Inovação

Marcas e Patentes Empresas InovadorasInovação criativa

Será que o inventor acima registrou a patente de sua inovação criativa?

Vanessa Jurgenfeld (Valor, 06/04/15) reproduziu uma preciosa informação da minha ex-aluna, Fernanda de Negri (IPEA). Ela diz que “a Petrobras sozinha responde por cerca de 20% a 25% do total de inovações feitas no país; é a principal empresa a puxar a inovação”. Todos os cidadãos brasileiros devem tomar consciência disso — e botar a mão na consciência antes de atacar nossa maior empresa.

Também sei — informação do João Carlos Ferraz, ex-VP-BNDES / UFRJ — que “os fornecedores da Petrobras contratam cerca de 1/4 da força de trabalho formal no País”. Dos 446 mil funcionários da Petrobras, 360 mil são terceirizados. Impressionante, não? E quem duvida que a economia brasileira terá uma Economia do Petróleo na próxima década?! Só os pessimistas / derrotistas / golpistas…

Chega de golpismo! Os corruptores-e-corruptos já começaram a ser punidos. E a vida continua

Ou os brasileiros querem ser estúpidos e paralisar o País? Não vamos dar mais “tiro-no-pé”!

Naturalmente, haverá algum atraso na estratégia de nossa independência econômica, porém não será “o fim do Brasil” como prega a direita golpista, querendo vender o que puder. Com Acordos de Leniência (leia: https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2015/03/23/cartel-e-acordo-de-leniencia/), dará para recuperar os R$ 6 bilhões subtraídos pelo cartel das empreiteiras. Isto cabe nos balanços de grandes CNPJs. Porém, nossos pobres CPFs se impressionam muito com a soma. Pessoas físicas se corrompem por “poucos” milhões… Para que? Consumir mais? Sexo, droga e… decadência esnobe?! Gente estúpida…

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Insuficiência da Depreciação Cambial

Depreciações das moedas 1 T 2015

Parece que agora não vale à pena travar guerras cambiais. Embora ao longo da história a depreciação de taxas de câmbio tenha ajudado algumas vezes a alimentar o crescimento econômico por baratear as exportações dos países, está sendo difícil encontrar benefícios nesse momento.

Em nenhum outro lugar isso fica mais evidente do que nos países em desenvolvimento, onde as moedas caíram em média 24% frente ao dólar desde 2011. Apesar disso, a taxa anual de crescimento das exportações desacelerou para 4% nos últimos quatro anos, frente a 8% durante os dez anos anteriores, segundo a CPB Netherlands Bureau for Economic Policy Analysis. No Brasil, o desmoronamento de 48% do real desde 2011 não ajudou muito a revigorar a economia que está prestes a registrar o pior desempenho em 25 anos.

A relação entre o crescimento mundial e o comércio está se desfazendo de tal modo que não se pode aplicar a relação anterior para prever o futuro. Agora é necessário que haja uma desvalorização maior para obter o mesmo benefício.

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Deterioração dos Termos de Troca

Termos de Troca 2001-2015

Os termos de troca (relação entre preços dos produtos exportados e preços dos importados) caíram 10,8% no primeiro bimestre de 2015 em relação a igual período do ano passado. Com as cotações das principais commodities exportadas pelo Brasil em baixa, a relação entre os preços de exportação e de importação caiu em fevereiro para o menor nível desde agosto de 2009, para 105,6 pontos. Em relação ao pico observado na última década, em setembro de 2011, antes da explosão da “bolha de commodities”, a queda é de 20,4%. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Nem mesmo o recuo de 31% do preço de importação de combustível neste início de ano foi suficiente para compensar o menor valor dos bens básicos vendidos ao exterior pelo Brasil. A piora recente dos termos de troca reduz o poder de compra do país, já que igual quantidade de itens exportados vale menos no mercado externo e, portanto, compra menos importados.

É o contrário do cenário observado até 2011, quando os termos de troca estavam no maior nível da última década. Essa reversão é parte da explicação para a desvalorização do câmbio nos últimos anos. O dólar, que em 2011 chegou a valer R$ 1,55, encerrou o mês de março de 2015 cotado em torno de R$ 3,25. Essa gradativa depreciação da moeda nacional, acumulada em quatro anos, foi de quase 110%. Porém, a taxa de inflação ainda não se elevou de maneira significativa como ocorreu depois dos choques das maxidesvalorizações de dezembro de 1979 e fevereiro de 1983!

Como se alterou a estrutura produtiva industrial brasileira com maior consumo de máquinas, equipamentos e insumos importados, ao contrário do que afirmam os novos-desenvolvimentistas, essa maxidepreciação não levará, automaticamente, a indústria de transformação brasileira ao “estado-da-arte tecnológica mundial”, tornando-a competitiva. Na verdade, desconhece-se as defasagens dos impactos cambiais sobre a taxa de inflação e a taxa de investimento para substituição de importações.

