Revisionismo e Evolução Sistêmica

A Nomenklatura (Nomenclatura) é palavra de origem latina russificada. Designava a classe dirigente da União Soviética, ligada à gestão administrativa do Partido Comunista.

A Nomenklatura constituía a lista dos postos mais importantes: as candidaturas indicadas por “camaradas” (ou “companheiros”) eram previamente examinadas, recomendadas e sancionadas por um comitê do Partido do bairro, da cidade, do estado, etc. Era preciso igualmente a concordância do Comitê Central para atribuir e demitir de funções administrativas as pessoas admitidas a ocupar esses postos-chave.

Desde os anos 20 do século XX, formou-se uma camada social particular por camaradas filiados e burocratas do SOREX – Socialismo Realmente Existente. A URSS constituiu o primeiro modelo totalitário de direção de Estado sobre todas as atividades econômicas. Começou a divulgar seu fracasso em 1956, quando no XX Congresso do PC foram revelados os crimes da era stalinista. Até a derrocada total desse regime, foi ficando claro, para a esquerda democrática, a URSS não corresponder ao socialismo de sua utopia, isto é, crítica à realidade do capitalismo.

O SOREX era sim uma sociedade de classes, ou melhor dito, de castas de natureza ocupacional, dominada por determinada casta de oligarcas governantes – a Nomenklatura – relativamente pouco numerosa. O Estado totalitário explorava a maior parte da população, mas não conseguia entregar a abundância econômica prometida.

Stalin foi a emanação desta Nomenclatura, quando o órgão do secretariado do PC realizava as nomeações, não somente no aparelho do partido, mas em todos os organismos administrativos, seções do Governo, polícia política, Exército Vermelho, economia, cultura, etc. O fenômeno burocrático foi a característica dominante do chamado stalinismo.

Antes mesmo da má experiência soviética já havia questionamentos do marxismo quanto à unilateralidade da concepção materialista da história, à insuficiência da Teoria da Mais-Valia para explicar o valor adicionado e apropriado inteiramente em “atividades improdutivas”, à análise da concentração progressiva, ao “objetivo último do socialismo”. Abandonado o marxismo, a realidade passa a ser vista pelos revisionistas como permanente “movimento”: a ampliação gradual de conquistas de direitos (civis, políticos, sociais, econômicos e de minoria) da cidadania, isto é, para todos os cidadãos, independentemente de classes sociais ou castas profissionais.

Em decorrência, esses revisionistas foram taxados de renegados. Seus “camaradas” logo cuidaram de expulsá-los do Partidão. Entretanto, a revisão do marxismo era fato: depois de “inventadas as ideias” não é possível mais as “desinventar”.

O revisionismo aparece em todos os lugares, de tempos em tempos, de modo mais ou menos independente por distintos seres pensantes autônomos. Qual é o conteúdo ou o núcleo do revisionismo teórico? Quais são os aspectos do marxismo sempre revistos?

Referente à teoria econômica, o revisionismo supera (no sentido hegeliano de manter o válido e avançar em relação ao inválido) a Teoria Marxista do Valor, restrita à esfera produtiva. Se contabiliza o valor adicionado pela diferença entre o valor da produção (faturamento de empresas não-financeiras) e o consumo intermediário, não contabiliza o valor de mercado atribuído pelas expectativas futuras de valer mais no futuro, por exemplo, ativos como ações, divisas estrangeiras, imóveis, saldos ou estoques dados (existentes) de maneira geral. Esse valor apropriado é base da concentração da riqueza. No entanto, a Teoria do Valor-Trabalho afirma a mera troca de propriedade não acrescentar nenhum valor. Adiciona sim valor de mercado – e este é apropriado.

A produção de mais-valia constitui para marxistas a explicação essencial da luta de classes. Esta, mais cedo ou mais tarde, levaria à derrubada “necessária” do modo de produção capitalista. É espécie de determinismo histórico.

