O Processo de Formação de Preços na Economia Brasileira

Frequência de mudançs de preçosFatores para decisões de preços

Este boxe, publicado no Relatório da Inflação de dezembro de 2015, apresenta alguns resultados do artigo “Price-Setting Behavior in Brazil: Survey Evidence” de autoria de Arnildo Correa, Myrian Petrassi e Rafael Santos, a ser divulgado na Série Trabalhos para Discussão do Banco Central do Brasil.

A forma como a política monetária afeta a economia real e a inflação depende, pelo menos no curto prazo, das características do processo de ajuste de preços. Em particular, os efeitos macroeconômicos de choques nominais mensurados em modelos frequentemente usados por bancos centrais para análise de política monetária dependem da hipótese de rigidez de preços assumida na modelagem. Por essa razão, a fixação de preços na economia tem sido objeto de estudo de extensa literatura.

Embora a exploração de grandes bases de dados microeconômicos mensurando o comportamento dos preços tenha produzido resultados importantes para a caracterização da rigidez nominal, existem ainda aspectos da decisão de preços que não estão completamente compreendidos.

Vários artigos têm explorado dados qualitativos produzidos por entrevistas com dirigentes de firmas sobre as práticas de reajuste de preços. Essas informações qualitativas complementam os estudos baseados em micro dados e ajudam a compreender a decisão de reajuste por parte das firmas, e, portanto, o processo de formação de preços na economia. Continue reading “O Processo de Formação de Preços na Economia Brasileira”

Ciclos de Expansão da Economia Norte-Americana

Ciclo de Longa Duração - EUA

Sérgio Lamucci (Valor, 11/11/15) informa que a economia americana cresce a um ritmo modesto desde que saiu da recessão, em junho de 2009, mas o atual ciclo de expansão tem se mostrado resistente e duradouro. Os EUA avançam há 76 meses, o quinto período mais longo desde meados do século XX, e as perspectivas são de que o crescimento continue por mais alguns anos. Para o banco Goldman Sachs, há a chance de 60% de o ciclo atual durar uma década, o que igualaria o recorde de 120 meses atingido entre março de 1991 e março de 2001.

A força do consumo, amparada num mercado de trabalho mais firme e na retomada do setor imobiliário, sugere que a expansão deverá se manter em ritmo moderado nos próximos trimestres. O dólar valorizado e a fraqueza da economia global jogam contra um crescimento mais forte, mas contribuem para evitar pressões inflacionárias relevantes nos EUA. Continue reading “Ciclos de Expansão da Economia Norte-Americana”

Para Vencer a Crise (documento do IEDI)

IEDI

A FIESP é comandada há anos por Paulo Skaf, candidato derrotado em votos populares. Ele liderou, por exemplo, uma campanha paroquial contra a elevação do IPTU para residências de alto luxo na cidade de São Paulo. A FIESP assumiu-se, oficialmente, como golpista.

É ligada à casta de comerciantes-firmes, i.é, pequenas empresas e grandes sob pressão de concorrência com estrangeiras de maior produtividade e menores preços. Seus valores culturais são empreendedorismo e competição (“da boca para fora”) e disciplina, regras e autoridade (“da boca para dentro”). Seus membros caracterizam-se pelo reacionarismo.

Reacionários compõem o conjunto dos que tomam a atitude de reação sistemática, contrária ao verdadeiro espírito liberal a favor das conquistas da cidadania, que condiciona receber os direitos humanos, entre os quais destaca “a igualdade de oportunidades”, com o cumprimento dos deveres da democracia. Esses pequenos industriais se colocam sempre a favor de um sistema político conservador, contrário à evolução político-social. E que lhe dê subsídios, isenções fiscais e reserva de mercado…

Assim não são todos os grandes industriais que fizeram uma dissidência da FIESP para criar o IEDI. Estes buscam contribuir com o debate de ideias e ações para tirar o País da crise, criada pelo impedimento de governar que a oposição tenta impor: “sangrar o PT, Dilma e Lula até 2018”. Arma “pautas-bombas” e paralisa a Câmara dos Deputados. Aposta no “quanto pior, melhor para o golpe”. Para satisfazer seus interesses pessoais, prejudica a sociedade brasileira.

