Capital e Dívida: Ciclos de Endividamento

Estarei hoje (29/11/19) no programa de Pós-Graduação do Curso de Ciências Econômicas: Economia, Desenvolvimento e Integração da
Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçú. A ideia é realizar um debate acadêmico com o seguinte tema:  Estratégias macroeconômicas para retomada do desenvolvimento. O outro debatedor será o prof. Leonardo Burlamaqui.

Download de minha apresentação: FERNANDO N. COSTA – Ciclos de Endividamento – UNILA- Foz do Iguaçú 29.11.19

Eu a transcrevi no artigo abaixo.

Li uma “frase esperta” não me lembro onde: “Tentar analisar o capitalismo e
deixar de lado bancos, dívidas e dinheiro é como tentar analisar voos de pássaros e ignorar eles terem asas. Boa sorte!

Alguns autores da literatura de “financeirização” consideram o capital financeiro como improdutivo. Por definição, se restringe à circulação e à troca de propriedades privadas. Por isso, desejam cindi-lo do capitalismo! Ora, o capital-dinheiro é acumulado previamente e daí contrata a força do trabalho despossuída e/ou livre para se vender, criando a relação de produção capitalista. O capitalismo é um sistema financeiro complexo com múltiplos componentes interagindo, entre outros, capital e dívida.

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Jared Diamond X Yuval Noah Harari: Debate sobre o Futuro com base no Passado

Ana Conceição e Thais Carrança (Valor, 07/11/2019) escreveram reportagem sobre o debate entre Jared Diamond e Yuval Noah Harari na segunda edição do evento “Cidadão Global”, promovido pelo Valor em parceria com o banco Santander, com o tema “O Mundo em transformação – Narrativas do Século 21”. Ambos são autores lidos e utilizados por mim na bibliografia indicada no curso “Economia no Cinema”, quando debati com os alunos do IE-UNICAMP a História da Humanidade.

Saber lidar com o desconhecido será a principal habilidade para enfrentar as transformações do mundo nessa era digital e a educação tem papel fundamental no processo. A maioria dos sistemas educacionais, contudo, ainda opera em bases obsoletas. Eles não combinam mais com as mudanças em curso no século XXI, afirma o historiador israelense Yuval Harari.

Em meio às rápidas transformações trazidas pela tecnologia, pela inteligência artificial, ao longo da vida, as pessoas terão de se reinventar inúmeras vezes. Nesse mundo, o modelo de educação atual, baseado na formação clássica, dividida em disciplinas, está superado. Por isso, ensino Economia como um dos componentes de um sistema complexo, interativo com as demais áreas de conhecimento para explicar a configuração a cada momento do mundo.

“A principal habilidade não é mais aprender qualquer fato ou equação física em particular, mas como se manter aprendendo e mudando ao longo da vida. Como lidar com uma situação não familiar, desconhecida. Nosso sistema educacional não é construído para isso”, afirmou Harari.

O primeiro desafio, diz Harari, é preparar as crianças para o que será o mundo daqui a 20 anos. “A questão é como o mundo vai parecer em 2040. Não podemos esperar para ver. Temos de ensinar a nova geração hoje”, diz.

Mas, nesse mundo, de certa forma, se valoriza o auto-aprendizado, mas a figura do professor ainda é fundamental, afirma o geógrafo americano Jared Diamond, o outro debatedor do evento. Ele cita as diferentes abordagens de Japão e Estados Unidos com relação a estudantes pobres de áreas rurais. O primeiro opta por contratar mais professores para essas áreas a fim de igualar o nível de educação aos estudantes do resto do país. O segundo contrata menos professores, aumentando a desigualdade educacional.

A educação é o grande desafio neste momento, em especial no Brasil. O país concorre com países mais avançados na área. A China forma 4 milhões de engenheiros por ano. Melhorar a educação vai ser fundamental para o país participar ativamente da disrupção tecnológica global e ter uma economia que não seja tão dependente de commodities e do setor de serviços.

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Teoria da Complexidade

Tradução da Palestra TED de Nicolas Perony sobre Teoria da Complexidade:

Ciência nos deu a chance de saber tanto sobre os confins do universo, o que é ao mesmo tempo tremendamente importante e extremamente distante, e ainda muito, muito mais próximo, muito mais diretamente relacionado a nós, há muitas coisas que não entendemos. E uma delas é a extraordinária complexidade social dos animais que nos rodeiam, e hoje quero lhes contar algumas histórias sobre a complexidade animal.

Em primeiro lugar, o que chamamos de complexidade? O que é complexo?

Bom, complexo não significa complicado. Algo complicado compreende muitas partes pequenas, todas diferentes, e cada uma delas tem o seu próprio papel no mecanismo. Por outro lado, um sistema complexo é feito de muitas, muitas partes similares, e é a sua interação que produz um comportamento globalmente coerente. Sistemas complexos têm muitas partes interagindo que se comportam de acordo com regras simples, individuais, e isso resulta em propriedades emergentes.

O comportamento do sistema como um todo não pode ser previsto apenas a partir de regras individuais. Como Aristóteles escreveu, o todo é maior que a soma de suas partes. Mas, à partir de Aristóteles, vamos passar para um exemplo mais concreto de sistemas complexos.

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