Concentração de Renda devido à Desigualdade Educacional

A renda média de pessoas com diploma universitário é pelo menos duas vezes maior quando comparado ao grupo daqueles que interromperam os estudos no ensino médio. Na faixa etária de 30 a 39 anos, o rendimento mensal das pessoas com ensino médio é de R$ 1,8 mil. Esse salário salta para R$ 4,7 mil quando se tem uma diploma de ensino superior, segundo informações do estudo “Valor Análise Setorial – Ensino Superior“, que foi lançado e custa R$ 3.400,00.

A renda dobra já nos primeiros anos da faculdade ou logo após a conclusão do curso. A grande diferença de salário entre as pessoas com e sem diploma universitário se mantém até a aposentadoria. Entre 50 e 64 anos, o rendimento das pessoas que se formaram atinge R$ 7 mil, quase três maior comparada com a de R$ 2,4 mil de quem só tem o segundo grau médio concluído.

Segundo o Ministério da Educação (MEC) havia, em 2015, pouco mais de 6,6 milhões de universitários em instituições privadas e públicas no país. No entanto, apenas 34,6% da população com idade entre 18 e 24 anos têm diploma de ensino superior. Os percentuais mudam de acordo com a classe social:

  • No grupo dos 25% mais ricos, 85% deles têm ensino superior.
  • No grupo dos 25% mais pobres, somente 12,3% têm diploma universitário.

Há uma demanda potencial de 10,341 milhões de alunos, sendo 2,2 milhões de estudantes que frequentam o ensino médio e mais 8,1 milhões com o ensino médio concluído.

Observa-se a formação de analistas e/ou estrategistas em Ciência Política, Ciências Sociais e Economia, predominantemente, em Universidades Públicas. Já a formação de gestores, advogados, gerenciamento e administração — talvez por ser ensinada por “homens práticos” e com custo mais barato — se dá em Privadas.

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Internet das Coisas

Christopher Mims (Valor, 16/11/16) avalia que, embora amplamente automatizada e cada vez menos dependente de mão de obra, a indústria americana ainda assim apresenta um paradoxo: embora sofisticada, ela não é tão de alta tecnologia.

Imagine máquinas de estamparia de metais em uma fábrica de autopeças que podem ter uma vida útil de até 40 anos. Agora, pense na linha de montagem, perto de Austin, no Texas, onde a Samsung Electronics Co. produz chips para os iPhones da Apple Inc. A fábrica é um ambiente branco impecável cheio de robôs carregando pastilhas de silicone de uma estação para outra. Cada detalhe do local é medido por sensores que transmitem dados para uma central, onde eles podem ser processados para aperfeiçoar o processo de produção. As únicas pessoas presentes estão lá para consertar as máquinas, que executam todo o trabalho.

Mas isso significa que ainda há uma grande oportunidade para usar, na manufatura, todo o aprendizado que o Vale do Silício aplicou, por exemplo, à publicidade. As pessoas estão realmente pensando em usar capital de risco e inovação tecnológica em coisas que são dez vezes maiores do que o mercado publicitário. Elas ajudam empresas a processar dados coletados em linhas de montagem. O setor global de manufatura movimenta US$ 12 trilhões por ano. Os gastos anuais com publicidade no mundo todo somam só um pouco mais de US$ 500 bilhões.

Essa transformação na forma como as coisas são feitas tem vários nomes — quarta revolução industrial, Internet das Coisas industrial, fábricas inteligentes –, mas, em sua essência, trata-se de:

  1. coleta do maior volume de dados possível de todas as máquinas nas fábricas,
  2. envio dos dados para a nuvem,
  3. a análise deles por meio da inteligência artificial e
  4. o uso dos resultados para tornar essas fábricas mais produtivas, menos onerosas de operar e mais confiáveis.

O objetivo é extrair os dados de seus silos – a máquina, o chão da fábrica, os sistemas de transporte e logística – e consolidá-los de uma maneira que permita decisões em tempo real. Continue reading “Internet das Coisas”