Legado de Governos do PT: Investimentos para Extração de Petróleo do Pré-Sal

A produção nacional de óleo e gás caiu 0,44% em setembro, em relação a agosto, para 3,839 milhões de barris diários de óleo equivalente (BOE/dia), segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este foi o segundo mês consecutivo de baixa no indicador. Na comparação anual, por outro lado, houve um aumento de 3,9% nos volumes, sustentado, sobretudo, por novos recordes do pré-sal.

Ao todo, a extração na camada abaixo do sal foi de 2,85 milhões de BOE/dia em setembro, um crescimento de 2,9% em relação ao mês anterior e de 10% na comparação anual. A produção no pré-sal representou 74,1% da produção nacional – o maior percentual da história.

O aumento gradual (ramp-up) do FPSO (plataforma flutuante) Carioca, tendo entrado em operação em agosto, no campo de Sépia, ajuda a explicar, em parte, a marca histórica das operações no pré-sal.

Segundo a ANP, a produção acumulada no pré-sal, desde a descoberta de Tupi (ex- Lula), em abril de 2009, soma 5,02 bilhões de barris de óleo equivalente. Esse número já ultrapassou, por exemplo, toda a produção acumulada em campos terrestres desde 1941, de 4,96 bilhões de barris óleo equivalente.

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Efeito Seca pós-2012: Desencadeamento de Dependência de Trajetória Caótica

Em 1926, o economista russo Nikolai Kondratiev apresentou a ideia de ondas longas da conjuntura, a hipótese da existência de ciclos longos na dinâmica do capitalismo mundial com fases de prosperidade, recessão, depressão, recuperação. Podem ser ciclos tecnológicos como a revolução industrial inglesa (textil de algodão: 1800-1850); indústria ferroviária (aço: 1850-1900); engenharia química e elétrica (1900-1950); petroquímica (extrativa de petróleo: 1950-2000); automação robótica (tecnologia de informações: 2000-…).

A máxima duração de um ciclo solar foi de treze anos e oito meses, pertence ao ciclo 4 (de setembro de 1784 a maio de 1798). O ciclo de menor duração foi o número 2, com nove anos exatos (de junho de 1766 a junho de 1775). Nos períodos de atividade mais elevada, conhecidos como máximo solar, as manchas solares aparecem, enquanto que períodos de atividades mais baixas são denominados de mínimo solar.

ciclo solar 24, cujo início estava previsto para março de 2008 pelo NOAA, e que teve um alarme falso em 4 de janeiro daquele ano (a mancha solar detectada era remanescente do ciclo 23), parece ter começado efetivamente em 22 de setembro de 2008. Todavia, e até 30 de janeiro de 2009, com o surgimento de apenas seis novas manchas, a previsão passou a ser o período de máximo solar só ter principiado realmente em meados de 2010, atingindo o ápice em 2013.

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Sino-dependência ou super-ciclo de commodities?

Anais Fernandes (Valor, 28/07/21) informa: a retomada das economias locais, a desvalorização do real e a possibilidade de brechas nas cadeias globais têm ajudado as exportações brasileiras a ganhar terreno nos países latino-americanos em 2021, sobretudo pela venda de bens duráveis e de capital, como veículos e máquinas. Pode ser um movimento importante para a manufatura nacional, que perdeu espaço nos últimos anos com as vendas chinesas à região, mas o cenário ainda é de muitos desafios para que se possa pensar em uma recuperação estrutural desses mercados, dizem especialistas.

No geral, os embarques brasileiros aos pares latino-americanos cresceram no primeiro semestre deste ano mais pelo aumento do volume comercializado do que pela alta nos preços, diferentemente do que é observado nas exportações como um todo. De janeiro a junho de 2021, o volume exportado pelo Brasil cresceu 6,6%, ante igual período de 2020, enquanto os preços avançaram 25,2%.

Entre os latino-americanos, porém, o crescimento do volume exportado foi de 42,4% para a Argentina (com alta de 7,1% nos preços) e de 36% para outros países da América do Sul (7,9% nos preços). Ao México, o volume avançou 18,5%, e os preços, 17,9%. Enquanto isso, para os Estados Unidos e a União Europeia, o crescimento em volume foi menor, de 15,4% e 4,9%, pela ordem. Para a China, houve até pequena queda (2,6%), e o ganho de participação do país, para 34,4% das exportações brasileiras no período, é explicado mais pela alta de quase 39% nos preços. Os dados são do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Argentina (3o), Chile (6o) e México (10o) são os países da América Latina entre os dez principais destinos dos embarques brasileiros em 2021, em valores, segundo dados do governo federal. Eles estão também entre as dez nações com as maiores variações absolutas nas exportações do primeiro semestre de 2020 para 2021.