Sumário

A última Carta IEDI é dedicada ao documento que o IEDI acaba de divulgar intitulado “Para Vencer a Crise”. O Instituto considera que o momento de dificuldades que o País atravessa não deve interromper os esforços de toda a Nação para que rapidamente seja recuperado o crescimento econômico e social de longo prazo. Pelo contrário, é o momento de redobrarmos tais esforços. Continue reading “Para Vencer a Crise (documento do IEDI)”

Consumo Mundial de Petróleo

Consumo de Petróleo 2005-2014

Em 2014, o consumo mundial de petróleo totalizou 92,1 milhões de barris/dia, após aumento de 0,9% (843 mil barris/dia) em comparação a 2013.

No ranking de países que mais consumiram petróleo em 2014, os Estados Unidos se mantiveram na primeira posição, com 19 milhões de barris/dia (20,7% do total mundial).

A China veio em seguida, com consumo médio de 10,8 milhões de barris/dia de petróleo (11,8% do total mundial).

Na terceira colocação ficou o Japão, com 4,3 milhões de barris/dia (4,7% do total mundial).

O Brasil alcançou o quinto lugar, com consumo de cerca de 3,2 milhões de barris/dia (3,5% do total mundial).

Dentre as regiões, a posição de maior consumidora de petróleo continuou ocupada por Ásia-Pacífico, com 30,9 milhões de barris/dia (33,5% do total mundial). O crescimento do consumo nessa região foi de 1,5% (+442 mil barris/dia), sendo mais de um terço do consumo correspondente à China.

Em seguida veio a América do Norte, com 23,3 milhões de barris/dia (25,4% do total mundial), e o consumo manteve-se praticamente estável em relação a 2013.

A região que compreende Europa e Eurásia decresceu 1,1%, com 18,3 milhões de barris/dia (19,8% do total).

O Oriente Médio, por sua vez, foi responsável por 9,5% do consumo mundial, com 8,7 milhões de barris/dia, um crescimento de 3% em relação a 2013. Os maiores aumentos de consumo de petróleo nessa região foram registrados por Arábia Saudita (+186 mil barris/dia) e Emirados Árabes Unidos (+86 mil barris/dia).

As Américas Central e do Sul também registraram alta em seu consumo de petróleo, com acréscimo de 3,1%, totalizando cerca de 7,1 milhões de barris/dia (7,7% do total mundial).

Por último, a África apresentou elevação de 4,1%, totalizando 3,8 milhões de barris/dia no consumo de petróleo (4,1% do total mundial).

Consumo de Petróleo por Países

Produção de Petróleo por Países e Regiões

Produção de Petróleo 2005-2014

Em 2014, os Estados Unidos tornaram-se o maior produtor mundial de petróleo com um volume médio de 11,6 milhões de barris/dia (13,1% do total mundial).

A Arábia Saudita ocupou o segundo lugar no ranking, com produção média de 11,5 milhões de barris/dia (13% do total mundial), um acréscimo de 1% ante 2013.

Em seguida, vieram Rússia (12,2% do total mundial), Canadá (4,8% do total mundial) e China (4,8% do total mundial).

O Brasil se situou na 13ª posição, após acréscimo de 11% no volume de óleo produzido, totalizando 2,3 milhões de barris/dia (2,6% do total mundial). É importante mencionar que no cálculo da produção de petróleo da BP é considerada também a produção de LGN.

O Oriente Médio continuou como região de maior produção de petróleo, com um volume médio de 28,6 milhões de barris/dia (32,2% do total mundial), após crescimento de 1,3% em comparação com 2013.

A região que compreende Europa e Eurásia veio em seguida, com 17,2 milhões de barris/dia (19,4% do total mundial), após acréscimo de 0,3%.

A América do Norte ocupou o terceiro lugar, com produção média de 18,7 milhões de barris/dia (21,1% do total mundial), após aumento de 10,6%, impulsionado pelas altas de 15,6% nos Estados Unidos e de 7,9% no Canadá.