Os revisionistas, então, afastam a crença na revolução – um golpe de Estado – para a evolução democrática de um sistema complexo como é o capitalista. Ele tem múltiplos componentes interagindo permanentemente entre si, via mecanismos de mercado, instituições, normas sociais, leis, regras formais ou informais, etc. Esta emergência o configura de distintas maneiras ao longo do tempo e lugares particulares. Por exemplo, há variedades de capitalismo, entre outros, o do livre-mercado, o do Estado e o da mistura em Estado de bem-estar ou de mal-estar social. Isto sem falar em particularidades étnico-nacionais.

Surgiu uma “classe média de renda”, cuja cultura consumista hoje é assumida pelos próprios trabalhadores manuais ou artesãos criativos por conta própria, inclusive proprietários de empresas (CNPJ) com ou sem sócios e empregados. É vista como uma prova de não ocorrer uma polarização binária da luta de classes (trabalhadora e capitalista) em direção a uma revolução capaz de destruir o sistema capitalista e erguer um socialismo democrático. Por exemplo, a massificação do Ensino Superior, o crédito para o consumo massivo de bens industriais antes considerados “de luxo”, o financiamento habitacional para condomínios populares, tudo isso ocorre após a II Guerra Mundial em meados do século XX.

Houve a evolução de um capitalismo competitivo para um oligopolista ou monopolista com trustes e carteis. Mas a evolução continua com a avaliação do custo de oportunidade financeiro de cada ação como fixar preço e estabelecer margens de lucro, crédito abundante para alavancagem financeira, ganhos de capital pelo fundador com elevação de participações acionárias, universalização dos meios de comunicação via redes de relacionamento social, etc. Vão surgindo instrumentos propícios à maior capacidade de adaptação e enfrentamento das flutuações econômicas e políticas.

A auto-organização sistêmica não segue um processo linear, é mais caótico ao se afastar das condições iniciais sem se saber “onde vai parar”. Aliás, vai parar inevitavelmente em um idílico mundo futuro do comunismo utópico? Ou em uma distopia?

Na Filosofia, os revisionistas se apoiam em um neoidealismo ao não se restringirem ao materialismo dialético. Immanuel Kant (1724-1804) propicia uma síntese entre o racionalismo continental, onde impera a forma de raciocínio dedutivo, e a tradição empírica inglesa, valorizadora da indução materialista. De acordo com o idealismo transcendental, todos nós trazemos formas e conceitos a priori, como os matemáticos, não obtidos com os sentidos, para examinar a experiência concreta do mundo.

Os revisionistas sentem a necessidade de poderes ideais, por exemplo, a luta social por conquista de direitos ao cumprir certas obrigações éticas, comportamentais e fiscais. Conjuntamente com construção de instituições reguladoras da economia de mercado, são motores da evolução sistêmica. As motivações para essa luta deixam de ser uma súbita mudança revolucionária e passam a ser o gradualismo, lento ou rápido a depender das circunstâncias, em um processo incremental de luta em defesa de ideais éticos.

A história deixa de ser vista com um processo causal, submetido a leis de movimento social necessariamente deterministas. Passa a ser vista como resultado de aspirações humanas para realização de suas ideias a respeito de justiça social.

A imagem dialética do mundo de tudo estar constituído à base de contradições e toda a evolução se achar condicionada por “luta” dos contrários não deve obscurecer o mundo real, onde há, em algumas conjunturas, conciliação de classes antagônicas, ou melhor, aliança temporária entre certos interesses comuns das castas de natureza ocupacional. As motivações, sejam econômicas, sejam políticas, não devem ser vistas como suspeitas, como é comum fazerem os marxistas extremistas, mas como pragmáticas por uma esquerda democrática.

Ao afastar leis e causas na história, os revisionistas rechaçam também a teoria marxista dos estágios inapeláveis: comunismo primitivo-escravismo-feudalismo-capitalismo-socialismo-comunismo ou “reino da abundância”, capaz de prover cada ser humano de acordo com suas necessidades. Eles enxergam o desenvolvimento socioeconômico em termos de um processo evolutivo no qual “o velho” se torna gradualmente “o novo” em um processo caótico sem equilíbrio e qualquer fim predeterminado.

