Leituras de Cabeceira: Ciência e Filosofia da Mente

Ciência representa todo o conhecimento adquirido através do estudo ou da prática, baseando em princípios certos. Esta palavra deriva do latim scientia, sujo significado é “conhecimento” ou “saber”.

Em geral, a ciência comporta vários conjuntos de saberes nos quais são elaboradas as suas teorias baseadas nos seus próprios métodos científicos. A metodologia é essencial na ciência, assim como a ausência de preconceitos e juízos de valor.

Inteligência reúne todas as características intelectuais de um indivíduo, ou seja, a faculdade de conhecer, compreender, raciocinar, pensar e interpretar. A inteligência é uma das principais distinções entre o ser humano e os outros animais.

Etimologicamente, a palavra “inteligência” se originou a partir do latim intelligentia​, oriundo de intelligere, em que o prefixo inter significa “entre”, e legere quer dizer “escolha”. Assim sendo, o significado original deste termo faz referência a capacidade de escolha de um indivíduo entre as várias possibilidades ou opções que lhe são apresentadas. 

Para a escolha da melhor e mais adequada oportunidade, entre as várias opções, uma pessoa precisa avaliar ao máximo todas as vantagens e desvantagens das hipóteses, necessitando para isso da capacidade de raciocinar, pensar e compreender, ou seja, a base do que forma a inteligência.

Entre as faculdades constituintes da inteligência, também está o funcionamento e uso da memória, do juízo, da abstração, da imaginação e da concepção.

Os conceitos e definições da inteligência variam de acordo com o grupo a que se referem. Por exemplo, na Psicologia, a chamada “Inteligência Psicológica ou Emocional” é a capacidade de aprender e relacionar, ou seja, a cognição de um indivíduo. No ramo da biologia, a “Inteligência Biológica” seria a capacidade de se adaptar a novos habitats ou situações.

A mente pode ser caracterizada como um estado, dimensão ou fenômeno complexo da natureza humana que associamos ao ato de pensar.

Ela está relacionada com o conceito de descrever as funções do cérebro humano no que diz respeito a potência intelectual, funções cognitivas e comportamentais humanas.

A palavra é originada do latim méntem e significa “pensar, conhecer, entender”. Porém, ela também pode ter o significado de medir e ponderar. Com as habilidades possuídas, ela pode avaliar o peso de cada decisão e as consequências dos pensamentos.

A mente implica um conjunto de processos. Eles se desenvolvem de forma consciente e inconsciente e permitem ao ser humano ter a capacidade de obter informações, associá-las, analisá-las e obter suas próprias conclusões.

Ela também está ligada a características humanas como a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e superego, além de poder influenciar a conduta de um indivíduo. Daí a classificação de uma pessoa como sendo de “mente aberta”.

Existe alguma confusão entre os conceitos de o que é o cérebro humano e a mente. O cérebro é a parte física, ou seja, é um órgão que se encontra na cavidade craniana que apresenta uma grande quantidade de neurônios (células do sistema nervoso). A mente representa como a parte imaterial e funcional deste órgão. Ela se encarrega do processamento da informação que recebemos e é responsável por responder a esta através de uma determinada conduta.

Há também alguma divergência entre as áreas do conhecimento que estudam a mente. A Neurociência é responsável por compreender o funcionamento da mente, através da atividade cerebral. Existe uma função vital de interação entre a mente e o cérebro, onde o que afeta um, afeta o outro também. Já a Psicologia é a área que estuda o comportamento da mente, tendo como base, práticas psicoterápicas que podem provocar alterações na atividade neural do cérebro.

Filosofia é uma palavra grega que significa “amor à sabedoria” e consiste no estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.

Filósofo é um indivíduo que busca o conhecimento de si mesmo, sem uma visão pragmática, movido pela curiosidade e sobre os fundamentos da realidade.

Além do desenvolvimento da filosofia como uma disciplina, a filosofia é intrínseca à condição humana, não é um conhecimento, mas uma atitude natural do homem em relação ao universo e seu próprio ser.

A Filosofia foca questões da existência humana, mas diferentemente da religião, não é baseada na revelação divina ou na fé, e sim na razão.

Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente, com base na compreensão do ser.

Apesar de ter algumas semelhanças com a Ciência, muitas das perguntas da Filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experimental, isto é, o método científico.

Leia mais a respeito em: Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – Ciência e Filosofia da Mente

4 thoughts on “Leituras de Cabeceira: Ciência e Filosofia da Mente

  1. Olá Professor Fernando Nogueira da Costa

    Uma pequena correção na quarta linha do primeiro parágrafo. A pronome “cujo” foi grafada como “sujo”.

    Abc Jairo Gimenez (19) 98142-8376

  2. Prezado Fernando,

    excelente trabalho, parabéns. Gostaria de colaborar com a quebra de alguns paradigmas que nos atormentam desde a época da dualidade Corpo-Mente iniciada com Deskartes.

    Com os avanços da neurociência podemos colocar a última pedra na lápide do fantasma “mente”. Chamo de fantasmas (inexistências), o trio de crenças que incomoda até mesmo os maiores especialistas da área.

    Steven Pinker cunhou os termos:

    Fantasma no corpo: para o que o senso comum chama de espírito!
    Fantasma no cosmos: para o que as religiões chamam de Deus!
    Por fim, podemos chamar de fantasma no cérebro: a mente!

    A fórmula para eliminar ou dissipar esses fantasmas é: 3(F) = Null

    E o que entrou no lugar de mente?

    Espaços cognitivos: constituídos pelo fluxo de nossas redes neurais, formadas pelo fluxo sináptico. E onde podemos encontrar nossos pensamentos?

    Nos não locais chamados de subespaços cognitivos, que recebem autovetores e autovalores tornando os processos de compreensão de nosso pensamento em acordo com os avanços da neurociência e tecnologia atual.

    Podemos afirmar com segurança que nós não possuímos uma mentalidade, e sim, atitudes cognitivas.

    Um ótimo título para seu livro seria: Ciência, Cognição e Filosofia!

    Tenha um excelente e produtivo 2019! Abs.

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