Ações de Impacto

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, sugere: se você está tentando soltar as amarras da originalidade, aqui estão algumas medidas práticas possíveis tomar.

  1. Os primeiros passos são destinados a indivíduos com desejo de gerar, reconhecer, expressar e defender novas ideias.
  2. O conjunto seguinte é para líderes com aptidão de estimular ideias inovadoras e construir culturas acolhedoras divergências.
  3. As recomendações finais são voltadas para pais e professores com propósito de deixar as crianças se sentirem mais à vontade para marcar posições criativas ou morais contra o status quo.

A fim de estimar sua criatividade em uma avaliação gratuita, visite o site http://www.adamgrant.net (em inglês).

Ações individuais

  1. Geração e reconhecimento de ideias originais
  2. Questione o saber convencional. Em vez de presumir o status quo estar certo, pergunte por que, para começo de conversa, ele existe. Quando você leva em conta regras e sistemas terem sido criados por pessoas, fica claro elas não serem inquestionáveis – e nesse momento você passa a considerar formas de aprimorá-los.
  3. Triplique o número de ideias possuídas. Todos os inovadores tentam e erram. A melhor forma de fortalecer sua originalidade é produzir mais ideias.
  4. Mergulhe em uma nova área de saber. A originalidade aumenta quando você amplia seu quadro de referências. Uma abordagem possível é aprender uma nova habilidade, como os cientistas vencedores do prêmio Nobel. Eles expandiram seus repertórios criativos abraçando a pintura, o piano, a dança ou a poesia. Outra estratégia é tentar uma rotação de áreas em seu emprego, sendo treinado para cargos onde são exigidos novos tipos de conhecimento. Uma terceira opção é aprender sobre uma cultura diferente, como os estilistas tornados mais criativos depois de morar em países estrangeiros muito diferentes do seu. Você não precisa viajar para diversificar suas experiências: é possível fazer uma imersão na cultura e nos costumes de um novo lugar lendo sobre ele.
  5. Procrastine estrategicamente. Quando estiver gerando novas ideias, faça uma pausa programada antes de concluir. Interrompendo no meio o processo de brainstorming ou escrita, você terá maiores chances de considerar pontos de vista divergentes e dará às ideias o tempo necessário de incubação.
  6. Obtenha mais feedback dos colegas. É difícil julgar as próprias ideias: além de tender ao entusiasmo excessivo, você não poderá confiar em seus instintos se não for um especialista na área. Também é complicado confiar nos superiores. Eles costumam ser críticos demais ao avaliar ideias. Para ter as críticas mais precisas, submeta suas ideias aos colegas. Eles têm melhores condições de identificar o potencial e as possibilidades do imaginado por você.
  7. Expressão e defesa de ideias originais
  8. Equilibre seu portfólio de risco. Quando decidir correr risco em determinada área, compense-o sendo mais cauteloso além do normal em outra dimensão de sua vida. Como fizeram tantos empreendedores ao se manter em seus empregos regulares enquanto testavam suas ideias, isso pode evitar apostas desnecessariamente arriscadas.
  9. Enfatize motivos para rejeitar sua ideia. Por exemplo, explicar aos investidores por que eles não deveriam apostar em sua empresa. Você também pode fazer isso. Comece descrevendo os três principais pontos fracos de sua ideia e então peça aos outros para listarem outras razões para não a apoiar. Presumindo sua ideia ter méritos, ao se esforçarem para criar objeções as pessoas tomarão consciência de suas virtudes.
  10. Torne suas ideias mais familiares. Repita-se: isso deixa as pessoas mais confortáveis com uma ideia pouco convencional. As reações sempre ficam mais positivas depois de algo entre 10 e 20 exposições a uma ideia, sobretudo se forem exposições breves, com alguns dias de intervalo e misturadas a outras ideias. Você também pode tornar seu conceito original mais sedutor ligando-o a ideias que já sejam compreendidas pelo público – como quando o roteiro de O rei leão foi apresentado como Hamlet com leões.
  11. Fale com um público diferente. Em vez de procurar pessoas simpáticas a você por compartilharem seus valores, tente abordar pessoas muito críticas para compartilharem seus métodos. Todos compartilham um histórico de divergência baseada em princípios, e, embora tenham objetivos diferentes, os hábitos de oposição leal combinam bem. Os melhores aliados para você são pessoas com um histórico de obstinação, mas em busca de resolver problemas de um modo semelhante ao seu.
  12. Seja um radical moderado. Se sua ideia for muito pioneira, experimente embuti-la em um objetivo mais convencional. Dessa forma, em vez de fazer as pessoas mudarem de ideia, você pode apelar a valores e crenças que elas já têm. Você pode usar um cavalo de Troia. Pode ainda apresentar a proposta como meio para a obtenção de um fim importante para os outros, como procedeu uma liderança sufragista ao redefinir o direito ao voto como uma ferramenta para as mulheres conservadoras protegerem suas casas dos efeitos do consumo abusivo de álcool. Se você já for conhecido como um extremista, pode trocar a posição de líder pela de para-raios, deixando alguém mais moderado assumir as rédeas.
  13. Controle das emoções
  14. Motive-se de forma diferente se estiver comprometido ou inseguro. Quando estiver determinado a agir, concentre-se em quanto falta avançar – isso o encherá de energia para concluir o percurso. Quando sua convicção fraquejar, pense no progresso já feito. Tendo chegado tão longe, como poderia desistir agora?
  15. Não tente se acalmar. Quando você está nervoso, é difícil relaxar. Mais fácil é transformar a ansiedade em emoções positivas intensas como interesse e entusiasmo. Pense naquilo capaz de o deixar com gana de desafiar o status quo e nas consequências positivas possíveis de vir daí.
  16. Pense na vítima, não no agressor. Diante da injustiça, pensar no agressor alimenta a raiva e a agressividade. Mudar a atenção para a vítima reforça a empatia e aumenta as chances de canalizar a raiva em uma direção positiva. Em vez de tentar punir as pessoas responsáveis pelo dano, você terá maior probabilidade de ajudar as pessoas prejudicadas.
  17. Compreenda não estar só. Mesmo um único aliado aumenta substancialmente a vontade de agir. Encontre uma pessoa capaz de acreditar em sua visão e comecem juntos a atacar os problemas.
  18. Lembre-se: se você não tomar a iniciativa, o status quo permanecerá o mesmo. Pense nas quatro reações possíveis à insatisfação: desistir, discutir, persistir ou negligenciar. Apenas desistir e discutir poderão melhorar sua situação. Discutir pode ser o melhor caminho se você tiver algum controle sobre a situação. Caso contrário, pode ser a hora de pensar em formas de ampliar sua influência – ou desistir.

