Economia Digital: Experiências Vivenciadas

A transformação digital atingiu também a própria área de TI. Buscou novos métodos e ferramentas para acelerar o desenvolvimento de soluções e agilizar sua entrega ao mercado – o chamado “time to market”. A engenharia de software surgiu nos anos 1990, mas a partir dos anos 2000 foram criados novos conceitos para agilizar a produção de aplicações, cujo desenvolvimento, até então, levavam meses para serem desenvolvidas.

São alguns desses conceitos:

  • SOA (arquitetura orientada a serviços);
  • Scrum (criação de sistemas em ciclos curtos de desenvolvimento e implantação);
  • Devops (integração das equipes de desenvolvimento e de infraestrutura);
  • microsserviços (desenvolvimento de software como suítes de serviços com função de negócio) e
  • Squad (equipes ágeis).

Eles são fundamentais para a transformação digital, pois permitem uma empresa como a Netflix poder reagir rapidamente a demandas de milhares de chamados em diferentes plataformas, condições de infraestrutura e países.

A Oracle vende, junto com as aplicações na nuvem na modalidade SaaS (software como serviço), uma plataforma como serviço (PaaS), com ferramentas de banco de dados e desenvolvimento integradas para os clientes desenvolverem mais rapidamente suas customizações.

Há dois tipos de empresas e comportamentos em relação aos métodos ágeis:

  1. as já nascendo com essa tecnologia.
  2. as grandes e tradicionais estão mantendo o legado (sistemas antigos) e criando novas empresas no digital, caso do Bradesco com o Next.

Hoje, com os métodos ágeis, é possível desenvolver partes da aplicação, e, embora o projeto possa levar o mesmo tempo se comparado às aplicações tradicionais, é possível ir lançando versões menores. Com isso, pode-se, inclusive, testar a avaliação do usuário, adaptar de acordo com seu feedback e ir corrigindo nas novas versões ou releases.

O Devops permite aproximar e integrar desenvolvedores com as equipes de produção e operações para que as aplicações possam ser imediatamente testadas e sejam desenvolvidas mais rapidamente.

Outra técnica de desenvolvimento é a de microsserviços. Em vez de desenvolver a aplicação inteira, opta-se por microsserviços com uma função de negócio, como “cancelar pedido”. Trata-se de uma estratégia para quebrar funcionalidades da aplicação que são independentes umas das outras. O objetivo é ganhar velocidade e conseguir mexer em partes do sistema sem gerar impacto em outras. Os microsserviços são integrados, mas não são interdependentes.

Hoje, 100% das novas demandas para a fábrica de software têm sido de métodos ágeis. Uma empresa pode usar uma metodologia própria, p.ex., a AMMI, baseada no Scrum – metodologia ágil para gestão e planejamento de projetos de software. No Scrum, os projetos são divididos em ciclos chamados Sprints. O Sprint representa uma janela de tempo determinada (time box), dentro da qual é executado um conjunto de atividades.

O grande diferencial dos métodos ágeis como o Scrum é a equipe entregar pequenas coisas e não esperar toda a aplicação ficar pronta. A metodologia permite o trabalho integrado, colocando numa mesma mesa pessoas técnicas, desenvolvedores e pessoas do negócio.

As equipes são reunidas nas chamadas Squads, ou esquadra, conceito desenvolvido pela Spotify, com equipes funcionando como uma mini startup, cujos ciclos de entrega são muito menores. A Squad tem autonomia para decidir o seu próprio processo interno, além de ter contato direto com as partes interessadas.

Os microsserviços têm contextos bem definidos, independentes, focados em negócio. Deve ser grande o suficiente para entregar valor ao negócio mas pequeno para caber em um time.

O modelo de microsserviços é fundamental para um banco vencer o desafio de colocar o banco de investimentos on-line no segmento de varejo.

A transformação digital fez com que o setor financeiro elevasse seus investimentos em tecnologia após anos de estagnação. Só no ano passado, dos R$ 19,5 bilhões desembolsados por 24 bancos, representando 91% dos ativos dessa indústria no país, 50% foram destinados ao desenvolvimento e aprimoramento de softwares e plataformas digitais.

