Escândalo de Lavagem de Dinheiro no Brasil: “Evangelistão da Cocaína”

Apreciava o Pepe Escobar em seus artigos sobre rock nos anos 70. Gostava também da Ana Maria Bahiana. Escrevia sobre cinema na imprensa alternativa. Como pessoas inteligentes, caíram fora do Brasil: é a chamada fuga de cérebros. Mas estamos voltando ao tempo do autoritarismo estúpido de regime militar… Então, traduzo o artigo parecido com “teoria conspiratória”, escrito por PEPE ESCOBAR (23 DE JULHO DE 2020).

“Duas décadas depois de um terremoto político, um poderoso tremor secundário que deveria abalar o Brasil está sendo recebido com um silêncio estrondoso.

O que agora é chamado de “vazamentos do Banestado” e “CC5gate” é extraído do WikiLeaks antigo: uma lista publicada pela primeira vez na íntegra, nomeando nomes e detalhando um dos maiores casos de corrupção e lavagem de dinheiro do mundo nas últimas três décadas.

Esse escândalo permite a prática saudável do chamado por Michel Foucault de a arqueologia do conhecimento. Sem entender esses vazamentos, é impossível colocar em contexto apropriado eventos desde o sofisticado ataque de Washington ao Brasil, inicialmente via NSA, espionando o primeiro mandato da presidente Dilma Roussef (2010-2014), até a pressuposta investigação da corrupção “Car Wash” com o objetivo de levar à prisão de Luis Inácio Lula da Silva e abrir caminho para a eleição do presidente neofascista Jair Bolsonaro.

O crédito pelo furo nesta trama de guerra de tipo George Orwell se deve, mais uma vez, à mídia independente. O pequeno site Duplo Expresso, liderado pelo jovem e ousado advogado internacional Romulus Maya, de Berna, publicou a lista pela primeira vez.

Um podcast épico de cinco horas reuniu os três principais protagonistas. Eles denunciaram o escândalo, no final dos anos 90, e agora podem analisá-lo novamente:

  1. o então governador do estado do Paraná, Roberto Requião,
  2. o promotor federal Celso Tres e
  3. o agora superintendente de polícia aposentado, José Castilho Neto.

Anteriormente, em outro podcast, Maya e o antropólogo Piero Leirner, principal analista de guerra híbrida do Brasil, ambos me informaram sobre as inúmeras complexidades políticas dos vazamentos, enquanto discutíamos a geopolítica no Sul Global.

As listas do CC5 estão herehere , and here . Vamos ver o que as torna tão especiais.

O Mecanismo

Em 1969, o Banco Central do Brasil criou o que foi descrito como uma “conta CC5” para facilitar empresas e executivos estrangeiros a transferir legalmente ativos para o exterior. Por muitos anos, o fluxo de caixa nessas contas não foi significativo. Então tudo mudou nos anos 90 – com o surgimento de uma grande e complexa rede criminosa centrada na lavagem de dinheiro.

A investigação original do Banestado começou em 1997. O promotor federal Celso Tres ficou surpreso ao descobrir, de 1991 a 1996, a moeda brasileira tinha sido do valor de nada menos que US$ 124 bilhões para ser transferida para o exterior. Eventualmente, o total durante toda a vida da rede (1991-2002) aumentou para US$ 219 bilhões, colocando o Banestado como um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro da história.

O relatório de Tres levou a uma investigação federal focada em Foz do Iguaçu, no sul do Brasil, estrategicamente situada na Tri-Fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai, onde os bancos locais estavam lavando grandes quantias de fundos através de suas contas CC5.

Aqui está como isso funcionou. Os negociantes de dólares no mercado negro, vinculados a funcionários bancários e governamentais, usavam uma vasta rede de contas bancárias sob os nomes de smurfs inocentes e empresas fantasmas para lavar fundos ilegais da corrupção pública, fraude tributária e crime organizado, principalmente por meio do Banco do Brasil em sua filial no Estado do Paraná localizada em Foz do Iguaçu. Dele se passou a “o caso Banestado”.

