Relatório de Efetividade do BNDES

Atuação Anticíclica do BNDESBNDES X FBCFO BNDES está divulgando seu primeiro Relatório de Efetividade, em conjunto com ações de ampliação de transparência. Este é um instrumento de demonstração das ações do Banco para a sociedade e uma ferramenta para aprendizado interno.

São apresentados no relatório indicadores de “entregas físicas” e de efeitos gerados pela atuação do Banco com ênfase nas prioridades corporativas.‎ Também estão disponíveis um conjunto de avaliações de efetividade.

O endereço é:
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/efetividade/relatorio_efetividade_2007_2014.pdf.

Investimento nas Novas Contas Nacionais e o BNDES

Evolução do Investimento e dos Desembolsos do BNDESFernando Puga, superintendente da área de pesquisa econômica do BNDES, certamente, está entre os maiores especialistas em investimentos no Brasil. Publicou artigo (Valor, 10/06/15) sobre a nova realidade do investimento e o BNDES. Compartilho-o abaixo.

“A frase ‘No Brasil, até o passado é incerto’ cabe como luva para descrever o efeito da revisão das Contas Nacionais pelo IBGE, com o objetivo de adequá-las às mudanças em curso nas normas internacionais de elaboração da contabilidade nacional. A expectativa inicial era de que os números mostrassem um melhor desempenho do PIB e aumento do investimento, sobretudo com a inclusão de gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) nesta rubrica. De fato, o PIB e o investimento ficaram maiores. Mas as alterações foram bem mais expressivas diante do que se esperava, sobretudo no investimento, que é o foco da nossa análise.

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Quanto Vale o BNDES? (por Mauro Santayana)

BNDES

Meu ex-aluno, Evandro Luiz, enviou-me o artigo escrito por Mauro Santayana e publicado pelo JB (11/05/15). Ele já tinha sido enviado por Gerson Gomes, o que demonstra que teve repercussão. Compartilho-o abaixo.

“Nos últimos quatro meses, as ações da Petrobras já subiram mais de 50%. Em abril, foi finalmente apresentado, com elastiquíssimas provisões para corrupção, o seu balanço. Prisões, em regime fechado, de executivos de algumas das maiores empresas de infraestrutura e engenharia do país, responsáveis por milhares de empregos, bilhões de reais em projetos, e com endereço fixo e vida definida, foram sensatamente revogadas pela justiça. As dezenas, quase uma centena, de bilhões de reais em roubo cansina e maciçamente anunciadas, aos quatro ventos, se transformaram em centenas de milhões de reais de dinheiro efetivamente pago e devidamente localizado, em um valor total que, até agora, é de mais ou menos o valor dos recursos envolvidos no pseudo “cartel” do Trensalão de São Paulo, e um pequeno percentual dos escândalos do CARF, do HSBC, e, principalmente, do Banestado, em que pela segunda vez se cruzaram os destinos do doleiro Alberto Youssef e do Juiz Sérgio Moro.

Desinflando-se, paulatinamente, o balão da Petrobrás, os adversários do governo partem para nova e desesperada expedição de busca de pelo em cabeça de ovo e de chifre em cabeça de cavalo, apontando suas armas para outro símbolo emblemático do nacionalismo brasileiro, de fundamental importância para o desenvolvimento nacional. Continuar a ler

Proposta Neoliberal para o BNDES

Financiamentos do BNDES 1995-2014Para economistas neoliberais que colocam ideologia acima da experiência histórica de se tirar o atraso econômico do País, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social deveria ser “agência equalizadora de taxas de financiamentos concedidos pelo mercado privado”! Só?!

Pedro Cavalcanti Ferreira e Renato Fragelli Cardoso são professores da Escola de Pós­graduação em Economia (EPGE­-FGV) — e não pesquisadores do IBRE-FGV, que são mais sensíveis à realidade brasileira. Compartilho o artigo deles abaixo para uma análise de “como a ideologia é um véu entre os olhos e a realidade”.

“Neste momento em que as desastradas políticas adotadas ao longo do primeiro mandato de Dilma Rousseff cobram da nação um elevado preço, surge uma boa oportunidade para se reformular profundamente a atuação do BNDES, reduzindo-se seus custos e aumentando-se sua transparência.

