O Passado e o Futuro das Ciências da Complexidade

Em 1995, o jornalista de Ciências John Horgan publicou um artigo na Scientific American, indiscutivelmente a principal revista de Ciência popular do mundo, atacando o campo de sistemas complexos em geral e o Santa Fe Institute em particular. Seu artigo foi anunciado na capa da revista sob o rótulo “A complexidade é uma fraude?

O artigo continha duas críticas principais. 

Primeiro, na opinião de Horgan, era improvável o campo dos sistemas complexos descobrir quaisquer princípios gerais úteis.

Segundo, ele acreditava a predominância da modelagem por computador tornava a complexidade uma “Ciência livre de fatos”. 

Além disso, o artigo deu vários golpes menores, chamando a Complexidade de “Ciência pop” e seus pesquisadores de “complexologistas”. Horgan especulou até a respeito de o termo “complexidade” ter pouco significado, mas ser mantido por seu “valor de relações públicas”.

Para piorar a situação, Horgan citou Melanie Mitchell ao dizer: “Em algum nível, você pode dizer todos os sistemas complexos serem aspectos dos mesmos princípios básicos, mas não acho isso ser muito útil.” 

Ela realmente disse isso?! Ela se perguntou… Qual foi o contexto? Ela acredita nisso? Horgan lhe entrevistou ao telefone por uma hora ou mais “e ela disse muitas coisas; ele escolheu o comentário mais negativo para usar em seu artigo. Eu não tinha muita experiência com jornalistas científicos naquela época – e se sentia estar muito “queimada” na comunidade.

Escreveu uma carta irada e sincera ao editor da Scientific American, listando todas as coisas erradas e injustas no artigo de Horgan. Uma dúzia ou mais de seus colegas fizeram o mesmo. A revista publicou apenas uma dessas cartas e não era a dela.

Todo o incidente lhe ensinou algumas lições. Principalmente, tome cuidado com o que você diz aos jornalistas. Mas lhe forçou a pensar mais e com mais cuidado sobre a noção de “princípios gerais” – e o que essa noção pode significar.

O artigo de Horgan tornou-se um livro igualmente rabugento, chamado The End of Science, no qual ele propôs todas as descobertas realmente importantes da ciência já terem sido feitas e a humanidade não faria jamais outra! 

Seu artigo da Scientific American sobre complexidade foi expandido para se tornar um capítulo e incluiu a seguinte previsão pessimista: “Os campos do caos, da complexidade e da vida artificial continuarão…. Mas eles não alcançarão grandes percepções sobre a natureza, certamente, nenhuma comparável à teoria da evolução de Darwin ou à mecânica quântica.”

Horgan está certo em algum sentido? É fútil almejar a descoberta de princípios gerais ou uma teoria unificada cobrindo todos os sistemas complexos?

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