Quem Deve, Teme… e Treme para “Ganhar Um Cala-Boca”

Remuneração de CD e CA 2009-2013Thais Carrança (Valor, 28/05/15) informa que a remuneração dos Conselheiros de Administração das empresas de capital aberto cresceu acima da inflação em 2013, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

A pesquisa, realizada neste ano com base informações publicadas pelas empresas, mostra porém uma desaceleração em relação à alta identificada em 2012. O fenômeno deverá se aprofundar em 2014 e 2015, segundo o IBGC, diante da deterioração da situação econômica, com impacto sobre o lucro das empresas.

No entanto, o temor de executivos em assumir cargos em Conselhos de Administração, após a operação Lava-Jato, pode elevar os pagamentos a conselheiros um pouco mais adiante.

[FNC: Ora, quem não deve, não teme…]

A mediana da remuneração média anual do conselheiro por empresa saiu de R$ 129,5 mil em 2012 para R$ 144,6 mil em 2013, alta de 11,7% – diante de uma inflação medida pelo IPCA de 5,91% naquele ano. No caso dos diretores, a mediana da remuneração passou de R$ 1,099 milhão para R$ 1,235 milhão, em crescimento de 12,3%, em igual base de comparação.

[FNC: Ora, ora, a bagatela de R$ 10 mil (e um décimo-terceiro) por uma reunião mensal dos CAs e de R$ 100 mil por mês para cada diretor… ‘Tadinhos, têm que se locupletar…]

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Concurso para Professor Titular da UNICAMP

Estória da Conceição

Estória da Conceição

Caso sobre Conceição

Caso sobre Conceição

FOTO_042-Conceição vitoriosa FOTO_043-Conceição vibrando FOTO_044-Conceição sorrindo FOTO_046-Conceição Tavares

À Mestra Com Carinho

À Mestra Com Carinho

Dia 2 de março de 2015

Dia 2 de março de 2015

Homenagem à Conceição

Homenagem à Conceição

Fernando e Conceição Tavares

Fernando e Conceição Tavares

Prezados Seguidores,

o dia 2 de março de 2015 foi um dia especial para mim. Prestei o Concurso para Professor-Titular da UNICAMP. Simboliza atingir o topo da carreira acadêmica.

Acredito que também foi um dia especial para todos (mais de 50 pessoas) que participaram do jantar em homenagem à Conceição. Foram dados muitos depoimentos espontâneos, afetivos, bem humorados e emocionados sobre como ela mudou a vida de quem falava.

Meu concurso para Professor-Titular, então, foi ótimo!

Notas do Concurso para Titular FNC 02.03.2015Se a nota significar alguma coisa, os 5 membros da banca deram-me a média 10 em currículo, 10 em didática e 9,9 no memorial. A Professora Maria da Conceição Tavares conferiu-me 10 nos 3 quesitos.

Jamais esquecerei tanta emoção.

Vou compartilhar algumas anotações do que me foi dito na Arguição.

A Professora Maria da Conceição Tavares disse que meu “currículo é espetacular”! Comentou que meu “memorial acadêmico fugiu do lugar-comum ao defender duas teses, uma sobre Ensino, outra sobre Pesquisa, reunindo muldisciplinaridade” e “memórias contadas como um trovador”. Contei “estórias desiguais, mas combinadas”. Registrou que “as teses foram bem defendidas”.

O Professor João Antônio de Paula dirigiu-me uma pergunta-chave, cuja resposta vai merecer uma reflexão até o fim da minha vida: “Se você pudesse refazer sua trajetória pessoal, faria tudo de novo? Escolheria a mesma profissão? Estudaria tudo de novo?”. Em referência ao meu Manifesto da Tropicalização Antropofágica Miscigenada, inspirada em Oswald de Andrade, ele citou uma brilhante ideia do Manifesto do Pau-Brasil, anterior ao Manifesto da Antropofagia: “a contribuição milionária de todos os erros”. Será que aprendemos com nossos erros?