O socialismo não substituirá o capitalismo por meio de uma revolução. Ele será superado, pouco a pouco, por um novo modo de produção e de vida, podendo até ser apelidado de socialista se for comunitário e cooperativo em substituição à economia de mercado. Mas deixa de haver uma meta final, esta se dissolve em movimento eterno. Meta, para os revisionistas, seria ideal abstrato, como a utopia crítica do mal-estar presente no capitalismo. Em última análise, o termo final (ou “paraíso”) é um mito.

Politicamente, a teoria evolucionária do desenvolvimento socioeconômico sustentada por revisionistas corresponde a um reformismo consequente e resistente contra a ideia de revolução violenta. Esta destrói sem construir uma democracia pacífica.

Se é necessária violência para a transformação – uma ditadura do proletariado –, o sintoma é o organismo social não estar maduro para a mudança. Haverá reação de anticorpos. A democracia supõe auto-organização social negociada em acordo coletivo ou contrato social estabelecido em uma Constituição justa com os direitos de maioria e das minorias. O socialismo democrático é conscientemente evolucionista e reformista.

Publicado originalmente emhttp://brasildebate.com.br/revisionismo-e-evolucao-sistemica/

8 thoughts on “Revisionismo e Evolução Sistêmica

  1. Muito equivocado esse texto. É incorreta essa abordagem linear da construção e governança socialista na ex-URSS. Existem seis fases claramente distintas: a primeira, que vai da Revolução ate o advento da NEP; a segunda, o período da NEP; a terceira, do fim da NEP até o famigerado XX Congresso do PCU; a quarta, o período de Khrushchev; a quinta, a que seguiu após a saída dele com a ascensão de Brejnev; a sexta, a partir da subida de Gorbachev até a dissolução da URSS.
    Todas com fundamentos de construção e governança socialista diferenciados.
    O período de Stálin foi, sem dúvida, o mais grandioso e edificante, como testemunham os dados históricos e as testemunhas de vários historiadores e pesquisadores desse período, como por exemplo, o insuspeito casal Webb e Joseph Davies,entre muito outros.
    Nos períodos posteriores, que debito a manuntenção do status quo, em face das deliberações do XIX – o último com a participação de Stálin – nunca executadas; além dos ataques políticos a elevada moral de Stálin, especialmente na era de Khrushchev, os fundamentos leninistas da construção e governança socialista foram deteriorados e abandonados. O XX Congresso acionou o detonador. Era uma questão de tempo….Deu no que deu!…

    • Prezado Sérgio,
      eu já esperava a habitual reação à crítica dirigida contra a URSS (SOREX) e seu estalinismo.

      Meu propósito era provocar um debate para avançar e atualizar o pensamento da esquerda para se voltar para o futuro. Sabia o “revisionismo” nunca ter sido bem aceito pelos estalinistas. Preferem louvar o passado e vitimizar o Estado opressor da URSS sem nenhuma autocrítica.

      Escrevi uma resposta à crítica estalinista para o Brasil Debate. Postarei aqui também.
      att.

  2. Caro professor,
    Esse debate é importante e necessário, entretanto, de forma muito clarificada de modo a evitar equívocos.
    Penso ser possível aceitar a denominação estalinismo como a caracterização de uma postura e estilo de liderança, mas não como uma formulação, pois não existe arcabouço teórico que a legitime. Se pode falar em trotskysmo, maoísmo e até em hochiminismo, pois possuem o necessário arcabouço teórico de seus formuladores. Stálin era – se dizia – um seguidor de Lênin, e, de fato, foi seu continuador.
    A denominação estalinista foi cunhada por Trotsky no âmbito de sua luta contra Stálin e reforçada por seus seguidores. Mais tarde também teve a adesão e foi usada pelos revisionistas do PCU na ex-URSS, notadamente N. khrushchev (um notório bajulador, entre outros, de Stálin, quando este vivia)
    O revisionismo foi – é – extremamente danoso ao movimento socialista internacional. Provocou – provoca – enorme cisão, atrito e enfraquecimento no seio do movimento socialista.
    Não é plausível afirmar da existência de Estado opressor na ex-URSS no período de Stálin. Houve, de fato, com a morte de Lênin, em 1924, uma tensa e intensa luta interna que desagou nos famosos Processos de Moscou, até 1938. Sendo que todas as contendas ocorreram, em geral, no âmbito da superestrutura e com maciço apoio popular.
    É bom lembrar que foi sob a batuta do revisionismo que surgiu a tão falada Nomenclatura – não na época de Stálin, como dizem – que se provocou a cisma com a China, a opressão na Hungria, a construção do Muro de Berlim, a opressão na Tchecoslováquia, e, acima de tudo a ruína da URSS.

