Fake News no Brasil: Caça-Cliques = Caça-Níqueis

A melhor reportagem investigativa lida por mim sobre Fake News no Brasil foi publicada por Helena Borges (Época, 23.04.18). Vale ler um trecho para se ter dimensão dessa ameaça à democracia não só no País, mas como já foi demonstrado, também nos EUA e na Inglaterra. Nem potências econômicas com sociedade mais civilizada escapam desta praga na rede social.

“Estão entregando dinheiro na mão de terrorista!”, dizia o vídeo publicado no dia 26 de janeiro pelo site Gospel Prime, um portal de notícias focado no público evangélico com média de quase 2,8 milhões de leitores ao mês. De acordo com a denúncia do site, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Michel Temer estavam tentando desviar dinheiro de uma obra, por meio de uma Medida Provisória de ocasião, para financiar terroristas palestinos. No Facebook, o líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, o pastor Takayama (PSC-PR), gravou outro vídeo com um comentário que teve cerca de 4 mil visualizações. “Estão nos comunicando que muito do que é enviado para a Palestina é para patrocinar terrorismo”, disse, grave.

Há uma Medida Provisória que busca liberar, sim, dinheiro para a Palestina. Mas a doação visa reformar quatro das 50 colunas da Basílica da Natividade, igreja construída sobre o ponto considerado local de nascimento de Jesus, que consta como patrimônio histórico mundial na lista da Unesco. Se é apropriado ou não gastar dinheiro público em tal iniciativa, é uma discussão longa. O intrigante era por que o próprio Takayama — que já havia até pedido vista do projeto quando este foi examinado por uma comissão do Congresso — replicava uma notícia errada, falsa e inventada envolvendo dois potenciais candidatos à Presidência em ano eleitoral.

O Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota desmentindo a informação, mas o Gospel Prime manteve a postagem no ar. Incluiu o comunicado no pé da página e insistiu no texto original mentiroso, sem errata ou pedido de desculpas. Procurado, Takayama não quis se pronunciar sobre o caso.

A empresa Prime Comunicação Digital, responsável pelo Gospel Prime, tem endereço registrado na pacata Criciúma, em Santa Catarina, cuja população cabe em menos de três estádios do tamanho do Maracanã. Metade do 2o andar do prédio amarelo com pastilhas marrons de dois andares, onde está registrado o CNPJ da firma, pertence à empresa de contabilidade Atual. Subindo as escadas, chega-se a um espaço amplo, mas simples, com móveis e paredes de cores claras.

Indagado, o recepcionista informou que a Prime funciona em outro endereço, mas é uma das clientes da empresa. Ele contou que David Gregório, o dono da Prime, trabalha a partir de casa, um apartamento próximo ao estádio Majestoso, casa do time que leva o nome da cidade: “É perto, mas não sou autorizado a te dar o endereço”. Ele anotou um número de telefone em um Post-it e disse que mais informações não poderiam ser passadas sem autorização do patrão.

Telefonei para Gregório e disse estar fazendo uma pesquisa acadêmica sobre sites de mídia alternativa. Sem muito perguntar, ele passou a dar detalhes de seu negócio. Confirmou trabalhar de casa e afirmou ter abandonado o emprego como gerente de posto de gasolina há seis anos, quando o site, criado em 2008, começou a render R$ 300 por mês. Hoje, segundo ele, rende de R$ 10 mil a R$ 20 mil por mês, valor que seria dividido entre seus quatro integrantes fixos. Nesses dez anos, Gregório conta ter se formado em publicidade, mas que aprende muito “pela internet mesmo”. Afirma que todo conteúdo publicado no site passa por sua aprovação.

Foi ele quem puxou o assunto sobre a reportagem que acusava o governo brasileiro de destinar recursos para uma obra que já havia sido concluída com o objetivo de financiar terroristas palestinos: “Dois dias depois que a gente publicou o texto dizendo que a obra estava acabada, que tudo já estava pronto, os camaradas trocaram a placa na Palestina”, disse animado. “Eu tenho certeza de que isso foi uma reação ao que publicamos.” A placa mencionada por Gregório e citada na reportagem estava na porta da Basílica da Natividade, mostrando o prazo da primeira fase da reforma, que acabou em dezembro de 2017. Ela foi trocada, obviamente, quando a reforma entrou na fase dois. O curioso é que Gregório menciona a troca da placa pelo telefone, mas essa informação não consta nas publicações de seu site.