Ações de líder

  1. Deflagração de ideias originais
  2. Realize um concurso de inovação. Acolher sugestões sobre qualquer tópico a qualquer momento não captura a atenção de pessoas ocupadas. Concursos de inovação são altamente eficientes para recolher um grande número de ideias inovadoras e identificar as melhores. Em vez de apenas criar uma caixinha de sugestões, envie uma conclamação geral pedindo ideias para solucionar um problema específico ou suprir uma necessidade desatendida. Dê aos funcionários três semanas para desenvolverem suas propostas e em seguida faça-os avaliar as ideias uns dos outros, classificando as melhores para a fase seguinte. Os vencedores ganham um orçamento, uma equipe, a supervisão e o patrocínio necessários para transformar suas ideias em realidade.
  3. Imagine-se no lugar do inimigo. Com frequência, as pessoas deixam de ter novas ideias em razão da falta de um sentido de urgência. Você pode criar essa urgência realizando o exercício “Mate a companhia”. Reúna um grupo de funcionários e os convide a dedicar uma hora a um brainstorming sobre como varrer sua empresa do mercado – ou aniquilar seu mais popular produto, serviço ou tecnologia. Em seguida, promova um debate sobre as ameaças mais sérias e como convertê-las em oportunidades de transição da defesa para o ataque.
  4. Convide funcionários de diferentes funções e níveis para expor suas ideias. Esse tipo de engajamento criativo acrescenta uma variedade maior de competências ao trabalho, tornando-o mais interessante para os funcionários, além de aprimorar o acesso da organização a novas ideias. Envolver toda a equipe nesse tipo de atividade ainda oferece outra vantagem: quando participam da geração de ideias, os funcionários adotam um modelo de pensamento criativo capaz de os deixar menos suscetíveis aos falsos negativos, tornando-os melhores juízes das ideias dos colegas.
  5. Promova um dia do oposto. Como costuma ser difícil encontrar tempo para considerar pontos de vista originais, uma das práticas preferidas em sala de aula e conferências de Adam Grant é ter um “dia do oposto”. Executivos e estudantes se dividem em grupos e cada um destes escolhe uma premissa, crença ou área de conhecimento vista por todos como natural e inquestionável. Cada grupo então pergunta: “Em que situação o oposto seria verdadeiro?” – e então faz uma apresentação de suas ideias.
  6. Elimine as palavras “gosto”, “amo” e “odeio”. Na organização sem fins lucrativos se proibiu os funcionários de usar as palavras “gosto”, “amo” e “odeio”, porque elas tornavam muito fácil dar uma resposta visceral a qualquer problema sem analisá-lo. Os funcionários não podem dizer apenas que preferem o design de uma página do site em detrimento de outro: precisam justificar seu raciocínio com afirmativas como “Esse design de página é mais forte porque o título é mais legível no lugar da outra opção”. Isso motiva as pessoas a apresentarem novas ideias em vez de apenas rejeitar as existentes.
  7. Construção de culturas de originalidade
  8. Não contrate com base na adequação à cultura, mas na contribuição para a cultura. Quando priorizam a adequação cultural, os líderes acabam contratando pessoas com pensamento semelhante. A originalidade não vem das pessoas capazes de combinar com a sua cultura, mas daquelas capazes de a enriquecerem. Antes das entrevistas, identifique experiências, competências e traços de personalidade em falta em sua cultura. Em seguida, atribua um valor diferenciado a essas qualidades em seu processo de seleção.
  9. Troque as entrevistas na saída por entrevistas na chegada. Em vez de esperar para pedir sugestões aos funcionários no momento quando estão indo embora da empresa, comece a perguntar por suas ideias quando eles são admitidos. Conversando com os recém-contratados durante sua aclimatação, você fará com que se sintam valorizados e colherá sugestões inovadoras no processo. Pergunte-lhes o que os trouxe até ali e o que os faria permanecer na empresa. Incentive-os a lançar sobre a cultura da casa um olhar de detetive, aproveitando seu ponto de vista híbrido entre o lado de fora e o lado de dentro para investigar as práticas necessárias serem aposentadas e as merecedoras de ser mantidas, bem como possíveis incoerências entre os valores pregados e os praticados.
  10. Peça problemas, não soluções. Quando as pessoas se apressam a encontrar respostas, você acaba tendo uma cultura mais justificatória em vez de inquisitiva e desperdiça o potencial de conhecimento da equipe. Inspirado no diário da encrenca da Bridgewater, você pode criar um documento aberto para os funcionários apontarem os problemas encontrados. Uma vez por mês, reúna as pessoas para rever esse documento e decidir quais questões merecem ser resolvidas.
  11. Pare de nomear falsos advogados do diabo e comece a descobrir os verdadeiros. Opiniões divergentes são úteis até quando estão erradas, mas só são eficazes quando autênticas e consistentes. Em vez de escolher pessoas para fazerem o papel de “advogado do diabo”, encontre aquelas com, de fato, opiniões minoritárias e convide-as a expor seus pontos de vista. Para identificar essas pessoas, experimente ter um gerente de informações – encarregue alguém de procurar os membros da equipe individualmente antes das reuniões, para saber o que eles pensam.
  12. Acolha as críticas. É difícil estimular o dissenso se você não pratica o que prega. Quando Ray Dalio recebeu um e-mail criticando seu desempenho em uma reunião importante, copiá-lo para toda a empresa enviou uma mensagem clara de ele receber bem o feedback negativo. Estimulando os funcionários a criticá-lo publicamente, você poderá dar o tom para as pessoas se comunicarem de forma mais franca, mesmo quando suas ideias forem impopulares.

