Entrevista na Sala de Visitas com Luis Nassif

A quem convém a política econômica de Temer?

Nesta edição do Sala de Visitas com Nassif: os interesses de casta por trás por trás da Selic, a capital do país que conseguiu reduzir a criminalidade pela metade, e o bandoneon de Martin Mirol.

BLOCO 1 : Fernando Nogueira da Costa 1:05
BLOCO 2 : Renan Filho 35:04
BLOCO 3 : Martín Mirol 53:19

Reportagem Completa: http://jornalggn.com.br/noticia/sala-…

Diferença entre “O Mundo” e “Meu Mundo”

Transcrição da excelente Palestra TED realizada por Devdutt Pattanaik:

“Para entender o ramo da mitologia e quais são as tarefas de um “Executivo Principal de Crenças” você precisa escutar uma estória de Ganesha, o deus com cabeça de elefante que é o escrivão dos contadores de estórias, e seu irmão, o chefe guerreiro dos deuses, Kartikeya. Os dois irmãos um dia decidiram competir em uma corrida, dando 3 voltas ao mundo. Kartikeya montou em seu pavão e voou pelos continentes e pelas montanhas e pelos oceanos. Ele deu uma volta, duas voltas, ele deu três voltas. Mas seu irmão, Ganesha, simplesmente deu três voltas ao redor de seus pais uma, duas, três, e disse, “ganhei.” “Como assim?” disse Kartikeya. E Ganesha disse, “Você deu uma volta no mundo.” Eu dei uma volta “no meu mundo.”” E que importa mais?

Se você entende a diferença entre “o mundo” e “meu mundo” você entende a diferença entre logos e mythos.

  1. O mundo” é objetivo, lógico, universal, factual, científico.
  2. Meu mundo” é subjetivo. É emocional. É pessoal. É sobre percepções, pensamentos, sentimentos, sonhos. É o sistema de crenças que carregamos. É o mito em que vivemos.
  • “O mundo” nos diz como o mundo funciona, como o sol nasce, como nascemos.
  • Meu mundo” nos diz porque o sol nasce, porque nascemos.

Toda cultura tenta se entender: “Por que nós existimos?” E toda cultura inventa sua própria compreensão da vida, sua própria versão personalizada da mitologia.

Cultura é uma reação à natureza.

Esta compreensão de nossos ancestrais é transmitido de geração a geração na forma de estórias, símbolos e rituais, que são sempre indiferentes à razão. E quando você a estuda, você se dá conta de que diferentes povos do mundo tem uma compreensão diferente do mundo. Pessoas diferentes vêm coisas de forma diferente. têm pontos de vista diferentes.

[FNC: essa palestra questiona as explicações institucionalistas para a desigualdade mundial, tanto os seis aplicativos que diferenciam a Civilização Ocidental e a Civilização Oriental — competição, ciência, direitos de propriedade, medicina, consumismo, ética protestante do trabalho sob o espírito do capitalismo –, segundo Niall Ferguson, quanto a Teoria da Desigualdade Mundial, elaborada por Daron Acemoglu e James Robinson, de que se deduz a necessidade de implantação de instituições inclusivas a la democracia ocidental (euro-americana) em todo o mundo. Hipoteticamente, foram responsáveis pelos sucessos de algumas Nações mais desenvolvidas no Ocidente.

Todos os povos desejam o enriquecimento baseado em direito à propriedade privada, no livre-mercado e na meritocracia individualista? Ou será que predomina, em tradição secular de muitos povos, um conformismo religioso e conservador com suas instituições extrativistas e exclusivas? Será desejável e possível a superação da milenar estratificação social via castas dinásticas? As pessoas per si superam “o mundinho familiar“, ou seja, o amor filial relativo a, pertencente a ou próprio de filho(a), em que há filiação, dependência, subordinação? Ou a submissão (servidão) voluntária à alguma religião?] Continue reading “Diferença entre “O Mundo” e “Meu Mundo””

Cinco Ted Talks Recomendadas pelo Curador

É difícil pensar a comunicação de ideias contemporânea sem falar de Ted Talks e da revolução implantada pelo americano Chris Anderson, de 59 anos, curador de palestras de até 18 minutos no formato de vídeos digitais oferecidas gratuitamente na rede. As conferências tornaram-se sinônimo de troca de conhecimento relevante de forma leve e profunda no mundo digital e, no ano passado, alcançaram 1 bilhão de visitas.

Presidente do Ted, Anderson lança agora a edição brasileira de “Ted Talks: O Guia Oficial do Ted para Falar em Público” (Intrínseca). Como aqui resenhamos, o livro é um mix de manual de oratória e defesa de um renascimento do discurso oral como forma central de transmissão de ideias.

Desde 2001, o Ted Talks é parte da Sapling Foundation, fundação privada sem fins lucrativos criada por Anderson em 1996. A receita vem de patrocínio privado, propaganda inserida no site do Ted e nos vídeos, além dos ingressos cobrados para assistir ao vivo as conferências, apoio institucional dado à fundação, direito de licenciamento de palestras e da publicação de livros.

Eduardo Graça (Valor, 08/07/16) lhe perguntou: Se tivesse de escolher cinco Ted Talks que jamais sairiam de sua prateleira, quais seriam?

Anderson: Não posso escolher. Mas posso falar de vídeos cult, não tão vistos, mas que amo.

O de Richard Turere, extraordinário: um menino Masaii [grupo étnico presente no Sul do Quênia e Norte da Tanzânia] de 12 anos que aprendeu eletrônica por conta própria e usou seus conhecimentos de forma original.

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Da Linha Mestra À Estrutura da Apresentação

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”, examina esta palavra: “estrutura”. Ela é crucial. Diferentes palestras podem ter diferentes estruturas ligadas à linha mestra central.

  1. Uma palestra pode começar com uma introdução ao problema em que o palestrante está trabalhando e contar uma história que o ilustre.
  2. Pode então passar para algumas tentativas históricas de solucionar o problema e dar dois exemplos que acabaram fracassando.
  3. Pode avançar com a solução proposta pelo palestrante, incluindo um fato novo e eloquente que sustente sua ideia.
  4. E pode terminar com três implicações para o futuro.

Imagine a estrutura da palestra como uma árvore. Há uma linha mestra central, que sobe verticalmente e na qual os galhos representam expansões da narrativa principal:

  1. um perto da base para a história de abertura;
  2. dois um pouco acima, na seção de história, para os exemplos fracassados;
  3. um para a solução proposta, que destaque o fato novo; e
  4. três no alto, ilustrando as implicações para o futuro.

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Jeito Certo e Jeito Errado de Palestrar

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”, afirma que “o jeito errado de condensar sua palestra é incluir todos os fatos que você acha que precisa dizer e, depois, reduzir o tempo dedicado a cada um”.

Curiosamente, é bem possível que você consiga criar um roteiro que produza esse resultado. Todos os pontos importantes que você deseja cobrir estão lá, de forma sucinta. O trabalho foi apresentado em toda a sua extensão!

Você pode até achar que há uma linha mestra ligando todos os aspectos, uma ampla fundamentação do trabalho. Você pode ter a impressão de que deu a essa preparação o melhor de si e fez o possível para se ajustar ao tempo concedido.

Entretanto, uma linha mestra que ligue muitos conceitos não funciona. Há uma consequência grave quando você passa muito depressa por diversos assuntos: eles não causam impacto. Continue reading “Jeito Certo e Jeito Errado de Palestrar”