Preços de Combustíveis mais Caros do Mundo

Tratada como vilã na novela dos combustíveis, a tributação sobre esses produtos no Brasil é menor do que na média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aqui se paga 36,8% sobre o preço final da gasolina e 21% no diesel, ante 52,6% e 47,3% na média das principais economias do mundo.

Os dados estão na nota técnica “O Sistema Tributário dos Países da OCDE e as Principais Recomendações da Entidade: Fornecendo Parâmetros para a Reforma Tributária no Brasil”, elaborada por Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para combustíveis, o trabalho recomenda que não sejam feitos cortes na tributação, dado que essa já é inferior à média. Sugere também que a cobrança seja feita na forma de um valor fixo por litro, e não de um percentual, como é hoje. Assim, num cenário de flutuação de preços, a arrecadação se manteria estável e os repasses seriam amortecidos.

O aumento dos preços dos combustíveis é uma realidade global, diante da valorização recente do petróleo, mas, no Brasil, onde a Petrobras está há 56 dias segurando reajustes nas refinarias, a inflação dos derivados tem ocorrido de forma mais suave. Levantamento do GlobalPetrolPrices, site de pesquisa de mercado que monitora 170 países diferentes, mostra que o diesel ficou, na média, 3,4% mais caro nos postos ao redor do mundo, nas últimas duas semanas, enquanto, no mercado brasileiro, a alta foi de 1,2% na mesma base comparativa, em dólar.

Na gasolina, a disparidade foi menor: o produto, na média mundial, encareceu 1,5% nas últimas duas semanas, mas no Brasil o avanço foi de 1,2%. A realidade brasileira, porém, não é, hoje, muito diferente da do restante do globo: afinal, segundo o GlobalPetrolPrices, o brasileiro paga, pelos derivados, valor próximo à média global. Isto foi antes do aumento de quase 20% nos preços dos combustíveis pela Petrobras!

A discussão sobre a criação de um programa de subsídios para os combustíveis no Brasil acontece, portanto, num momento em que os derivados estão mais caros no mundo todo e em que outros países buscam medidas para atenuar os impactos da valorização do petróleo sobre suas economias.

Sob a pressão política da inflação, num ano de eleição, Jair Bolsonaro intensificou o cerco à política de preços da Petrobras – que desde 2016, passou a alinhar seus produtos à paridade de importação. Essa precificação aumentou a exposição do país às oscilações do mercado internacional, nos últimos anos, e é alvo de críticas tanto da oposição quanto do próprio governo, que pressiona a estatal a congelar os reajustes temporariamente. A proposta de criação de um programa de subsídios, a exemplo daquele lançado por Michel Temer em 2018, também está na mesa, mas ainda não há uma definição sobre qual será o plano para lidar com a alta do petróleo.

De acordo com o GlobalPetrolPrices, o Brasil tem o 90o diesel mais caro do mundo e a gasolina 81a mais alta, entre 170 países. Aqueles com produtos mais baratos são, em geral, grandes produtores, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Arábia Saudita, Irã, Líbia e Venezuela. Já entre os combustíveis mais caros estão, em geral, nos países europeus, em especial os nórdicos, como Noruega, Dinamarca e Suécia, onde a carga tributária é mais pesada.

O levantamento leva em conta a média de preços em cada país, convertida para dólar. Os números mais atualizados são de 7 de março e refletem parte dos efeitos da guerra na Ucrânia. Os dados também não incluem a paridade de poder de compra, ou seja, não refletem o custo de vida nos países.

De acordo com o GlobalPetrolPrices, o litro do diesel no Brasil, em dólar, custa US$ 1,096, patamar 9,4% abaixo da média mundial, de US$ 1,21. Já o litro da gasolina é negociado, no mercado doméstico, a US$ 1,271, em linha com a média dos demais países. O grande diferencial no mercado mundial está, em geral, na carga tributária – que, defendem alguns especialistas, deveria ser o foco de atenção do governo brasileiro. “As diferenças de preços entre os países se devem aos vários impostos e subsídios. Todos os países têm acesso aos mesmos preços do petróleo nos mercados internacionais, mas decidem impor impostos diferentes”, analisa o site.