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Rotatividade de Mão-de-Obra por Setor

Rotatividade da mão-de-obra por setor

A alteração na regra de concessão do seguro-desemprego atinge em cheio atividades como construção civil e agricultura, onde a rotatividade é crônica e é muito difícil permanecer por 18 meses em um ou mais empregos com carteira assinada no prazo de 24 meses, como define a nova regra. Esses setores já estão se movimentando para forçar uma mudança na nova proposta de legislação.

Juntas, construção civil e agricultura representaram, entre janeiro e novembro de 2014, 3,6 milhões de demissões, ou quase 20% do total de 19,4 milhões de desligamentos que ocorreram no período no país. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

As medidas anunciadas pelo governo atingem as pessoas mais vulneráveis. É claro que há distorções e abusos em algumas situações. Mas é difícil aceitar novas regras de acesso ao seguro-desemprego sob o ponto de vista de reduzir rotatividade, pois nesse caso o efeito é nulo.

Nos últimos anos, houve benefícios para diversos setores como, por exemplo, a desoneração da folha de pagamento e redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de carros. Agora, a “lógica do mercado” quer fazer ajuste fiscal em cima da parcela mais vulnerável.

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Indústria ou Serviços? Servindústria!

Participações percentuais das atividades 2000-2014

Grau de Urbanização e Estrutura Produtiva

Há certo tempo, postei neste modesto blog um artigo em que defendi uma nova expressão para expressar a mudança na estrutura produtiva brasileira: Servindústria Brasileira. Jorge Arbache, professor da UnB, publicou artigo exatamente sobre o que eu queria dizer, naturalmente, com mais brilhantismo por parte dele. Compartilho-o abaixo. Continuar a ler

Produtividade no Setor de Serviços

Produtividade por Setor 1950-2005

Pode estar no nível da expansão do setor de serviços sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e sua
composição a dificuldade que a economia brasileira passou nos últimos anos para alavancar o investimento e aumentar a produtividade. Essa é uma das principais constatações do estudo “Produtividade no Setor de Serviços” no Brasil liderado pelo professor da UnB, Jorge Arbache. Em dez anos, o peso de serviços no PIB saltou de 60% para 70% na estimativa para 2014.

O trabalho mostra, baseado na análise de dados de mais de um milhão de empresas na última década, que:

  1. o setor de serviços no Brasil tem baixa produtividade,
  2. é formado por empresas com apenas cinco funcionários em média,
  3. não tem fôlego para aumentar os investimentos, carece de incentivos para se modernizar e
  4. é um dos responsáveis pela perda de competitividade da indústria nacional.

Tal quadro foi gestado pelo tipo de crescimento da economia na última década, que desenvolveu demanda por serviços de baixo valor agregado ligados à expansão da renda, como cabeleireiro, telefonia celular e internet, ao passo que a parte de serviços sofisticados encolheu junto com a indústria e sua perda de densidade.

Como resultado, há um gigantismo precoce. O setor de serviços:

  • concentra hoje cerca de 74% da força de trabalho no país e
  • foi responsável por 83 de cada 100 novos postos formais de trabalho nos últimos anos.

Portanto, as condições observadas no setor afetam todas as outras áreas da atividade. Se há pouco investimento ou tecnologia, não há ganho de produtividade aproveitado por quem necessita de algum serviço para produzir. Essa estrutura é o principal empecilho ao aumento da competitividade da economia brasileira.

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Produtividade e Armadilha do Lento Crescimento

Taxas anuais do crescimento do PIB 1950-2014

O quarto captítulo do livro Produtividade no Brasil : Desempenho e Determinantes (organizadores: Fernanda De Negri, Luiz Ricardo Cavalcante. – Brasília : ABDI : IPEA, 2014) — “Produtividade e Armadilha do Lento Crescimento* é de autoria do excelente econometrista Regis Bonelli (IBRE-FGV-RJ). Eu fui apresentado a ele por minha primeira chefe do Departamento de Estudos Econômicos e Estatísticas Derivadas (DESDE-IBGE), Magdalena Goés, como um bom (e raro) exemplo de economista que respeita os dados e os fatos.

Aprecio bastante seus trabalhos, mesmo que tenha, em alguns casos, uma linha analítica distinta da minha. Mas Bonelli me faz pensar a respeito de outras razões explicativas cabíveis. No caso desse capítulo, eu (FNC) vou resumir abaixo os pontos mais interessantes e suas conclusões. Observo antes que o trabalho foi escrito antes da divulgação das novas séries temporais do SCN com metodologia atualizada, cujas estimativas do PIB e da FBCF tem alterações significativas. Continuar a ler