Ele defendeu seu trabalho e seu ponto de vista como uma “cosmovisão”: “Tudo que eu publico, se tiver minha cosmovisão, se tiver meu modo de olhar esse mundo, desse fato, pode ser chamado de fake news, porque não está na mídia mainstream”. Emendando uma frase na outra, ele disse que não quer ser o MBL, o movimento de direita conservadora. “Os diários que eles inventam têm realmente uma cara de fake news. Sabemos que algumas coisas que a gente publica também podem causar estranhamento, mas é porque a gente está vendo um ponto que a grande mídia não olha.” Ele contou ainda que o vídeo com o complô terrorista foi feito por Roberto Grobman, um dos quase 80 colunistas que escrevem para o site gratuitamente. “Essas pessoas acham que o Gospel Prime vai ser a vitrine do pensamento delas.” A equipe fixa, segundo Gregório, é formada por ele e mais três pessoas, das quais somente duas são formadas em jornalismo. Nenhum teve experiência prévia com a profissão.

Perguntei se parlamentares já ofereceram dinheiro para que reportagens a seu favor fossem publicadas. Ele fez uma longa pausa e retomou: “Olha, sempre tem, mas não é interessante para nós”. Finalizou a conversa sem dar mais detalhes e afirmou que “tenta” não se envolver financeiramente com políticos.

Graças às plataformas de publicidade das gigantes de tecnologia, sites sensacionalistas atraem anunciantes que não sabem onde sua mensagem está sendo veiculada

Não é bem assim. Seis notas fiscais emitidas pelos gabinetes dos deputados Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Geovania de Sá (PSDB-SC), ambos da bancada evangélica, mostram que os parlamentares usaram dinheiro da cota parlamentar para pagar por textos publicados no Gospel Prime entre 2015 e 2016. Cada um custou R$ 250. Os conteúdos eram elogiosos ou visavam repercutir falas polêmicas dos congressistas. “Sóstenes Cavalcante é o deputado mais atuante do RJ” foi publicada em julho de 2015. “Bolsa Família não deveria tornar beneficiários dependentes, diz Geovania de Sá” é de abril de 2016.

Segundo Gregório, o faturamento do Gospel Prime vem de plataformas de propagandas on-line: “Ganhamos com publicidade do Google. A gente tem uma empresa que gerencia a publicidade, também vendemos publicidade direta, mas é pouco. É mais a publicidade que o próprio Google faz a negociação”. De fato, há anúncios dispostos no site por meio da plataforma de publicidade da gigante de tecnologia.

Ele se refere à corrida do ouro digital chamada clickbait (em português, “caça-clique”). Redes como Google e Facebook monitoram os interesses de seus usuários a partir do que cada um curte, compartilha, segue ou busca. Usando os dados disponíveis nas redes, nos computadores e nos smartphones, as plataformas conseguem filtrar os internautas por grupos de interesse. Quanto mais afunilados os filtros — por exemplo, selecionar apenas pessoas que pesquisaram ou curtiram um clube de futebol específico —, maior a garantia de efetividade do investimento em publicidade.

Além desse filtro, essas empresas também fazem a ponte entre os anunciantes e os donos de sites onde esse tipo de publicidade será exposta. O pagamento é feito por clique no hiperlink, daí vem o nome caça-clique. Seguindo essa lógica, sites de fake news se inscrevem em plataformas de venda de anúncios e, em busca do maior número de cliques possível, fazem manchetes e textos sensacionalistas de forma a atrair o leitor desavisado.

Ter páginas nas redes sociais é importante para fidelizar a audiência. Uma vez criado o perfil na rede, esses sites se conectam a pessoas reais populares, que compartilham seu discurso levando o link a novos leitores, dessa vez com uma chancela dada pela figura pública reconhecida. Exatamente como, no caso do Gospel Prime, o deputado Takayama fez em seu vídeo.

