Programação Mental para o Enriquecimento

A abordagem de Ben Zruel,  livro “Eu vou te ensinar a ser rico: três passos simples para quitar as dívidas em doze meses e construir sua liberdade financeira” (São Paulo: Editora Gente, 2016), é partir de uma constatação empírica de casos de gente endividada a lhe solicitar consultoria, justamente por causa da dívida, sem apresentar números estatísticos: “muitas pessoas acabam adquirindo produtos e serviços que fogem do orçamento. Como alternativa, caem na armadilha do ‘crédito fácil’, pensando que o empréstimo seria uma boa saída para o problema.” Quantas pessoas não se endividam?

Consulte a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC): http://cnc.org.br/central-do-conhecimento/pesquisas/economia/pesquisa-de-endividamento-e-inadimplencia-do-consumidor-8

“O mundo atual é voltado para o consumismo. Poupar diante de tantas propagandas, ofertas de oportunidades, novos produtos, serviços e promoções é uma tarefa um tanto difícil. O resultado é milhões de brasileiros utilizarem o limite do cartão de crédito para cobrir dívidas de lojas e contas em atraso, cheque especial para cobrir despesas da casa, fazem novos empréstimos para quitar outros, e com isso os juros vão se multiplicando. A consequência são dívidas acumuladas, e assim começa o pesadelo”.

Ben Zruel conta histórias pessoais dramáticas para convencer o leitor. E narra os clichês. Para muitas pessoas – potenciais leitores – até esse lugar-comum é desconhecido.

“Há muitas coisas mais importantes além do dinheiro. Dinheiro é apenas papel, mas quando ele falta, torna-se o centro do mundo. O dinheiro não compra felicidade. A felicidade é um estado de espírito. Muitas pessoas são ricas e infelizes. Contudo, a infelicidade não veio do dinheiro. Mesmo com dinheiro, elas não conseguem viver de um jeito propício a lhes trazer felicidade.

O que o dinheiro compra é a liberdade, pois permite você fazer o capaz de o deixar feliz. Caso adore viajar, o dinheiro vai te dar a liberdade de viajar quanto quiser. Outro exemplo é a liberdade de tempo disponível quando se tem dinheiro. Afinal, você não será obrigado a trabalhar todos os dias e terá pleno controle da sua agenda, dedicando mais tempo para família, filhos e amigos. Com certeza se sentirá mais feliz passando esse tempo com eles.

A verdadeira riqueza não se resume apenas em ter dinheiro e as coisas materiais capazes dele te proporcionar. A verdadeira riqueza é viver uma vida plena, na qual você usufrui de tempo e saúde, com a liberdade completa para viver do jeito que bem entender.”

Ben Zruel, no livro “Eu vou te ensinar a ser rico”, narra sua saga pessoal de imigrante pobre em direção à riqueza. “Meu fracasso no início esteve em parte ligado à minha falta de competência comercial, mas o problema principal era minha falta de habilidade financeira. Muitas das coisas que vou ensinar neste livro aprendi com meus próprios erros. E paguei caro por ter cometido cada um deles.

Ao longo dos anos, prestei consultoria financeira para diversas pessoas e percebi que os erros cometidos são sempre os mesmos. Por falta de conhecimento, as pessoas os repetem sem saber sequer onde estão errando e muito menos como sair dessa situação.”

Existem regras no jogo do dinheiro. Sem conhecimento profundo do dito, Ben Zruel diz: “essas regras não são ensinadas em nenhuma escola, em nenhuma faculdade. Não é verdade que há pessoas por aí com mestrado em Economia que mal conseguem terminar o mês no positivo?”. Não é um mau argumento o Efeito Indução, típico da Síndrome do Peru de Natal: a tendência a deduzir certezas universalmente válidas a partir de poucas observações individuais? Todas as certezas são sempre temporárias.

“A decisão de mudar e corrigir os erros passados não é garantia de sucesso imediato. Levamos tempo para realmente modificarmos nossa mentalidade e nos tornarmos pessoas de sucesso. Uma das maiores armadilhas do sucesso é muitas pessoas, quando tomam a decisão de mudar de vida e corrigir os erros do passado, esperam ter mudanças positivas em um curtíssimo espaço de tempo. Levamos tempo para corrigir nossos erros e, principalmente, para ver os frutos de nossas novas atitudes”.