O valor é 5% superior ao gasto em 2016 e serve para enfrentar o surgimento das fintechs e a regulamentação por parte do Banco Central (BC) das operações de crédito peer to peer (pessoa a pessoa, ou P2P) por parte dessas startups financeiras.

O surgimento dos primeiros bancos 100% digitais também acendeu a luz de alerta das instituições mais tradicionais. Elas tiveram de olhar as fintechs não mais como concorrentes, mas como parceiras no processo de mudanças. O setor financeiro deve enfrentar a mesma revolução operacional imposta ao varejo e outros canais: falar diretamente com o consumidor. Isso porque o conceito de mudança digital não passa só pela transformação tecnológica, mas pela cultural.

Tanto as instituições financeiras tradicionais quanto os bancos virtuais estão avançados na adoção de softwares e plataformas nessa direção e também atentos às mudanças na relação com o cliente. Isso vai além do celular e avança na forma como entendem o consumidor e transformam serviços para serem cada vez mais aderentes às novas tecnologias.

Todas as grandes ondas de tecnologia bancária têm um prazo de amadurecimento e de adoção. Precisam ser acompanhadas de avanços regulatórios, principalmente para garantir a segurança e proteção contra fraudes e privacidade de dados.

Entre os bancos tradicionais, o Bradesco mais avançou com a criação do Next – banco 100% digital – e das ações do InovaBra, especialmente com o Habitat. Este projeto coloca na mesma mesa grandes corporações ao lado de fintechs para desenvolver soluções. Elas se integram com a arquitetura tradicional.

O Bradesco investe por ano cerca de R$ 2 bilhões em processos de transformação digital e gasta mais R$ 4 bilhões em despesas tecnológicas. Deste total, 26% vão para a aceleração digital. Em 2017, essa fatia era de 14%. Novas tecnologias como inteligência artificial, computação cognitiva, APIs e blockchain estão na pauta diária.

Já os bancos BTG Pactual e Inter ilustram a guinada mais forte para o digital. O primeiro nasceu como um banco de investimentos para grandes fortunas e de operações para investment banking (fusões, aquisições e abertura de capital), sem nenhuma agência física. Em 2016, lançou o BTG Pactual Digital. Avança agora como plataforma de investimentos virtuais para o varejo e para a alta renda. De lá para cá foram investidos pouco mais de R$ 200 milhões no projeto, incluindo a aquisição recente da Network Partners.

Dentro dos investimentos do grupo, hoje, o financeiro relacionado ao digital é o principal em tecnologia. O que leva benefícios também para outras áreas do banco. Um exemplo é a assinatura eletrônica em contratos de câmbio e para abertura de contas, adotados pelo resto da instituição. Vale também para a previdência com as propostas assinadas eletronicamente.

O Inter levantou R$ 722 milhões no encerramento de sua primeira oferta pública no início de junho de 2018. Mostra importante movimento de capitalização de um banco crescendo apoiado na transformação digital. O Inter atingiu a marca de 535,6 mil contas digitais no primeiro trimestre de 2018 e 9,5 milhões de transações, totalizando volume de R$ 5,8 bilhões.

A média de contas abertas por dia útil atingiu a marca de 2,6 mil de janeiro a março deste ano. Para continuar avançando nesta velocidade, o Inter tem como desafio desenvolver constantes soluções para oferecer tudo o que uma agência bancária oferece, porém, só on-line.

A cultura é a de transformação. A hierarquia é achatada e as decisões estratégicas são rápidas. No quadro de tecnologia tem gente vinda de fora da indústria bancária. Vem de startups e empresas digitais. Um avanço foi a migração para serviços de computação em nuvem. Com isso, conseguiu fazer mais entregas e de forma mais ágil, com disponibilidade do sistema.

Ao escutar música no Spotify, checar os e-mails e ver sua série favorita no Netflix, mesmo sem saber, o cliente está usando serviços na nuvem, várias vezes ao dia. De acordo com o instituto de pesquisas Gartner, a previsão é o mercado mundial de serviços em nuvem pública avançar 21,4% em 2018, ante o ano anterior, totalizando US$ 186,4 bilhões em receitas. Em 2017, o setor movimentou US$ 153,5 bilhões. A nuvem pública, oferecida por provedores, está presente em serviços via internet, como correio eletrônico, transmissão de vídeos e aplicativos.