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Desindustrialização e Primarização da Pauta Exportadora Brasileira

Fábio Graner e Mariana Ribeiro (Valor, 09/08/21) informam: o Brasil perdeu competitividade e diversificação no mercado internacional nos últimos cinco anos. Estudo do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta: entre 2016 e 2020, o total de “indústrias competitivas”, aquelas que exportam mais que a média mundial, caiu de 196 em 2016 para 167 em 2020, em um universo de 999 indústrias.

“A quantidade de produtos competitivos aumentou somente no grupo de produtos primários, passando de 47 em 2016 para 49 em 2020. A participação dos produtos primários na pauta exportadora aumentou de 37,2% em 2016 para 44,3% em 2020”, apontam os pesquisadores João Prates Romero, Danielle Carvalho, Arthur Queiroz e Ciro Moura, autores do estudo.

O documento avalia que o Brasil está na contramão do mundo, com políticas direcionadas para o setor primário da economia e baseado na exploração de recursos naturais em vez de estimular mudanças produtivas e tecnológicas associadas a políticas de mitigação da mudança climática, vistas hoje como um novo motor de crescimento e desenvolvimento.

“A produção de primários e bens baseados em recursos primários está associada à maior intensidade de emissões de gases de efeito estufa e de degradação ambiental. Além disso, são produtos que possuem baixa complexidade e, como identificado em vários estudos, geram menor dinamismo comparativamente a produtos de maior intensidade tecnológica.”

De acordo com o trabalho, enquanto os produtos primários aumentaram sua participação na pauta exportadora, movimento contrário foi observado para produtos de média e alta tecnologia. “Os produtos de média tecnologia reduziram sua participação na pauta exportadora de 20,2% em 2016 para 14,2% em 2020, ao passo que as exportações neste setor diminuíram 16,7% no período. Em relação aos produtos de alta tecnologia, a participação na composição, que já era restrita, caiu de 5,2% para 3,1%”, aponta o estudo.

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Desindustrialização Ocidental e Retrocesso Brasileiro

A UNIDO (United Nations Industrial Development Organization) estima o valor adicionado da indústria de transformação mundial ter caído -8,4% em 2020, devido à pandemia de Covid-19. Desencadeou uma crise sem precedentes, impactando a fabricação de bens e causando rupturas nas cadeias globais de valor (CGV), bem como uma desaceleração geral da demanda, segundo a CARTA IEDI 1097, publicada em 06/08/2021.

A China, primeiro país atingido pelo surto de coronavírus, mas também o primeiro a controlá-lo, registrou um declínio de apenas -1,3% de sua indústria de transformação em 2020, mantendo-se como a principal produtora mundial de manufaturas, com 31,3% do total do valor adicionado do setor no mundo. 

Em seguida, vieram os Estados Unidos, com a 2ª maior manufatura do mundo, Japão e Alemanha, em 3º e 4º lugar, respectivamente. A participação destes países na indústria global retrocedeu na última década e, por isso, recentemente, vêm lançando mão de novas estratégias de desenvolvimento industrial.

Coréia do Sul (5º lugar) e Índia (6º lugar) foram as principais nações que mais ascenderam no ranking mundial entre 2010 e 2020, consolidando sua presença no batalhão dos líderes da indústria global. Já o Brasil vem trilhando na direção oposta.

O Brasil chegou a possuir a 9ª maior indústria do mundo em 2005, recuou para a 11ª posição em 2015 e, então, para a 14ª colocação em 2020. Ao longo deste período, sua participação caiu quase pela metade, encolhendo de 2,2% da indústria mundial em 2005 para apenas 1,3% em 2020. 

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Turismo à distância

Marsilea Gombata (Valor, 27/07/21) informa: o turismo internacional na América Latina ainda deve demorar para se recuperar. Apesar de o impacto ter sido menor do que na Europa e na Ásia, a região deve ser uma das últimas a ver o setor a retomar o nível pré-pandemia dado o número de infecções ainda alto, vacinação lenta e restrições a viajantes em alguns países.

Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), da ONU, por causa do turismo regional, o continente americano exibe números melhores de retomada do setor, embora sigam bem distantes dos níveis pré-crise da covid-19. O indicador de recuperação do turismo da OMT mostra que a atividade de turismo estava 72% abaixo do nível pré-pandemia no continente, em maio – último dado disponível. No Caribe está 60% abaixo do nível de 2019, enquanto na América do Sul está 75% menor.

Na Ásia a atividade de turismo está 95% menor, e na Europa, 81% menor, por conta de extensos lockdowns e restrições mais rígidas a turistas estrangeiros.

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Brasil: Fazenda do Mundo para Sempre?

