Raiva e Testosterona no Voto Macho em Bolsonaro: Burro, Mau e Feio

Arthur do Val (DEM), de cinza, eleito deputado estadual, e Eduardo Bolsonaro (PSL), de azul, reeleito deputado federal, destaques de uma eleição em que prevaleceu o discurso do ódio Foto: Reprodução

Arthur do Val (DEM), de cinza, eleito deputado estadual, e Eduardo Bolsonaro (PSL), de azul, reeleito deputado federal, destaques de uma eleição em que prevaleceu o discurso do ódio.

Helena Borges e Rafael Ciscati (Época, 06/11/2018) publicou reportagem sobre quem rodeou Bolsonaro em sua campanha de rua: machos embrutecidos com raiva da inteligência, das mulheres insubmissas e dos homossexuais. Vale a pena ler sobre essa gente forjada em academias de fisicultura com muitos músculos e nenhum cérebro. Aliás, minto, os skinheads têm “2 neurônio”, o Tico e o Teco. Como um não conversa com o outro, a equipe bolsonarista quer os fundir em um só!

Pelo menos duas pessoas morreram por causa de divergências políticas. Em 8 de outubro, o mestre de capoeira Moa do Katendê foi morto a facadas em Salvador após discutir com um apoiador de Bolsonaro. No sábado 27, Charlione Albuquerque, de 23 anos, foi assassinado quando acompanhava uma carreata de apoiadores de Fernando Haddad (PT) na região metropolitana de Fortaleza. Segundo o relato da mãe, um homem emparelhou seu veículo ao carro da vítima e gritou “Treze, não. Aqui é nós. Treze, não, p…!”, enquanto efetuava três disparos fatais. Atos de violência precedidos, importante lembrar, pelo atentado sofrido pelo candidato do PSL em Juiz de Fora.

Os casos descritos acima revelam que uma parcela expressiva dos homens, a maioria de classe média, está insatisfeita com os rumos que o mundo tomou nos últimos tempos. As condições nas quais reinavam absolutos, nas quais a masculinidade dava as principais cartas, mudaram de forma dramática. “Esse eleitor do Bolsonaro não se sente confortável em um mundo tão complexo e heterogêneo”, afirmou a cientista social Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

As políticas públicas a favor de grupos minoritários representam uma ameaça ao estilo de vida dele. “Ele é um saudosista. Considera que a família nuclear e heterossexual é a única possível. Esse tempo já passou. E esse eleitor ficou para trás, como um melancólico”, disse a pesquisadora, organizadora do livro de ensaios recém-lançado O ódio como política — A reinvenção da direita no Brasil . A extrema-direita passou, assim, a ser uma esperança de mudança.

O eleitor que esbraveja contra as minorias avalia que os governos petistas o ignoraram. “Para ele, o PT governou para os pobres, que ascenderam. E governou para os ricos. Mas não fez nada por ele — um cidadão que trabalha e paga impostos”, disse Solano. Em sua visão, o ódio ao PT se misturou ao ódio aos pobres. “O voto na extrema-direita é, de certo modo, um voto de protesto.”

Homens e mulheres encararam a eleição presidencial de forma muito diferente, de acordo com os resultados oficiais. Se o eleitorado fosse formado apenas por mulheres entre 16 e 24 anos, o presidente anunciado no último domingo teria sido Fernando Haddad, com 59% dos votos em relação a 41% de Bolsonaro. Entre os homens da mesma idade, o pesselista contaria com 60% em oposição a 40% do candidato petista.

As políticas afirmativas de acesso à universidade estão entre os principais alvos dos homens brancos que esbravejam nas redes sociais. O próprio presidente eleito já prometeu reduzir as cotas raciais e negou haver uma dívida histórica com a população negra por causa da escravidão. “Que dívida? Eu nunca escravizei ninguém em minha vida”, afirmou Bolsonaro durante uma entrevista em julho ao programa Roda viva .