    • Prezado Sérgio,
      respeito sua opinião, mas ela é contrária à minha em todos os pontos;
      1. a base teórica do estalinismo é a vulgarização do marxismo imposta para todos os PC’s no mundo: saiu a dialética, entrou o mecanicismo.

      2. a denominação de estalinismo é tão natural quanto marxismo, leninismo, maoismo, getulismo, lulismo, etc., ocorre sempre quando o culto à personalidade é exacerbado, infelizmente, uma prática antiga na esquerda, espécie de individualismo em lugar do coletivismo.

      3. considerar o revisionismo “coisa de renegado”, abolindo-o, proibindo o debate, o questionamento dos dogmas, foi uma prática estalinista e, infelizmente, até hoje perdura, haja visto sua reação à tentativa de modernização do pensamento de esquerda com conceitos contemporâneos ao tratar o sistema capitalista, assim como outros modos de vida e produção, com uma evolução dinâmica imprevisível, cuja configuração a cada tempo emerge de interações entre seus componentes, notadamente, das castas de natureza ocupacional: alianças, golpes, revoluções culturais, retrocessos, avanços, etc.

      4. Gulags –sistema penal institucional da antiga União Soviética, composto por uma rede de campos de concentração para trabalhos forçados — não são parte de um imaginário social, há sim documentos e testemunhos a respeito. Não brigue contra os fatos.

      5. também é contrafactual dizer a nomenclatura ter surgido sob o “revisionismo” e não sob o estalinismo. Sugiro ler o livro clássico de Michael S. Voslensky. A Nomenklatura: Como vivem as classes privilegiadas na União Soviética. RJ: Record; 1980. Após 1956, “as cismas” foram reações sociais contra a opressão imperial da Rússia sobre os cidadãos dos demais países.

      6. outra leitura lhe sugiro: Bo Gustafsson. Marxismo y Revisionismo: la crítica bernsteiniana del marxismo y sus premisas historico-ideológicas. Barcelona: Ediciones Grijalbo; 1975. Se houvesse reflexão e livre debate sobre as “ideias revisionistas”, em vez de perseguição e renegação, o marxismo estaria vivo — e não vulgarizado em dogmas.
      att.

  3. Caro professor
    Respeito a sua, então vamos ao debate!..
    1.0 – Estalinismo não tem base teórica, portanto, não existe. O senhor evoca adjetivações para desqualificar Stálin. Isso não é certo. Stálin era profundamente dialético. Pesquise sua obra!…
    2.0 – Não é não. Leninismo,marxismo, etc,possuem embasamento teórico, formulações…pertencem ao mundo físico, pois. Estalinismo fica na campo metafísico.
    O culto a personalidade é um exagero oposicionista….Graciliano Ramos, por exemplo, não viu nenhum problema nisso quando visitou a URSS em 1952. Está documentado no seu livro, Viagens, 1954, achou justificado, legitimado pelo que Stálin fez.ez

    3.0 – Outra vez a desqualificação de Stálin, pilar do revisionismo, diga-se. Interessava aos golpistas da URSS após sua morte. Tentaram essa tática contra Mao Tse Tung, na China. Não deu certo. Foi refutada pelas lideranças chinesas, inclusive Deng Xiaoping.