A investigação federal estava indo a lugar nenhum até 2001, quando o então superintendente da polícia Castilho constatou a maioria dos fundos estar realmente desembarcando em contas na agência do Banestado, em Nova York. Castilho chegou a Nova York em janeiro de 2002 para turbinar o necessário rastreamento internacional de dinheiro.

Por meio de uma ordem judicial, Castilho e sua equipe revisaram 137 contas no Banestado em Nova York, acompanhando US $ 14,9 bilhões. Em alguns casos, os nomes dos beneficiários eram os mesmos dos políticos brasileiros com mandatos no Congresso, ministros e até ex-presidentes.

Depois de um mês em Nova York, Castilho estava de volta ao Brasil com um relatório de 400 páginas. No entanto, apesar das evidências esmagadoras, ele foi removido da investigação. Ela foi suspensa por pelo menos um ano. Quando o novo governo Lula assumiu o poder, no início de 2003, Castilho voltou à investigação.

Em abril de 2003, Castilho identificou uma conta Chase Manhattan, particularmente interessante, chamada “Tucano” – o apelido do partido PSDB liderado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele permaneceu no poder por oito anos, antes de Lula, e sempre mantinha laços muito próximos com Clinton e Blair e suas máquinas políticas.

Castilho foi fundamental na criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o caso Banestado. Mas, mais uma vez, essa comissão não levou a lugar algum — não houve sequer uma votação em um relatório final. A maioria das empresas negociou acordos com a Receita Federal do Brasil e, portanto, encerrou qualquer possibilidade de ação judicial em relação à sonegação de impostos.

Banestado encontra Lava-jato

Em poucas palavras, os dois maiores partidos políticos — o PSDB neoliberal de Cardoso e o Partido dos Trabalhadores de Lula –, nenhum dos quais realmente priorizaram enfrentar as maquinações imperiais e a classe rentista brasileira. Com outro foco, enterraram ativamente uma investigação aprofundada.

Além disso, Lula, logo após Cardoso, consciente da prioridade ser governar para o povo brasileiro e/ou preservando um mínimo de governabilidade, tomou uma decisão estratégica de não investigar a corrupção “tucana”, inclusive uma série de privatizações desonestas.

Os promotores de Nova York chegaram ao ponto de preparar uma lista especial do Banestado para Castilho com o que realmente importava para o processo criminal: o círculo completo do esquema de lavagem de dinheiro, com os fundos inicialmente remetidos ilegalmente para fora do Brasil usando as contas CC5.

Em sua próxima passagem, dava-se através das agências de Nova York dos bancos brasileiros envolvidos, alcançando contas bancárias e fundos fiduciários em paraísos fiscais (por exemplo, Cayman, Jersey, Suíça) e finalmente retornando ao Brasil como – “totalmente lavado” – “investimento estrangeiro”, para o uso real e gozo dos beneficiários finais. Eles, primeiramente, removeram o dinheiro não contabilizado do país, usando as contas CC5.

Mas o ministro da Justiça brasileiro, Marcio Thomaz Bastos, nomeado por Lula, anulou essa possibilidade de denúncia do passado. Como o superintendente Castilho coloca metaforicamente: “Isso me impediu de voltar ao Brasil com o corpo assassinado”.

Embora Castilho nunca tenha se apossado desse documento crítico, pelo menos dois congressistas brasileiros, dois senadores e dois promotores federais, mais tarde adquirindo a fama de “estrelas” da investigação sobre a lavagem de carros como lavagem de dinheiro, isto é, a Lava-Jato – Vladimir Aras e Carlos Fernando dos Santos Lima – o conseguiram. Por que e como o documento — chamado de “bolsa de corpo” –,  nunca ter sido encontrado nos processos criminais no Brasil, é um mistério extra envolvido todo o enigma.

Enquanto isso, existem relatórios “não confirmados” (várias fontes não registraram isso) de o documento pode ter sido usado para extorsão total dos indivíduos, principalmente bilionários. Eles figuravam na lista.

