Critiques de l’Economie Politique: Histórico em Entrevista de Pierre Salama (e Todos os Sumários em Apêndice)

Achei uma preciosidade para me lembrar da minha juventude. Compartilho-a com meu companheiros da “geração 68”, nascida no baby-boom, e com os demais para conhecimento dessas experiências passadas e reflexão sobre a inação presente, ou melhor, sobre a dimensão ampliada da ação virtual face à audiência presencial. A geração contemporânea só consegue ler tuítes de 70 letras — e não “textão” de 3 páginas?!

Publier une revue marxiste en économie. Entretien avec Pierre Salama: https://www.contretemps.eu/publier-une-revue-marxiste-en-economie-entretien-avec-pierre-salama/

Pierre Salama 13 juin 2017 Publier une revue marxiste en économie. Entretien avec Pierre Salama  

Pierre Salama é, junto com Jean-Luc Dallemagne e Jacques Valier, fundador da revista Critiques de l’Economie Politique, lançada no final de 1970 em um contexto de grande atividade militante e com a perspectiva de alimentar a ação política de compreensão da dinâmica do capitalismo contemporâneo. Voltamos com ele à história desta revista (e publicamos no apêndice os índices de todos os seus números).

Você nasceu em 1942 e, portanto, pertence a uma geração, durante seus anos de escola e universidade, com vivência de uma série de eventos políticos significativos, favoráveis ​​a uma politização rápida e radical. Você poderia voltar à sua trajetória militante naquela época?

Comecei minha vida militante no sindicalismo estudantil e na oposição à guerra da Argélia, depois a outros conflitos imperialistas. Entrei na aula preparatória em Paris, no início da década de 1960, e ingressei na UNEF. Na época, tinha um papel muito importante, pois era a organização na qual se encontravam as várias tendências de protesto — e lá podiam conversar. Chego então à Faculdade de Direito e Economia de Paris para fazer um curso de Economia, e aí é muito diferente, porque a extrema-direita estava predominantemente presente e ocupava quase todo o espaço político. No entanto, no âmbito dos comitês do Vietnã, conseguimos novamente unificar diferentes tendências políticas e formar um grupo relativamente grande.

Na época, o contexto nos obrigou a ficar juntos. Portanto, Jacques Valier, ao qual conheci naquela época, era próximo dos maoístas. Este nunca foi o meu caso. Depois dos comitês do Vietnã, ou mais ou menos na mesma época, nasceu o JCR, fundado por jovens comunistas excluídos pelo PCF. E, por fim, a Liga Comunista Revolucionária, fundada a partir de maio de 68.

No marco dessa trajetória, paralela à nossa trajetória universitária, devemos entender o fundamento da revista: organizações e tendências são muitas, mas não existem corpo intelectual para discutir as análises uns dos outros. Isto se a comunidade militante da época estivesse estudando, massivamente e, portanto, potencialmente interessada nessas discussões.

Antes de chegar à fundação da revista, você poderia esclarecer o contexto intelectual da época, na economia. Quais foram os ensinamentos, os professores? Houve algum “contrabandista” que o teria apresentado ao estudo do pensamento de Marx?

A primeira coisa a saber é, desde o início pretendia, por causa dos meus bons resultados acadêmicos, o normal seria fazer uma carreira de engenheiro. Minha opção por fazer Economia, e ainda por cima marxista, responde a uma vontade militante. A teoria vem depois do noivado, para alimentá-lo. Quanto ao ensino de Economia, ainda era muito frouxo e bastante diversificado, embora bastante pobre em sua maior parte. Isso provavelmente também explica por qual razão investimos tanto em leitura e autotreinamento intelectual.

Sem dúvida, houve algumas figuras importantes: antes de tudo Henri Denis, um historiador do pensamento econômico, inteligente e estudioso. Ele nos ajudou a intelectualizar nossa radicalização política ao apontar a especificidade teórica do marxismo.

Mais paradoxalmente, devemos também citar os cursos de Raymond Barre [primeiro-ministro de Giscard entre 1976 e 1981]. Era, então, a estrela da Economia francesa e ministrava cursos educacionais e atualizados com as discussões mais recentes. Por outro lado, e isso diz muito sobre a atmosfera da época, uma vez ele deu uma lição muito ruim sobre Marx. Ela resultou em uma manifestação estudantil exigindo … uma lição “real” sobre Marx! No dia seguinte, ele admitiu seu erro e nos deu um excelente curso sobre as crises do capitalismo e sua explicação marxista.

Raymond Barre

Houve alguns outros, Henri Bartoli por exemplo, da esquerda cristã e radicalizada pelos acontecimentos. Mas, no geral, meu curso de Economia foi fraco.

No entanto, você encontrou pessoas com quem fazer um DES, depois uma tese, com tons críticos, senão marxistas. E em particular marcado por um certo “terceiro mundismo”. Quem foi?

