Reformas e Retomada do Crescimento Econômico

Sob solicitação, apresentei o texto abaixo para constar dos Anais do XXII Congresso Brasileiro de Economistas, realizado em BH-MG, nos dias 6 a 8 de setembro de 2017.

Abandonemos a ideia da inevitável convergência para um pressuposto equilíbrio e adotemos a de que estamos em uma dependência de trajetória caótica. Sabemos que nos afastamos, cada vez mais, de imprecisas condições iniciais. Mas o estado inicial da trajetória caótica que levou à atual conjuntura econômica não tem a possibilidade de ser completamente definido. Decisões ex-ante têm resultados ex-post constatados a partir do “ponto de chegada” atual. O processo socioeconômico e político ainda em andamento, composto de fatos transcorridos, não tem nem um início nem um fim preciso. Nós, economistas, não sabemos de onde viemos e para onde vamos!

Na verdade, não conseguimos nem diferenciar com precisão os efeitos encadeamentos dos limites estruturais e a influência dos fatores conjunturais. Entre 2004 e 2016, a Agropecuária sofreu uma queda de 7,2% do PIB para 5,5% do PIB; a Indústria Geral queda de 28,6% para 21,2%; e os Serviços obteve elevação de 64,7% para 73,3%.  A “desindustrialização” – a Indústria de Transformação passou de 17,8% para 11,7% – foi de tal ordem que foi superada pelo Comércio com sua elevação de 7,7% para 12,5% e ameaça até ser superada por Serviços Financeiros: elevação de 6,5% para 8,3%. Quanto pesam essas significativas alterações da estrutura produtiva na presente conjuntura?

Planejamento indicativo e regulação são necessários. Nós, economistas, necessitamos trocar ideias sobre um possível programa eleitoral à espera de um candidato de oposição. Desta vez, temos a vantagem de usar as lições positivas da experiência social-desenvolvimentista brasileira, como uma política social ativa, para superar as negativas. Continue reading “Reformas e Retomada do Crescimento Econômico”

XXII CBE: Política Macroeconômica e Retomada do Crescimento

Participarei hoje de uma mesa-redonda no Congresso Brasileiro de Economistas de 2017 com o Nelson Barbosa, Antônio Correa Lacerda e Sílvia Maria Matos. Download de minha apresentação: FERNANDO N. COSTA – XXII CBE – Política Macroeconômica e Retomada do Crescimento

Confira os dados da DataViva sobre o Ensino Superior de Economia no Brasil: o curso de Economia é o 37º em número de matrículas no Brasil. A universidade que possui mais alunos é Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com 1,64 mil estudantes. No total, o curso de Economia possui 49,4 mil alunos matriculados em todo o país. Nos últimos seis anos (2010 a 2015), foram 36,58 mil concluintes, ou seja, a média de 6,1 mil / ano. Se essa fosse a média nos últimos 35 anos (e todos os concluintes exercessem a profissão), estariam na vida profissional ativa cerca de 213,4 mil economistas.

NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS EM 2015: 50,4 Mil

NÚMERO DE INGRESSANTES EM 2015: 12,6 Mil

NÚMERO DE CONCLUINTES EM 2015: 6,23 Mil

Obs: para comparação, em 2015, o IE-UNICAMP tinha 547 matriculados e teve 91 concluintes com idade média de 22 anos.

Escrevi o artigo abaixo como preparação de parte de minha apresentação no XXII Congresso Brasileiro de Economistas em BH-MG.

  Continue reading “XXII CBE: Política Macroeconômica e Retomada do Crescimento”