Palestra da Mariana Mazzucato no IE-UNICAMP

Mazzucato Mariana, economista, collana, mani, scala © 2014 Giliola CHISTE

Mazzucato Mariana, economista, collana, mani, scala © 2014 Giliola CHISTE

Hello! I will be giving at talk at UNICAMP on September 2nd, organised by Mariano Laplane. I hope to see you there!

As a student in the Institute, can you help me get some of your student colleagues excited about its so it draws a good crowd? I found the site on the web.

http://www3.eco.unicamp.br/neit/nucleo/545-seminario-ie-com-prof-dra-mariana-mazzucato

If the students want to make a poster to hang around on notice boards, below is the title of my talk (which can also be added to the stie if you want) and a colourful picture attached if useful.

From Market Fixing to Market Making: implications for smart and inclusive growth

Mariana Mazzucato R.M. Phillips Professor in the Economics of Innovation, SPRU University of Sussex

Author of The Entrepreneurial State: debunking public vs. private sector myths

(and if you want to advertise the talk on twitter, here is my twitter address @MazzucatoM)

MAZZUCATO, Mariana. O Estado Empreendedor

http://fiid.org/wp-content/uploads/2012/11/Entrepreneurial_State_-_web.pdf

I’ve also attached two documents: a very recent FT interview with me in August, and the interview in Valor from MayValor May 2015FT (2015) Interview with Mariana … 15 and 16 AugustBest wishes, Mariana 

Mariana Mazzucato
R.M. Phillips Professor in the Economics of Innovation
SPRU University of Sussex
www.marianamazzucato.com
The Entrepreneurial State: debunking public vs. private sector myths

“Os cães ladram, a caravana passa”: Avanço na Produção de Petróleo no Pré-Sal

Longe de saírem do mercado, as petrolíferas americanas surpreenderam suas concorrentes mundiais ao manter ou mesmo aumentar a produção enquanto os preços nos EUA despencavam de US$ 100 para US$ 70 o barril no fim de 2014, tendo fechado próximo de US$ 40 no dia 21/08/15. Ainda mais surpreendente é que a Arábia Saudita, na verdade, ampliou sua produção em meio à queda nos preços, o que os analistas dizem ser um esforço preventivo para evitar que concorrentes, como o Iraque, roubem seus clientes na Ásia.

O resultado é uma versão petrolífera de uma guerra de trincheiras, com todos os produtores tentando conquistar uma fatia maior de mercado, custe o que custar.

E isso está produzindo vencedores e perdedores ao redor do mundo, levando a uma nova alta nas vendas de picapes beberronas nos EUA e provocando o caos na economia da Venezuela. Continuar a ler

Luiz Gonzaga Belluzzo X Samuel Pessôa: Desenvolvimentismo X Liberalismo

Economia AsiáticaSamuel Pessôa, formado em Física e doutor em Economia pela USP, é pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e ex-professor do IE-UNICAMP, quando eu o conheci. Desde então, mantemos relações cordiais, embora saibamos que temos discordâncias em alguns pontos-de-vista. Aberto ao debate intelectual, a seu convite, fiz duas apresentações no IBRE-FGV sobre “Juros Altos, Poupança Baixa e Inflação Crescente“, em março e maio do ano corrente. Fui muito bem recebido pelos professores-seniores de lá, resultando em uma conversa que agradou a todos.

Convidaram-me, após minha segunda apresentação, para escrever um paper sobre o tema, assim como o Samuel escreverá outro, para debatermos com seis economistas que serão convidados a criticá-los. Escreveremos as réplicas, depois, será convidado um debate público, tudo será gravado, escreveremos as tréplicas, e publicaremos o resultado em um livro editado pela FGV. Acho que será uma experiência inédita, no Brasil, que mostrará que pode se ter um debate produtivo para todos os leitores, sem ataques pessoais, pelo contrário, com empatia, ou seja,através da arte de se colocar no lugar do outro, buscando compreender sua perspectiva — e em que diferencia da sua.

Como “treinamento para o debate”, reproduzo abaixo uma controvérsia entre Samuel e Belluzzo, publicada nessa semana através das colunas de ambos, respectivamente, na FSP (02/08/15) e no Valor (04/08/15). Primeiro o artigo do Samuel denominado “As Razões da Nova Matriz” e, depois, o artigo do Belluzzo, intitulado “Ásia, Miragem e Milagres“.

Antes, saliento um equívoco que alguns analistas, como José Luiz Oreiro, cometem: atribuir a “Nova Matriz Macroeconômica”, que foi transformada em um bode-expiatório — assim como o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, viraram “Judas” para malhação não só em sábado de Aleluia –, à corrente Social-Desenvolvimentista. Esta se contrapõe, justamente, aos Novos-Desenvolvimentistas, originada na FGV-SP, com adesão de Oreiro e outros keynesianos. Ressalto que Mantega era professor-licenciado da FGV-SP — e nunca o vi no IE-UNICAMP. Márcio Holland, ex-Secretário de Política Econômica, também era membro do Quadro de Docentes da FGV-SP.

A “Nova Matriz Macroeconômica” nunca representou as ideias do Social-Desenvolvimentismo, que defende políticas sociais ativas conjuntamente com investimentos em infraestrutura energética e logística no longo prazo. Esta corrente de pensamento é favorável às políticas anti-cíclícas, no curto prazo, quando há ameaça de depressão, não de modo permanente. Não há nem filiação teórica por parte dessa “Nova Matriz”, nem paternidade institucional reconhecida pelos membros da RedeD…

Ressalto, porém, que achei correta a tentativa de baixar a taxa de juros real na economia brasileira. Não se justifica, com uma taxa de inflação abaixo do teto da meta (6,5% aa), durante 10 anos (2005-2010), o País ter sempre uma das maiores taxa de juros do mundo. Vale observar que a perda de riqueza financeira (prefixada de maneira equivocada), provocada pela súbita reversão da tendência de queda dos juros, após os atentados pré-eleitorais dos terroristas econômicos, cometidos pelo pool golpista-midiático, levou ao ódio político-partidário dos endinheirados e seus “inocentes-úteis”.