Isso é verdade. A sorte minha, do ponto de vista acadêmico, foi, apesar da desconfiança a respeito dos “esquerdistas”, meu nível de Matemática me permitiu subir com bastante facilidade, tornando-me, por exemplo, o assistente de Henri Guitton logo após meu DES em 1967. Esse DES escrevi sob a orientação de Celso Furtado. Ele tratava da substituição de importações na Argentina. Portanto, era algo desenvolvimentista, sim. Ele, por um lado, me permitiu interessar-me diretamente pelos problemas políticos, ao mesmo tempo aplicava análises rigorosamente acadêmicas a eles.

Da mesma forma, minha tese de doutorado, Estudo sobre os Limites da Acumulação Nacional de Capital nas Economias Semi-industrializadas, foi escrita sob a supervisão de René Passet. Ele, mais tarde, se tornou o primeiro presidente científico do ATTAC.

Dessa forma, então, foi possível politizar a Economia e, ao mesmo tempo, eu abordava questões há muito debatidas no campo marxista. Ainda indo mais em relação a outros colegas, nos mantivemos a par dos debates cambridgianos sobre a função da produção, o conceito de capital, etc. E íamos buscar nesses debates tão técnicos a possibilidade de dar às nossas teses uma dimensão teórica. A maioria das teses de Economia não tinha essa fundamentação analítica-conceitual na época.

Essa formação me levará, um pouco mais tarde, a me interessar pelos debates propriamente teóricos sobre Valor.

Vamos para a revista agora. Em qual contexto você decidiu a lançar?

Para ser sincero, foi bastante improvisado e bastante inesperado. Tínhamos terminado nossas teses, Jean-Luc Dallemagne, Jacques Valier e eu, e passamos a maior parte do nosso tempo no ativismo. Mas, ao mesmo tempo, havia uma necessidade real de análise entre os ativistas. Tanto mais quando vivíamos então a ideia de as dinâmicas do capitalismo, explicáveis ​​”em última instância” pela economia, estavam diretamente ligadas aos acontecimentos políticos. Então, uma compreensão clara das tendências e dos ritmos permitiria nos mantermos prontos. para as revoltas e revoluções esperadas. Por isso, surgiu a ideia de uma revista, resolutamente militante e de alto nível intelectual. Ela se impôs a nós.

Quanto ao fundamento concreto, a história é mais trivial. Estávamos os três em um bar de Concarneau e foi lá, depois de alguns drinks, onde decidimos pedir a François Maspero para editar a Critiques de l’Economie Politique. Nós então o encontramos, sóbrios e bastante apavorados com a estatura do personagem e a natureza um tanto pretensiosa de nosso pedido. O Maspero brincou com um elástico o tempo todo da nossa apresentação. Era seu jeito de estar. Mas, no final, suas únicas palavras foram: “Quando vamos lançar a primeira edição?” E a primeira edição foi lançada em setembro de 1970.

Como você reuniu os colaboradores necessários para executar e nutrir a revista? Especialmente porque os tópicos cobertos são muito diversos com bastante rapidez (consulte o Apêndice)?

No começo, de fato, reciclamos nossas teses. Jacques Valier havia trabalhado com a inflação galopante, Jean-Luc Dallemagne com o sistema monetário internacional e a inflação e eu com o subdesenvolvimento: isso dá a vocês os três primeiros números do CEP. Éramos poucos no início, e a maioria dos artigos foi escrita por uma pessoa, usando vários pseudônimos. Mas não os mesmos adotados por nós na Liga (LCR): fui Merlin em nº 1, depois Bailly em nº 3 e J.-L. Dallemagne foi Jourdain. Mas, muito rapidamente, desistimos e escrevemos em nossos próprios nomes.

Além disso, a revista, originalmente, pretendia ser ecumênica, isto é, dentro do marxismo. Assim, Carlo Benetti participou da primeira edição (sob o pseudônimo de Dubois), embora estivesse muito distante do trotskismo, pois estava próximo do então chamado de tendência italiana. Mas depois de ver estarmos anunciando Red na revista e estarmos falando sobre a Liga, na apresentação, ele encerrou sua colaboração conosco.

Em geral, o meio termo foi difícil de encontrar: nós nos recusamos a dobrar nossa atividade para as decisões do Congresso da Liga, mas tivemos uma ancoragem militante muito forte.

Apesar dessas hesitações e desses poucos problemas, o sucesso foi imediatamente aparente. Produzimos 5.000 exemplares, vendemos imediatamente, reimprimimos 2.500 exemplares também vendidos. Depois, os primeiros exemplares foram até reeditados na Petite Collection Maspero (assim como outros exemplares posteriores, notadamente sobre o imperialismo). Nosso pequeno livro, Uma Introdução à Economia Política, vendeu mais tarde 70.000 cópias em francês e dez ou onze traduções!