A criação de redes entre sites e perfis divulgadores de fake news dá ao internauta a falsa impressão de que o assunto está sendo repercutido, quando, na verdade, muitas vezes é o mesmo autor ou o mesmo e pequeno grupo de autores trocando a bola entre si. Isso, aliado à estratégia de publicar um vasto material verídico com uma informação errada misturada no meio, traz uma falsa sensação de credibilidade, que leva a pessoa a confiar — e clicar — mais naquele site. O Gospel Prime, por exemplo, não publica única e exclusivamente informações falsas, mas, de vez em quando, solta pérolas como a dos terroristas palestinos ou a de um cientista que colocou em xeque a Teoria da Evolução (que, na realidade, acabou demitido).

ÉPOCA questionou o Google sobre o funcionamento de sua plataforma de propagandas, perguntando se é possível um anunciante saber se sua marca está sendo divulgada em um site que publica notícias falsas. Em nota, a empresa informou que atualizou suas diretrizes em novembro de 2016 “para impedir que publishers exibam anúncios do Google em conteúdos enganosos” e que as medidas adotadas com aqueles que agem contra a política da empresa vão desde avisos até a retirada da plataforma, “dependendo da gravidade da violação”.

Questionado sobre sua participação no sustento de um site que publica informações falsas, o deputado Sóstenes Cavalcante afirmou que desconhece as “supostas” fake news mencionadas por ÉPOCA e que não tem “vínculos com o portal Gospel Prime, nem com qualquer outro veículo de comunicação”. “Em 2015, e apenas em 2015, foram divulgadas algumas das minhas atividades parlamentares no portal Gospel Prime. A divulgação ocorreu de forma legal, seguindo as regras, o protocolo e as exigências da Câmara em relação ao uso da cota parlamentar, como pode ser checado no portal transparência da Casa”, disse o parlamentar, declarando ser contra a divulgação de notícias falsas. “Não compartilho qualquer tipo de informação que não tenha sua veracidade verificada”, garantiu. Até a conclusão desta edição, a deputada Geovania de Sá não havia respondido aos contatos da reportagem.

***

A internet deu voz a muitos imbecis. Sim! Não se ofenda, pois quem segue o Cidadania & Cultura — este modesto blog pessoal — se distingue por sua inteligência! 🙂

“Com certeza, em algum momento, todos iremos compartilhar alguma notícia falsa, como pós-verdade ou convicção”. Um levantamento do grupo de pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (USP) e do Laboratório de Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) mapeou os sites noticiosos mais compartilhados por brasileiros nas redes sociais.

Entre os mais de 200 listados, foram encontrados 69 com conteúdo suspeito. Os “diretores” das chamadas fábricas de boatos, em regra geral, são pessoas desconhecidas que, em sua maioria, usam o anonimato como proteção ou vergonha. Os interesses que estão escondidos nessas “fábricas” são puramente econômicos. Ou seja, converter cliques em dólares, motivados por manchetes sensacionalistas, chamativas e com edições terríveis, mas iscas fáceis para os leitores da web.

Outra característica desse mercado é o fato de que o conhecimento em política, economia ou em jornalismo são secundários. O local de trabalho pode ser um apartamento em Porto Alegre ou em alguma periferia de São Paulo. O gestor pode ser um ex-estudante ou um ex-gerente de um posto de combustíveis. Ambos perceberam a oportunidade de ganhar dinheiro fácil na internet. Infelizmente, temos vários exemplos de sites que produzem esse tipo de conteúdo.

Uma das estratégias dos sites de notícias falsas é publicar informações verídicas entre as falsas, trazendo assim uma falsa sensação de credibilidade, que leva as pessoas a confiar e clicar mais vezes no conteúdo.

Outra notícia falsa foi amplamente divulgada pelo segundo site em número de acessos em notícias identificadas como falsas do país, Virgulistas — 1,8 milhão de acessos por mês, em média, de Mateus Agranonik (28 anos), ex-estudante de faculdade de Contabilidade, morador em quitinete em Porto Alegre. Ele gerencia 30 páginas de Facebook, com textos falsos de 400 a 500 palavras, escritos em 15 a 20 minutos. Os terceirizados sob encomenda ganham no máximo 3 mil reais por mês. O ex-estudante diz ter obtido o faturamento bruto de R$ 500 mil em dezembro: será verdade?! Ficou com 20% e repassou 10% para o sócio morador no Rio de Janeiro.

Agranonik explica que o dinheiro vem mais do Audience Network, a plataforma de anúncios do Facebook. Ela permite a monetização das publicações escandalosas com a finalidade de “caçar-cliques”. E a multidão alienada se ocupa em ficar clicando no feicebuque, durante todo o dia, para dar dinheiro para esse tipo de gente mentirosa!

