Airbed & Breakfast: Airbnb

Allen & Co. Media And Technology Conference

“Um restaurante com nome de uma tecnologia de rádio ultrapassada pode não parecer o lugar mais indicado para um almoço com o executivo-chefe de uma das mais bem-sucedidas companhias de internet. Mas Brian Chesky, o homem que lidera uma revolução na indústria do turismo, também gosta de manter as coisas locais. O Citizen’s Band (um “agradável restaurante” no bairro Soma, em San Francisco, que recebeu esse nome por causa das ondas curtas de rádio que na década de 70 eram sinônimo de motorista de caminhão) fica bem perto do prédio onde seis anos atrás Chesky teve a ideia de alugar colchões infláveis para estranhos em seu apartamento.

Na época, alugar um desses colchões para uma pessoa conhecida na internet parecia uma ideia maluca. Mas, como dizem em San Francisco, se não parece loucura, alguém já deve ter feito isso.

Ao criar a companhia em 2008, que recebeu o nome de Airbed & Breakfast, Airbnb para encurtar, Chesky, junto aos colegas de apartamento Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk, esperava ganhar dinheiro para pagar o aluguel. Hoje, o valor da Airbnb supera os US$ 13 bilhões, sendo que no ano passado 16 milhões de pessoas usaram seu site e aplicativo para encontrar acomodações por períodos curtos.

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Pensão por Morte

casamento-oportunista

Ribamar de Oliveira (Valor, 8/1/15) publicou artigo que é uma prestação de serviço de utilidade pública. Compartilho-o abaixo.

Pensão por Morte

“Uma leitura atenta da Medida Provisória 664, editada no fim do ano passado, mostra que os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores da União terão regras diferentes para a pensão por morte, contrariando uma tendência que vem desde 1998, no sentido da harmonização e da uniformidade das normas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos. Os segurados do INSS serão os únicos que terão o valor do benefício reduzido.

A pensão por morte é um benefício concedido ao dependente em caso de falecimento do segurado. Até agora, no caso de morte do segurado do RGPS (mais conhecido do grande público como INSS), os dependentes recebiam 100% do valor da aposentadoria que ele ganhava.

Com a MP 664, cujas regras só valem para as novas aposentadorias, o valor mensal da pensão por morte no RGPS corresponderá a 50% da aposentadoria que o segurado recebia, acrescido de tantas cotas individuais de 10% do valor da mesma aposentadoria, quantos forem os dependentes do segurado, até o máximo de cinco.

Traduzindo:

  • pelas regras atuais, se o segurado do RGPS morre e deixa viúva e dois filhos, por exemplo, os seus dependentes terão direito a dividir 100% de sua aposentadoria, sendo o valor rateado entre todos em partes iguais;
  • com a MP 664, os três pensionistas desse segurado (a viúva e os dois filhos) terão direito a 80% da aposentadoria (50% mais três cotas individuais de 10%).

Haverá, portanto, uma redução de 20% do valor do benefício para este caso. O benefício mínimo continua sendo de um salário mínimo. Continuar a ler

Presidenta do Fed: Contra o Viés de Auto-Validação Ilusória

Janet Yellen

Segundo o viés heurístico da auto-atribuição, o economista ortodoxo atribui às suas competências os sucessos,e os fracassos ou aos outros economistas (“heterodoxos” sic) ou à má sorte, tipo “vítima de acontecimentos coletivos”. Com o viés da validação ilusória, ele só consulta seus próprios pares ortodoxos, para confirmar alguma hipótese, pois considera que a ortodoxia detém o monopólio da inteligência. Como assim não recebe contestação, arrogantemente, acha que está sempre certo… e sistematicamente comete erros de avaliação!

Pedro Nicolaci da Costa (WSJ, 31/10/14) informa que Janet Yellen, a primeira mulher a dirigir o Federal Reserve nos 100 anos de história do banco central americano, disse ontem que a profissão de economista, que é dominada por homens brancos, pode se beneficiar de um leque mais diverso de opiniões.

A profissão de economista recrutou e promoveu os indivíduos mais capazes de trazer energia, novas visões e a renovação que todo campo e todo corpo de conhecimento precisa para se manter saudável?”, perguntou Yellen em seus comentários introdutórios de uma conferência sobre a diversidade na profissão de economista.

“Essas não são perguntas vazias”, disse ela. “Tem havido muita discussão pública nos últimos anos sobre a saúde da profissão de economista, provocado em parte pelo fracasso de muitos economistas em compreender as terríveis ameaças e prever os danos da crise financeira.” Continuar a ler

Felicidade Interna Bruta (FIB)

Ranking de FIBAlexandre Hohagen é vice-presidente do Facebook para a América Latina. Publicou artigo (Valor, 02/10/14) sobre o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), tema que tratei recentemente em aula sobre Economia da Felicidade – De volta à Filosofia, Sociologia e Psicologia.

