A Ciência e o Campo Akáshico: Uma Teoria Integral de Tudo

Na Introdução do livro “A ciência e o campo Akáshico: uma teoria integral de tudo” de autoria de Ervin Laszlo (tradução Aleph Teruya Eichemberg, Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 2008), ele afirma: “embora uma visão difundida suponha que a ciência se constitua numa coleção de observações, medidas e fórmulas matemáticas, ela não se resume a isso; a ciência também é uma fonte de percepções profundas sobre o modo como as coisas são no mundo. Grandes cientistas estão preocupados não apenas a respeito do comodo mundo — a maneira como as coisas funcionam — mas também a respeito de o que são as coisas deste mundo, e do por que elas são da maneira como nós as encontramos.

Naturalmente, é indiscutível que no pensamento corrente da comunidade científica oficial os pesquisadores estão, com frequência, mais preocupados em fazer com que suas equações produzam resultados bem-sucedidos do que com o significado que eles podem atribuir a elas. Mas esse não é exatamente o caso dos principais teóricos.”

A procura por uma visão significativa do mundo não está confinada à Ciência. Ela é, em todos os seus aspectos, fundamental para a mente humana. É tão antiga quanto a civilização, pois, sempre que as pessoas olhavam para o Sol, a Lua, o céu estrelado acima delas, e também para os mares, os rios, as cordilheiras e as florestas sob eles, elas se perguntavam de onde tudo isso veio, para onde tudo isso está indo, e o que tudo isso significa. No mundo moderno, grandes cientistas também fazem essas perguntas.

Essa divisão nas visões de mundo dos principais cientistas tem profundas raízes culturais. Ela reflete aquilo que o historiador da civilização Richard Tarnas chamou de as “duas faces” da civilização ocidental. Uma face é a do progresso, a outra a da queda.

A face mais familiar é o relato de uma longa e heroica jornada. Partindo de um mundo primitivo de ignorância sombria, sofrimento e limitação, se dirige até o brilhante mundo moderno de conhecimento, liberdade e bem-estar cada vez maiores, que se tornou possível graças ao desenvolvimento sustentado da razão humana e, acima de tudo, do conhecimento científico e da habilidade tecnológica.

A outra face é a história da queda da humanidade e de sua separação do seu estado original de unicidade com a natureza e com o cosmos. Enquanto se encontravam na condição primordial, os seres humanos tinham um conhecimento instintivo da unidade sagrada e da profunda interconexidade mantida com o mundo, mas, com a ascendência da mente racional, ocorreu uma profunda cisão entre a humanidade e o restante da realidade. O nadir desse desenvolvimento se reflete na situação atual, de desastre ecológico, desorientação moral e vazio espiritual.

A civilização contemporânea exibe tanto a face positiva como a negativa.

  • Alguns expressam a face negativa da civilização ocidental. Para eles, o significado reside apenas na mente humana: o mundo, em si mesmo, é impessoal, sem propósito nem intenção.
  • Outros insistem no fato de que, embora o universo tenha sido desencantado pela ciência, ele está sendo novamente reencantado à luz das descobertas mais recentes.

Essa última visão está ganhando terreno. Em sua linha de frente, a nova Cosmologia descobre um mundo no qual o universo não acaba em ruína, e a nova Física, a nova Biologia e as novas pesquisas sobre a consciência reconhecem: a vida e a mente são elementos integrantes do mundo, e não subprodutos acidentais.

Neste livro, “A Ciência e o Campo Akáshico: Uma teoria integral de tudo”, Ervin Laszlo discute as origens e os elementos essenciais da visão de mundoatualmente emergindo nas linhas de frente das novas ciências. Examina por que e como ela está vindo à tona na Física e na Cosmologia, nas Ciências Biológicas e no novo campo das pesquisas sobre A Consciência.

Em seguida, põe em destaque a característica crucial da visão de mundo emergente: a descoberta revolucionária segundo a qual nas raízes da realidade não há apenas matéria e energia, mas também um fator mais sutil e igualmente fundamental, um fator que podemos descrever melhor como informação ativa e efetiva: “in-formação”.

A in-formação, afirma Ervin Laszlo, liga todas as coisas no universo, tanto os átomos como as galáxias, tanto os organismos como as mentes. Essa descoberta transforma o conceito fragmentado de mundo, imperativo nas ciências convencionais, em uma visão de mundo integral, holística.

Ela abre caminho para a elaboração de uma teoria muito discutida, mas até há pouco tempo não efetivamente realizada: uma teoria integral não apenas de um único tipo de coisa, mas de todos os tiposuma teoria integral de tudo.

“Uma teoria integral de tudo nos aproximaria do entendimento da verdadeira natureza de todas as coisas que existem e evoluem no espaço e no tempo, sejam elas átomos ou galáxias ou camundongos e homens. Ela nos proporciona uma visão de nós mesmos e do mundo que é abrangente e, no entanto, científica; uma visão de que precisamos muito nestes tempos de mudança acelerada e desorientação cada vez maior.”

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