Declarou que “lutadora de vale tudo enfrenta adversária trans e morre”. Ao clicar na notícia, o leitor se depara com uma imagem do suposto velório da lutadora, que logicamente não existe em nenhum ranking especializado em MMA. As notícias falsas existem pelo desconhecimento da população, e, principalmente, porque o foco não está no jornalismo e na informação e, sim, nas quantidades de cliques que se transformam em dinheiro.

Lula é um dos alvos favoritos das fake news. Desde outubro de 2016 segue exposta na internet uma falsa acusação de que ele teria US$ 108 milhões em Luxemburgo. O conteúdo – uma miscelânea de recortes e colagens da Wikipédia misturada a puras invencionices – foi inicialmente publicado no blog sofadipobre, mas é repercutido de tempos em tempos por outros sites divulgadores de notícias falsas. O texto afirma que a Polícia Federal, em conjunto com a Interpol, o FBI e “outros”, teria encontrado uma “poupança” com a fortuna, que pertenceria a Lula, mas que “não existe US$ 0,01” em seu nome.

Neste ano, a mentira ressuscitou em publicações dos sites Jornal do País e Pensa Brasil. Os dois ficaram de fora do ranking de ÉPOCA porque seus índices de audiência, apesar de altos, não foram suficientes para chegar ao top 10. O Jornal do País tem uma audiência média de 200 mil cliques por mês e o Hoje Notícias 400 mil acessos mensais. Mas a nota de corte para entrar nessa lista é a do 10o colocado: o Folha Política tem uma média de 516 mil acessos por mês.

É conhecido o casal de donos de uma das maiores concentrações de sites que divulgam notícias falsas do país: Thais Raposo do Amaral Pinto Chaves e Ernani Fernandes Barbosa Neto. Ambos administram uma rede de sites conhecida como RFA, responsável por boatos como “Leonardo Sakamoto recebe mais de R$ i milhão para chamar opositores de mercenários” e “Delegado alerta para falso atentado contra Lula que estaria sendo articulado pelo MST’. O principal site da rede se chama Folha Política.

A foto do perfil de Ernani Fernandes no Facebook é um retrato do juiz Sérgio Moro com os dizeres “Todo apoio a Sérgio Moro!”. A imagem de capa da página é uma manifestação de pessoas vestidas com as cores da bandeira brasileira, onde se podem ver os bonecos infláveis de Lula e Dilma caricaturados ao lado de uma faixa enorme com os dizeres “Impeachment já”. Os compartilhamentos feitos pela página, que está sem publicar nada desde abril de 2017, são replicações de uma segunda página, chamada Movimento Contra Corrupção, que continua ativa e operante. Nas duas está indicado que a autoria e administração dos espaços são da “Rede RFA”

As fake news se tornaram assunto debatido mundialmente a partir da escandalosa revelação de uma fábrica de mentiras favoráveis a Donald Trump durante a eleição americana. Os “Veles boys“, como ficaram conhecidos — em referência à pequena cidade de 45 mil habitantes da Macedônia, onde habitam –, são jovens que criaram mais de 140 sites e enriqueceram à custa de quem acreditava em suas invencionices, publicadas nas semanas finais da corrida eleitoral de 2016. “É claro que ganhei dinheiro publicando notícias falsas, mas o Google ganhou mais”, afirmou o adolescente que se apresenta como Christian em entrevista gravada para o documentário Fake NewsBaseado em Fatos Reais.

Se a maioria das informações divulgadas nos sites dos garotos da Macedônia era pró-Trump, não significa que eles de fato apoiavam aquele que veio a se tornar presidente. Faziam isso porque era o que lhes rendia mais dinheiro. Apoiadores de Trump compartilhavam mais os links de seus sites e, em um ciclo vicioso, quanto mais os eleitores republicanos clicavam nas publicações, mais mentiras pró-Trump os garotos de Veles produziam e mais eles lucravam. Nas declarações de Christian gravadas para o documentário, ele conta que a mesma estratégia foi testada com eleitores dos opositores de Trump, sem sucesso, e chama de estúpidos aqueles que votaram no magnata.

