Disputa pelo Mercado Brasileiro de Automóveis

Marli Olmos e Victória Mantoan (Valor, 21/06/17) informam que a Volkswagen tenta recuperar terreno perdido para a concorrência. Em dez anos, a participação da Volks no mercado brasileiro caiu de 22,97% para 11,50%. Para os empregados da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), a notícia de um lançamento de novo modelo de automóvel consagra uma negociação iniciada há cinco anos, quando surgiram os primeiros sinais de excesso de mão de obra. O Polo é fruto de um acordo para tentar amenizar a ociosidade que ainda persiste.

A Volks, líder de mercado até o início dos anos 2000, não é a única, entre as grandes, a renovar a linha para tentar recuperar espaço perdido. Há poucos dias, a Fiat apresentou o Argo, sucessor da linha Palio, o modelo de maior sucesso da marca italiana no Brasil e que começou a ficar desgastado depois de inúmeras remodelagens ao longo dos seus 20 anos de estrada. Entre 2007 e 2016 a participação da Fiat caiu de 25,94% para 15,35%.

A líder agora é a General Motors. Mas, apesar de ter se destacado ao desbancar a Fiat do primeiro lugar, em 2016, a montadora americana também sofreu com o avanço da concorrência. Tinha 21,29% do mercado brasileiro de carros e comerciais leves há dez anos e fechou o ano passado com 17,41%, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), que acompanha o licenciamento nacional.

A crise mexeu com gigantes. Há uma década GM, Fiat e Volks eram donas de 70% do mercado brasileiro. Em 2016 somaram, juntas, 44,2%. Os mais de 25 pontos percentuais perdidos pelas três foram conquistados principalmente por asiáticas, como a coreana Hyundai e a japonesa Toyota, que com pouco mais de 9%, cada uma, das vendas de 2016, passaram à frente da Ford, que permaneceu estagnada. Continue reading “Disputa pelo Mercado Brasileiro de Automóveis”

Avaliação de Consumidores versus Avaliação de O Mercado 3 O (Onisciente, Onipotente e Onipresente)

André Rocha(Valor, 21/06/17) avalia que Facebook, Google, Amazon, Microsoft e Apple possuem como característica buscarem a vanguarda tecnológica. Esse grupo faz parte da Economia Pós-industrial: a Economia do conhecimento. Todas são listadas na bolsa americana Nasdaq, com exceção da Google que pode ser investida indiretamente por intermédio da sua controladora Alphabet. Todas são grandes, mas elas são bem avaliadas pelos investidores?

As marcas dessas gigantes são as mais valiosas do mundo, segundo levantamento da BrandZ, feito em parceria com a WPP e a Kantar Millward Brown, publicada pelo Valor em 7 de junho de 2017. As cinco marcas foram avaliadas em US$ 1,2 trilhão, cabendo a Google puxar a fila com US$ 245 bilhões, seguida por Apple com US$ 235 bilhões, Microsoft com US$ 143 bilhões, Amazon com US$ 139 bilhões e, no fim da seleta lista, o Facebook com US$ 130 bilhões.

Prova de que vivemos novos tempos, a Microsoft liderava a listra em 2006, mas as empresas seguintes – Coca-Cola, China Mobile, Marlboro e Walmart – não figuram mais no “top ten”. Continue reading “Avaliação de Consumidores versus Avaliação de O Mercado 3 O (Onisciente, Onipotente e Onipresente)”