Mas rapidamente, os colaboradores diversificam, não é? Assim como os temas tratados na revista, eles vão além das suas áreas de especialização…

O sucesso da revista nos permitiu diversificar, sim. Especialmente porque, como ativistas em tempo integral, era impossível para nós acompanhar as primeiras questões. Tínhamos reuniões quinzenais, além da redação do artigo, revisão, etc.

Depois dos primeiros números, introduzimos na crítica e em uma coleção de livros traduções de autores marxistas mais clássicos (Trotsky, é claro, mas também Roman Rosdolsky, Isaak Roubin, por exemplo), bem como marxistas contemporâneos cujas obras nos pareceram necessárias de serem conhecidas. (HG Backhaus, Elmir Altvater, para não só mencionar Ernest Mandel). Isso que nos colocou em contato com germanistas e pessoas com uma abordagem mais filosófica do marxismo, C. Colliot-Thélène ou J.-M. Vincent, por exemplo.

Mas tudo correspondia às nossas aspirações por um marxismo aberto em contato com as notícias reais. Daí os números sobre “método” (em grande parte contra Louis Althusser e Charles Bettelheim), sobre valor, trabalho produtivo, estado, etc. Todos os conceitos utilizados na abordagem econômica foram objeto de uma elaboração coletiva. E tudo isso, lembremo-nos, em um contexto polêmico muito marcado dentro do próprio campo marxista. Hospedamos, assim, polêmicas com Nicos Poulantzas sobre o Estado.

Charles Bettelheim, por outro lado, embora tenhamos dedicado uma discussão ao “socialismo real”, e Jean-Luc Dallemagne tenha continuado nesse caminho, nunca respondeu realmente à provocação de, de fato, enfrentar um incitamento ao debate, talvez por ter sido violento.

Como isso se relacionou com outros grupos e tendências depois de a revista ter sido tão bem-sucedida?

Praticamente inexistente. Tiramos proveito de uma forma de monopólio, porque éramos o único periódico dessa magnitude à esquerda do PCF com orientação teórica e crítica. O PCF, é claro, na pessoa de Bernard Marx, creio, nos atacou quando publicamos a introdução mencionada acima. Da mesma forma, pensávamos muito mal da tese, adotada pelo PCF, do Capitalismo Monopolista de Estado de Paul Boccara.

As ligações vieram depois, e antes as conseguimos com as franjas mais radicais da Segunda Esquerda. Assim, ficamos vinculados a ativistas e intelectuais da Esquerda Operária e Camponesa. Ela depois foi integrada ao PSU. Houve algumas discussões lá. Você encontrará eco de tudo isso nos artigos sobre o campesinato, por exemplo, uma questão muito importante na época, pois estava ligada a problemas de desenvolvimento e interferia diretamente nos debates historiográficos dos primeiros anos da URSS.

Mas, por outro lado, a própria dimensão teórica de um grande número de debates, alimentados pela Filosofia alemã e pela Economia cambridgiana, protegia-nos das polêmicas menos interessantes. Ainda mais, mais uma vez, porque éramos muito livres em relação à liderança da Liga. Ela nos observava de longe, com bastante benevolência, mas de longe.

Curiosamente, o artigo que provavelmente causou mais barulho, “politicamente”, quando o Mandel se dedicou à América Latina, no número 16-17. Estávamos então no meio de um debate sobre a estratégia a ter com os guerrilheiros. Este texto foi lido como uma defesa da política da Liga pelos morenistas, contrários à luta armada e ainda membros da Quarta Internacional trotskista.

Justamente sobre a relação com o ativismo, como você procurou articular o caráter às vezes muito abstrato dos debates e o destino militante?

A primeira coisa a saber é o público da época estar ávido por debates como este. A maioria de nós tinha lido o livro de Marx, mas os ativistas mais jovens da Liga estavam aprendendo Marx com Mandel e com o que escrevíamos.

Dito isso, éramos totalmente contra uma perspectiva como a de C. Benetti e J. Cartelier, por exemplo. Ela isolava a Teoria do Valor de qualquer abordagem aos fenômenos empíricos do capitalismo contemporâneo (a velha história do Livro I do Capital contra o Livro III).

Em todos os nossos trabalhos, pelo menos no meu, sempre procurei colocar o trabalho teórico e conceitual (sobre o valor, sobre o Estado) a serviço de abordagens concretas: quando estudávamos o valor, por exemplo, era para entender a acumulação. e os fenômenos monetários; quando estudei o Estado, foi para entender melhor o papel desempenhado por ele nas economias da periferia, etc.

Assim, poderíamos, sem muitos problemas, ir ao treinamento de militantes nas escolas da Liga. Principalmente porque tivemos um grande sucesso. Nas universidades, apesar de levarmos nelas a nossa carreira, os demais professores tinham medo de nós, convencidos de termos atrás de nós as massas de estudantes, prontas para se levantar ao menor de nossos chamados. Jacques Valier, para registrar, foi proibido de realizar uma conferência na Suíça, mas ele a fez, de qualquer maneira, e alcançou um grande sucesso.