A justificativa econômica para a criação do banco, na década de 1950, foi a ausência de um mercado de capitais eficiente para financiar a industrialização. Planejou-se um órgão enxuto que focaria sua atuação em casos clássicos nos quais a teoria econômica justifica a atuação direta do Estado no mercado de capitais. Diante de investimentos vantajosos para a sociedade, mas não suficientemente rentáveis para atrair o investidor privado, a teoria recomenda que o Estado estimule o investimento privado, por meio de condições especiais de financiamento não oferecidas pelo mercado.

Mas essa recomendação baseia-se em duas premissas fundamentais:

  1. que o Estado tenha capacidade técnica para identificar corretamente os casos em que seu apoio se justifica; e
  2. que não seja capturado por grupos de interesses – grandes empresas, partidos políticos, sindicatos, etc. – capazes de desvirtuar sua atuação.

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Ajuste Fiscalista do Papel do BNDES

FAT 2013-2017

Para regozijo dos neoliberais, Cláudia Safatle (Valor, 25/03/15) forneceu a manchete para seu jornal: o BNDES, na nova conformação da política econômica, terá um papel bastante distinto daquele desempenhado nos últimos anos, quando foi o principal banco financiador de projetos de longo prazo a juros subsidiados. A equipe do Ministério da Fazenda definiu que caberá mais ao banco, a partir de agora, a função de “originador” de operações.

Isso significa que o BNDES entrará com uma pequena fatia do financiamento a um projeto, dando um “selo de qualidade” ao investimento e ajudando as empresas envolvidas a emitir debêntures. Nesse formato, “em vez de substituir o mercado de capitais do país, o banco estatal estará ajudando a desenvolvê-lo”.

Encerra-se, assim, o ciclo de expansão da instituição federal apoiada em recursos do Tesouro Nacional. O total das captações junto à União soma, hoje, R$ 455,5 bilhões. Desses, R$ 440 bilhões foram repasses feitos a partir da crise financeira internacional de 2008/2009. Desde então, o BNDES passou a operar com uma espécie de “conta movimento” no Tesouro, destinada a financiar investimentos privados a juros fortemente subsidiados.

O Tesouro Nacional oferecia risco soberano aos investidores institucionais, fundos e bancos para captar em longo prazo e o BNDES reciclar os recursos em crédito direcionado para setores prioritários para a estratégia de desenvolvimento socioeconômico nacional. Esta é a visão socialdesenvolvimentista do papel do BNDES.

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Investimento Estável de 2010 a 2013

Taxas de Investimento e de Poupança 2010-2014

Investimentos e Poupança Nacional Bruta 2000-set 2014

Carlos A. Rocca é doutor em economia FEA­USP e diretor do Cemec-Ibmec. Publicou artigo (Valor, 23/03/15) onde apresenta resultados de seu estudo “Fatores de Queda do Investimento 2010-2014“. Não tinha ainda sido publicada a nova série da FBCF calculada pelo IBGE (veja e compare as séries dos gráficos acima com diferenças significativas devido à atualização da metodologia de acordo com o SNA internacional) com queda de apenas 0,9 ponto percentual do PIB de 2010 a 2014.

“Os investimentos em infraestrutura têm hoje importância estratégica para a retomada do crescimento da economia brasileira. O programa de ajuste fiscal e a correção de preços relativos podem gerar uma situação mais favorável a investimentos mais adiante, mas no curto prazo o cenário de investimentos não é animador para a maioria dos setores, face à expectativa de recessão e baixo crescimento da economia.

Alguns trabalhos de pesquisa têm demonstrado acentuada redução de lucros e lucros retidos das companhias abertas e maiores empresas fechadas não financeiras nos últimos anos, fazendo com que a taxa de retorno sobre o capital investido nessas empresas seja inferior ao custo de suas dívidas financeiras desde 20121.

Na infraestrutura, o quadro é completamente diferente, com a evidência de excesso de demanda. Uma reativação de investimentos nessa área pode ser o primeiro passo para a retomada do crescimento, levando em conta também a capacidade de sua cadeia de oferta de gerar impactos favoráveis em vários setores industriais.

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Apresentação no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas – Rio de Janeiro

IBRE-FGV

Em resposta ao convite do Samuel Pessôa para eu apresentar um seminário no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, nesta segunda feira, às 10:30, fiz a seguinte apresentação:

FERNANDO COSTA – Debate sobre Poupança no IBRE-FGV 16.03.15

Obs.: no pdf aparece uma parte — Debate Teórico — que deixei oculta. Sua exposição não foi necessária e/ou demandada.