Realidade Virtual

Maria Isabel Moreira (Valor, 30/04/18) informa: depois de atuar durante 15 anos como uma agência de comunicação 360 graus, a Flex Interativa, de São Paulo, mudou de foco. Os sócios Fernando Godoy e Marcelo Rodiño, ambos com 46 anos, decidiram reposicioná-la como produtora de experiências digitais para o mercado corporativo.

Hoje, a empresa fatura R$ 1,5 milhão com o desenvolvimento de projetos de realidade virtual para clientes como Novartis, SAP e Dow Chemical. A Flex assina, por exemplo, a apresentação do novo sistema de automação de postos de combustíveis da Ipiranga e uma campanha da Mosaic Fertilizantes para mostrar como um produto específico atua na lavoura.

A realidade virtual democratiza a experiência da mesma forma que a internet democratizou a informação. É possível transportar o consumidor para qualquer lugar.

Elementos 3D, cenários e programação são criados na plataforma de desenvolvimento de jogos Unity. Para eventos corporativos, a empresa leva estações com sensores de movimentos, óculos de alto desempenho e notebooks. Um dos sensores permite a quem está no ambiente virtual usar as mãos para interagir com objetos. Os projetos customizados custam entre R$ 50 mil e R$ 170 mil.

Em 2018, a Flex planeja lançar um game de realidade virtual para shoppings e soluções para educação corporativa. Quer ter produtos de prateleira para ganhar escala.

A realidade virtual também é o foco da Oniria, fundada há 15 anos em Londrina (PR). Especializada no desenvolvimento de soluções de simulação virtual e engajamento nos segmentos de agricultura, óleo e gás, mineração, defesa, logística e saúde, a empresa conta com projetos implantados em 12 países. Se a simulação envolve percepção espacial, a realidade virtual é mais eficiente do que outras tecnologias.

A Oniria criou um simulador para tratar fobia de altura, além de ambientes virtuais para pessoas com fobia social, claustrofobia e medo de falar em público: tudo parte de uma pesquisa em psicologia e análise do comportamento da UEL (Universidade Estadual de Londrina).

Os projetos da Oniria, que custam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, são desenvolvidos na plataforma própria Virtua Work-shop e podem ser criados tanto para estações de realidade virtual avançadas como para dispositivos móveis mais simples. Em 2017, a empresa faturou R$ 2,5 milhões.

A realidade virtual também traz bom faturamento à Virtuatech Engenharia. Especializada em treinamento, a empresa fundada em 2007, em Pindamonhangaba (SP) oferece equipamentos e desenvolvimento de software de capacitação com interação entre homem e objeto. Um exemplo é um programa sobre instalação de cabeamento em postes para uma empresa de energia.

Em ambiente virtual, os operadores executam rotinas do trabalho como o alçamento por caminhão até o topo do poste. Esses treinamentos têm custo de R$ 6 mil e podem chegar a R$ 100 mil. A Virtuatech iniciou o ano com capital de R$ 150 mil e prevê triplicar esse valor até o fim de 2018.

A curitibana Beenoculus destacou-se em 2015 ao ser a primeira brasileira a adaptar smartphones para experiências em cenários virtuais por um baixo custo. Em 2017, passou a usar a expertise no desenvolvimento de hardware, software e conteúdo na criação de novos negócios.

Um exemplo é a BeeMedical, joint venture com o médico Wagner Pádua Filho, de soluções para a área médica. No próximo evento da Associação Brasileira de Franchising, estreia a BeeTools, para ensinar idiomas. Vai dar mais rapidez e melhorar o curso do aprendizado.

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