Comprar automóvel seminovo/usado

Minha sugestão, a partir dos dados acima e de minha experiência pessoal, é comprar um automóvel importado usado com revisões, seja de um modelo clássico alemão, seja de marca japonesa, fabricado no Brasil. Manutenções na concessionária comprovam um carro com boa conservação.

Comprar marca de qualidade, pois aí o carro não dará defeito e seu valor-de-troca cai menos, se comparado a outras marcas (10% versus 20% por ano). Trocar só depois de usufruir do seu valor-de-uso por cerca de dez anos ou 100.000 km, senão você “rasgará dinheiro”.

Tiago Medeiros e Julio Cabral (Autoesporte, 13/08/21) informam: provocada pelo coronavírus, a maior crise sanitária das últimas três gerações se desdobrou em uma crise econômica. Com a produção e o comércio parados, represados ou reduzidos, o Brasil vive simultaneamente fenômenos raros no setor automotivo, como:

1. o aumento expressivo do custo do combustível,

2. a falta de carros novos nas lojas,

3. o travamento da produção em virtude das restrições à circulação e da escassez de componentes,

4. a valorização repentina de carros usados e até mesmo

5. o envelhecimento da frota circulante.

Um coisa é certa, os percalços econômicos em cascata vão afetar os brasileiros pelos próximos anos, ainda que a pandemia acabe muito antes disso.

A idade média dos automóveis que rodam no país é de 10,2 anos, segundo estudo divulgado no mês de março pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Periodicamente, a entidade realiza a avaliação do “ciclo de vida” dos veículos brasileiros em atividade.

A pesquisa tem o objetivo de verificar as condições dos carros que circulam pelas ruas do país. Com o aumento da idade dos veículos, entende-se que há maior probabilidade de acidentes e elevação dos índices de poluição gerados por um mau cuidado com a conservação desses automóveis.

Desde 1995, quando a média de idade da frota de veículos foi de 10,3 anos, esse índice não ultrapassava a marca dos 10 anos. Com o mercado de 0 km mais aquecido em razão do bom momento econômico do país no início do século, o índice foi reduzido com o passar do tempo, chegando a atingir 8,6 anos em 2013. No entanto, a crise econômica de 2016 fez com que essa média voltasse a subir.

A variação da idade da frota está diretamente atrelada ao poder aquisitivo da população. Em momentos de crise, o consumidor, em geral, fica mais receoso na hora de comprar um veículo 0 km, o que tende a elevar a idade da frota.

Com a chegada da pandemia, as incertezas foram ainda mais agravadas. Como indica pesquisa recente realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 80% das famílias de classe média perderam de 20% a 50% do seu rendimento mensal.

Economistas indicam que o agravamento da crise sanitária neste ano estenderá o cenário econômico recessivo, deixando mais complicadas as previsões acerca de quando os setores médios – principais responsáveis por aquecer a economia – voltarão a ter seu poder de compra restabelecido.

Somam-se a isso as dificuldades da própria indústria diante da escalada do dólar e da escassez de componentes para a fabricação dos veículos. Ou seja, nada indica que a média de idade da frota brasileira diminuirá em um horizonte próximo de tempo.

O estudo do Sindipeças, entretanto, indica que há ao menos uma análise positiva nesse cenário. Com carros mais antigos rodando pelas ruas, existe uma tendência de maior movimentação econômica no segmento de peças de reposição, o que pode gerar empregos tanto nos setores produtivos quanto naqueles que respondem pela comercialização e pelo atendimento ao cliente.

Além de garantir a segurança do motorista, ter um veículo devidamente revisado e com as condições mecânicas em dia é essencial para assegurar que os índices de poluição não piorem nas grandes cidades do país. Veículos mais antigos – sobretudo os fabricados antes da década passada – emitem mais poluentes, uma vez que não precisavam acompanhar as normas mais rígidas de planos como o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores.

Sem a devida revisão e a renovação de itens como os filtros, que ajudam a reter gases poluentes, aumentam as chances de o veículo liberar substâncias que causam doenças respiratórias, caso do monóxido de carbono, ou então de agravar o aquecimento global pela emissão dos gases de efeito estufa.

As regras para seguros de automóveis ficarão mais simples a partir de setembro. O objetivo da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é promover a inclusão e desenvolver o mercado, com produtos mais flexíveis e também mais baratos. Entre as novidades disponíveis está a possibilidade de fazer um seguro em nome do condutor, independentemente de ser proprietário do veículo.

O seguro auto é uma das principais modalidades no país, responsável pela arrecadação de R$ 17,43 bilhões em prêmios no primeiro semestre do ano. No entanto, dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e da Susep indicam que apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019, número que chega a pouco mais de 33% se considerados apenas veículos com até 10 anos de fabricação. Nos Estados Unidos, um dos mercados mais desenvolvidos de seguros, essa penetração chega a quase 90% da frota.

“Queremos que o seguro de automóveis se torne efetivamente popular no Brasil”, afirma o diretor da Susep, Rafael Scherre. A relação entre os prêmios de seguros de automóveis e o PIB brasileiro é de 0,5%, enquanto nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) chega a 1,06%. “Temos um espaço grande [para crescer]. E a Susep tem feito um trabalho de simplificação. O seguro vai ter que ficar mais barato, queremos permitir seguros mais diversificados”, diz. Para o regulador, isso tende a acontecer com mais produtos disponíveis.

Entre as mudanças implementadas está a possibilidade de o seguro ser contratado sem a identificação exata do veículo. A medida aumenta, por exemplo, o acesso a motoristas de aplicativos e condutores que utilizam carros por assinatura ou alugados. Será permitida também a estruturação de coberturas de responsabilidade civil facultativa, acidente pessoal de passageiros e assistência vinculadas diretamente ao veículo ou aos condutores indicados na apólice.

“O mercado de seguros poderá acompanhar essa mudança na forma de uso de veículos, com o crescimento da economia compartilhada”, afirma a coordenadora- geral de regulação de seguros massificados, pessoas e previdência da Susep, Mariana Arozo.

Até então, os produtos eram muito parecidos e o poder de barganha do consumidor era muito menor. Agora, diz a coordenadora, será possível ao consumidor buscar as empresas e os seguros que atendam melhor as suas necessidades, com produtos melhores e mais acessíveis. Uma das preocupações da autarquia é que fique claro para o cliente quando aquele produto não é completo, quando for o caso. “É preciso entender exatamente o que é contratado”.

Antes das mudanças, as regras determinavam que só era possível fazer uma cobertura total do veículo e a nova norma permite que seja parcial. “O consumidor pode estar fora do mercado por não poder arcar com um seguro completo. Será possível ter um parcial, em uma cobertura que não necessariamente precise ter todos os riscos”, diz Mariana.

A Susep passará a permitir a estruturação de cobertura de casco abrangendo, de forma isolada ou combinada, diferentes riscos a que esteja sujeito o veículo segurado, como furto, roubo, colisão ou incêndio. Isso ocorre com o entendimento de que o consumidor pode ter interesse em fazer um seguro mais específico. Se ele tiver um veículo mais antigo, por exemplo, pode entender que não precisa de proteção contra furto e roubo, mas apenas colisão. Isso também vai demandar a estruturação de novos produtos. Atualmente, não há interesse das seguradoras em oferecer proteção a frotas mais antigas, um cenário que tende a mudar. “Nossa ideia também é facilitar essa parte do mercado que ainda é pouco atendida”, afirma Scherre.

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