Seminário com Professores e Pesquisadores do IBRE-FGV-RJ

IBRE-FGV

Recebi a gentil mensagem:

“Prezado Fernando:

como escrevi logo em seguida sua estadia conosco, todos nós achamos a experiência muito positiva.

Gostaríamos, se você concordar, em repetir uma vez mais. Faríamos um evento igual ao anterior.

Fernando Dantas mostrou-me que havia na sua apresentação uma parte mais teórica que não houve tempo para discutirmos. Assim acho que um bom ponto de partida seria você apresenta-nos a sua visão do processo de formação da renda como está nos seus slides. O que lhe parece?

Se houver tempo você poderia tratar de um outro tema importante, que provavelmente está associado à geração da renda: os elevados juros reais no Brasil. A demanda seria a seguinte: por quê a taxa real básica de juros no Brasil é tão elevada. elevada inclusive em comparação com os países da América Latina?

Adicionalmente, segue outra questão: por quê, apesar da taxa nominal básica de juros ser tão elevada, ainda temos inflação muito elevada? Isso não obstante os elevados juros básicos reais.

Gostaríamos muito de ouvirmos a sua leitura destes fatos.

Assim teríamos a discussão da parte mais teórica de sua apresentação passada e, em seguida, se sobrar tempo, o tema dos juros básicos elevados.

O que lhe parece?

Abração,

Samuel”

Aceitei mais esse honroso convite do meu ex-colega Samuel Pessôa. Acho muito civilizado e profícuo professores de diferentes escolas de pensamento econômico encontrarem-se para, respeitosamente, trocar ideias a respeito de temas relevantes da Economia Brasileira. Ajuda a ter empatia, i.é, colocar-se no lugar do outro e entender sua razão. Ninguém é dono da verdade — e todos aprendem um com outro.

Minha apresentação exclusiva aos professores/pesquisadores do IBRE-FGV-RJ — além de Samuel Pessôa, Guilherme Schymura, Regis Bonelli, Armando Castelar, Silvia Matos, Fernando Veloso, José Júlio Senna, Cláudio Considera, Lia Vals, entre outros –, hoje às 10:30, será: Versão Reduzida de FERNANDO COSTA – Debate sobre Juro no IBRE-FGV 04.05.15

Apresentação no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas – Rio de Janeiro

IBRE-FGV

Em resposta ao convite do Samuel Pessôa para eu apresentar um seminário no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, nesta segunda feira, às 10:30, fiz a seguinte apresentação:

FERNANDO COSTA – Debate sobre Poupança no IBRE-FGV 16.03.15

Obs.: no pdf aparece uma parte — Debate Teórico — que deixei oculta. Sua exposição não foi necessária e/ou demandada.

Debate no IBRE-FGV-RJ sobre Poupança

Samuel Pessoa

Recebi um honroso convite do Samuel Pessôa para apresentar um seminário no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, nesta segunda feira. Trata-se de um espaço de discussão de temas de economia brasileira. O motivo de me procurar é que os professores da FGV-RJ têm feito “um esforço no Ibre para dialogar com as mais diferentes visões do fenômeno econômico e, portanto, com diferentes interpretações da dinâmica da economia brasileira”.

Disse-me: “Tenho acompanhado seu blog bem como tivemos algum contato quando fui professor do Departamento [do IE-UNICAMP]. Para nós seria muito útil interagir com você. Gostaríamos de ouvir sua interpretação dos seguintes fenômenos:

1) por que nossa taxa de poupança é tão baixa, comparada aos países asiáticos mas também comparada aos países da América Latina?

2) por que a taxa de poupança caiu tanto nos últimos anos?

3) quais medidas avalia que seriam necessárias para que a taxa de poupança subisse?

Em geral, nas reuniões tomam parte, além do Samuel, geralmente Schymura, Regis Bonelli, Armando Castelar, Silvia Matos, Fernando Veloso, José Júlio Senna, Cláudio Considera, Lia Vals, entre outros. Recentemente, sofremos a perda de Nelson Barbosa o que, fui bom para o país, mas ruim para nós”. Continuar a ler

Papel dos Bancos Públicos no Desenvolvimento Econômico

SEM_GGN_Bancos Públicos 241114

O fraco crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos últimos anos levantou questões quanto à viabilidade de se utilizar bancos públicos para estimular a economia. Especialistas se encontram hoje divididos entre os que defendem a isonomia na concessão de empréstimos dirigidos a qualquer grupo econômico, e aqueles que acreditam que o financiamento público deve ser aplicado em agentes estratégicos para o desenvolvimento do país.

Para discutir a fundo essas questões, bem como se os empréstimos dos bancos públicos impactam positivamente na multiplicação de receita, com benefícios para várias camadas do setor produtivo, o Jornal GGN realizará no dia 24 de novembro, em São Paulo, das 09h às 18h00, o seminário O papel dos bancos públicos no desenvolvimento econômico, reunindo,entre outros nomes, o professor livre-docente do IE-Unicamp, autor do livro “Brasil dos Bancos” (Edusp, 2012), ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2007), Fernando Nogueira da Costa.

O encontro permitirá entender, também, as posições de duas escolas importantes, sobre o papel dos bancos públicos. De um lado, o ex-Secretário de Política Econômica da gestão Antônio Pallocci, Marcos Lisboa. De outro, o ex-secretário Executivo do Ministério da Fazenda e atual professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, Nelson Barbosa. Continuar a ler

Conferência: Regulação Financeira Pós-crise

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O Centro Celso Furtado tem organizado Conferências para a Petrobras (um de seus sócios patronos) sobre temas solicitados pela Área de Estratégia da empresa. Este ano já realizou duas conferências. Uma com Luiz Carlos Prado e a outra com Márcio Pochmann, ambos sócios do Centro. A próxima conferência, para a qual fui convidado para ser o conferencista, tem o seguinte briefing:

Regulação financeira pós-crise

Diante da liberdade dos fluxos de capitais, os países, principalmente os em desenvolvimento, têm sofrido com a forte volatilidade de suas moedas, bem como com os impactos sobre a condução da política econômica. Tendo em vista esses aspectos, pergunta-se:

  • é o regime de metas de inflação instrumento adequado para a condução da política monetária?
  • que tipos de instrumentos são compatíveis com uma política econômica alternativa?
  • a experiência de Bancos Centrais que têm mandatos mais abertos (inflação, mas também emprego e atividade econômica), a exemplo do Fed, pode vir a ser adotada no Brasil?

A referida conferência é para um seleto grupo de aproximadamente 30 executivos da Petrobras.

Download da conferência: FERNANDO COSTA – PETROBRAS – CICEF – Regulação Pós-Crise 19.11.2014