É muito diferente hoje. T. Hai-Hac, com quem mais tarde escrevi uma Introdução à Economia de Marx, contou-me como, durante um recente treinamento em Economia Política, perante militantes ainda da LCR, defender, de maneira provocativa, a força de trabalho não ser uma mercadoria. Ele esperava um clamor, o que teria acontecido alguns anos antes, mas ninguém disse nada. Mais uma vez, os tempos foram muito especiais deste ponto de vista.

A revista, pelo menos em sua primeira forma, termina em 1977. Como você explica isso?

A primeira série termina em 1977, sim. Mas, ao todo, a revista ainda durou sete anos, ou quinze anos ao todo. E, no fim, ainda estava vendendo 1.800 cópias, incluindo assinaturas. Além disso, existia uma versão em espanhol, composta metade por tradução e metade por textos próprios. Foi organizado por um grupo trotskista local.

Em vez de um desaparecimento, houve sim uma transformação. Ela pode ser resumida em dois movimentos: um movimento de abertura política, porque então já recrutávamos colaboradores mais amplamente, por exemplo um certo número de regulacionistas, às vezes bem distantes de nosso radicalismo político. Em seguida, ocorreu uma mudança temática, à medida que a revista abandonou a Teoria Abstrata por uma abordagem mais orientada para a Economia Aplicada, em particular a Economia do Trabalho. Mas esse foi um processo de longo prazo, já germinando nas edições finais da primeira série.

Por outro lado, por toda uma série de razões ligadas à história da Liga, naquela época, em particular, o seu movimento exacerbado e uma certa forma de aventurismo, incapaz de nos convencer, fomos levados a deixar a Liga, Jean-Luc Dallemagne, Valier e eu. Um pouco mais tarde, em 1979, de fato, já não participávamos mais das reuniões . Tudo isso aconteceu em um contexto a se afastar gradativamente do clima dos anos 1970.

O exemplo mais impressionante é o da relação entre Educação e Política. Quando eu era professor, no início dos anos 1980, houve um movimento grevista na faculdade, em 1983, se não me engano. E pude perceber como as técnicas de agitação, parte do nosso cotidiano alguns anos atrás, ou haviam sido esquecidas (os alunos tinham de ser “ensinados” a se organizar), ou eram cada vez menos eficazes. Acima de tudo, depois da greve, tudo voltou ao normal!

Os vários movimentos da década de 1970 mudaram cada vez mais a forma como as aulas eram ministradas, transformaram o ensino à medida que os alunos emergiam dos movimentos sociais com novas aspirações pretendidas de se afirmar nas aulas. Hoje, temos a impressão de as greves e bloqueios serem um parêntese único, sem um controle real da rotina universitária.

Você acha um periódico com formato semelhante ao CEP poderia fazer sentido no cenário atual?

Mesmo formato, não, certamente não. A tarefa é mais difícil hoje e não é a mesma. Em Economia, por exemplo, a própria possibilidade de uma alternativa teórica, de uma pluralidade de correntes, ainda deve ser demonstrada. No entanto, mesmo nas poucas universidades onde essa diversidade ainda é ensinada, fico surpreso com o quão vazio está o debate de todas as questões reais interessantes. As diferentes correntes são simplesmente justapostas umas às outras sem saber muito bem por qual razão existem, o que se opõe a elas, as posições mais globais por trás, etc.

Essa é toda a ambigüidade da heterodoxia hoje. Ela ostenta o pluralismo como sua única reivindicação. Sem dúvida, isso está ligado a questões estratégicas, mas torna difícil entender as questões urgentes e as tendências políticas. Às vezes, estão tão distantes umas das outras, dentro da heterodoxia, quanto podem ser opostas ao mainstream.

O CEP não tinha esse problema: era mais fácil construir sobre uma base já existente. Enfrentava as questões difusas na atmosfera da época.

Por outro lado, é claro haver transformações sociológicas óbvias: em um contexto de pleno emprego, você podia considerar seus anos de universidade como um momento de formação intelectual e não profissional. Hoje, isso não é mais o caso, exceto para uma franja extremamente minoritária da população (e ela nem sempre parece ser muito motivada pela formação intelectual).

De resto, o Ensino Superior é considerado prioritariamente na perspectiva da profissionalização. E o que se profissionaliza em Economia, “o que é eficiente”, é por definição “o que é instalado”, ou seja, domina uma retroalimentação conservadora.

Dito isso, apesar das dificuldades, estamos testemunhando um salto, eu acho. Junto com os economistas horrorizados, os próprios alunos estão começando a protestar contra o que está lhes sendo ensinado.

Talvez haja, portanto, lugar para formas de produção e difusão de uma Economia alternativa, cientificamente ambiciosa e capaz de se ocupar de divergências e questões políticas. Talvez seja também o caso em outras disciplinas.

