Conversa sobre Economia da Felicidade e Boa Vida

Convidaram-me para um bate-papo, tipo “conversa de botequim” no bom sentido coloquial, quando cientistas debatem à vontade com a plateia sobre sua fronteira de conhecimento. A programação das 22 cidades participantes no Brasil — o Pint of Science é internacional — já se encontra no site oficial do evento: www.pintofscience.com.br.

O Pint of Science começará com uma apresentação informal – sem PowerPoint – de cerca de 30 minutos sobre as seguintes questões: Trabalhar para produzir ou produzir para trabalhar? Felicidade se produz?

A apresentação para cada tema não ultrapassará os 30 minutos para que todos os ouvintes possam participar, ativamente, com perguntas.

Alguns lembretes e orientações:
Data: 17/05/2017
Horário de chegada: 19h
Local: Echos Studio Bar – Rua Agostinho Pattaro, 54 (rua da Praça do Coco) – Barão Geraldo – Campinas
  • O espaço é climatizado e comporta aproximadamente 100 pessoas.
  • Previsão de término do evento às 22h30.
  • José Dilcio Rocha, na mesma seção, falará sobre o seguinte assunto: A segurança energética assim com a segurança alimentar são prioridades para a manutenção da qualidade de vida e igualmente na busca por sua melhoria. A questão energética passa por usos de energia renovável crescente e pela universalização desse importante serviço. Vamos apresentar quais são as fontes de energia renováveis e não-renováveis, seus prós e contras e como o Brasil se mostra no contexto mundial com sua matriz energética. O que cada cidadão pode fazer para tornar o planeta uma casa mais habitável!

Debate sobre Taxa de Juros com Samuel Pessôa

Hoje, finalmente, terei oportunidade de debater com o Samuel Pessôa no Auditório do IE-UNICAMP às 19:00.

DownloadFERNANDO N. COSTA – Debate sobre Juros 05.04.2017

Em resumo, direi que estamos em uma dependência de trajetória caótica!

Primeira Lei dos Economistas: “para cada um, existe outro igual e contrário”. Segunda Lei dos Economistas: “ambos estão errados”. Essas são leis profissionais, pois estes representam castas de natureza ocupacional que têm conflitos de interesses entre si.

Recentemente, o Estado de Bem-Estar Social estava sendo construído no Brasil pela aliança entre a casta dos trabalhadores organizados e/ou sindicalizados e a subcasta dos sábios desenvolvimentistas. Apesar de vitoriosa em quatro eleições presidenciais seguidas, foi golpeada por uma aliança entre as castas dos mercadores-industriais-financistas, dos aristocratas oligárquicos regionalistas no Poder Legislativo e dos sábios do Poder Judiciário. Estas contaram com o apoio explícito da subcasta dos sábios neoliberais-midiáticos e da casta dos guerreiros-policiais federais. Continue reading “Debate sobre Taxa de Juros com Samuel Pessôa”

Entrevista na Sala de Visitas com Luis Nassif

A quem convém a política econômica de Temer?

Nesta edição do Sala de Visitas com Nassif: os interesses de casta por trás por trás da Selic, a capital do país que conseguiu reduzir a criminalidade pela metade, e o bandoneon de Martin Mirol.

BLOCO 1 : Fernando Nogueira da Costa 1:05
BLOCO 2 : Renan Filho 35:04
BLOCO 3 : Martín Mirol 53:19

Reportagem Completa: http://jornalggn.com.br/noticia/sala-…

Diferença entre “O Mundo” e “Meu Mundo”

Transcrição da excelente Palestra TED realizada por Devdutt Pattanaik:

“Para entender o ramo da mitologia e quais são as tarefas de um “Executivo Principal de Crenças” você precisa escutar uma estória de Ganesha, o deus com cabeça de elefante que é o escrivão dos contadores de estórias, e seu irmão, o chefe guerreiro dos deuses, Kartikeya. Os dois irmãos um dia decidiram competir em uma corrida, dando 3 voltas ao mundo. Kartikeya montou em seu pavão e voou pelos continentes e pelas montanhas e pelos oceanos. Ele deu uma volta, duas voltas, ele deu três voltas. Mas seu irmão, Ganesha, simplesmente deu três voltas ao redor de seus pais uma, duas, três, e disse, “ganhei.” “Como assim?” disse Kartikeya. E Ganesha disse, “Você deu uma volta no mundo.” Eu dei uma volta “no meu mundo.”” E que importa mais?

Se você entende a diferença entre “o mundo” e “meu mundo” você entende a diferença entre logos e mythos.

  1. O mundo” é objetivo, lógico, universal, factual, científico.
  2. Meu mundo” é subjetivo. É emocional. É pessoal. É sobre percepções, pensamentos, sentimentos, sonhos. É o sistema de crenças que carregamos. É o mito em que vivemos.
  • “O mundo” nos diz como o mundo funciona, como o sol nasce, como nascemos.
  • Meu mundo” nos diz porque o sol nasce, porque nascemos.

Toda cultura tenta se entender: “Por que nós existimos?” E toda cultura inventa sua própria compreensão da vida, sua própria versão personalizada da mitologia.

Cultura é uma reação à natureza.

Esta compreensão de nossos ancestrais é transmitido de geração a geração na forma de estórias, símbolos e rituais, que são sempre indiferentes à razão. E quando você a estuda, você se dá conta de que diferentes povos do mundo tem uma compreensão diferente do mundo. Pessoas diferentes vêm coisas de forma diferente. têm pontos de vista diferentes.

[FNC: essa palestra questiona as explicações institucionalistas para a desigualdade mundial, tanto os seis aplicativos que diferenciam a Civilização Ocidental e a Civilização Oriental — competição, ciência, direitos de propriedade, medicina, consumismo, ética protestante do trabalho sob o espírito do capitalismo –, segundo Niall Ferguson, quanto a Teoria da Desigualdade Mundial, elaborada por Daron Acemoglu e James Robinson, de que se deduz a necessidade de implantação de instituições inclusivas a la democracia ocidental (euro-americana) em todo o mundo. Hipoteticamente, foram responsáveis pelos sucessos de algumas Nações mais desenvolvidas no Ocidente.

Todos os povos desejam o enriquecimento baseado em direito à propriedade privada, no livre-mercado e na meritocracia individualista? Ou será que predomina, em tradição secular de muitos povos, um conformismo religioso e conservador com suas instituições extrativistas e exclusivas? Será desejável e possível a superação da milenar estratificação social via castas dinásticas? As pessoas per si superam “o mundinho familiar“, ou seja, o amor filial relativo a, pertencente a ou próprio de filho(a), em que há filiação, dependência, subordinação? Ou a submissão (servidão) voluntária à alguma religião?] Continue reading “Diferença entre “O Mundo” e “Meu Mundo””