Michael Pooler e Bryan Harris (Valor, 27/07/21) informam: praticamente todo suco de laranja consumido ao redor do mundo vem dos pomares do Estado de São Paulo, alardeia Duarte Nogueira (PSDB). “Para nós tudo começa com a letra ‘C’”, afirma o prefeito de Ribeirão Preto, interior do Estado.

Café, cana de açúcar, cítricos, carne e celulose”, o principal ingrediente da produção de papel. “A agricultura está crescendo cada vez mais e isso não é um feito só da região, mas do Brasil inteiro.”

O Brasil é hoje um dos maiores produtores de gêneros alimentícios do mundo – de soja a açúcar, carne bovina a bananas. Abençoado com a abundância de recursos naturais, como vastos depósitos de minério de ferro e reservas de petróleo em águas profundas, o Brasil também fornece algumas das matérias-primas mais importantes para as economias modernas.

A maior economia da América Latina está agora aproveitando a alta nos preços de muitos desses bens essenciais, no momento em que restrições impostas pela covid- 19 começam a ser derrubadas e a economia mundial volta a crescer. Comerciantes mais otimistas falam até mesmo em um novo “superciclo” das commodities.

Depois que interrupções nas cadeias globais de abastecimento afetaram a disponibilidade de certos itens, a demanda vem sendo alimentada pela retomada da economia da China e por gastos dos governos com programas de recuperação, especialmente no caso dos EUA. Após o tombo no início da pandemia, o Bloomberg Commodity Index recuperou-se para patamares não vistos desde 2015.

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Desindustrialização Brasileira com a Nova Divisão Internacional do Trabalho

Download da Carta IEDI:

IEDI – Regressão industrial em curto e longo prazo

A pandemia de Covid-19 impactou negativamente a atividade econômica do Brasil e do mundo em 2020. O choque foi sentido de diversas formas em todas as atividades econômicas – lockdowns, suspensão de atividades menos essenciais e interrupção das cadeias internacionais de suprimento –, inclusive na indústria de transformação. 

Os países adotaram pacotes robustos de medidas fiscais, monetárias e sanitárias almejando manter empregos e sustentar uma demanda mínima, mantendo os mercados funcionando e evitando falências em série. 

As respostas econômicas, embora na direção certa, não conseguiram, entretanto, evitar que a crise econômica da Covid-19 fosse a mais grave em cem anos, provocando perdas substanciais do PIB total e da indústria em diversos países. 

O Brasil não foi uma exceção, como tem mostrado vários estudos do IEDI nos últimos meses, ainda que o quadro não tenha sido tão catastrófico como muitos esperavam no início da pandemia. 

Esta Carta IEDI avalia o desempenho da atividade manufatureira do Brasil e do mundo em 2020, estimando o impacto da Covid-19 na queda de participação relativa da indústria na estrutura produtiva do país, pelo qual temos passado nas últimas décadas. Deste modo, atualiza muitos dados da Carta IEDI n. 940 “Um ponto fora da curva”, de 02/08/2019, que já havia mostrado que a retração industrial do Brasil é prematura e uma das mais intensas do mundo.

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Dependentes de Commodities com Desindustrialização da Pauta de Exportações

Marta Watanabe (Valor, 01/04/21) informa: a exportação brasileira ficou mais dependente de commodities na última década. A participação dos produtos da indústria de transformação caiu de 63,3% em 2010 para 55,1% no ano passado. Intensificada pela pandemia, a perda, dizem analistas, revela como o país ficou para trás num período em que a concorrência no comércio internacional aumentou.

Embora o embarque de commodities tenha garantido superávits comerciais e reflita uma vantagem competitiva do país, apontam, a diversificação da pauta e de destinos é o caminho para integrar o país ao comércio internacional nos próximos dez anos. Isso tornaria o Brasil menos sujeito a oscilações de preços de commodities e para possibilitar à indústria tirar proveito sustentável da esperada retomada do comércio mundial.

É preciso recuperar a economia e fazer com que esse crescimento possa ser levado para o setor industrial, para melhora da competitividade, para que as recuperações não sejam circunstanciais, apenas reação momentânea à demanda. É preciso uma decisão de política econômica para ter setor industrial forte. Isso não foi feito e hoje a economia brasileira sofre.

A perda de participação da indústria na exportação na última década não se deu apenas em razão do crescimento em ritmo mais acelerado de produtos não industrializados. Os dados mostram o valor embarcado em manufaturados ter encolhido. De 2010 para 2020, houve perda de valor de exportação em dólares da indústria de transformação, com queda de US$ 129 bilhões para US$ 114 bilhões. Os dados são do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

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Vírus da Desindustrialização

Pedro Cafardo (Valor, 30/03/21) dá um sopro de esperança ao jornalismo econômico brasileiro por retomar os temas caros aos desenvolvimentistas.

