Desalavancagem Financeira

Alex Ribeiro e Eduardo Campos (Valor, 25/09/17) informam que os juros bancários interromperam tendência de queda em julho de 2017, apesar de o Banco Central (BC) ter mantido o ritmo do ciclo afrouxamento monetária e sinalizado ao mercado que a taxa Selic poderá chegar perto dos seus menores patamares da história.

A taxa média de juros cobrada pelos bancos dos seus clientes subiu de 28,8% para 29% ao ano entre junho e julho, primeira alta desde janeiro, segundo estatísticas divulgadas pelo próprio BC nesta quinta-feira.

O encarecimento do crédito atingiu indistintamente pessoas físicas e jurídicas. No caso do crédito livre, que teoricamente reflete de forma mais célere o ciclo de corte de juros, a taxa para empresas deu um salto de 24,8% ao ano para 25,3% ao ano. No caso das operações com pessoas físicas, a alta foi de 63,4% ao ano para 63,8% ao ano.

E o aumento no custo do dinheiro não encontrou correspondência na inadimplência, que seguiu estável em 3,8% da carteira total. No financiamento com recursos livres, a taxa de calotes permaneceu em 5,6%, reflexo de uma queda no segmento de pessoas físicas de 5,8% para 5,7% e de uma elevação na taxa das empresas, de 5,3% para 5,5%.

O crédito mais caro em julho ocorreu a despeito de os custos de captação dos bancos terem sofrido uma sensível queda, recuando de 9,6% para 9,3% ao ano, no caso dos recursos livres, refletindo a distensão monetária patrocinada pelo Banco Central. Continue reading “Desalavancagem Financeira”

Plano B

A CNTU colocou em discussão, na sua 11ª Jornada Brasil Inteligente, realizada em 18 de agosto de 2017, no auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), os caminhos para se chegar ao Bicentenário da Independência, em 2022, com empregos decentes e desenvolvimento sustentável. Ciro Gomes falou sobre os entraves que inibem o crescimento brasileiro à abertura da Jornada Brasil Inteligente.

Vale a pena examinar suas ideias. Caso seja dado um golpe judicial na candidatura mais popular do Lula, talvez Ciro Gomes, aliado com o Fernando Haddad, seja a melhor alternativa para os eleitores de centro-esquerda. Anular o voto como forma de protesto contra  o novo golpe na democracia brasileira não me parece ser sensato face à perspectiva de facilitar a eleição de um candidato da direita, seja neoliberal, seja neofascista.

A tarefa de elaborar um projeto de Nação para a economia brasileira voltar a crescer a renda e oferecer empregos, como salientou à abertura a presidente em exercício da entidade, Gilda Almeida, “é fundamental no momento em que o País enfrenta o desemprego crescente e a desindustrialização”. Para ela, à confederação se apresenta o desafio de participar do processo de enfrentamento de políticas errôneas “para sairmos vitoriosos”.

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