Molho extra na esfera judicial vem do fato de o juiz provincial encarregado de enterrar o caso Banestado não era outro senão Sergio Moro, a figura egoísta de Elliot Ness. Ele, na década seguinte, chegaria ao status de superestrela como o capo di tutti eu capi da investigação maciça de lavagem de dinheiro pela Lava-jato. Oportunista, ele se tornou o ministro da Justiça sob Bolsonaro. Moro acabou renunciando e agora já está, de fato, fazendo campanha para ser eleito presidente em 2022.

Aqui chegamos à conexão tóxica Banestado-Car Wash. Considerando o que já é de domínio público sobre o modus operandi de Moro no Car Wash, até alterando nomes em documentos com o objetivo de enviar Lula para a prisão, o desafio agora seria provar como Moro “vendia” não-condenações relacionadas ao Banestado. Ele tinha uma desculpa legal muito conveniente: sem nada levado a processo criminal no Brasil, ninguém poderia ser considerado culpado.

À medida que mergulhamos em detalhes excruciantes, o Banestado parece cada vez mais o fio de Ariadne. Ele pode revelar o início da destruição da soberania do Brasil. Um conto cheio de lições a serem aprendidas por todo o Sul Global.

Rei do dólar do mercado negro

Castilho, naquele podcast épico, tocou um alarme quando se referiu a US$ 17 milhões que haviam transitado na filial do Banestado em Nova York e depois foi enviado para, de todos os lugares, inclusive o Paquistão. Ele e sua equipe descobriram isso apenas alguns meses após o 11 de setembro de 2001. Enviei-lhe algumas perguntas sobre o assunto, e ele respondeu, por meio de Maya: seus investigadores vão desenterrar tudo novamente, pois um relatório indica a origem desses fundos.

Pela primeira vez, essas informações serão divulgadas – e as ramificações poderão ser explosivas. Estamos falando de fundos duvidosos, possivelmente de operações com drogas e armas, revelando o que é a Tríplice Fronteira, historicamente, um dos principais lugares de operações do submundo da CIA e do Mossad.

O financiamento pode ter sido fornecido pelo chamado rei dos dólares do mercado negro ser, Dario Messer, via contas CC5. Não é segredo os operadores do mercado negro na Tri-Fronteira estarem todos conectados ao tráfico de cocaína via Paraguai — e também a evangélicos. Essa é a base investigativa de Maya, Leirner e minha. Nós já descrevemos como Evangelistão da Cocaína.

Messer é uma engrenagem indispensável no mecanismo de reciclagem incorporado ao tráfico de drogas. O dinheiro viaja para paraísos fiscais sob proteção imperial. Lá, é devidamente lavado e ressuscita gloriosamente em Wall Street e na cidade de Londres, com o bônus extra dos EUA ter diminuído parte de seu déficit em conta corrente. Esta é um dica para investigar a “exuberância irracional” de Wall Street.

O que realmente importa é a livre circulação de cocaína. Por que não, escondido na estranha carga de soja, algo como “pó” trazer o benefício extra de garantir o bem-estar do agronegócio. Essa é uma imagem espelhada da linha de heroína da CIA no Afeganistão detalhado here.

Acima de tudo, politicamente, Messer é o notório elo perdido de Moro. Até o jornal O Globo foi forçado a admitir, em novembro passado, os negócios sombrios de Messer terem sido “monitorados” sem parar por duas décadas por diferentes agências americanas de Assunção e Ciudad del Este no Paraguai. Moro, por sua vez, é um trunfo para duas agências americanas diferentes – FBI e CIA -, além do Departamento de Justiça.

Messer pode ser o coringa nessa trama complicada. Mas, depois, há o Falcão Maltês: existe apenas um Falcão Maltês, como o clássico de John Huston o imortalizou. E está atualmente em um cofre na Suíça.