É difícil neste momento desesperador fugir do tema da pandemia. Mas alguém precisa pensar em outro paciente moribundo no país, a indústria, atingida também por um poderoso vírus que vem destruindo sua capacidade de produção há décadas. Agora, a doença se agravou. A Ford, há um século no país, vai embora. A Mercedes suspende a produção de sua fábrica no Brasil. A Sony sai correndo de Manaus.

É o avanço da desindustrialização. Alguns analistas dizem se tratar de um processo mundial de transição da economia industrial para a de serviços. O processo existe, mas, no caso brasileiro, é acelerado e se dá antes de o país atingir a maturidade no setor.

Há pelo menos três décadas a indústria brasileira agoniza

A participação brasileira na indústria mundial, tendo chegado a 2,8% em 2005, recuou para 1,8% agora. E a indústria tem hoje participação no PIB nacional de 11% – tinha 17,8% em 2004 e 35% em meados dos anos 1980. Ou seja, há pelo menos três décadas a indústria brasileira agoniza, sem respiradores nem UTIs.

Esses números e outros abaixo mostram um processo de desindustrialização evidente. Embora a tragédia da pandemia dificulte raciocínios sobre futuro, a coluna colheu opiniões de dois grandes economistas desenvolvimentistas não submissos ao mercado financeiro e estudiosos da indústria. A pergunta foi: como reverter esse processo?

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Explicação pelos Interesses dos Detentores do Poder Político

A segunda linha de argumentação, apresentada por John Zysman, no livro Governments, Markets, and Growth (Cornell University Press, 1983), sustenta, enquanto os problemas confrontados por cada país definem os termos pelos quais as escolhas devem ser feitas, as diferentes decisões de ações de um governo dependem das personalidades governantes e da natureza de seus objetivos. Portanto, devemos considerar o papel das coalizões, grupos de interesse e interesses políticos.

Uma coalizão governante – uma “grande maioria” na expressão de Charles Lindbloom – define a gama de finalidades para as quais a máquina estatal pode ser usada. Se as coalizões nacionais devem delimitar a gama de políticas, em um conjunto de setores, deve haver políticas capazes de restringir as escolhas a serem feitas dentro de cada setor ou em uma situação onde muitos dos mesmos atores são envolvidos nas decisões em cada setor. Ambos podem ser o caso. 

Por exemplo, acordos gerais para reduzir as tarifas podem tornar mais difícil para as empresas de uma indústria específica obterem proteção contra as importações.

Em um sistema centralizado como o da França ou do Japão, os mesmos burocratas têm participação na política de muitos setores econômicos. De acordo com esta linha de argumentação, então, as mudanças nas coalizões governantes quanto à filiação partidária ou o poder relativo dos constituintes da coalizão partidária são os elementos explicativos das mudanças nas direções básicas da política.

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Quatro Visões do Estado e da Economia

John Zysman, no livro Governments, Markets, and Growth (Cornell University Press, 1983), situa o problema das finanças de acordo com cada especificidade nacional.

A literatura contemporânea contém quatro linhas de argumentação, cada uma com uma ênfase distinta, na tentativa de explicar como o governo e os negócios se relacionam entre si

  1. a primeira linha de argumento enfatiza a natureza do problema econômico a ser resolvido por um país
  2. a segunda destaca os interesses dos grupos políticos detentores do poder;
  3. o terceiro enfatiza os arranjos institucionais da política e da administração pública; e 
  4. o quarto enfatiza as ideologias e a visão de mundo dos políticos, burocratas e empresários sobre os papéis da indústria e do Estado

Alguns estudiosos propõem uma quinta abordagem. Ela enfatiza a tradição histórica como uma linha distinta de argumento. Na verdade, no entanto, uma tradição histórica de relações particulares entre governo e negócios, como o legado francês de intervenção estatal, deve ser sustentada por uma continuidade dos interesses, instituições, ou ideologias daqueles governantes ao longo do tempo. Tradição histórica não é uma essência mística e não pode constituir uma categoria separada de explicação.

As três primeiras explicações foram consideradas nos estudos de caso, realizados anteriormente, e são incorporados na seguinte análise do comportamento do Estado.

Zysman deixa de lado a quarta categoria, ideologias e visões de mundo, por razões explicadas brevemente neste ponto. Ideologias fornecem mapas daquilo possível e adequado na vida política. Elas constituem visões de mundo e lentes através das quais a experiência é ordenada. Burocratas nos Estados com tentativas de forçar o desenvolvimento de suas economias terão ideologias e visões de mundo diferentes das dos burocratas em Estados longe da economia. 

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