Mas, em qualquer caso, nossa história é de institucionalização – difícil, mas real – da perspectiva crítica. Estamos vivendo o fim disso. Surgem, portanto, questões estratégicas, sobre a relação com o mundo universitário, a possibilidade de prosperar nas suas margens, etc. Você tem de trabalhar…

E qual conselho você daria aos jovens ativistas com pretensão de assumir essa perspectiva teórica e de intervenção coletiva na política?

Meu principal conselho é treinar. Eu acredito em reservar um tempo para ler textos básicos, livros básicos e um pouco menos de “papéis de trabalho” ou trechos de livros. Você também deve ler os adversários teóricos, conhecê-los melhor em lugar daqueles sempre adotados em suas teses, mesmo quando esse trabalho às vezes seja ingrato (e fizemos isso em conexão com a Lei do Valor e a Economia Marginalista). Eu realmente acredito ser por meio de debates substantivos o verdadeiro modo como realmente nos formamos e nos solidificamos.

Observo também com alegria estarmos presenciando um certo retorno da teoria, mas é verdade os editores preferirem trabalhos descritivos. As instituições universitárias, por sua vez, valorizam testes econométricos, mesmo e principalmente sem reflexão sobre a construção de dados, frente às especulações teóricas . Tanto é assim a ponto de ficar difícil para quem quer seguir carreira na Universidade não cumprir essas demandas.

Observo, no entanto, no exterior existirem muitos blogs teóricos e polêmicos, escritos por caras aparentemente sem se curvar às demandas do mainstream. Eles “desabafam” em seus blogs. A Contretemps, seja a versão em papel, seja o site, é uma excelente ferramenta deste ponto de vista.

Confira em: https://www.contretemps.eu

Entrevista com Guillaume Fondu. Tradução de Fernando Nogueira da Costa.

Annexe : Critiques de l’économie politique, 1ère série – Table des matières

À partir du numéro 2 et jusqu’au numéro 20 inclus, chaque revue s’ouvre sur ces lignes :

La participation à la revue de tous ceux qui se réclament du marxisme, c’est-à-dire de la classe ouvrière et de son combat, n’est pas pour nous une simple clause de style. Compte tenu de la « misère » de l’économie politique marxiste, depuis quelques décennies, nous estimons que l’ouverture des débats est condition nécessaire pour que la critique scientifique du mode de production capitaliste et des sociétés de transition progresse.

Le Comité de Rédaction.

1. L’inflation (septembre-décembre 1970)

  • Présentation
  • Jacques Dubois, Christian Merlin, Jacques Valier, Quelques caractéristiques du système capitaliste contemporain
  • Gilles Jourdain, Jacques Valier, L’échec des explications bourgeoises de l’inflation
  • Gilles Jourdain, Jacques Valier, Accumulation monopolistique, inflation rampante et inflation
  • Gilles Jourdain, Antoinette Mallet, Eva Morain, L’accumulation internationale et l’inflation
  • Gilles Jourdain, Essai d’unification des déterminants de l’inflation internationale
  • Ernest Mandel, La théorie de la valeur-travail et le capitalisme monopolistique

2. La crise du système monétaire international (janvier-mars 1971)

  • Présentation
  • Patrick Florian, Le statut de la monnaie dans son usage international
  • Patrick Florian, Jacques Valier, Essai d’explication de la crise du système monétaire international
  • -L. Dallemagne, Notes sur la critique bourgeoise du G.E.S.
  • Christian Goux, Pour une nouvelle « lecture » de la balance des paiements américains
  • Schubert, Circulation des marchandises et formes de la monnaie
  • Jean Devaux, La restructuration de l’électromécanique française
  • Jean Pesquet, Luettes au C.E.A.
  • Patrick Florian, « Introduction à l’économie politique », de Rosa Luxemburg

3. La formation du sous-développement (avril-juin 1971)

  • André Gunder Frank, Le développement du sous-développement
  • Jeanne Deward, Jean Bailly, Note sur la
  • formation du sous-développement en Amérique latine
  • Jean Bailly, Patrick Florian, L’exacerbation des contradictions dans les économies semi-industrialisées
  • Bailly, Vers une nouvelle stratégie de l’impérialisme
  • Emile Sader, Sur la politique économique brésilienne : capitalisme sous-développé et dictature militaire
  • Urs Müller-Plantenberg, Technologie et dépendance
  • Danièle Dehouve, La destructuration du secteur précapitaliste : un exemple
  • Chaban, L’Irlande colonisée
  • Patrick Florian, Emmanuel chez les Philistins
  • Eugène Chatelain, Où mène la thèse de l’échange inégal
    • Chroniques
    • -L. Dallemagne : Suzanne de Brunhoff, L’offre de monnaie
    • Jacques Angot : K. Marx, Un chapitre inédit du Capital
    • Stephania Lee, La situation du secteur aéronautique en France (I)

4-5. Sur l’impérialisme (juillet-décembre 1971)

