BNDES como Órgão Auxiliar do Banco Central em favor de O Mercado

Angela Bittencourt, Lucinda Pinto e Lucas Hirata (Valor, 10/08/17) informam que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a operar como “dealer” do Banco Central (BC) no mercado aberto. O credenciamento do banco de fomento para compor, com outras onze instituições, o grupo que atuará diretamente com a autoridade monetária nos próximos seis meses, além de surpreender os participantes do mercado financeiro desperta controvérsia entre especialistas. A atuação de um banco de fomento como dealer de banco central é algo inédito. Não há notícia de participação semelhante em outros países.

A estreia do BNDES como dealer focado nas operações compromissadas do BC com o mercado — representadas pela compra ou venda de títulos da carteira do BC com data pré-determinada para revenda ou recompra junto à autoridade monetária — acontece em um momento particular do debate sobre as contas públicas do país.

A escassez de receitas decorrente da grande queda do PIB em 7,5% em dois anos, apesar da ilusão de controle de gastos, ameaça o cumprimento da meta fiscal deste ano, deficitária em R$ 139 bilhões. Fartamente utilizado nos governos do PT para conter os estragos da crise financeira global de 2008 na economia doméstica, o BNDES tornou-se um importante devedor do Tesouro Nacional pelos subsídios implícitos que bancaram suas operações de crédito firmadas por uma taxa de juro (TJLP) que raras vezes se aproximou do custo de financiamento do Tesouro. Continue reading “BNDES como Órgão Auxiliar do Banco Central em favor de O Mercado”

PIB caiu 1,4% no Comparativo em 12 Meses: Lei de Say

 

TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) no 2º trimestre de 2017 = 15,5%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) no 2º trimestre de 2017 = 15,8%

Estatísticas Econômicas Produto: Contas Nacionais Trimestrais

O Produto Interno Bruto (PIB) variou 0,2% na comparação do segundo contra o primeiro trimestre de 2017, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB variou 0,3%. No acumulado em quatro trimestres, o PIB caiu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no primeiro semestre de 2017, o PIB apresentou variação nula em relação ao primeiro semestre de 2016. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2017 alcançou R$ 1,639 trilhão. Veja a pesquisa completa aqui.

Os economistas ultraliberais conseguiram submeter a economia brasileira à Lei de Say: sem crédito “em excesso” (sic), investimento = poupança! Resultado temeroso: equilíbrio entre a oferta agregada e a demanda agregada, ou seja, sem inflação de demanda, porém com depressão e desemprego!

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Proposições Inovadoras

Inovação é a ação ou o ato de inovar, modificando, entre outras coisas, antigos costumes, manias, legislações, processos. O efeito é renovação ou criação de uma novidade. Neste sentido, o ato de inovar significa a necessidade de criar caminhos ou estratégias diferentes, aos habituais meios, para atingir determinado objetivo. Inovar é inventar, sejam ideias, processos, ferramentas ou serviços.

A ideia de inovação, no entanto, não deve ficar fadada apenas à invenção de novos produtos, serviços ou tecnologias, mas também ao valor ou conceito de determinada coisa, por exemplo, como o modo de organizar uma empresa ou uma sociedade. Digamos que reorganizar esse sistema complexo é bem mais desafiante e praticamente um sonho irrealizável na duração de um mandato presidencial – e unicamente a partir do Estado.

Mas existem vários tipos viáveis de inovação, como a inovação de produtos, inovação de marketing, inovação organizacional, inovação radical, inovação incremental, e etc.

Atualmente, a inovação pode ser considerada um sinônimo de adaptação. Nesse sentido, as inovações são essenciais para que possam se moldar às mudanças que acontecem nas estruturas sociais e econômicas. No caso de inovação tecnológica, trata-se do processo de invenção, adaptação, mudança e evolução da atual tecnologia, melhorando e facilitando a vida ou o trabalho das pessoas.

O número temático a respeito de Uma Agenda Econômica Alternativa do Jornal dos Economistas n. 335 (julho de 2017), Órgão Oficial do CORECON-RJ e SINDECON-RJ, publica artigo de Carlos Frederico Rocha, doutor em Economia e professor do IE/UFRJ, intitulado “Progresso Técnico e Cidadania”. Resumo-o abaixo. Continue reading “Proposições Inovadoras”