O que a Folha pensa: Mudam os Fatos, Muda a Opinião Pública, mas continua obtusa em defesa do Neoliberalismo contra as Diretrizes do Programa Eleitoral do Lula

O Editorial da FSP (04/05/22) seria até engraçado, para rir, caso o leitor não ficasse pasmado por o jornal permanecer tão obtuso. Obtuso é utilizado no dia-a-dia como um adjetivo pejorativo, para designar um indivíduo ignorante, sem capacidade de raciocínio, incapaz de compreender qualquer coisa mais difícil. Obtuso também pode ser uma pessoa grosseira, rude, estúpida e indelicada.

Confira abaixo os argumentos obstinados contra “o intervencionismo estatal”. Defendem o Estado Mínimo mesmo em um país atrasado, cultural e historicamente, como o Brasil! Alguém acha a iniciativa privada estrangeira ser capaz de construir o País? Ou as empresas tupiniquins?!

Essa ideia de Mercado desincrustrado da sociedade, expandindo-se sem apoio do Estado, é uma imbecilidade ímpar! Muitos órfãos do neoliberalismo brasileiro ainda comungam (e pregam) esse credo…

“A agitação na superfície da política dificulta enxergar tendências, mas abaixo o movimento costuma ser lento e efetivo. Nesse registro, o Datafolha captou a transição dos brasileiros aptos a votar rumo a mais tolerância nos costumes e maior apoio à intervenção do governo na economia.

O questionário desenvolvido pelo instituto no início da década passada estimula o eleitor a posicionar-se sobre dicotomias. A homossexualidade deve ser aceita ou desencorajada? O governo é o maior responsável por investir na economia ou são as empresas privadas?

A bateria comporta dez antagonismos e abrange temas econômicos e comportamentais. De acordo com a composição das respostas, o entrevistado é alocado em uma de cinco posições da escala ideológica: esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita e direita.

A trajetória desde 2013 corrobora a hipótese de que o brasileiro primeiro se aproximou de posições associadas à centro-direita e à direita —como o endosso à posse de armas e à livre competição empresarial— e mais recentemente se acerca de bandeiras identificadas com a centro-esquerda e a esquerda —como a valorização dos imigrantes e dos sindicatos.

Outro recorte permitido pela pesquisa mostra que posições liberais nos costumes voltam a ganhar força, enquanto na economia são impulsionadas em geral as opiniões iliberais, que chancelam maior atuação do Estado nos negócios.

A boa notícia é que se avoluma a maioria popular que rejeita a agenda de intolerância propagada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Abraçar aberta ou veladamente discursos como o armamentismo e a homofobia vai custar votos a quem se arriscar nesse caminho.

Já o incremento das opiniões intervencionistas na economia deve ser visto com preocupação, uma vez que essas ideias populistas encontram ressonância em Bolsonaro, em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e na maioria que controla o Congresso, o chamado centrão.

A estagnação de uma década da economia, que obstruiu o caminho para a prosperidade de gigantescos contingentes situados abaixo ou pouco acima do limiar da pobreza, há de explicar ao menos parte do anseio para que um Estado interventor dê jeito na situação.

Já políticos profissionais, responsáveis e tarimbados não deveriam se esquecer das lições do passado recente nem das limitações impostas pelas contas públicas.

A reincidência na aventura do Estado demiurgo, que se pretende mais sábio que a sociedade nas decisões econômicas, está fadada a produzir um novo desastre e a prolongar o empobrecimento do país.”

Leia as Diretrizes do Programa Eleitoral de Lula:

Diretrizes do Programa Eleitoral de Lula – junho 2022

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