Apoiadores do candidato do PSL discutem com militantes petistas após o anúncio do resultado da eleição Foto: Daniel Ramalho / AFP
Apoiadores do candidato do PSL discutem com militantes petistas após o anúncio do resultado da eleição Foto: Daniel Ramalho / AFP

A adoção das cotas aumentou, num período de 20 anos, em quatro vezes a chance de um negro ter diploma universitário. Mas o percentual de negros que conseguem o diploma ainda é extremamente baixo. Segundo o Censo do Ensino Superior, o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para apenas 9,3% em 2017.

Os brancos raivosos desprezam esses números. “Os negros tentam culpar os brancos por seus problemas e por sua linhagem histórica”, afirmou a ÉPOCA um rapaz assumidamente neonazista, que pede para não ser identificado. “As cotas são uma política de inclusão forçada. Eles querem favorecer pessoas de outras classes e outras raças sem mérito algum, de uma forma totalmente arbitrária. Fazem como se fosse um racismo”, argumentou em tom baixo e arrastado, carregado de sotaque nordestino.

Alexandre Frota, apoiador de primeira hora de Bolsonaro e deputado federal eleito com 155 mil votos Foto: Reprodução
Alexandre Frota, ator pornô, apoiador de primeira hora de Bolsonaro e deputado federal eleito com 155 mil votos

Estudante de Direito, autodeclarando-se branco, ele afirma que “não teve a sorte” de nascer em algum lugar do Sul do Brasil ou de conhecer um nazista de verdade. Contou que nunca saiu do Nordeste e que seu avô lutou na Segunda Guerra Mundial, mas não “do lado certo”. Seguidor da página The Daily Stormer, site de neonazistas com publicações que contestam a existência do Holocausto, o jovem de 20 anos negou ser um supremacista branco. “Não acho que os brancos devam dominar as outras raças.” Mas defende a criação de “etno-Estados”. Para ele, cientistas deveriam analisar o DNA das pessoas para orientá-las na autoafirmação de suas raças e cada uma deveria “viver em seu espaço determinado”, sem contato com as demais. Ele é categórico: “A miscigenação é a responsável pelo fracasso brasileiro”.

Harryson Almeida Marson, outro jovem de extrema-direita que conversou com ÉPOCA, milita contra as políticas afirmativas a favor dos negros. “A cota tira o privilégio do negro de exercer seu direito de cidadão brasileiro. Ele está sendo mais negro do que brasileiro. Todos nós somos brasileiros antes da raça”, afirmou. Marson é o fundador do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Brasileiros, uma legenda sem registro no Tribunal Superior Eleitoral, inspirada no Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, a legenda criada por Adolf Hitler. Ele negou, porém, ser neonazista. Defende a eugenia, mas não de forma impositiva. “Vamos estimular a eugenia, com informação para a população entender e adotar essa filosofia.”

Marson se mostrou animado com a eleição de Bolsonaro, de quem afirmou ter “ideias próximas”, e faz planos para a ascensão de seu partido à Presidência da República em 2028. “Acabaremos com qualquer conceito de ativismo”, prometeu Marson, o que lembra a fala de Bolsonaro em que dizia que poria fim ao ativismo no Brasil. “Vamos acabar com essa militância que só gera prejuízo e transtorno, com esse conceito medíocre de militância de que nós somos racistas”, afirmou o técnico em eletrônica nascido em São Paulo, mas que mora hoje em Recife. A página de Facebook do partido conta com mais de 2 mil seguidores, mas seu fundador jura que há 6.854 pessoas pré-filiadas ao partido.

O sociólogo Michael Kimmel é um estudioso da masculinidade e do surgimento do homem branco raivoso, título de seu livro mais conhecido — Angry white men —, lançado em 2013. Na obra, o professor vai às ruas para fazer a crônica de um sentimento em ascensão: o ódio. Esse é o personagem principal do livro: há o ódio dos neonazistas com quem Kimmel se senta para conversar. Há o ódio do marido que agride sua esposa. Há o ódio dos homens solteiros que não encontram namoradas. Nos Estados Unidos de Kimmel, depois da crise econômica de 2008, todos pareciam à beira de um ataque de nervos: “Até eu estou irritado”, escreveu o professor. Mas nenhuma outra categoria parecia transbordar ressentimento com maior intensidade que o homem branco de classe média.

