOSTOS

Como abrir empresa:

https://www.contabilizei.com.br/contabilidade-online/como-abrir-empresa/

Veja quanto será a mensalidade depois de abrir a sua empresa:

Com a Contabilizei, você abre sua empresa de graça e ainda economiza na mensalidade de contabilidade:

  1. no Simples, R$ 49,00 / mês para um ou dois sócios com faturamento mensal até R$ 25.000; R$ 78 / mês com três sócios; R$ 107 para quatro sócios.
  2. no Lucro Presumido, R$ 99 / mês até dois sócios com faturamento mensal até R$ 25.000; R$ 128 / mês com três sócios; R$ 157 para quatro sócios.

Primeiro Passo: Escolha do Regime Jurídico

Regime jurídico é a forma de constituição da empresa, quem serão os sócios, capital social, endereço etc, tudo o que deve constar no contrato social. Vale lembrar que este contrato normalmente é padrão, elaborado pelo contator, com as informações fornecidas por você. A primeira decisão a ser tomada diz respeito aos sócios, já que sua empresa poderá ser constituída como:

– Empresário Individual (EI) – Aqui, você é o titular da empresa e responderá de forma ilimitada em caso de dívidas. O capital social recomendado é de R$1.000,00, o que significa dizer que este é o valor que a sua empresa precisa para iniciar suas atividades.

– EIRELI – Na EIRELI, você também é o único sócio, mas não responde com seus bens pelas dívidas da empresa. Neste caso, o capital social mínimo é de R$ 78.800,00 que pode ser em bens ou dinheiro. Importante: em caso de dívidas da empresa, o valor acima deverá estar disponível para quitação.

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– LTDASociedade limitada é formada por dois ou mais sócios que contribuem com moeda ou bens avaliáveis em dinheiro para formação do capital social. A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor do capital social, que é recomendado ser R$1.000,00.

Segundo Passo: Definir as Atividades

Definir as atividades que a empresa irá exercer e, com isso, determinar quais serão seus CNAE’s e consequentemente seus impostos. O CNAE é o código de atividade econômica que será avaliado e sugerido pelo contador. É importante lembrar que uma empresa pode ter várias atividades e para cada uma deles pagar uma alíquota de imposto, diferenciando-se no momento da emissão da nota fiscal.

Para facilitar, pesquise palavra-chave no CNAE do IBGE: http://cnae.ibge.gov.br/busca-online-cnae.html?subclasse=7020400&tipo=cnae&versao=8.1.1&view=subclasse

Exemplos:

5911-1/02 – Produção de filmes para publicidade: alíquota de 6%
5911-1/99 – Atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão não especificadas anteriormente: alíquota de 6%
7319-0/99 – Outras atividades de publicidade não especificadas anteriormente: aliquota de 6%

7020-4/00 – ASSESSORIA ÀS EMPRESAS EM QUESTÕES FINANCEIRAS

7020-4/00 – CONSULTORIA NA ÁREA ECONÔMICA

7020-4/00 – Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica

Todas as Consultorias classificadas como: Serviços / Simples VI / Alíquota de Imposto: 16,93% / Não precisa de Inscrição Estadual

Terceiro Passo: Regime de Tributação (impostos a pagar)

O regime de tributação é a forma como a sua empresa pagará os impostos, tendo de optar entre:

  • Simples Nacional – sistema simplificado onde os impostos são pagos numa única guia e variam entre 4,5% e 19,5% sob o faturamento e de acordo com a atividade.
  • Lucro Presumido – válido para qualquer atividade, tem impostos que, juntos, somam cerca entre 6% e 16,93%. Esta forma de tributação é válida para atividades que pagariam mais que 17%, estando no Simples Nacional.

Quarto Passo: Documentos

Para a abertura da sua empresa, precisará de:

  • RG e CPF dos sócios
  • Certidão de Casamento (se for o caso)
  • Comprovante de endereço
  • Número da Inscrição Imobiliária do endereço da empresa (pode ser a sua casa)

Novos limites para Simples

O limite máximo de receita bruta anual para que pequenas empresas participem do regime especial de tributação do Simples Nacional sobe de R$ 3,6 milhões em 2017 para R$ 4,8 milhões em 2018, o que equivale a uma média mensal de R$ 400 mil.

Para quem é formalizado como Microempreendedor Individual (MEI), o novo teto de enquadramento passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil anuais, o que resulta em uma média mensal de R$ 6,75 mil. Com as mudanças, um número maior de empresas pode optar pelo regime simplificado de recolhimento de impostos.

Novas alíquotas

Não será mais aplicada uma alíquota simples sobre a receita bruta mensal. A partir de 2018, a alíquota será maior, mas com um desconto fixo específico para cada faixa de enquadramento.

Na prática, mensalmente, a alíquota a ser paga dependerá de um cálculo que leva em consideração a receita bruta acumulada nos doze meses anteriores e o desconto fixo. Com isso, haverá aumento de carga tributária para algumas empresas e redução para outras. Mais do que nunca, será preciso ter a calculadora à mão, um bom sistema de gestão e o suporte do seu contador.

Simples Nacional – Alíquotas: 

Receita Bruta até R$ 180.000,00:

Em 2017: 4,5% – sem IRPJ; CSLL: 1,22%; COFINS: 1,28%; sem PIS/PASEP; ISS: 2%.

Em 2018: 4,5% – sem IRPJ

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