Guedes: um corretor de venda de patrimônio alheio, no caso, público

As estatais “top 5” registraram lucro líquido de R$ 60,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, um avanço de 69% sobre igual período de 2018. A taxa de crescimento elevada, mesmo após um forte período de recuperação no governo golpista, é vista na equipe econômica como uma “boa surpresa” pelo lado das receitas. Bom para as finanças públicas do Estado. E a missão social de cada qual? Concederam mais crédito, petróleo e energia elétrica mais barata para a Comunidade?

As “top 5” são: grupo Banco do Brasil, grupo Caixa, grupo BNDES, grupo Petrobras e grupo Eletrobras. Juntas, elas respondem por 95% do total do resultado das empresas estatais federais.

A geração de lucro pelas estatais contrasta com seu desempenho no passado recente. Dados compilados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais mostram que, em 2015, o conjunto das empresas havia gerado prejuízo de R$ 32 bilhões. Três anos depois, em 2018, o resultado havia sido revertido para lucro de R$ 71,5 bilhões.

Multiplicando o dado do primeiro semestre por dois, o lucro líquido das estatais federais chegaria perto de R$ 120 bilhões em 2019. Desse montante, pelo menos 25%, ou R$ 30 bilhões, devem ser distribuídos como dividendos. Para o cofre da União poderiam ir cerca de R$ 20 bilhões, uma vez que há empresas de capital aberto no grupo.

Se serão R$ 20 bilhões ou mais depende de negociação entre as empresas e o Tesouro Nacional. Os 25% em dividendos são apenas a referência mínima, conforme determina a lei das Sociedades Anônimas.

A geração de lucro pelas estatais contrasta com seu desempenho no passado recente. Dados compilados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais mostram que, em 2015, o conjunto das empresas havia gerado prejuízo de R$ 32 bilhões. Três anos depois, em 2018, o resultado havia sido revertido para lucro de R$ 71,5 bilhões, ou seja, uma virada de R$ 103,5 bilhões.

O bom desempenho financeiro das empresas estatais contribuirá para o processo de privatização, avalia o governo com visão curto-prazista de O Mercado. O governo terá mais facilidade em colocar no mercado ativos rentáveis. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse pretender privatizar “todas” as empresas estatais como fossem deles! Ele é um corretor de venda de patrimônio alheio, no caso, público! Sem aprovação do Congresso Nacional, é crime lesa-pátria!

Esta “recuperação” do resultado das estatais se deve muito às desestatizações e desinvestimentos, ou seja, não é um resultado recorrente. A venda de empresas estatais explica boa parte da melhora financeira das empresas no primeiro semestre deste ano.

Esses eventos extraordinários implicam em pior resultado no futuro com menos recebimentos de dividendos dos bancos públicos, Petrobras e Eletrobras. Além de destruir os instrumentos-chave de intervenção econômica de um Estado historicamente desenvolvimentista!

Todos os responsáveis por venda desse patrimônio público, para benefício privado, deverão ser responsabilizados criminalmente.

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