No Brasil, os impostos (federais e estaduais) representam 37% do preço final da gasolina. Isso é praticamente o mesmo peso que o preço cobrado pela Petrobras nas refinarias (36%), segundo a própria petroleira. No caso do diesel, a desoneração é maior e, enquanto os tributos respondem por quase 20% do preço final, a parcela Petrobras representa 57% do produto.

Contra isso, qual é a reação? Impulso ao consumo de carros elétricos.

Depois de lançar o SUV elétrico de sete lugares Tan, confirmar o sedã grande Han e abrir as primeiras concessionárias no Brasil, a BYD segue com a expansão da operação nacional e já testa novos modelos.

O sedã será lançado no país no segundo semestre. Assim, o Qin Plus será também o primeiro modelo híbrido da marca em nosso mercado.

O principal destaque do Qin Plus é o consumo de combustível. No ciclo misto, o sedã faz 26,3 km/l de gasolina. Porém, o índice pode chegar a incríveis 142 km/l priorizando o motor elétrico. Além disso, a autonomia surpreende. Em alguns mercados, o sedã consegue rodar mais de 1.200 km combinando o tanque de combustível de 48 litros e as baterias de 8,3 kWh.

Essa distância é maior que o trajeto entre São Paulo e Brasília. No modo elétrico, o Qin Plus ainda é capaz de percorrer 55 km.

Os excelentes números vêm de um conjunto composto pelo motor 1.5 aspirado de quatro cilindros que roda no ciclo Atkinson e entrega 110 cv e 13,8 kgfm de torque. O segredo, porém, está na eficiência energética de 43%, superando – muito – a média de 20% dos propulsores convencionais.

Além do 1.5 a gasolina, há outro motor elétrico de 180 cv. Combinados, rendem 217 cv e 32,2 kgfm. Ainda segundo informações de fábrica, o Qin Plus acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos, com velocidade máxima de 185 km/h.

Em termos de tecnologia, o Qin Plus deve seguir os passos do SUV Tan, entregando mais luxo e equipamentos que os concorrentes da mesma categoria.

O Qin Plus tem a central multimídia com tela que pode ser girada de forma elétrica e posicionada na vertical ou na horizontal. A diferença é que a superfície é menor, de 10,1 polegadas. Uma outra tela, bem menor (5″), serve como quadro de instrumentos.

As saídas de ar e o console central lembram os das Mercedes-Benz atuais. O acabamento também é um ponto positivo. Quase todos os painéis são de plástico emborrachado.

Com o lançamento ainda distante, é cedo para falar em faixa de preços. Porém, as medidas e os equipamentos disponíveis no Qin Plus indicam que ele deve concorrer com as versões mais caras do Toyota Corolla e também com a nova geração do Honda Civic, prevista para a segunda metade do ano.

Com 4,77 metros de comprimento, o Qin Plus é 13 cm mais comprido que um Toyota Corolla. O entre-eixos de 2,72 m também é 2 cm mais generoso. No porta- malas, vão 450 litros – 20 litros a menos que no do rival japonês.

Na Colômbia, onde já é vendido, o Qin Plus tem seis airbags, rodas de 17″, ar- condicionado digital de duas zonas, faróis de LED e bancos de couro. Funções semiautônomas, como frenagem automática de emergência, alerta de saída de faixa e controlador de velocidade adaptativo ainda são dúvidas.

1 thought on “Preços de Combustíveis mais Caros do Mundo

  1. Republicou isto em Iso Sendacz – Brasil and commented:
    O que salta aos olhos no gráfico inicial é o fato de se encher um tanque na Líbia e Venezuela pelo preço de um litro no Brasil. Os dois países são detentores de reservas naturais de petróleo e de estrutura de extração e refino do mineral. Como é o Brasil, embora no país seja crescente a dependência da vontade dos acionistas minoritários, pouco afeitos ao interesse nacional.
    A matéria destaca também a tributação dos combustíveis, menor no Brasil que a média da OCDE.

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