    4.0 – GULAG era o Sistema Prisional da Época na URSS, como qualquer país!….Muito menor em termos de prisioneiros que os EUA. Havia, sim, a reeducação pelo trabalho.
    A narrativa horripilante foi construída pelo ultra reacionário Alexander Soljenítsin, no famigerado livro, Arquipélago Gulag, uma farsa!…

    5.0 – Sugiro ler Henri Barbusse, Stálin, Um Mundo Novo Através de um Homem – aliás, traduzido por Tati de Moraes e Vinicius de Moraes( O Senhor sabe porque a primeira filha de Vinicius se chama Georgiana?);Beatrice e Sidney Webb, URSS uma nova civilização, os livros de memórias de seus marechais, como Zhukov, Vasilevsky, etc…

    6.0 – Sugiro Emil Ludwing, Ludo Martens: Stálin, Um Novo Olhar, Robert Shewoods: Hopkins e Roosevelt, Uma História da Segunda Guerra Mundial, Memórias, de Churchill, Eden, etc…..
    Vamos falando!….

    • Prezado Sérgio,
      você demonstra ter a insuperável convicção de Stalin ter sido “o farol do mundo” e a URSS “o paraíso na terra”.

      Não aceita evidências de o povo ter sofrido tremenda escassez face à prioridade concedida ao aparelho bélico-militar e à aeronáutica. Nega ter havido o excessivo culto à personalidade individual, aliás, uma má postura adotada pela esquerda até hoje, e os dissidentes terem sido perseguidos com o degredo na Sibéria ou em gulags.

      É muito difícil dialogar com quem assume o viés da confirmação, isto é, a tendência de interpretar novas informações de modo todas elas serem compatíveis com suas teorias, visões de mundo e convicções. Filtra novas informações contraditórias de tal forma suas crenças permanecerem intactas. Desse modo, só tolera conviver com pessoas com os mesmos pensamentos.
      att.

      PS: você poderia listar muito mais intelectuais de esquerda, exceto os trotskistas, apoiadores de Stalin e a URSS antes da revelação de seus crimes em 1956. Depois, mudaram de opinião.

  4. Caro professor,

    Eu pesquiso esse assunto a pelo menos 20 anos em fontes primárias.
    Não acharia que Stálin seria o farol do mundo, se que bem que mereceu por tudo que legou a humanidade!…

    Qual evidências? A URSS sob a liderança de Stálin progredia a olhos vistos na melhoria da vida do povo!…Crescimento econômico inigualável de 20% ao ano, nos anos 30 do ´século passado. Nem a China atual, no boom, consegiu esse patamar. A meta, á época, era de 30%. Stálin dizia que isso era por incapacidade dos bolcheviques, que tinham que aprender mais!…

    Como informei, à luz do testemunho do grande e crítico, Graciliano Ramos, o chamado culto a personalidade era plenamente justificado. Os que denunciaram isso, por interesse político, eram os maiores bajuladores de Stálin. Leia no Marxista.org as bajulações dos posteriores detratores.

    O Famigerado XX Congresso do PCU’S foi um golpe contra o Congresso anterior, quando Stálin era vivo. Aliás, suas atas foram escondidas pelas lideranças soviéticas posteiores. Pelo que pesquisei, me parece que até hoje não foram liberadas. Esse Congresso é a chave. Seu Texto mestre era o soberbo livro de Stálin: Problemas Econômicos do Socialismo na URRS, disponível na Net.
    Quanto a Trotsky, com exceçaõ de algumas lições na luta política antes de 1917, em termos de tática; nada mais temos a aprender com ele em termos de construção e governança socialista.

    Foi um derrotado desde de a morte de Lênin até seu fatídico assassinato ´por um seguidor enciumado.

  5. Obs.:
    A mais de 20 anos atrás eu tinha mais ou menos essa sua concepção. Um belo dia resolvir me aprofundar sobre o tema.
    O que constatei, em fontes primárias, era o oposto do que me diziam, ou seja, juízos ao invés da verdade!…
    Lhe desafio a pesquisar sobre o tema.
    Vou lhe indicar um grande livro do professor Geofrrrey Roberts, Stalin’s Wars.(Não traduzido)…
    Ele é um dos mais profundos conhecedores da URSS da época de Stálin. Não é comunista, mas um historiador sério, honesto.
    A conclusão dele sobre Stálin bateu com o anticomunista Churchilll: ” Ele era um intelectual vigoroso, um político altamente habilidoso e um exímio administrador!”….

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