  • Jacques Valier, Impérialisme et révolution permanente
  • Jacques Valier, Les théories de l’impérialisme de Lénine et Rosa Luxemburg
  • Roman Rosdolsky, Remarque méthodologique à propos de la critique de schémas de reproduction de Marx par Rosa Luxemburg
  • Roman Rosdolsky, La théorie de la réalisation chez Lénine
  • -L. Dallemagne, Formes de la valeur et développement inégal
  • H. Berognes, Pour une théorie de l’impérialisme
  • Harry Magdoff, Militarisme et impérialisme
  • Harry Magdoff, L’impérialisme est-il vraiment nécessaire ?
  • , Théories récentes sur l’impérialisme
  • Dieter Boris, Luis Alberto Castillo, Remarques sur « Les théories récentes de l’impérialisme »
  • Klaus Busch, Réponse à la critique de D. Boris et L. A. Castillo
  • Richard Wolff, L’expansion à l’étranger des banques américaines
  • Delorme, Déclin ou victoire du cartel du pétrole ?
  • Yann Freder, L’impérialisme et la stratégie révolutionnaire du Moyen-Orient
  • Quentin, La bourgeoisie française en Afrique : tendances actuelles
  • Dalgeri, Dictature militaire « progressiste » et classes sociales. Éléments pour une analyse de la nature du pouvoir péruvien.
  • Jean Devaux, Le VIe Plan et la stratégie économique du grand capital.
  • Conférences-débats des rédacteurs de Critiques de l’économie politique
  • A propos du livre J. P. Delilez, Les Monopoles. Essai sur le capital financier et l’accumulation monopoliste

6. La construction du socialisme (janvier-mars 1972)

  • Roman Rosdolsky, La limite historique de la loi de la valeur. L’ordre social socialiste dans l’œuvre de Marx
  • Jean Devaux, Lénine et Trotsky et la transition au socialisme
  • Véga Gangart, Sur le débat historique en U.R.S.S. de 1924 à 1928 : les problèmes de l’industrialisation
  • Gérard Chaouat, La transition au Vietnam
  • Jacques Valier, Cuba 1968-1971 : le développement des déformations bureaucratiques et des difficultés économiques
  • Jean-Yves Touvais, Le communisme est un objectif de l’humanité que l’on atteint consciemment
    • Chroniques
    • Dick Roberts, La crise de la sidérurgie mondiale
    • Robert Andoche, La « théorie » de la suraccumulation-dévalorisation
    • Conférences-débats des rédacteurs de Critiques de l’économie politique

7-8. La nature des pays de l’Est (avril-septembre 1972)

  • Naïr, Charles Bettelheim bouleverse la science
  • Jean-Luc Dallemagne, Charles Bettelheim ou l’identification des contraires
  • Bernard Jobic, La Révolution culturelle et la critique de l’économisme
  • Kovar, La Révolution prolétarienne et l’idéologisme. Réponse au camarade B. Jobic.
  • Léon Trotsky, Thèses sur la situation économique de la Russie soviétique du point de vue de la révolution socialiste [1922]
  • Daniel Bensaïd, Révolution socialiste et contre-révolution bureaucratique
  • Ducombs, Le sens de réformes dans les économies de transition
  • Tatsuo Tomochika, Panorama critique des mathématiques appliquées à l’économie de l’U.R.S.S.
  • Germain, Les réformes Liberman-Trapeznikov de la gestion des entreprises soviétiques
  • Jean Grzeda, Essai d’analyse de l’économie polonaise au cours des années 1950-1970.
  • Samary, Yougoslavie : vers le capitalisme ou vers le socialisme
  • Werner Olle Ukf Walter, La « Grande révolution culturelle prolétarienne » et la technocratie
  • Tatsuo Tomochika, Les perspectives de lutte contre la pollution à partir de l’exemple japonais
  • Claude Nelson, Le P.C.F. et l’économie politique
  • Conférences-débats des rédacteurs de Critiques de l’économie politique (suite)

9. Sur la méthode (octobre-décembre 1972)

  • Michel Lowy, Objectivité et point de vue de classe dans les sciences sociales
  • Catherine Colliot-Thélène, Relire le Capital
  • Alain Brossat, Les épigones
  • Denise Avenas, Alain Brossat, Les malsaines « lectures » d’Althusser
  • Naïr, Marxisme ou structuralisme ? (défense du communisme)
  • G. Ricci, Marx, critique de l’économie politique
  • -L. Painant, Contre la mécanique politique
  • Lagrange, A propos de l’école
  • Jacques Valier, A propos du livre de C. Palloix : L’économie mondiale capitaliste
  • Conférences-débats des rédacteurs de Critiques de l’économie politique