“Mais de uma vez me peguei pensando em o que consiste a felicidade. E tais reflexões me fizeram concluir que o trabalho vem sendo visto como um dos fatores mais importantes na obtenção da satisfação e que o usamos como alavanca para chegar à felicidade: trabalha-se em função da recompensa, que é necessária para se conquistar elementos que nos fazem felizes. Mas sempre olhei para o trabalho de uma forma diferente, na qual mais do que o meio para se alcançar determinado fim, ele deve ser visto como parte integrante e inerente do caminho, que precisa proporcionar plenitude no dia a dia. Continuar a ler

Aposentadoria: Conceito Ultrapassado por Pós-Carreira Profissional

Pós-Carreira Profissional

Em um modelo criado e patenteado pelo Itaú, para ajudar o investidor a decidir quanto precisava poupar para a aposentadoria, batizado de 1, 3, 6, 9, a regra de bolso ensina que, para uma velhice tranquila, é preciso ter acumulado um ano de renda até os 35 anos de idade, três anos até os 45, seis anos até os 55 e nove anos até os 65. Por exemplo, quem ganha R$ 300.000 / ano (ou R$ 25.000 / mês), teria então de ter patrimônio de R$ 2.700.000 aos 65 anos. Como, no Private Banking (saldo acima de R$ 3 milhões), em março de 2014, havia apenas 55.104 investidores, é provável que, nessa regra de bolso, considera-se também o patrimônio imobiliário, além do financeiro, lembrando-se que a liquidez da casa própria reduz-se à troca de uma maior para casal e filhos por um apartamento para casal ou viúvo(a).

Karla Spotorno (Valor, 03/09/14) informa que a falta de um projeto para a aposentadoria é comum entre os brasileiros por fatores culturais. As pessoas ainda são educadas a seguir roteiros preestabelecidos e a buscar um emprego em vez de empreender, aponta Renato Bernhoeft, da consultoria höft. Ele observa que as famílias estimulam os filhos a conquistar uma carreira numa empresa grande ou mesmo a fazer um concurso público.

Para Denise Mazzaferro, sócia da consultoria Angatu IDH e mestre em gerontologia pela PUC-SP, “a grande questão é que quem deve construir a história da sua vida é você“. Apesar disso, considera ela, alguns pais ainda dizem o que o filho deve fazer, e as empresas continuam sendo vistas como responsáveis pela carreira do profissional.

Essa passividade foi o que motivou o especialista em Finanças Pessoais Gustavo Cerbasi a escrever seu 12º livro. “Adeus, Aposentadoria” foi lançado mês passado, depois de uma lenta gestação de quase sete anos. Ao longo de todo esse tempo, Cerbasi observou uma repetição no comportamento das pessoas que o procuravam depois de palestras ou quando ainda prestava consultoria. “Muitos poupavam para a aposentadoria, mas estavam descontentes, porque sabiam que economizavam menos do que poderiam, não gostavam de poupar e entendiam que a poupança não era o suficiente“, conta.

Talvez por conta desses relatos, Cerbasi decidiu começar seu livro de forma apocalíptica. Ele escreve: “Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre aposentadoria. Aliás, esqueça a ideia de se aposentar. Aposentadoria, no sentido que o senso comum dá a essa palavra, é um conceito ultrapassado“. Continuar a ler

Mais um prêmio recebido por um ex-aluno!

Prêmio

Meu ex-aluno Rodolfo Buscarini foi laureado com o Prêmio Plínio Cantanhede, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), de melhor artigo por eles publicado entre 2012 e 2014. Este paper foi escrito em parceria com o seu amigo matemático Igor Gimenes Cesca e seu título é “Análise do Impacto dos Veículos Flex-Fuel na Formação e Regulação de Preços de Combustíveis Veiculares no Brasil”. Ele foi apresentado no Rio Oil&Gas 2012, congresso mais importante desta área na América Latina. Segue o artigo premiado:

ANÁLISE DO IMPACTO DOS VEÍCULOS FLEX-FUEL NA FORMAÇÃO E REGULAÇÃO DE PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS VEICULARES NO BRASIL Continuar a ler

Talentos se revelam como especialistas ou generalistas?

generalista x especialista

Em Sobre A Arte De Viver: Lições da História Para Uma Vida Melhor, Roman Krznaric afirma que “ter um trabalho que expresse nossos valores, possua metas significativas e proporcione respeito talvez não seja suficiente, se houver um escopo limitado para usarmos e explorarmos nossos talentos. A maioria de nós gostaria de relembrar nossas vidas de trabalho e ver que cultivamos nossos dons e realizamos nosso potencial individual”.

Então, a questão-chave é:

  1. se deveríamos aspirar a ser especialistas, canalizando nossos talentos para uma só profissão, ou
  2. se é mais adequado sermos generalistas, desenvolvendo uma ampla variedade de campos de interesse?

Em outras palavras, deveríamos buscar ter aptidões especializadas ou variadas? Continuar a ler