Em seguida veio a África, com média de produção de 8,3 milhões de barris/dia de petróleo (9,3% do total mundial), após queda de 4,9% em relação ao ano anterior.

A região Ásia-Pacífico registrou baixa de 0,5% em sua produção, totalizando 8,3 milhões de barris/dia (9,4% do total mundial).

Por fim, as Américas Central e do Sul registraram alta de 3,8% em sua produção de petróleo, atingindo 7,6 milhões de barris/dia (8,6% do total mundial).

Capacidade de Refino por Países

Reservas Provadas de Petróleo no Mundo

Reservas Provadas de Petróleo 2005-2014

Em 2014, as reservas provadas de petróleo no mundo atingiram a marca de 1,7 trilhão de barris, mantendo-se no mesmo patamar de 2013, após pequena queda de 0,1%.

As reservas dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentaram 0,1%, totalizando 1,2 trilhão de barris (71,6% do total mundial); enquanto as dos países que não fazem parte da Opep tiveram decréscimo de 0,5%, somando 483,6 bilhões de barris.

O Oriente Médio, região que concentra a maior parte das reservas mundiais, registrou aumento de 0,2% em suas reservas de petróleo, que atingiram 810,7 bilhões de barris (47,7% do total mundial).

Dentre os países, a Venezuela seguiu como detentora do maior volume de reservas petrolíferas, com 298,3 bilhões de barris (17,5% do total mundial), após ter ultrapassado a Arábia Saudita em 2010.

As reservas sauditas cresceram 0,4%, totalizando 267 bilhões de barris (15,7% do total mundial), o que situou o país na segunda posição do ranking mundial de reservas provadas de petróleo.

O volume de reservas de petróleo variou pouco em relação a 2013.

Na América do Norte, manteve-se estável, totalizando 232,5 bilhões de barris (13,7% do total mundial).

Na região que compreende Europa e Eurásia, houve uma queda de 1,5%, somando 154,8 bilhões de barris (9,1% do total mundial).

Por sua vez, as reservas da África registraram queda de 0,7%, atingindo 129,2 bilhões de barris (7,6% do total mundial).

E as reservas da região Ásia-Pacífico se mantiveram praticamente estáveis, totalizando 42,7 bilhões de barris (2,5% do total).

Por fim, as reservas das Américas Central e do Sul registraram alta de 0,1%, somando 330,2 bilhões de barris (19,4% do total mundial), impulsionadas por Brasil e Colômbia, cujas reservas cresceram respectivamente 3,6%, e 2,9%.

Com este incremento, o Brasil ficou na 15ª posição no ranking mundial de reservas provadas de petróleo, com um volume de 16,2 bilhões de barris.

Petróleo, Metais e Minério: Cotações Mínimas Históricas

Cotações de Petróleo 1991-2015Produtores Exportadores e Importadores de PetróleoProdutores de Hidroeletricidade

Rodrigo Rocha (Valor, 01/12/15) informa que, após demonstrar tímida recuperação em outubro, depois de seguidas quedas, os preços do minério de ferro, petróleo e metais atingiram mínimas históricas em novembro de 2015, ampliando a preocupação com uma possível recuperação do setor no curto prazo. A expectativa ainda é de queda para as cotações dessas commodities nos próximos meses.

No último dia do mês, o minério com teor de ferro a 62% era negociado a US$ 42,97 a tonelada no porto chinês de Qingdao, segundo informações da publicação especializada “Metal Bulletin“, na mínima histórica do levantamento. A publicação indica ainda que os preços podem chegar a US$ 40 nos próximos meses, com as negociações na Austrália para dezembro em valores abaixo dos últimos anteriores.

Já o cobre encerrou o mês com ligeira recuperação em relação à semana passada, quando chegou a ficar abaixo dos US$ 4.500 a tonelada por algumas horas, na mínima em seis anos. No dia 30, o metal foi negociado a US$ 4.586 a tonelada na London Metal Exchange (LME), em Londres. Desde o início do ano, a queda é de 25%, contra outubro, o recuo é de 10,7%. Continue reading “Petróleo, Metais e Minério: Cotações Mínimas Históricas”