10. Travail et emploi (janvier-mars 1973)

  • Présentation
  • François Corbillé, Chômage et réserves de main-d’œuvre : une gestion impérialiste des excédents ?
  • Stephen Castles, Godula Kosack, La fonction de l’immigration ouvrière dans l’Europe de l’Ouest capitaliste
  • Eisaburo Koga, Problèmes théoriques de l’organisation des classes et du travail productif
  • Altvater, Freerkhuisen, Du travail productif et improductif
  • Catherine Colliot-Thélène, Remarques sur le statut du travail productif dans la théorie marxiste
  • Pierre Salama, Développement d’un type de travail improductif et baisse tendancielle du taux de profit
  • Conférences-débats

11-12. Crises / Travail / Chili Avec un inédit en français de K. Marx (avril-septembre 1973)

  • Présentation
  • Les crises de surproduction
    • Karl Marx, De mai à octobre 1850
    • Lennard, Lénine et la théorie marxiste des crises
    • Elmar Altvater, Éléments pour une critique méthodologique des théories bourgeoises de la conjoncture
    • Elmar Altvater, A nouveau sur les théorie de la sous-consommation
    • Gabriel Jipé, Le développement des monopoles et la tendance à la stagnation : éléments pour une critique des thèses « stagnationnistes » américaines
    • Claude Nelson, L’inflation, les crises, la « régulation » et le n°1 de Critiques de l’économie politique
    • Jean-Luc Dallemagne, Inflation et crises ou le mythe de la « stagflation »
  • Travail et Emploi
    • Robert Leparc, Capitalisme et patriarcat à travers l’analyse économique du travail féminin
    • Paul Gueda, A propos des soi-disant nouvelles « couches moyennes »
    • Hugues Lagrange, Techniciens et technocrates
    • Robert Andoche, Remarques critiques sur l’article de Pierre Salama
  • La situation chilienne
    • Carlos Rossi, Notes sur la politique économique de l’unité populaire au Chili
    • M. Marini, La politique économique du gouvernement d’Unité populaire ou l’expression de l’hégémonie de la petite bourgeoisie dans le processus chilienne
    • Pio Garcia, La politique économique du gouvernement populaire
  • Chroniques
    • Daniel Bensaïd, A propos de Fascisme et dictature : Poulantzas, la politique de l’ambiguité
    • Conférences-débats

13-14. L’impérialisme (octobre-décembre 1973)

  • Présentation
  • Recherches
    • Ruy Mauro Marini, La dialectique de la dépendance
    • Ernest Mandel, Concentration et centralisation internationales du Capital
    • Klaus Busch, L’échange inégal. Contribution à la discussion sur le taux moyen de profit international. L’échange inégal et la théorie comparative des coûts selon Arghiri Emmanuel
    • Christian Lecate, La contradiction interimpérialiste aujourd’hui
  • Actualité : sur les impérialismes
    • Anne Vimille, L’impérialisme japonais
    • Anne Vimille, Lutte de classes en Thaïlande
    • Udry, Impérialisme suisse et « aide » au Tiers-Monde
    • Udry, L’impérialisme suisse au Brésil

15. Paysannerie et réformes agraires (janvier-mars 1974)

  • Présentation
  • Les questions agraires
    • Pierre Grac, La réforme agraire et les idéologues
    • Silvia Hernandez V., Le développement capitaliste de la campagne chilienne
    • Christian Leucate, « Révolution agraire » en Algérie ?
    • Ardling, Le problème de la paysannerie dans Bilans et perspectives
    • Spitz, L’arme de l’aide alimentaire. Les années d’apprentissage : 1914-1947
  • Chroniques
    • Nicos Poulantzas, Lettre ouverte à E.P.
    • Critiques de l’économie politique et l’ouverture de débats

16-17. Amérique latine. Accumulation et surexploitation (avril-septembre 1974)

  • Présentation
  • Ernest Mandel, Classes sociales et crise politique en Amérique latine
  • Pierre Salama, Vers un nouveau modèle d’accumulation
  • José Meireles, Notes sur le rôle de l’État dans le développement du capitalisme industriel au Brésil
  • André Fernandes, Le passage à un nouveau mode d’accumulation au Brésil : les racines de la crise de 1964
  • Guillen-Romo, Le problème de réalisation de plus-value dans la phase avancée du « sous-développement » : le cas du Mexique
  • Ruy Mauro Marini et C. Sepulveda, La politique économique de la « voie chilienne »
  • Eder Sader, La transition manquée
  • Fernandes, Dictature militaire et nouvelles formes d’accumulation / distribution

18. Dialectique de la forme valeur. L’Italie en crise. Agriculture et lutte des classes (octobre-décembre 1974)

  • Présentation
  • Hans Georg Backhaus, Dialectique de la forme de la valeur
  • M., La crise de la bourgeoisie italienne et la « solution » frontiste
  • -P. Berlan, La rencontre de l’homme aux écus et du prolétaire : les origines du développement du capitalisme dans l’agriculture californienne
  • Robin, La fin du syndicalisme agricole unitaire
  • Robin, Les nouvelles luttes paysannes