O segmento de maior crescimento neste universo é o cloud como infraestrutura de serviço (IaaS, na sigla em inglês). Deverá crescer 35,9% em 2018, atingindo US$ 40,8 bilhões. Nessa modalidade de computação em nuvem, é possível contratar servidores virtuais, ao invés de comprar as máquinas. A tarifa é cobrada de acordo com alguns critérios, como o número de equipamentos, a quantidade de dados trafegados e armazenados.

De olho nesse avanço, bancos, fabricantes e fornecedores de tecnologia estão revisando estratégias para acompanhar a transformação digital do mercado financeiro, baseada na nuvem para ganhar inovação.

Segundo a Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018 da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), realizada pela Deloitte e divulgada em junho de 2018, somente as transações com movimentação financeira por aplicativos de celular saltaram 70% em 2017, ante 2016. Foram empurradas principalmente pelo crescimento dos pagamentos de contas, com um salto de 85%, além de transferências (45%) e aplicações (42%). Ao todo, foram 25,6 bilhões de transações no ano, uma alta de 38% em relação a 2016.

Há uma geração de pessoas ‘cloud native‘, em que toda a vida pessoal e financeira está em um smartphone. Há alguns anos, eram os bancos que ‘puxavam’ as novas tecnologias. Hoje, têm de buscar outras formas de olhar o mercado e perceber o que o mundo está fazendo.

Em tempos de árbitro de vídeo, na busca pela classificação do primeiro lugar na preferência do consumidor, os fabricantes de TVs investem cada vez mais em serviços de streaming, além do vídeo sob demanda. Agora conquista cliente quem oferece streaming em tempo real.

No mercado brasileiro, de janeiro a maio deste ano, 93% do faturamento do mercado de TVs foram relacionados à venda de aparelhos smart conectados à internet. Mas o aparelho precisa ser fácil de usar. A linha de TVs Samsung que chegará ao mercado a partir de julho e agosto de 2018 inclui tecnologia da Internet das Coisas (IoT). Permite, por exemplo, ajustes de temperatura de condicionador de ar por comando de voz.

Serviços baseados em IoT e big data estão na rota da Gol. A empresa quer aprimorar a interação com os clientes em seus aplicativos, sobretudo, durante o voo, quando o passageiro tem a oportunidade de se conectar por wi-fi.

Já é possível avisar o passageiro a bordo sobre um eventual atraso em conexões e apresentar, pelo aplicativo, opções para o próximo voo. Trabalha para mitigar a ansiedade do cliente. Está usando a plataforma digital e as informações organizadas em bancos de dados para ter uma visão única do cliente e oferecer a experiência que faça mais sentido para ele.

A evolução dos serviços digitais tem reflexos no meio ambiente. Uma das líderes mundiais em tecnologia de assinatura digital, a DocuSign enaltece a redução de papel nas organizações. Em 2016, dados da DocuSign apontaram economia de cerca de 690 milhões de galões de água, além de evitar o corte de 720 mil árvores no mundo.

Tem tecnologia para assinatura de contratos off-line. Criou uma trilha de evidências comprobatórias jurídicas do ato, incluindo geolocalização, data e hora etc. Quando o sinal de internet é recuperado, fazemos a sincronização.

O Brasil reagiu ao uso da digitalização nos últimos 20 meses. Pesquisa de uma seguradora cliente da DocuSign mostrou: após a inclusão do processo de assinatura digital, houve redução de 94% nas reclamações referentes a discordâncias. As pessoas assinam de forma mais consciente no mundo digital.

Entre os empresários de menor porte, o mundo digital é o passaporte para a sobrevivência no mercado. O futuro do turismo está na indicação on-line. A plataforma cria um ecossistema digital, integra seu site, com produtos personalizados, a redes sociais. Aumenta a base de clientes em virtude dos leads gerados no site.

No setor financeiro, os serviços digitais conferem mais autonomia ao cliente. Usabilidade é o grande ativo de corretora, porque o cliente quer facilidade e economia de tempo.