Ações de pais e professores

  1. Pergunte às crianças o que seus modelos de comportamento fariam. As crianças se sentem livres para tomar a iniciativa quando olham para os problemas pela ótica dos originais. Pergunte-lhes o que gostariam de melhorar na família e na escola. Depois, leve-as a identificar um personagem da vida real ou da ficção admirada por ser excepcionalmente criativo e inventivo. O que essa pessoa faria em tal situação?
  2. Associe o bom comportamento ao bom caráter. Muitos pais e professores elogiam boas ações, mas as crianças são mais generosas quando as elogiamos por serem boas pessoas – isso passa a fazer parte de sua identidade. Se você vir uma criança fazendo algo elogiável, procure dizer: “Você é uma boa pessoa porque fez isso.” As crianças também são mais éticas quando solicitadas a serem pessoas de bons princípios morais, pois querem fazer por merecer tal identidade. Se você quiser uma criança compartilhar um brinquedo com um amiguinho, em vez de perguntar “Que tal dividir?”, pergunte: “Que tal ser uma pessoa que divide?”
  3. Explique como o mau comportamento tem consequências para os outros. Quando as crianças se comportam mal, ajude-as a entender como suas ações podem ferir outras pessoas. “Como você acha que ela se sentiu por causa disso?” Ao considerar o impacto negativo tido sobre os outros, as crianças começam a sentir empatia e culpa, o que fortalece sua motivação para corrigir os próprios erros – e para evitar repetir a mesma ação no futuro.
  4. Enfatize mais os valores em vez das regras. Regras estabelecem limites de modo a ensinar as crianças a adotar uma visão fixa do mundo. Os valores as encorajam a internalizarem princípios sozinhas. Quando você estiver falando de padrões de comportamento, explique por que certos ideais são relevantes para você e pergunte às crianças por que esses ideais são importantes.
  5. Crie novos nichos para as crianças explorarem. Assim como os caçulas procuram nichos de atuação mais originais quando os caminhos convencionais estão fechados para eles, sempre há formas de ajudar as crianças a criarem seus nichos. Uma das técnicas favoritas de Adam Grant é a da Aula Quebra-Cabeça: reúna os estudantes para um trabalho de grupo e dê a cada um deles uma parte única da tarefa. Por exemplo, ao escrever o resumo de um livro sobre uma vida notável, um aluno trabalha em sua infância, outro na adolescência e um terceiro em seu papel no movimento social. As pesquisas mostram isso reduzir o preconceito: as crianças aprendem a valorizar os distintos pontos fortes umas das outras. Também pode lhes dar a oportunidade de desenvolver ideias originais em vez de se tornarem vítimas do pensamento de grupo. Para favorecer ainda mais o surgimento de pensamentos inovadores, peça às crianças imaginarem um quadro de referências diferente. Como seria a infância do biografado se ela tivesse crescido na China? Que batalhas teria escolhido lutar por lá?

 

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