Documentário Imperdível: Longe da Árvore

Assisti em São Paulo e considero imperdível o documentário “Longe da Árvore“. Todos cidadãos terão um ganho em humanidade se o assistirem.

Com dezenas de prêmios no currículo, o autor nova-iorquino Andrew Solomon foi diagnosticado com dislexia na infância. Na época, o pequeno Andrew contou com toda a atenção e dedicação de sua abastada família para tratar o transtorno. Mas tudo mudou durante a adolescência, quando o escritor assumiu sua homossexualidade. “Minha mãe imaginava que seu primeiro filho seria parte do grupo dominante, uma criança popular na escola, atlética, sem conflitos com o mundo e basicamente convencional”, diz. “E, ao contrário, ela teve a mim”.

Para entender os conflitos entre as expectativas de pais e filhos, o autor mergulhou por uma década no universo da diversidade, chegando a entrevistar mais de 300 famílias com filhos marcados pela excepcionalidade. Surdosanões, portadores de síndrome de Downautistas, esquizofrênicos, portadores de deficiências múltiplas, crianças prodígios, filhos concebidos por estupro, transgêneros e menores infratores. Sua extensa pesquisa sobre as mais diversas famílias deu origem ao livro Longe da árvore: pais, filhos e a busca da identidade, publicado em 24 idiomas e premiado mais de 50 vezes, nacional e internacionalmente.

Uma adaptação documental da obra chegou aos cinemas brasileiros no dia 19 de setembro de 2019. Ele também está disponível para pré-venda no iTunes com preço especial.

“Eu gostaria de pensar que o filme traz uma mensagem não apenas de tolerância, mas de admiração por pessoas diferentes”, afirma Solomon. “Trata de resiliência, claro, mas fala ainda mais profundamente da grande questão de ter uma sociedade que em sua totalidade acolhe várias experiências humanas”.

O documentário Longe da árvore é dirigido e produzido pela vencedora do Emmy® Rachel Dretzin e conta com todos os recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva: legenda descritiva, audiodescrição e libras.

São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre teve sessões gratuitas até o dia 22 de setembro. Espectadores paulistanos e cariocas ainda foram brindados com sorvetes oferecidos pela Ben&Jerry’s. A ação é um oferecimento da distribuidora Flow, em parceria com a Diageo, o Instituto Alana, A Taba e Cia das Letras, com apoio institucional da ONU, por meio da campanha Livres & Iguais e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Leia mais: https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,documentario-com-andrew-solomon-traz-pais-e-filhos-em-busca-da-identidade,70003017390

Sumário e Prefácio de Longe da Árvore

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