Fintechs

Naiara Bertão (Exame, 20/06/17) avalia que, para empreendedores à caça de consumidores insatisfeitos, os bancos criaram um gigantesco mercado. Dependendo da pesquisa que se olhe, de 40% a 80% dos consumidores dizem não gostar dos bancos em que têm conta, por diferentes razões.

Um levantamento da consultoria EY, feito com 55.000 clientes bancários de 32 países, mostra que apenas um quarto deles acredita que os gerentes dão conselhos imparciais sobre produtos financeiros. De acordo com a consultoria Scratch, sete em cada dez jovens americanos preferem ir ao dentista a encarar uma conversa com o gerente da agência. A aversão aos bancos se deve, em parte, ao fato de que ser cliente deles não é uma escolha, mas uma obrigação para qualquer cidadão comum que precise pagar contas, receber e transferir dinheiro etc.

Mas virar cliente pode ser uma experiência desagradável: é preciso ir a uma agência, aguardar na fila, levar uma série de documentos, esperar o envio de outros documentos para ser assinados, cadastrar senhas com dez dígitos alfanuméricos e — só então — começar a pagar 30, 50, 80 reais de tarifa todos os meses. É verdade que clientes que têm dinheiro investido no banco recebem descontos e outras vantagens.

Mas aí surge outro problema: os bancos não têm tantas boas opções de investimento assim. Nada disso é exclusividade do Brasil: no mundo todo, os bancos exigem documentos e senhas, e fazem isso por uma necessária preocupação com a segurança. Cobrar por produtos e serviços também é, ou deveria ser, algo normal.

O problema para os bancos é que a maioria dos clientes acha que paga muito e recebe pouco. Se “disrupção” é o termo da moda, o setor bancário era um que estava maduro para ser virado de pernas para o ar. Nesse ambiente, surgiram as fintechs, startups especializadas em finanças que estão protagonizando a maior transformação do mercado financeiro em décadas. Continue reading “Fintechs”

6 Milhões de Visualizações do Blog Cidadania & Cultura


Para não deixar passar sem comemoração a efeméride — 6 milhões de visualizações desde 22 de janeiro de 2010 — deste modesto blog pessoal, que posta assuntos “impopulares” (sic), o presente para seus estimados seguidores é o acréscimo da página aí do lado esquerdo denominada Sobre Bancos. É composta de hiperlinks com acesso direto às informações disponíveis no site do Banco Central do Brasil, um extenso repertório de informações econômico-financeiras, cujo conhecimento compartilho com os demais pesquisadores e/ou “a quem possa interessar”.

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Depois de sete anos e meio, com base nos quadros acima apresentados, dá para verificar uma característica sazonalidade: a média de mais de 4.000 visualizações nos dias úteis é bem superior à de sábados (cai pela metade) e domingos (¾). Demonstra o blog ser uma fonte de pesquisa universitária, pois também nas férias de verão e inverno (meses dezembro-fevereiro e julho) as médias caem.

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Feicebuque?! Não sei… 😦

Grato pela audiência (muito superior a de leitores de textos acadêmicos) que ainda me dá força para perseverar!

A perseverança é uma qualidade daquele que persiste, que tem constância nas suas ações e não desiste diante das dificuldades.

Perseverar é conquistar seus objetivos devido ao fato de manter-se firme e fiel a seus ideias e propósitos, no caso do único responsável deste modesto blog pessoal, compartilhar conhecimentos com a sociedade que pagou seus estudos em colégio estadual e universidades públicas.

Desindustrialização segundo a Contracorrente dos Economistas

Um segundo grupo de autores foi destacado no artigo Transformações na estrutura produtiva global, desindustrialização e desenvolvimento industrial no Brasil de coautoria de Célio Hiratuka e Fernando Sarti, publicado na Revista de Economia Política, vol. 37, nº 1 (146), pp. 189-207, janeiro-março/2017, a partir de uma visão que se afasta do mainstream e adota uma visão kaldoriana do crescimento e da especialização produtiva. Para este grupo, o crescimento industrial deveria ser privilegiado, uma vez que é caracterizado por envolver economias estáticas e dinâmicas de escala, concentrar o progresso técnico, apresentar maiores efeitos de encadeamentos sobre os setores a montante e a jusante e apresentar maiores elasticidade-renda da demanda.

No entanto, uma vez destacados estes aspectos para justificar a importância da indústria, os autores desta linha focam a análise principalmente nas variáveis macroeconômicas, em especial na taxa de câmbio como elemento fundamental para promover uma estrutura industrial competitiva. Dentro desta corrente, destacam-se os autores denominados novo-desenvolvimentistas.

O argumento principal destes autores, onde se destacam Bresser-Pereira e Marconi (2008), Bresser-Pereira (2012) e Oreiro e Feijó (2010), é que, em razão da disponibilidade de recursos, países em desenvolvimento acabam tendo vantagens ricardianas, que somadas à entrada de capitais ou às políticas cambiais populistas, voltadas para manter os salários reais artificialmente elevados, inviabilizariam a existência de indústrias competitivas que utilizam tecnologias no estado da arte mundial. Continue reading “Desindustrialização segundo a Contracorrente dos Economistas”