Refiro-me aos documentos oficiais originais apresentados pela gigante da construção Odebrecht à investigação de lavagem de carros, que foram indiscutivelmente “manipulados”, “supostamente” pela própria empresa. E “talvez”, em conluio com o então juiz Moro e a equipe de acusação liderada por Deltan Dallagnol.

Não apenas com o objetivo de incriminar Lula e as pessoas próximas a ele, mas também, crucialmente, excluindo qualquer menção de indivíduos jamais sem serem trazidos à luz. Ou para a justiça. Sim, você adivinhou certo se pensasse no rei do dólar do mercado negro (apoiado pelos EUA).

O primeiro impacto político sério após a liberação dos vazamentos do Banestado é os advogados de Lula, Cristiano e Valeska Zanin, finalmente, terem solicitado, oficialmente, às autoridades suíças entregarem os originais.

O governador Requião, aliás, foi o único político brasileiro a pedir publicamente a Lula, em fevereiro, procurar os documentos na Suíça. Não é surpresa Requião ser a primeira figura pública no Brasil a pedir agora a Lula tornar público todo esse conteúdo público quando o ex-presidente se apossar dele.

A lista real, não adulterada, de pessoas envolvidas na corrupção da Odebrecht está repleta de grandes nomes, incluindo a elite judiciária.

Confrontando as duas versões, os advogados de Lula podem finalmente ser capazes de demonstrar a falsificação de “evidências” terem levado à prisão de Lula e também, entre outros desenvolvimentos, ao exílio do ex-presidente do Equador, Rafael Correa, à prisão de seu ex-vice- Jorge Glas, à prisão do ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa e, mais dramaticamente, ao suicídio do ex-presidente do Peru, Alan Garcia.

Ato Patriota Brasileiro

A grande questão política agora é não descobrir o mestre manipulador capaz de ter enterrado o escândalo do Banestado há duas décadas.

Como detalhou o antropólogo Leirner, o que importa é se o vazamento das contas do CC5 se concentra no mecanismo da burguesia brasileira corrompida, com a ajuda de seus parceiros políticos e judiciários — nacionais e estrangeiros –, para se solidificarem como uma classe rentista, mas ainda assim sempre submisso e controlado por arquivos imperialistas “secretos”.

Os vazamentos do Banestado e as contas do CC5 devem ser vistas como uma armadilha política para Lula fracassar. É uma guerra total (híbrida) – e piscar não é uma opção. O projeto geopolítico e geoeconômico de destruir a soberania do Brasil e transformá-la em uma sub-colônia imperial está vencendo sem dúvida.

Uma medida da explosividade dos vazamentos do Banestado e do CC5gate tem sido a reação de diversos hangouts limitados: silêncio estrondoso. Abrange partidos de esquerda e meios alternativos supostamente progressivos. A grande mídia, para a qual o ex-juiz Moro é uma “vaca sagrada”, capaz de ganhar eleição e ser manipulável, na melhor das hipóteses, tudo isso é considerado uma “história antiga”, “notícias falsas” e até uma “farsa”.

Lula está enfrentando uma decisão fatídica. Com acesso a nomes até agora sombreados pelo Car Wash, ele pode ser capaz de desencadear uma bomba de nêutrons e realizar uma reinicialização de todo o jogo. Com documentos da Suíça, exporia uma erupção de juízes, promotores, promotores, promotores, jornalistas e até generais, todos receberam fundos da Odebrecht no exterior.

Sem mencionar trazer o rei do dólar do mercado negro, Messer — controlador do destino de Moro — para a linha de frente. Isso significa apontar diretamente um dedo para o estado profundo (subterrâneo) dos EUA. Não é uma decisão fácil de tomar.

Agora está claro: os credores do estado brasileiro eram, originalmente, devedores. Confrontando contas diferentes, é possível enquadrar o lendário “desequilíbrio fiscal” no Brasil. Isto exatamente quando essa praga é levantada, mais uma vez, com a intenção de dizimar os ativos do estado brasileiro em supostas dificuldades. O ministro das Finanças, Paulo Guedes, neopinochetista e líder de torcida de Milton Friedman, já alertou: continuará vendendo empresas estatais como se não houvesse amanhã.

