Fracasso da “America First”: China se tornou a maior Potência Econômica Mundial

Caso duvide do fracasso de Trump, compare os dados e assista o vídeo acima.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu em 2020 impulsionado pelo efeito favorável do investimento e do consumo, respaldado por uma recuperação relativamente acelerada em relação à pandemia de covid-19 limentada também pelas exportações.

O crescimento do ano como um todo foi de 2,3% no comparativo anual e em termos reais, excluindo-se flutuações de preços, informou ontem o Departamento Nacional de Estatística chinês.

O crescimento, o mais fraco dos últimos 44 anos, desde a devastação causada pela Revolução Cultural à economia em 1976, foi bem inferior à taxa de expansão de 6% alcançada em 2019.

No entanto, a atividade econômica da China acelerou significativamente no quarto trimestre do ano passado, elevando o crescimento para 6,5%, aproveitando o impulso do aumento de 4,9% obtido no terceiro trimestre e da expansão de 3,2% computado no segundo trimestre.

Embora ainda existam alguns focos de fraqueza, como o atraso da melhoria da renda, a taxa de crescimento da China retornou voltou ao nível pré-covid-19 no último trimestre de 2020.

O PIB real de 2020 é 1,94 vez maior (quase o dobro) do registrado em 2010, “mas esse crescimento ficou aquém da meta do Partido Comunista da China (PCC) de dobrar de tamanho em relação àquele ano”. Ora, ora…

É provável a China ter sido a única grande economia a crescer em 2020. Países como os EUA e o Japão continuam a enfrentar dificuldades com a pandemia. Mas essa expansão foi conquistada com a ajuda de um ajuste para baixo feito no mês passado em relação aos números de 2019, que proporcionou uma base menor de comparação para contabilizar o crescimento de 2020.

“As políticas macroeconômica e financeira sustentaram a recuperação”, destacou o Fundo Monetário Internacional (FMI) no começo deste mês em comunicado.

Em 2020, a produção industrial total subiu 2,8%, puxada pelo setor manufatureiro – especialmente a produção de robôs industriais, veículos elétricos, circuitos integrados e microcomputadores.

A incorporação imobiliária cresceu 7% e, junto com setores de alta tecnologia, como o farmacêutico, incrementou os investimentos em ativos fixos em 2,9%.

As vendas de produtos de consumo no varejo, no entanto, caíram 3,9%, uma vez que lockdowns e outras medidas de controle de propagação da pandemia deprimiram os gastos de consumo. A retração foi mitigada por um crescimento de 15% das vendas do varejo on-line, que responderam por 25% do total das vendas no varejo, comparativamente aos 4% de 2019.

A preços constantes, o PIB chinês alcançou um novo recorde de alta de 101,6 trilhões de yuans (US$ 15,6 trilhões), o que reflete a robustez geral do desenvolvimento econômico, científico e tecnológico, disse Ning Jizhe, porta-voz do Departamento Nacional de Estatística, à imprensa.

“Ao mesmo tempo devemos nos manter conscientes de que a China ainda é o maior país em desenvolvimento do mundo, e que seu PIB per capita ainda é ligeiramente inferior à média mundial”, disse Ning, acrescentando que o país precisa fazer esforços incansáveis para cumprir as metas de longo prazo.

A recuperação precoce da China da pandemia de covid-19 e a retomada subsequente do trabalho permitiu que a forte retomada da produção industrial, o que contribuiu para a demanda por seus produtos industriais, como equipamentos médicos e eletrônicos.

O país contabilizou um superávit comercial recorde no ano passado, destacado pelo crescimento de 3,6% das exportações.

A economia chinesa deverá crescer 7,9% em 2021, na medida que a atividade econômica continuar a normalizar e os surtos domésticos permanecerem sob controle, disse o FMI recentemente.

A plataforma de comércio eletrônico DHgate, sediada em Pequim, constatou que a demanda por bicicletas elétricas a bateria de fabricação chinesa cresceu 210% anuais, com a promoção, por países europeus como Reino Unido, França e Itália, do uso do transporte particular durante a pandemia.

“O comércio eletrônico interfronteiras desempenhará um papel mais importante em 2021, por ter despontado como um canal fundamental para mitigar o impacto do comércio convencional em meio à pandemia”, disse Diane Wang, fundadora e presidente do conselho de administração da DHgate.

A sólida expansão das exportações reduziu a necessidade de maiores medidas de estímulo em 2020, observaram economistas da Nomura em relatório recente para clientes. Eles acreditam que Pequim normalizará sua posição em política monetária em 2021.

A taxa média de desemprego nas áreas urbanas permaneceu estável em 5,6%, resultado melhor que o esperado e que reflete a recuperação do mercado de trabalho chinês em relação ao nível pré-covid-19.

O impulso de crescimento da China deverá se manter, avalia Yue Su, diretora de economia da Economist Intelligence Unit, embora o atual surto de covid-19 em partes do país possa causar oscilações temporárias.

“Entre as possíveis dificuldades estão o impacto desproporcional sobre as empresas de pequeno porte durante a saída [do] processo de expansão [da] política monetária, advertiu Su. “Se não for administrada corretamente pelas autoridades, questões de inadimplência poderão aumentar as pressões sobre os bancos regionais, no nível provincial e municipal.”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s