População Subutilizada: 33,2 milhões de pessoas!

taxa de desocupação (14,7%) do trimestre móvel de janeiro a março de 2021 foi recorde da série histórica, iniciada em 2012, com alta de 0,8 pontos percentuais (p.p.) frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 e alta de 2,5 p.p. ante ao mesmo trimestre de 2020.

Indicador/PeríodoJan-Fev-Mar 2021Out-Nov-Dez 2020Jan-Fev-Mar 2020
Taxa de desocupação14,7%13,9%12,2%
Taxa de subutilização29,7%28,7%24,4%
Rendimento real habitual R$ 2.544R$ 2.566R$ 2.524
Variação do rendimento real habitual em relação a:-0,9 (estável)0,8 (estável)

população desocupada (14,8 milhões de pessoas) também é recorde da série histórica, crescendo 6,3% (mais 880 mil pessoas desocupadas) ante o trimestre de outubro a dezembro de 2020 (13,9 milhões de pessoas) e subindo 15,2% (mais 1,956 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (12,9 milhões de pessoas).

população ocupada (85,7 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 7,1%, (menos 6,6 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) chegou a 48,4%, caindo 0,5 p.p. frente ao trimestre móvel de outubro a dezembro (48,9%) e recuando 5,1 p.p. em relação a igual trimestre de 2020 (53,5%).

taxa composta de subutilização (29,7%) subiu 0,9 p.p. frente ao trimestre móvel anterior (28,7%) e subiu 5,3 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2020 (24,4%).

população subutilizada (33,2 milhões de pessoas) cresceu nas duas comparações: 3,7% (mais 1,2 milhão de subutilizados) frente ao trimestre móvel anterior e 20,2% (mais 5,6 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2020.

população fora da força de trabalho (76,5 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 13,7% (9,2 milhões de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

população desalentada (6,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior e crescendo 25,1% ante o mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,6%) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior (5,5%) e subiu 1,3 p.p. ante o mesmo período de 2020 (4,3%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 29,6 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 10,7% (menos 3,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,7 milhões de pessoas) caiu nas duas comparações: 2,9% ante o trimestre móvel anterior e 12,1% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

O número de trabalhadores por conta própria (23,8 milhões) teve alta de 2,4% frente ao trimestre móvel anterior (mais 565 mil de pessoas) e ficou estável na comparação anual.

A categoria dos trabalhadores domésticos (4,9 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior, mas recuou 17,3% (-1,0 milhão de pessoas) ante o mesmo período de 2020.

taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,5% e no mesmo trimestre de 2020, 39,9%.

rendimento real habitual (R$ 2.544) ficou estável em ambas as comparações. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 212,5 bilhões) ficou estável ante o trimestre móvel anterior e caiu 6,7% frente ao mesmo trimestre de 2020 (menos R$ 15,2 bilhões).

Taxa de desocupação – Brasil – 2012/2021

No trimestre móvel de janeiro a março de 2021, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 100,5 milhões, ficou estável ante o trimestre móvel anterior e recuou 4,4% (menos 4,6 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

O número de ocupados em todos os grupamentos de atividades ficou estável frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020.

Ante o mesmo trimestre móvel de 2020, houve quedas em sete grupamentos: Indústria Geral (-7,7%, ou menos 914 mil pessoas), Construção (-5,7%, ou menos 361 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-9,4%, ou menos 1,6 milhão de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (-11,1%, ou menos 542 mil pessoas), Alojamento e alimentação (-26,1%, ou menos 1,4 milhão de pessoas), Outros serviços (-18,6%, ou menos 917 mil pessoas) e Serviços domésticos (-17,3%, ou menos 1,04 milhão de pessoas). A única alta foi em Agricultura (4,0% ou mais 329 mil pessoas). Os dois grupamentos restantes mostraram estabilidade.

número de empregadores (3,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e recuou 14,0% (menos 616 mil pessoas) ante o mesmo trimestre de 2020. O número de empregadores com CNPJ (3,095 milhões) é o mais baixo desta série, iniciada em 2016, ficando estável ante o trimestre móvel anterior e caindo 13,7% (menos 489 mil pessoas) na comparação anual.

Já o grupo dos empregados no setor público (11,8 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, caiu 2,9% (menos 351 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e ficou estável frente ao mesmo período de 2020.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (7,0 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 8,7% (mais 565 mil pessoas) frente ao mesmo tri de 2020.

Taxa composta de subutilização – Trimestres de janeiro a março – 2012 a 2021 (%)

Quanto ao rendimento médio real habitual, frente ao trimestre anterior, não houve variações significativas no rendimento de nenhum dos dez grupamentos de atividade.