O GuiaBolso tem o foco da plataforma em se transformar em um companheiro digital de finanças pessoais. A meta é extrapolar a curadoria de produtos de crédito.

Com economia digital cria-se a possibilidade de:

  1. fazer produtos melhores e mais baratos,
  2. inovar rapidamente,
  3. garantir flexibilidade e escala no processo produtivo sem aumentar os custos,
  4. manter os baixos índices de inflação ao redor do mundo,
  5. enxugar orçamentos e
  6. acessar mercados.

O setor automotivo é um dos que saem na frente. Em março de 2018, como parte de um investimento de R$ 500 milhões, a Mercedes-Benz inaugurou uma nova linha de montagem de caminhões em sua fábrica de São Bernardo do Campo com tecnologia digital, hiperconectividade, robótica, computação em nuvem e internet das coisas (IoT).

As novidades incluem um aplicativo móvel para acompanhar a produção pelo celular, com interface com outras áreas da fábrica e outras plantas. Dados do aplicativo e de equipamentos como mais de cem apertadeiras eletrônicas e de 60 veículos guiados automaticamente (AGVs) são armazenados em nuvem e analisados para monitorar a qualidade dos produtos, detectar falhas e casar informações de vendas com sistemas de produção para flexibilizar o mix de produtos. Monitores de TV orientam montadores nas estações de trabalho e impressoras 3D apoiam a produção das peças.

A nova linha reduziu o tempo de produção em 15% e é 20% mais eficiente em logística. No armazém, o número de peças caiu de 53 para seis, o percentual de entrega de peças direto na linha passou de 20% para 45% e o armazenamento de componentes caiu de dez para até três dias.

Conectar a fábrica abre outros campos de digitalização”. Destaca-se a questão da competitividade, com o modelo dando oportunidade de reduzir o gap com outros países. Agora, a meta é empregar parte dos R$ 2,4 bilhões a serem investidos no país até 2022 para ter 100% da fábrica transformada.

Principal vetor de mudança da transformação digital, o cliente também evolui continuamente, demandando atendimento on-line, em tempo real, em todos os canais e de forma integrada (omnichanel). Com mais escolhas, mais acesso à informação e menos incentivo para ser fiel, os consumidores estão no controle de seu relacionamento com as empresas, aponta o estudo “Status do cliente conectado“, produzido entre março e abril de 2018 pela área de pesquisa da Salesforce com insights de mais de 6.700 consumidores e compradores de negócios de 15 países, incluindo o Brasil.

Há três pilares da transformação digital:

  1. experiência do cliente,
  2. criação de novos modelos de negócio e
  3. mudança dos já existentes.

Para 88% dos consumidores brasileiros, a experiência oferecida por uma empresa é tão importante quanto seus produtos e serviços. Eles chegam a usar 11 tipos de canais.

As empresas também devem provar terem em mente os melhores interesses dos clientes. Os clientes querem ser compreendidos e respeitados como indivíduos: 84% dizem querer ser tratados como pessoas, não como números.

Tecnologias emergentes são vistas como revolucionárias e 56% procuram ativamente empresas mais inovadoras.

As empresas estão utilizando uma série de técnicas para conhecer esse ser tão exigente. Entre as quais estão:

  1. a UX (User eXperience): projeta experiências de uso encantadoras para fidelizar e conquistar clientes;
  2. focus group, grupos de discussão para coletar percepções sobre produto, serviço, conceito ou ideia; e
  3. os testes A/B, testes de design em que comparam-se duas opções.

Hoje o consumidor é movido por expectativas líquidas. Ele não mais compara o atendimento de concorrentes da mesma indústria, e sim a instantaneidade do chat do WhatsApp ou a velocidade de serviços como o Uber. Ele consegue traquear para ver se está chegando.

Conceitos como faixa etária, renda, aspectos sociais já não são suficientes para definir o consumidor. Se a empresa considerar apenas isso, pode deixar de fora um contingente enorme de potenciais clientes. Há três tipos de entrega:

  1. estratégia, que pode resultar em revisão do modelo de negócio;
  2. design de serviços; e
  3. criação de produtos.