Está sendo muito bem orquestrada a manipulação da opinião pública pela oposição, de maneira a minoria estridente dar um golpe na democracia como fosse vontade da maioria silenciosa, que só se manifesta através de votos. Tudo isso é muito lamentável, para a história brasileira, pois representará um imenso atraso no desenvolvimento socioeconômico.

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Por Que as Informações Crescem: A Evolução da Ordem de Átomos para Economias

United States - Economic Complexity IndexBrazil - Economica Complexity IndexPaulo Gala é estrategista e diretor de renda fixa e multimercados da FAR – Fator Administração de Recursos. Em resenha publicada no jornal Valor (04/08/15), afirma que  “o mais recente livro de Cesar Hidalgo, físico e professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), é leitura obrigatória para entender a riqueza e a pobreza de países”. O desenvolvimento econômico surge, neste “Why Information Grows – The Evolution of Order from Atoms to Economies“, como a capacidade de criação de uma rede produtiva sofisticada.

“Para Hidalgo, países ricos são aqueles com alta capacidade computacional para processar informação e gerar produtos em uma intrincada rede produtiva. Trata-se, obviamente, de entender a riqueza e a pobreza de países a partir da ótica de domínio de conhecimento e tecnologia, como já faziam os economistas clássicos do desenvolvimento, mas, agora, em uma roupagem mais atual e com ampla sustentação empírica, a partir da utilização de enormes bancos de dados.

Os principais insights do livro estão baseados em trabalhos conjuntos de Hidalgo e Ricardo Hausmann para o “Atlas da Complexidade Econômica” (click no link), de 2011, uma parceria entre o Media Lab do MIT e a Kennedy School de Harvard. A metodologia criada para medir a complexidade econômica de diversos países — ou sua “capacidade computacional”, nos termos de Hidalgo — culminou nesse atlas, que reúne extenso material sobre mais de 750 produtos e quase 150 países, com base em observações feitas ao longo das últimas cinco décadas.

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Emergentes X Submergíveis

 

Renda per capita PPC 2014James Kynge e Jonathan Wheatley (Financial Times apud Valor, 04/08/15) publicaram extensa reportagem defendendo a “tese” que “emergente tornou-se termo vago demais e está sendo reavaliado”. Reproduzo-a abaixo.

Quando Matteo Ricci, o missionário jesuíta do século XVI, viajou para a China para converter almas para a sua fé, ele constatou que seus mapas europeus – que relegavam a China às margens cartográficas – não o tornavam benquisto entre seus anfitriões. Então ele os redesenhou. O mapa-múndi de 1602 resultante colocava a China em seu centro, uma acomodação que o teria ajudado a obter influência entre a elite do chamado Reino do Meio.

As revisões de Ricci foram gravadas em madeira e papel. Agora, especialistas afirmam que é o mapa mental do mundo que precisa urgentemente de uma revisão, especialmente no que diz respeito à prática de categorizar os países como mercados “emergentes” e “desenvolvidos”.

A hierarquia econômica atual, que põe as nações emergentes na periferia e os mercados desenvolvidos no centro dos assuntos mundiais, não descreve mais com precisão um mundo em que os países emergentes contribuem com uma parcela maior do PIB mundial do que os mercados desenvolvidos, quando se mede isso pelo paridade de poder de compra. Essa categorização ampla, que coloca juntos países de força econômica tão diversa quanto a China e a República Tcheca, também não serve para iluminar realidades muito diferentes entre essas nações.

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Preenchendo a Lacuna: Investimento em Infraestrutura no Brasil

Brazil Top 10 Commodity ExportsBrazil -Infrastructure QualityCont.Sergio Lamucci (Valor, 03/08/15) informa a respeito de um  estudo de economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI): http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2015/wp15180.pdf. O programa de concessões em infraestrutura do governo tende a acelerar o investimento na área, mas não deve ser suficiente para impulsionar significativamente o crescimento potencial do país, podendo ainda ser prejudicado pelas investigações relacionadas à Petrobras. “Reformas de governança serão cruciais para melhorar a eficiência do investimento”, afirma o relatório, observando também que várias das maiores empreiteiras do país estão envolvidas nas investigações do episódio da Petrobras, o que pode diminuir o acesso dessas empresas a financiamento.

Escrito por Mercedes García-Escribano, Carlos Goes e Izabela Karpowicz, o estudo diz que a infraestrutura insuficiente no Brasil é um “grande obstáculo ao crescimento, ao limitar a integração doméstica e a afetar a competitividade externa”. Segundo eles, mudanças para aperfeiçoar os padrões de governança serão necessárias para acompanhar os esforços para enfrentar a lacuna de infraestrutura, tornando o ambiente de negócios mais atraente para investimentos estrangeiros e domésticos. Isso é fundamental num cenário em que a competição regional para atrair mais recursos deve se intensificar.

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Ajuste Econômico e Crise Estrutural da Indústria

Nesta edição #21 da Revista Política Social e Desenvolvimento, seguimos no debate sobre a gestão macroeconômica ortodoxa e seus impactos na interdição da agenda de desenvolvimento e ameaça às conquistas sociais. Com artigos de Mariana Mazzucato,  Caetano Penna, Célio Hiratuka, Cristina Fróes De Borja Reis, Fernando Sarti, Marcelo Arend.

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