O plano B de Lula seria fechar um tipo de acordo possível de enterrar todo o dossiê, exatamente como a investigação original do Banestado foi enterrada há duas décadas, para preservar a liderança do Partido dos Trabalhadores. Seria uma oposição domesticada sem tocar na questão absolutamente essencial: como Guedes está vendendo o Brasil.

Essa seria a linha preferida por Fernando Haddad. Ele perdeu a eleição presidencial para Bolsonaro em 2018 e é uma espécie de versão brasileira de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile. Ele é um neoliberal envergonhado, sacrificando tudo para ter mais uma chance no poder, possivelmente em 2026. [Discordo dessa suposição leviana de Pepe Escobar sem comprovação com dados e fatos.]

Se o Plano B acontecesse, galvanizaria a ira dos sindicatos e movimentos sociais: a classe trabalhadora brasileira de “carne e osso”. Ela está prestes a ser totalmente dizimada pelo neoliberalismo em esteróides e pelo conluio tóxico da versão brasileira inspirada nos EUA. a Lei Patriota com esquemas militares para lucrar com o Cocaine Evangelistan.

E tudo isso depois de Washington – com sucesso – quase destruir a campeã nacional Petrobras, um objetivo inicial da espionagem da NSA. Zanin, advogado de Lula, também acrescenta – talvez seja tarde demais – a “cooperação informal” entre Washington e a operação de lavagem de carros ser, de fato, ilegal, de acordo com o decreto número 3.810 / 02.

O que Lula fará?

Como está o desenvolvimento dos vazamentos do Banestado, uma primeira lista VIP do Banestado foi reunida. Inclui o atual presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, Luis Roberto Barroso. Ele também atua como juiz da Suprema Corte. Além dele, banqueiros, magnatas da mídia e industriais. O promotor de Lava-Jato, Deltan Dallagnol, parece estar muito próximo da justiça neoliberal da Suprema Corte em questão.

A lista VIP deve ser lida como um roteiro para as práticas de lavagem de dinheiro dos brasileiros de 0,01%, estimado em aproximadamente 56 mil famílias (120 mil CPFs), possuidoras da dívida interna brasileira de quase um trilhão de dólares. Uma grande parte desses fundos foi reciclada de volta ao Brasil como “investimento estrangeiro” através do esquema CC5 na década de 1990. Exatamente assim a dívida interna do Brasil explodiu.

Ainda assim, ninguém sabe onde a torrente de dinheiro desonesto habilitada pelo Banestado realmente chegou, em detalhes. A “mala do corpo” nunca foi formalmente reconhecida como tendo sido trazida de volta de Nova York e nunca entrou no processo criminal. No entanto, a lavagem de dinheiro está quase definitivamente ainda em andamento – e, portanto, o período de limitação não se aplica -, portanto, alguém, alguém, teria que ser jogado no slammer. Parece não ser o caso em breve.

Enquanto isso, possibilitado pelo estado profundo dos EUA, pelas finanças transnacionais e pelas elites compradores locais — algumas de uniforme, outras de túnicas — o golpe de guerra híbrido em câmera lenta contra o Brasil continua divagando, dia após dia, aproximando-se do domínio do espectro total.

O que nos leva à questão-chave final: o que Lula fará sobre isso?”

Publicado também com outra tradução em:

A infernal máquina brasileira de lavar dinheiro

Fernando Nogueira da Costa: pelos fatos e dados apresentados, parece-me sua denúncia social ser “teoria conspiratória”. Cabe investigar certos indivíduos — e não extrapolar para pessoas inocentes.

O corpo do texto é informativo, porém no fim descamba para o “nós contra eles”, isto é, generalização de malfeito individual para toda classe social ou casta de natureza ocupacional do sujeito.
Discordo disso, assim como do reducionismo a indivíduo com agente representativo. A “teoria conspiratória” assola mentes incautas.

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