Algumas Medidas Gerais de Felicidade

A correlação entre felicidade, dinheiro, riqueza, utilidade e renda foi feita ao longo da história. Por exemplo, a Boa Sociedade:

“Há, em primeiro lugar, o requisito absoluto e inescapável de todas as pessoas, em sociedades boas e decentes, terem uma fonte básica de renda. E se isso não está disponível no livre mercado, como agora é chamado. Deve vir do Estado. Nada, não esqueçamos, impõe um limite mais forte à liberdade do cidadão senão a total ausência de dinheiro no bolso (ou no banco)” (Galbraith, 1994, p. 167)

Uma medida do bem-estar de uma nação é o Produto Interno Bruto (PIB). Adam Smith, o pai da economia clássica, queria aumentar a riqueza de uma nação mais rapidamente. Ele escolheu um sistema de interesse próprio em parte porque as pessoas seguidoras de seu interesse próprio beneficiariam, involuntariamente, os outros.

Desde então, os economistas têm se preocupado com o desempenho inferior do sistema capitalista. Para David Ricardo, estava se lutando contra os retornos decrescentes da natureza; para Thomas Malthus, foi o rápido crescimento populacional; e para Karl Marx, era um conflito de classes. 

O maior problema com o sistema de livre mercado, louvado por Smith, não era a riqueza não ser produzida rapidamente, mas se tornar desigualmente distribuída. A boa sociedade minguou para atender o requisito de todos ganharem de forma justa.

Na economia neoclássica, o trabalho é livre para buscar sua maior recompensa. No sistema neoclássico, é obtida quando o produto marginal do trabalho corresponde à sua taxa de salário real. Isso é facilmente traduzido em valor de produto marginal multiplicando o produto marginal pelos preços, implicando o uso de dinheiro. 

Embora esse procedimento funcione bem para o trabalho, encontra resistência quanto ao produto marginal do capital, pela simples razão de o capital não ser facilmente definido. O estado dessa discussão ainda está incerto, tomando a forma de debates entre as Escolas de Cambridge no MIT nos EUA e a Universidade de Cambridge no Reino Unido.

Muitas questões cercam o uso do PIB como uma medida de qualidade de vida. De acordo com Arthur Cecil Pigou, duas proposições são discerníveis:

  1. “os elementos de bem-estar são estados de consciência”, e 
  2. “o bem-estar pode ser classificado na categoria de maior e menor riqueza, para o qual o dinheiro é uma medida prática” (Pigou, 1920, pp. 10‒11). 

Embora o PIB seja apenas uma parte do bem-estar econômico total, essa parte afeta o todo. Isso pode levar a mudanças na parte não econômica do bem-estar total para anular os efeitos econômicos (p. 12). Hoje, uma grande preocupação é o custo do crescimento econômico estar destruindo a qualidade de vida (Beckerman, 1974, p. 2).

Os economistas consideram uma pluralidade de conceitos ao examinar a renda em correlação com a felicidade. Os modelos populares são renda absoluta, renda relativa e renda permanente. 

John Maynard Keynes relacionou o consumo agregado, C, principalmente ao rendimento disponível agregado, Y, definido como rendimento menos impostos e pagamentos de transferência. Esta é uma lei psicológica. Ela afirma o consumo aumentar com a renda, mas não na mesma proporção. 

A inclinação de Y é chamada de propensão marginal a consumir. Keynes estimou ela estar entre 60% e 70% no curto prazo (Keynes, 1972–89, Vol. VII, p. 128). A função de consumo keynesiana deu início a um novo programa de pesquisa. 

O trabalho de Milton Friedman sobre a hipótese da renda permanente (PIH) e o trabalho de Franco Modigliani sobre a hipótese do ciclo de vida (LCH) (Modigliani, 1980 [1949]) foram em grande parte os catalisadores de seus prêmios Nobel em 1976 e 1985, respectivamente.

Os modelos PIH ‒ LCH reconciliaram anomalias na previsão do modelo de curto prazo de Keynes. Uma grande anomalia era a propensão média de consumir ser superior a 90%, enquanto o PMgC de curto prazo estava entre 60% e 70%. 

Franco Modigliani (1980 [1949]) e James Duesenberry (1949) reconciliaram as diferenças postulando um pico de renda anterior na função de consumo. Enquanto o trabalho de Modigliani evoluiu para sua hipótese LCH, o trabalho de James Duesenberry evoluiu para sua hipótese de renda relativa (RIH).

Em pesquisas mais modernas, Robert Frank expandiu e articulou o paradigma RIH em relação à questão de como o consumo relativo atual dominará o consumo relativo futuro (Frank, 2009, pp. 70–73, 193–195). Os pais, ao preferirem comprar uma casa em um bom distrito escolar, agora, podem estar afetando negativamente seu consumo futuro após a aposentadoria sem filhos na escola. 

Por outro lado, gastar agora em um terno para uma entrevista de emprego pode ter um impacto positivo na renda futura. A experiência de baixo consumo relativo agora também pode definir expectativas para baixo consumo relativo no futuro. 

O ‘novo consumismo’ de Juliet Schor também é baseado no RIH, postulando os consumidores elevarem seu consumo a níveis insustentáveis ​. Eles levam a dívidas e falências crescentes, bem como a jornadas de trabalho mais longas (Schor, 1998). 

John Muth substituiu a expectativa racional na renda permanente por uma média móvel exponencialmente igual ao valor esperado condicional sob expectativas racionais (Muth, 1960). 

Robert Lucas expandiu o conceito de expectativa racional, deslocando o significado da função consumo de relacionar consumo e renda para relacionar renda permanente e renda observada (Lucas, 1976). 

Robert Hall resgatou a função de consumo dessa linha de ataque postulando: apenas eventos surpreendentes poderiam ser responsáveis ​​por resultados inesperados. Hall testou sua função de consumo em um modelo de passeio aleatório. Isto é fácil de medir (Granger, 1999, pp. 42-43).

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