ÉPOCA procurou o Facebook para que explicasse o funcionamento do Audience Network, serviço que, segundo o dono do Virgulistas — versão local dos Veles boys –, foi sua principal fonte de faturamento. A plataforma leva anúncios que já existem dentro do ambiente virtual do Facebook para sites de conteúdo que tenham páginas na rede. O serviço começou a ser disponibilizado no Brasil em setembro de 2017.

Verificando, porém, a existência de páginas e sites com notícias falsas, a rede suspendeu novas entradas no serviço em vários países, entre eles o Brasil, no início deste ano. Contratos antigos seguirão ativos apenas até o prazo previamente contratado. “Estamos trabalhando para reduzir os incentivos econômicos por trás de notícias falsas e desenvolvendo novos produtos para reduzir a propagação de conteúdos enganosos na plataforma. Além disso, estamos trabalhando com acadêmicos, agências de checagem e especialistas em iniciativas para ajudar as pessoas a tomar decisões mais conscientes sobre o conteúdo que elas consomem”, afirmou a empresa, por e-mail.

ÉPOCA questionou o Google sobre o funcionamento de sua plataforma de propagandas, perguntando se é possível um anunciante saber se sua marca está sendo divulgada em um site que publica notícias falsas. Em nota, a empresa informou que atualizou suas diretrizes em novembro de 2016 “para impedir que publishers exibam anúncios do Google em conteúdos enganosos” e que as medidas adotadas com aqueles que agem contra a política da empresa vão desde avisos até a retirada da plataforma, “dependendo da gravidade da violação”. Ah, tá bom… 😦

OS 10 MAIORES SITES DE BOATOS DO BRASIL

1

Gospel Prime

http://www.gospelprime.com.br Média de 2,79 milhões de visitantes por mês

2

Virgulistas

http://www.virgulistas.com Média de 1,05 milhão de visitantes por mês

3

Falando Verdades

falandoverdades.com.br Média de 940 mil visitantes por mês

4

O Diário Nacional

odiarionacional.org Média de 815 mil visitantes por mês

5

Imprensa Viva

imprensaviva.com Média de 730 mil visitantes por mês

6

News Atual

http://www.newsatual.com Média de 698 mil visitantes por mês

7

Click Política

clickpolitica.com.br Média de 677 mil visitantes por mês

8

Diário do Poder

http://www.diariodopoder.com.br Média de 671 mil visitantes por mês

9

PapoTV

papotv.com.br

Média de 615 mil visitantes

por mês

10

Folha Política

http://www.folhapolitica.org Média de 516 mil visitantes por mês

Fonte: Similar Web (segundo a média de audiência entre outubro de 2017 e março de 2018)

Sites de notícias falsas abastecem internautas de todos os matizes ideológicos, mas principalmente dos discípulos de Trump aos devotos de Bolsonaro.

É OURO

Como funciona o caça-cliques das notícias falsas:

1

Redes como Google e Facebook monitoram os interesses de seus usuários a partirdo que cada um curte, compartilha, segue ou busca. A partir desses dados, conteúdos com palavras-chave são tratados como prioritários na ordem de exposição na tela.

2

Esses dados comportamentais são usados como matéria-prima em plataformas de publicidade, que filtram os internautas por grupos de interesse.

3

Anunciantes conseguem, assim, enviar uma propaganda apenas para pessoas que pesquisaram ou curtiram, por exemplo, um clube de futebol específico.

4

As mesmas empresas de tecnologia que fazem o filtro também fazem a ponte entre os anunciantes e os donos de sites onde esse tipo de publicidade será exposto.

5

O pagamento é feito por clique, 0 que leva os donos de sites a buscar manchetes e conteúdos sensacionalistas e exagerados, muitas vezes falsos, como isca para o leitor.

6

Para atingir uma audiência cada vez maior, eles buscam também criar elos com pessoas públicas, consideradas “influenciadoras”, que compartilham seu conteúdo nas redes.

7

O vínculo a uma pessoa pública aumenta a credibilidade-e a audiência – do site, levando outros seguidores a clicar nos hiperlinks desse site, além de curtir e compartilhar suas publicações nas redes.

A Lorotalândia reúne pessoas com objetivos puramente econômicos e aquelas que pretendem influenciar o debate político por meio de mentiras sobre seus adversários.

Fonte: ÉPOCA

Autora: Helena Borges

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