Ben Zruel pergunta: “qual é o segredo da riqueza? Se vivemos no mesmo país, sob o mesmo governo, por que algumas pessoas têm tudo, enquanto outras têm tão pouco?”

Ele abstrai a “sorte do berço” e despreza a pregação paternal/maternal para o filho estudar: “Quantas pessoas com diploma acadêmico não conseguem emprego na profissão delas e trabalham em uma atividade totalmente diferente? O conselho realmente era correto na época de nossos pais. Há quarenta anos, havia no Brasil poucas pessoas formadas, o acesso à faculdade era restrito às camadas muito privilegiadas da população, então as pessoas graduadas realmente tinham garantia de uma boa colocação no mercado de trabalho.

Hoje se formam centenas de milhares de jovens todos os anos e o país não tem postos de trabalho para todos. A consequência é a “abundância” de pessoas formadas, a desvalorização dos diplomas e do salário. Temos cada vez mais pessoas qualificadas concorrendo às vagas disponíveis e isso permite aos chefes diminuir o salário e aumentar as exigências.

Muitos tentam aumentar ainda mais a qualificação. Por exemplo, ao fazer uma pós-graduação. Porém, os outros também pensam nessa solução mágica, e então voltamos ao mesmo lugar.”

Este é um problema do individualismo metodológico: não entender a causa social do desemprego e individualizar o problema. Este problema pessoal perdura: estar melhor preparado, seja em formação, seja em networking(rede de relacionamento profissional), em relação aos concorrentes, para aproveitar uma oportunidade quando ela surgir.

Então, qual é o segredo do sucesso? O que nos define? De onde vem o dinheiro com abundância para alguns e com tanta escassez para outros? É questão de uma aula de mentalidade.

“O tamanho do seu sucesso financeiro, do seu patrimônio, tudo o que você tem e conquistou no mundo material está 100% relacionado à programação mental. Sua mentalidade, é o fator principal que define se terá sucesso ou fracasso financeiro”. Só.

Programação mentalé a soma de todos os conceitos, todas as crenças, as ideias e os conhecimentos instalados em nossa mente consciente e subconsciente.”

Há vários fatores e aparelhos de socialização capazes de nos moldar como seres humanos: a escola, os professores, a religião, o bairro da moradia, a mídia, os amigos. A principal fonte vem dos pais: 80% das pessoas começam a vida em um padrão econômico e morrem com o mesmo padrão, um nível abaixo ou acima, mas praticamente o mesmo dos pais por causa de seus preconceitos e crenças. Tal como fosse uma dinastia familiar em predeterminado contexto familiar, escolar, religioso, local e profissional.

Há uma natureza ocupacional nas castas profissionais: filhos de empregados, empregados serão; filhos de funcionários públicos, servidores públicos serão; filhos de empresários serão educados (?), ou melhor, encorajados com incentivos para serem empresários. “não é somente a escolha da nossa profissão ou do nosso trabalho ser influenciada pelos [clichês expressos pelos] pais, mas também toda a nossa relação com o dinheiro e o sucesso.”

Em vez de pensar o dinheiro como “coisa suja”, é melhor mentalizar: “o dinheiro é neutro, ou seja, não é bom nem mau, não é sujo nem limpo, não traz alegria nem tristeza. É apenas uma ferramenta e, conforme a utilizamos, pode tanto fazer o bem, como o mal.”

A educação familiar é expressa em exemplos de comportamentos: atitudes e exemplos dos pais, quando o assunto era dinheiro, ficam gravados nas mentes dos filhos. “Formam a programação mental e ela pode impedir seu sucesso financeiro.” O dinheiro sobrava ou estava sempre faltando?  O dinheiro era fonte de discussões? Seus pais eram poupadores ou gastadores?

Para superar as crenças limitadoras enraizadas na mente de cada qual, “há várias maneiras de fazer isso. A primeira é por meio da leitura; a segunda, por meio de áudios e seminários; e a terceira, com a convivência com pessoas bem-sucedidas. Mudar a nossa mentalidade é uma atitude indispensável.”

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