Frente ao trimestre móvel de janeiro a março de 2020, houve quedas no rendimento real habitual de três grupamentos de atividade: Construção (-7,3%), Transporte, armazenagem e correio (-7,0%) e Serviços domésticos (-3,9%). Os outros sete grupamentos mostraram estabilidade nessa comparação.

Entre as categorias de ocupação, frente ao trimestre anterior, apenas houve alta no rendimento médio real habitual dos Empregados do setor público sem carteira de trabalho assinada (10,6%), com estabilidade nas demais categorias.

Frente ao mesmo trimestre de 2020, houve quedas no rendimento dos Trabalhadores domésticos (-3,9%), dos Trabalhadores domésticos com carteira (-3,5 %) e dos Trabalhadores domésticos sem carteira (-3,9%).  Houve alta de 9,7% no rendimento dos Empregados do setor público sem carteira. As demais categorias de emprego não tiveram variações significativas no rendimento.

Taxas de desocupação avançaram em oito UFs no 1° trimestre de 2021

Frente ao trimestre anterior, a taxa de desocupação subiu em oito unidades da Federação: Tocantins (5,8 p.p.), Pará (2,9 p.p.), Maranhão (2,5 p.p.), Piauí (2,5 p.p.), Pernambuco (2,3 p.p.), Amazonas (2 p.p.), Minas Gerais (1,6 p.p.) e Santa Catarina (0,9 p.p.), com estabilidade nas demais UFs.

Já frente ao mesmo trimestre de 2020, houve altas em 16 unidades da Federação, com estabilidade nas demais. Os maiores aumentos foram em Pernambuco (6,8 p.p.), Sergipe (5,4 p.p) e Tocantins (5,1 p.p.).

Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, por UF,
frente ao trimestre móvel anterior (%) – 1° trimestre de 2021

PI tem a maior taxa de subutilização (48,7%) e SC, a menor (11,9%)

No 1° trimestre de 2021, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 29,7%. Piauí (48,7%) apresentou a maior taxa, seguido por Maranhão (47,3%), Alagoas (46,9%) e Bahia (44,8%). Já as menores taxas ficaram com Santa Catarina (11,9%), Mato Grosso (16,7%), Paraná (18,7%) e Rio Grande do Sul (18,8%), únicas Unidades da Federação abaixo de 20%.

Taxa composta de subutilização da força de trabalho por UF (%) – 1° trimestre de 2021

AP tem a maior proporção de conta própria (37,2%) e DF, a menor (20,2%)

O percentual de pessoas trabalhando por conta própria no país no 1° tri de 2021 foi de 27,8%. Os maiores percentuais ficaram com as regiões Norte (33,5%) e Nordeste (32,0%). As Unidades da Federação com os maiores percentuais foram Amapá (37,2%), Amazonas (35,4%) e Maranhão (35,2%) e os menores, Distrito Federal (20,2%), São Paulo (24,0%) e Minas Gerais (24,9%), as únicas UFs com percentual abaixo de 25%.

Percentual de pessoas ocupadas como conta própria, por UF (%) – 1° trimestre 2021

UFValor
Distrito Federal20,2
São Paulo24,0
Minas Gerais24,9
Santa Catarina25,6
Mato Grosso do Sul25,6
Rio Grande do Sul26,8
Rio Grande do Norte26,9
Goiás27,4
Paraná27,6
Brasil27,8
Alagoas28,2
Tocantins28,5
Espírito Santo28,8
Mato Grosso28,8
Rio de Janeiro29,5
Sergipe29,7
Acre31,0
Bahia31,4
Roraima31,8
Ceará32,1
Piauí32,9
Pernambuco32,9
Pará33,4
Rondônia33,7
Paraíba34,8
Maranhão35,2
Amazonas35,4
Amapá37,2

Menor percentual de trabalhadores com carteira é do MA (48,0%) e o maior, de SC (88,4%)

No 1º tri de 2021, 75,3% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As Regiões Norte (60,3%) e Nordeste (59,0%) apresentaram as menores taxas. Entre os trabalhadores domésticos, 27,2% tinham carteira de trabalho assinada.

As unidades da Federação com os maiores percentuais de empregados com carteira assinada no setor privado foram Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (84,7%), Paraná (83,8%) e São Paulo (82,7%). Os menores percentuais foram do Maranhão (48,0%), Piauí (54,5%) e Pará (54,6%).