A principal mudança ocorreu no processo de decisão de compra. Nas gerações passadas, mudava muito pouco. Nas atuais, muda toda semana. As grandes empresas vencedoras do século XX foram desenhadas para segurança e criação de produtos. As vencedoras do século XXI querem conhecer o consumidor e atender suas demandas.

As empresas devem conhecer a jornada do consumidor e o momento dele ser atendido no canal de digital e no físico.

A empresa tem de adquirir grande experiência em microssegmentação e conhecimento do cliente. A jornada do indivíduo hoje é muito mapeada. É possível identificar aqueles que são propensos a adquirir seus produtos de forma muito específica.

A transformação digital envolve modelo de negócios, processos e cultura. Para criar empatia, as empresas precisam descobrir:

  1. o que move o cliente e
  2. o que o fará voltar no dia seguinte.

Em 20 anos, a agricultura do Brasil deve passar por uma transformação tão radical como a ocorrida depois da década de 1970, quando o país deixou de ser importador de alimentos para se tornar um dos principais exportadores mundiais. É o previsto pelo estudo “Visão do Futuro da Agricultura Brasileira“, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A revolução no campo vai resultar da convergência entre biotecnologia, nanotecnologia, tecnologia da informação e ciência cognitiva. Soluções de robótica, automação, inteligência artificial e internet das coisas (IoT na sigla em inglês) tendem a se disseminar no meio rural, onde nove entre dez agricultores já têm acesso ao celular.

Entre 1975 e 2015, a produtividade da mão de obra na agricultura nacional aumentou 5,4 vezes, a da terra, 4,4 e a do capital, 3,3 vezes. Nos últimos cinco anos, essa curva desacelerou, mas deve ser retomada em um futuro próximo, graças à convergência tecnológica. “Poucas ciências irão contribuir tanto para o crescimento do setor quanto a transformação digital”, diz o diretor de inovação e tecnologia da Embrapa, Cleber Soares.

Uma das tecnologias em desenvolvimento pela empresa é a câmera térmica com visão computacional para pesagem de rebanhos. Evita perdas de peso com a movimentação dos animais.

Há dois anos a estatal patenteou um inédito dispositivo vestível: o colar para bovinos com sensores corporais e ambientais que permitem o rápido diagnóstico e tratamento de enfermidades. A empresa tem pesquisa conjunta com a suíça Ceptis sobre rastreabilidade com “blockchain“, uma espécie de protocolo digital de confiança, e negocia parceria com a Intel.

Uma indústria brasileira beneficiada com as oportunidades na área é a Stara, fabricante de máquinas agrícolas de Não-Me- Toque (RS), a “capital nacional da agricultura de precisão”.

Entre 2006 e 2013, a empresa cresceu mais de dez vezes. Parceira da alemã SAP em uma plataforma computacional de telemetria, a Stara é pioneira no uso de IoT e foi uma das primeiras a adotar o sistema operacional Android, da Google. Nas áreas em que a tecnologia foi aplicada pelos clientes, a produtividade aumentou 40% em dez anos.

Há também o projeto Conectividade Rural, voltado para gestão integrada de operações agrícolas. O Centro de Operações é uma plataforma on- line de gerenciamento de dados. O piloto automático, por exemplo, permite até 8% de redução de custo com combustível e fertilizantes, e até 14% de incremento na produtividade.

A Agco, também americana, investe na linha Fuse de tecnologia de precisão para expandir os negócios na América do Sul, por meio das marcas Massey Ferguson e Valtra. Seus principais produtos são um sistema de piloto automático, um de telemetria e um monitor de produtividade para colheitadeiras. Os ganhos podem chegar a 30%.

A tecnologia deve ser aliada a outras técnicas, como rotação de culturas e práticas de conservação do solo.

Em cinco anos, devem chegar ao mercado os primeiros tratores autônomos controlados por IoT. Em 2017 a Case IH, marca da CNH Industrial, do grupo Fiat, exibiu um conceito do veículo. O trator autônomo já é viável do ponto de vista tecnológico, mas depende de avanços na legislação. A empresa está testando a inovação nos EUA.

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