19. Internationalisation du capital. Classes sociales (janvier-mars 1975)

  • Présentation
  • Jean-Marie Vincent, État et classes sociales. Sur un livre de Nicos Poulantzas
  • Catherine Colliot-Thélène, Contribution à une analyse des classes sociales. Us et abus de la notion de travail productif
  • Ian Gough, La théorie du travail productif et improductif chez Marx
  • Christian Leucate, Internationalisation du capital et impérialisme
  • Foulon, Firmes multinationales et internationalisation du capital (une critique des thèses de Charles Levinson)

20. Un inédit de Léon Trotsky. L’internationalisation du capital / Valeur et prix de production / La Chine (avril-juin 1975)

  • Léon Trotsky, La courbe du développement capitaliste
  • Christian Leucate, Internationalisation du capital et impérialisme
  • David Yaffé, Valeur et prix dans Le Capital de Marx
  • Roland Lew, La trajectoire du maoïsme

21. Crise de l’énergie ou crise du capitalisme ? Internationalisation du capital et impérialisme. La trajectoire du maoïsme (juillet-septembre 1975)

  • MASSARAT, Crise de l’énergie ou crise du capitalisme ?
  • Christian Leucate, Internationalisation du capital et impérialisme
  • Catherine Colliot-Thélène, Contribution à une analyse des classes sociales
  • Roland Lew, La trajectoire du maoïsme

22. Crise de l’énergie ou crise du capitalisme à l’échelle mondiale ? Un capital financier autonome dans des pays coloniaux ? (octobre-décembre 1975)

  • Massarat, Crise de l’énergie ou crise du capitalisme à l’échelle mondiale ?
  • Ernest Mandel, L’émergence d’un nouveau capital financier arabe et iranien
  • Jaber, L’émergence d’un nouveau mythe : au seuil de la dernière phase de l’impérialisme
  • Ernest Mandel, Encore une fois : sur l’émergence d’un capital financier autonome dans plusieurs pays coloniaux
  • André Fernandes, Internationalisation et crise du capitalisme brésilien

23. Travail et Emploi (janvier-mars 1976)

  • François Corbillé, Jean-Francois Tournesol, Présentation
  • Hugues Blassel, André Laville, Claude Teiger, Conditions de travail et analyses économiques
  • Dominique Roy, Mobilité et mobilisation de la force de travail
  • Antoine Pémoli, Dispositions récentes de la politique de l’emploi et marché du travail
  • Michel Cousin, Pauvreté et paupérisation. Notes sur l’urgence d’un débat
  • Jean-Yves Darrake, Le lien entre rentabilité et modification de la structure des emplois. L’exemple du textile en France dans les vingt dernières années
  • Jean Cavailhès, L’analyse léniniste de la décomposition de la paysannerie et son actualité

24-25. La Crise. Agriculture-Valeur. (avril-septembre 1976)

  • Ernest Mandel, La récession généralisée 1974-1976 de l’économie capitaliste internationale
  • Mary Joan Hiscox, Éléments pour une analyse de la crise aux États-Unis
  • Jean-Luc Dallemagne, Inflation et crises
  • Didier Gelot, A. Leiner, Rôle de l’agriculture dans le processus d’accumulation capitaliste au Mexique, dans la phase dite de développement stabilisateur (1955-1970), et analyse de la crise actuelle du modèle d’accumulation au niveau du secteur agraire (1970-1975)
  • Hervé Ossard, L’agriculture et le développement du capitalisme
  • Jean Malle, La coopération agricole face au capital ou contre les paysans
  • Jean-Marie Vincent, Réflexions sur l’État et l’économie
  • Valeur, prix et réalisation

26. Luttes ouvrières et emploi en Italie. Valeur, prix et réalisation (janvier-mars 1977)

  • Présentation
  • Francesco Indovina, Organisation en conseils et marché du travail
  • Les syndicats, des luttes revendicatives aux conventions collectives
  • Renato Lattes, Les ouvriers de la FIAT et les autres
  • Vittorio Foa, Le défi de la crise : emploi et équilibres économiques
  • Auteur collectif, Valeur, prix et réalisation
  • Collectif rémois, Une approche globale du travail des femmes mariées à des prolétaires
  • Jean-Luc Dallemagne, L’alliance ouvrière et paysanne en U.R.S.S. (1921-1928)
  • Helena Hirara, Les recherches marxistes sur l’État contemporain : deux lectures

27. Les partis communistes et les « petits » et « moyens » patrons. L’Amérique latine (avril-juin 1977)

  • Ricardo Barbero, Politique d’alliance : le P.C.I. et la petite et moyenne industrie
  • Jacques Valier, Le Parti communiste français et l’alliance avec les patrons des « petites et moyennes entreprises » de l’industrie
  • Marco Aurelio Garcia, Le Parti communiste chilien et les alliances de classes
  • Gilberto Mathias, État et crises en Amérique latine
  • Paul Singer, Emploi et sous-développement
  • Pierre Salama, Profits déclarés, profits occultés en Amérique latine

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