Percentual de empregados COM carteira entre os
empregados do setor privado, por UFs (%) – 1º trimestre 2021

UFValor
Maranhão48,0
Piauí54,5
Pará54,6
Ceará55,0
Bahia58,7
Sergipe59,5
Tocantins60,0
Amapá64,0
Pernambuco64,6
Paraíba64,7
Alagoas64,9
Roraima65,1
Rio Grande do Norte65,4
Amazonas65,6
Acre67,3
Rondônia70,6
Goiás72,0
Brasil75,3
Minas Gerais76,0
Espírito Santo76,7
Mato Grosso76,8
Mato Grosso do Sul77,3
Distrito Federal78,1
Rio de Janeiro79,3
São Paulo82,7
Paraná83,8
Rio Grande do Sul84,7
Santa Catarina88,4

No trimestre, rendimento médio fica estável em 25 UFs e no ano, em 26 UFs

No Brasil, o rendimento médio real mensal, habitualmente recebido pela população ocupada com rendimento, foi de R$ 2.544, mantendo estabilidade em ambas as comparações. Entre as unidades da Federação, houve dois recuos neste rendimento, frente ao trimestre anterior: Paraíba (-11,8%) e Amazonas (-8,3%). As demais UFs não mostraram variações significativas nessa comparação. Frente ao mesmo trimestre de 2020, houve alta de 7,9% no Rio de Janeiro, sem variações estatisticamente significativas nas demais UFs.

Os maiores rendimentos foram do Distrito Federal (R$ 4.345), Rio de Janeiro (R$ 3.264) e São Paulo (R$ 3.202) e os menores, do Maranhão (R$ 1.484), Piauí (R$ 1.569) e Bahia (R$ 1.597).

Rendimento médio real mensal, habitualmente recebido, por UFs (%) – 1º trimestre 2021

UFValor (R$)
Distrito Federal4.345
Rio de Janeiro3.264
São Paulo3.202
Rio Grande do Sul2.870
Santa Catarina2.818
Paraná2.793
Mato Grosso do Sul2.629
Brasil2.544
Mato Grosso2.426
Roraima2.339
Espírito Santo2.337
Goiás2.302
Tocantins2.249
Amapá2.208
Minas Gerais2.197
Acre2.010
Rondônia1.981
Rio Grande do Norte1.908
Pernambuco1.845
Paraíba1.818
Amazonas1.802
Pará1.797
Ceará1.748
Sergipe1.738
Alagoas1.623
Bahia1.597
Piauí1.569
Maranhão1.484

MA tem a maior taxa de informalidade (60,3%) e SC, a menor (27,8%)

A taxa de informalidade no 1° trimestre de 2021 ficou em 39,6% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Maranhão (61,6%), Amazonas (59,6%) e Pará (59,0%) e as menores, com Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (29,3%) e São Paulo (29,5%).

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; Trabalhador familiar auxiliar. 

Taxa de informalidade da população ocupada, por UFs (%) – 1º trimestre de 2021

UFValor
Maranhão61,6
Amazonas59,6
Pará59,0
Piauí56,6
Ceará53,9
Bahia53,8
Sergipe53,6
Paraíba51,3
Pernambuco51,3
Rondônia49,8
Amapá49,2
Roraima49,1
Alagoas47,6
Acre46,5
Rio Grande do Norte45,2
Tocantins44,6
Goiás40,9
Mato Grosso40,8
Espírito Santo40,6
Brasil39,6
Minas Gerais38,4
Mato Grosso do Sul37,7
Rio de Janeiro37,2
Paraná31,3
Rio Grande do Sul31,0
São Paulo29,5
Distrito Federal29,3
Santa Catarina27,7

1 thought on “População Subutilizada: 33,2 milhões de pessoas!

  1. Republicou isto em Iso Sendacz – Brasil and commented:
    Por evidente, a pessoa desocupada, além do desconforto e o próprio risco á vida, é também privada do seu humano sentido de utilidade social à espécie e à nação a que pertence. Por isso, mas não só, a lei agora determina que o Estado fomente o pleno emprego da nossa gente.
    O professor colige uma plêiade de dados sobre a triste realidade do emprego no Brasil neste ciclo pandêmico, em que a morte alheia, longe de “aliviar as contas públicas”, traz dor pelas perdas perdas queridas e reduz os agentes capazes de movimentar a economia, seja pela ponta do consumo, seja do lado da produção.
    Se muitos índices apresentam-se estáveis ou com ligeira piora, em condições tão ruins como evitáveis pela ação de um Estado comprometido com a sociedade que organiza, um deles chama atenção pela sua queda.
    A massa de rendimento real habituais caiu quase 7% em um ano, tirando mais de R$ 15 bilhões do bolso dos trabalhadores brasileiros!
    O crescimento do lucro dos operadores financeiros e de commodities dá uma dica de onde foi parar o sustento da grande massa. Dali por certo surgiram os novos bilionários locais, oportunistas em aproveitar as crises sanitária e econômica, para não dizer moral, e acumular uns trocados a mais nas suas contas bancárias.

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