Papel das Narrativas em Geral e nas Ciências Sociais e Humanas

Figura 1. JSTOR conta por campo de artigos contendo a palavra “narrativa” como um percentual de todos os artigos no campo, todo o banco de dados deixado e o ano de 2010-2016 apenas, certo.

Robert J. Shiller, em Narrative Economics, narra: “quando nós, como economistas, queremos entender os eventos econômicos mais significativos de nossa história, como a Grande Depressão dos anos 1930, ou recessões subsequentes, ou políticas voltadas à riqueza e à pobreza, raramente nos concentramos nas narrativas predominantes a respeito deles. Temos ficado para trás de outras disciplinas, atendendo à importância das narrativas (Figura 1).

Embora todas as disciplinas usem mais as narrativas, desde 2010, a Economia (e as Finanças) permanecem mais lentas. Isto é apesar dos pedidos de atenção dos economistas à “dinâmica social” e aos “modelos populares” (Shiller 1984); para uma nova “culturnômica” (Michele 2005); ou “humanomics” (McCloskey 2016); ou para mais “narratividade” na economia (Morson e Schapiro 2017). Nós vemos pouco uso de enormes bancos de dados de palavras escritas possíveis de serem usados ​​para estudar narrativas.

O campo da história sempre teve uma apreciação por narrativas. No entanto, os historiadores também precisam ser lembrados algumas vezes: uma compreensão profunda da história requer imputar o que estava na mente das pessoas capazes de construir a história, o que suas narrativas foram.

O historiador Ramsay MacMullen implorou por isso em seu livro Feelings in History: Ancient and Modern (2003). Ele não enfatiza literalmente o conceito de narrativas: ele disse a Shiller preferir uma palavra capaz de transmitir “estímulo a alguma resposta emocional, mas não existe essa palavra”. Mas ele mostra: se tentarmos entender as ações das pessoas, precisaremos replicar em nós mesmos da melhor forma possível os sentimentos experimentados por elas mesmos. Seu livro descreve muitas das narrativas comunicadoras de tais sentimentos na história.

Nas Ciências Sociais, o último meio século viu o surgimento de escolas de pensamento com ênfase no estudo de narrativas populares. Esse estudo tem sido chamado de psicologia narrativa (Bruner, 1986); sociologia narrativa (Berger e Quinney, 2004); abordagens narrativas para estudos religiosos (Ganzevoort 2013); criminologia narrativa (Presser e Sandberg 2015); e assim por diante.

O tema predominante é as pessoas normalmente terem pouco ou nada a dizer se você lhes pedir para explicarem seus objetivos ou filosofia de vida, mas elas se animam com a oportunidade de contar histórias pessoais. Estas revelam muito de seus valores (O’Conner 2000).

Por exemplo, se alguém entrevista um sujeito em uma prisão, descobre-se ele tender a responder bem quando solicitado a contar histórias sobre outros criminosos. Essas histórias tendem a transmitir um sentido não de amoralidade, mas de moralidade alterada.

Consideração de narrativas em Economia nos leva a uma associação desconhecida com os Departamentos de Literatura em nossas universidades. Alguns teóricos literários descobriram certas estruturas básicas de histórias serem repetidas constantemente, embora os nomes e as circunstâncias mudem de história para história, talvez sugerindo o cérebro humano praticamente ter receptores para certas histórias construídas.

Cawelti (1976) classifica o chamado por ele de “histórias de fórmula”. Propp (1984) encontrou 31 funções presentes em todas as histórias folclóricas. Tobias (1996) diz em toda a ficção existir apenas vinte tramas mestres: “busca, aventura, perseguição, resgate, fuga, vingança, enigma, rivalidade, oprimido, tentação, metamorfose, transformação, amadurecimento, amor, amor proibido, sacrifício, descoberta, excesso miserável, ascensão e declínio”. Booker (2004) argumenta existirem apenas sete tramas básicas: “superação da adversidade, conquista da riqueza, viagem e retorno, comédia, tragédia e renascimento”.

Segundo a teórica literária Mary Klages (2006), o estruturalismo na teoria literária toma tais esforços para listar todas as histórias básicas como “excessivamente redutoras e desumanizadoras”. Embora descartando essas listas de enredos básicos, ela afirma: “os estruturalistas acreditam os mecanismos organizadores das unidades e as regras sistêmicas significativas vêm da própria mente humana.”

Peter Brooks (1992) diz: a narratologia deve se preocupar em “como as narrativas trabalham em nós, como leitores, para criar modelos de compreensão, e por que precisamos e queremos essas narrativas bem estruturadas”. Como argumenta Brooks, “elas animam o processo de construção de sentido” e preenchem uma “paixão pelo sentido”. Daí o ​​estudo das narrativas o leva à Psicanálise.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s