O que acontecia a esses homens era que, antes de tudo, eles estavam com medo”, disse a ÉPOCA Gary Baker, presidente da ONG Promundo. Criada nos anos 90 para pesquisar desigualdades raciais e de gênero, a Promundo trabalha entre o Rio de Janeiro, onde fica uma de suas sedes, e Washington. “Por um lado, esse homem branco via a economia americana ruir, se transformar em uma economia informal e baseada em serviços, que já não lhe permitia ser o único provedor para suas famílias”, disse Barker.

Por outro lado, esse mesmo homem atribulado pela economia via a cultura a sua volta mudar. Havia um homem negro ocupando a Presidência americana. Havia a pressão do movimento feminista, reivindicando salários igualitários, e havia a pressão da população de imigrantes, que aumentava.

“Em outras circunstâncias, é possível que o americano branco fosse receptivo a essas mudanças culturais”, disse Barker. Mas não em um contexto de crise econômica. “Ele estava irado porque já não conseguia ser o provedor. Não conseguia cumprir com aquilo que, em sua opinião, são as obrigações de um homem.” E sentia que precisava culpar alguém por seus problemas. No caso, culpou os imigrantes, os gays, as feministas. Ou, como aqueles rapazes que Michael Kimmel conheceu no início dos anos 90, culpou as mulheres negras.

E, mesmo que ainda conseguisse ser o provedor, a possibilidade de as coisas piorarem o angustiava. É a “ansiedade acerca da perda de status”, nas palavras do economista Paul Krugman, premiado com o Nobel em 2008 e colunista do New York Times . Trata-se da raiva de homens brancos de classe média “que percebem uma ameaça a sua posição privilegiada”.

O que nenhum desses estudiosos conseguiram prever, no entanto, foi a maneira como o ódio se manifestaria na política: “Esses homens irritados talvez nem soubessem, mas estavam à espera de um líder que incorporasse seus sentimentos”, escreveu Kimmel no prefácio atualizado de seu livro, reeditado em 2016. Foi quando surgiu Trump e sua retórica inflamada.

Por trás de toda a forma de violência masculina estão sentimentos de vergonha e humilhação. Em suas entrevistas com integrantes ativos e aposentados de grupos extremistas, Kimmel sempre descobria que eles haviam experimentado esses dois sentimentos em algum momento de suas vidas. O convívio com companheiros da extrema-direita oferece a eles novas perspectivas. “A camaradagem da comunidade valida sua masculinidade e — ainda mais importante que isso — dá a eles uma missão sagrada. Isso é realmente poderoso para esses caras.”

A reação costumeira de muitos homens é atribuir seus excessos aos impulsos naturais que carregam, não à cultura machista na qual estão inseridos. É preciso voltar aqui aos estudos de Michael Kimmel.

“Trata-se de falso debate. Natureza e criação estão intimamente ligados”, afirmou Kimmel em entrevista ao jornal britânico The Guardian. O sociólogo dá um exemplo autoexplicativo: “Por que os homens usam um argumento biológico quando eles estão irritados e, por exemplo, batem em alguém menor ou em suas esposas? Não batem em seus chefes, certo?”, pergunta. “Quer dizer, meu chefe provavelmente me irrita mais que minha esposa. Por que eu não bato nele? Porque você tem que sentir que possui permissão. Você tem de acreditar que o alvo de sua violência é legítimo.”

