Visão Geral da Felicidade Econômica

Nos tempos antigos, medievais e modernos, as pessoas lutaram pela busca da felicidade. Os humanos tentaram localizar a felicidade do ponto de vista do divino, do homem na terra, e alguma combinação conhecida como Deus-homem ou super-homem. 

A terra foi criada com recursos possíveis de fazer uma pessoa feliz por algum esforço, ação ou escolha guiada pela razão. Alguns psicólogos acham “buscar a felicidade” por meio da intuição, do acaso ou da graça é um conceito primitivo. Alguns filósofos pensam não haver caminho ou método para a felicidade. 

Um conjunto de pessoas pensa ser possível obter felicidade por meio da graça ou um dom de Deus, do Criador ou de um ser sobrenatural. Outro grupo de pessoas pensa a felicidade vir como uma coisa secundária de uma vida virtuosa. Enfim, muitas pessoas pensam isso se relacionar com o ganho de riqueza e renda.

A própria definição de “ser humano” abrange esses pontos de vista. No século XX, a palavra “humanismo” foi purgada da crença religiosa transcendental e referenciada ao bem-estar humano na vida terrena. 

Na época da Grécia, o foco estava nos assuntos humanos, mas na época da Renascença, isso estava associado à crença em Deus (Inwood, 1999, 99. 100‒101). Por exemplo, o filósofo holandês Erasmus de Rotterdam (1466-1536) era um cristão e humanista, mas o monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) se afastou do humanismo e se moveu mais em direção à alma. Agora, o humanismo está focado no bem-estar das pessoas e não na religião transcendente.

Do ponto de vista individual, Ludwig von Mises, um fundador da escola neoliberal de Economia, “define a ação humana como a busca pela felicidade” (Mises, 1996 [1949], p. 14). Essa visão sustenta todos nós somos pessoalmente responsáveis ​​por nossa própria felicidade. 

Os humanos usam sua vontade e compreensão para fazer escolhas na vida e devem viver com as consequências, boas ou más. O escopo dessa visão é bastante amplo, incluindo melhoria do ego, satisfação do apetite, pessoas em busca de satisfações superiores ou ideais, pessoas em busca da felicidade e assim por diante (pp. 14-15).

Do ponto de vista social, John Kenneth Galbraith, um institucionalista proeminente, via a felicidade como ‘A Boa Sociedade’. De acordo com Galbraith: 

“Na boa sociedade, todos os seus cidadãos devem ter liberdade pessoal, bem-estar básico, igualdade racial e étnica e oportunidade de uma vida gratificante” (Galbraith, 1996, p. 4). 

Isso significa a economia de uma boa sociedade dever funcionar para todos. Deve ter forte crescimento e emprego e renda de maneira associada (p. 24). O resultado final é a boa sociedade ser um caminho orientado por regulação, em vez de ser um caminho orientado pelo livre mercado para obtenção de sucesso.

Outra abordagem do bem-estar para a felicidade começou com a função de bem-estar de Bergson (Bergson, 1982). Esta função usa um índice de utilitários para cada uma das N pessoas na sociedade. Nesse modelo, é possível definir várias medidas de felicidade social, dependendo da equidade social buscada.

Muitas análises se contentam apenas com o conceito de eficiência social. Ele está associado ao conceito de eficiência de Pareto. 

O conceito de Pareto é uma relação onde as utilidades obtidas por cada indivíduo não são dominadas por nenhuma outra utilidade. É o reino do individualismo, predominante até na obtenção da felicidade.

É bem conhecido Nicholas Kaldor, Sir John Hicks e Paul Samuelson terem estendido este critério a questões de equidade, como excedente do consumidor. O paradoxo de Sen o encontrou em conflito com os direitos individuais (Gravel, 2001, p. 164).

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