Leia mais:

https://www.theguardian.com/world/2017/feb/27/michael-kimmel-masculinity-far-right-angry-white-men

Os personagens que povoam o novo livro de Michael Kimmel, “Homens Brancos e Furiosos“, são tipos familiares: os cabeças-de-prego de Rush Limbaugh, neonazistas, espancadores de mulheres, atiradores furiosos e os rageaholics divorciados do movimento pelos direitos dos homens. Reunidos sob uma mesma bandeira, eles são assustadores e desagradáveis: cheios de fúria e culpam a todos, menos a si mesmos, por seus problemas. Principalmente, eles culpam as mulheres: ex-esposas, pretensas namoradas, as mulheres negras fantasmas que roubaram seus empregos.

O editor de um site de direitos humanos proclama: “A verdadeira questão aqui não é se essas mulheres merecem o lado certo de um gancho de direita, elas obviamente fazem, e algumas delas merecem uma forte o suficiente para deixá-las inconscientes e inócuas. o chão.”

Kimmel, um sociólogo da Universidade Stony Brook, em Nova York, é invulgarmente aventureiro para um acadêmico. Como ele fez em seu último livro, “Guyland: O Mundo Perigoso, Onde Meninos Se Tornam Homens”, ele se aventura em um território desconhecido e se vê engajado nos tipos de conversas que é improvável que ele tenha em reuniões de departamento. Em um show de armas em Shippensburg, na Pensilvânia, Kimmel passa o tempo com um cara que ele chama de “Rick”, que é o homem do K.K.K. mesa e diz o que você imaginaria que tal pessoa diria sobre o homem negro na Casa Branca. No grupo de intervenção de um agressor, Kimmel entra em ação, cutucando um homem que bateu em sua esposa perguntando: “Bem, por que você simplesmente não pegou uma faca e a esfaqueou?”

Uma feminista de longa data, Kimmel mantém um equilíbrio delicado ao manusear suas fontes. Ele quer ser simpático às pessoas que ele entrevista e, ainda assim, fiel aos seus princípios acadêmicos. Depois de uma série de recessões humilhantes e outras mudanças econômicas, homens como Rick se sentem emasculados e humilhados, escreve ele, “traídos pelo país que amam, descartados como lixo ao lado da auto-estrada da informação”. Seu pecado, segundo Kimmel, é uma falha em ajustar. Esses caras se recusam a admitir que receberam privilégios durante todos esses anos por um mundo que coloca os homens brancos no topo. Os homens brancos, escreve ele, “têm corrido com o vento nas costas todos esses anos”, e “o que pensamos como ‘justiça’ para nós foi construído nas costas dos outros”.

Não admitindo isso, os homens ficam presos em uma disfunção permanente que Kimmel chama de “direito agravado”, no qual eles “se recusam a ser arrastados chutando e gritando naquele futuro inevitável” de maior igualdade de gênero e raça. Em vez disso, eles se enfurecem, não contra os senhores da corporação que realmente enviaram seus empregos para o exterior, mas para as feministas amorfas, ou mais provavelmente para “feminazis”, que roubaram a masculinidade americana.

Às vezes é difícil dizer o quanto um fenômeno Kimmel está descrevendo. Em um capítulo ele relata o caso de George Sodini, um homem de 48 anos que foi ao ginásio e matou cinco mulheres (e depois ele mesmo) porque, como escreveu em um diário online, “eu me visto bem, estou barbeado”. Sodini, Kimmel escreve, tem “legiões de fãs” em sites de direitos humanos, pessoas que o chamam de “herói” por enfrentar todas as mulheres “desempregadas” lá.

Mas são esses lunáticos marginais ou, como Kimmel os rotula, um exército de “sodinis cotidianos” que espancam e espancam as mulheres com abandono? Afinal, as taxas de vitimização violenta não fatal de mulheres caíram significativamente desde a década de 1990, de acordo com um relatório da Casa Branca de 2011 sobre mulheres e meninas. A raiva visível pode estar aumentando, mas a maioria dos homens pode se sentir impotente para agir, ou pode estar se ajustando de mais maneiras do que imaginamos.

Em um capítulo fascinante, Kimmel explora a natureza mutável da violência escolar. Uma vez que o flagelo das instituições negras urbanas, este fenômeno assumiu nova forma em bairros suburbanos e rurais. O atirador da escola é agora quase sempre homem e geralmente branco (Seung-Hui Cho, o atirador da Virginia Tech, sendo uma exceção, embora Kimmel afirme que ele tinha muito em comum com os assassinos de Columbine e outros).

Kimmel faz um argumento convincente de que essa mudança tem a ver com um sentimento de ressentimento, mostrando como esses garotos passaram muito tempo afastando insultos à masculinidade da “jockocracia” que governava suas escolas. Mas Kimmel também esforça-se um pouco demais por uma explicação sociológica organizada, argumentando poderosamente (e sem propósito) contra a ideia de que esses agressores eram singularmente perturbados ou psicóticos. Como os homens-bomba, ele os compara a um, pode ser tanto excepcionalmente psicologicamente vulnerável, um total outlier, e ainda sintonizado em uma tendência cultural mais ampla.

O equilíbrio da distância crítica e da empatia de Kimmel funciona melhor em seu capítulo sobre o movimento pelos direitos dos pais, um subconjunto do movimento pelos direitos dos homens. Os membros deste grupo são geralmente homens que saem de um amargo processo de divórcio que acreditam que os tribunais os enganaram por estarem próximos de seus filhos.

Eles exibem um pouco da ira e das qualidades obsessivas de outros homens brancos enfurecidos, referem-se rotineiramente a suas ex-esposas das maneiras mais desagradáveis ​​e tendem a exagerar seu envolvimento na vida familiar. (Como uma criança relatou a um avaliador de custódia, seu pai não passou muito tempo com ele “porque ele está sempre ocupado trabalhando na organização de seus pais”).

Dito isso, suas queixas são baseadas em uma visão legítima. Freqüentemente, Kimmel escreve, os juízes do tribunal de família agem como se “estivessem julgando o divórcio de Don e Betty Draper”, na década de 1960. Eles não reconhecem que os pais hoje em dia cuidam muito mais das crianças do que costumavam, que as mães nem sempre devem ser cuidadoras-padrão e que os pais muitas vezes desejam permanecer ativos nas vidas de seus filhos, como algo além de um salário estável, outro sinal de que muitos homens estão de fato se acostumando a uma nova ordem mundial.

Fora de um público mais elitizado, o diagnóstico de direitos prejudicados de Kimmel será, imagino, uma venda difícil. Os homens sobre os quais ele está escrevendo passaram por várias recessões e 40 anos de mudanças econômicas. Eles vivem em um mundo onde, como um homem diz a ele, você nunca encontrará um emprego como encanador, mas você pode encontrar alguém como uma anfitriã do Walmart.

Além disso, as famílias ao seu redor estão desmoronando. Entre homens como eles, sem um diploma universitário, as taxas de divórcio são altas e menos pessoas se casam; para as mulheres com apenas um diploma do ensino médio, por exemplo, quase 60% dos nascimentos ocorrem fora do casamento, tornando a paternidade uma relíquia do passado. Esses homens podem ter corrido com o vento nas costas, mas o ar ainda está morto há muito tempo.

A esperança de Kimmel é que mais homens abandonem seu senso de direito e aceitem uma noção mais branda e mais justa do que significa ser um homem. Esse é o ideal certo, e a cultura pop vem ajudando-o, proporcionando cada vez mais programas de TV retratando homens da classe trabalhadora como pais amorosos. O próprio livro de Kimmel também oferece evidências de que os homens estão fazendo ajustes, optando por ser pais ativos ou participando de grupos de apoio a espancadores em um esforço para mudar.

Mas no curto prazo, as desigualdades de classe são maiores que o gênero ou a raça. Você não vai facilmente convencer Rick ou os outros homens no livro que, devido ao longo arco de privilégio masculino ao longo da história do mundo, ele deve algo a pessoas como Barack Obama ou Sheryl Sandberg, ou a um professor de sociologia que mora em Nova York.

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