O Professor Luiz Fernando de Paula perguntou-me: “por que você está prestando o Concurso para Titular só agora, já que tem reputação como um intelectual senior, com trajetória muito reconhecida, há muito tempo?“.

A Professora Ana Célia Castro disse-me: “gostei muito de participar e de poder compartilhar da sua reflexão fecunda, iconoclasta e sobretudo criativa”. Acrescentou: “você conseguiu expressar suas angústias intelectuais, fazendo perguntas-chaves existenciais”.

Concurso para Titular 02.03.15

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Economista Carioca: Bairrista ou Cosmopolita?

Rio-São-Paulo

Meu avô paterno era português. Morava na Avenida Visconde do Pirajá, em Ipanema, no Rio. Meus avós maternos eram mineiros, mas moraram, nos anos 50s, na Avenida Atlântica em Copacabana em apartamento com varandão voltado para o mar. Parte das férias na minha infância eram sempre passadas lá.

Meu pai era mineiro, assim como são nascidos em Minas Gerais minha mãe e meus quatro irmãos. Cada qual já morou em algum canto do mundo. Minha mulher é carioca, filha de paraibanos, meus filhos são paulistas. Já morei em Beagá, Rio, Campinas, Brasília e 2 a 3 dias por semana, durante 4,5 anos, em São Paulo. Portanto, sou apenas um brasileiro!

Bairrista é aquele que devota afeição especial ou exagerada à sua cidade ou ao seu estado e tem sentimentos e/ou atitudes de hostilidade ou de menosprezo para com as demais cidades ou os demais estados. Não é raro encontrar cariocas voltados apenas para o mar e de costas para o Brasil…

Chico Santos e Alessandra Saraiva (Valor, 13/02/15) publicaram uma reportagem tipo “porque eu me ufano de ser economista carioca!”. Rio desse bairrismo, pois eu me identifico muito com os colegas cariocas. Acho que eles preferem ser vistos como cosmopolitas. É aquele que se porta como um cidadão que habita as grandes cidades e capitais mundiais, visitando-as com frequência e adotando-lhes o espírito urbano, um cidadão do mundo.

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Airbed & Breakfast: Airbnb

Allen & Co. Media And Technology Conference

“Um restaurante com nome de uma tecnologia de rádio ultrapassada pode não parecer o lugar mais indicado para um almoço com o executivo-chefe de uma das mais bem-sucedidas companhias de internet. Mas Brian Chesky, o homem que lidera uma revolução na indústria do turismo, também gosta de manter as coisas locais. O Citizen’s Band (um “agradável restaurante” no bairro Soma, em San Francisco, que recebeu esse nome por causa das ondas curtas de rádio que na década de 70 eram sinônimo de motorista de caminhão) fica bem perto do prédio onde seis anos atrás Chesky teve a ideia de alugar colchões infláveis para estranhos em seu apartamento.

Na época, alugar um desses colchões para uma pessoa conhecida na internet parecia uma ideia maluca. Mas, como dizem em San Francisco, se não parece loucura, alguém já deve ter feito isso.

Ao criar a companhia em 2008, que recebeu o nome de Airbed & Breakfast, Airbnb para encurtar, Chesky, junto aos colegas de apartamento Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk, esperava ganhar dinheiro para pagar o aluguel. Hoje, o valor da Airbnb supera os US$ 13 bilhões, sendo que no ano passado 16 milhões de pessoas usaram seu site e aplicativo para encontrar acomodações por períodos curtos.

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Pensão por Morte

casamento-oportunista

Ribamar de Oliveira (Valor, 8/1/15) publicou artigo que é uma prestação de serviço de utilidade pública. Compartilho-o abaixo.

Pensão por Morte

“Uma leitura atenta da Medida Provisória 664, editada no fim do ano passado, mostra que os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores da União terão regras diferentes para a pensão por morte, contrariando uma tendência que vem desde 1998, no sentido da harmonização e da uniformidade das normas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos. Os segurados do INSS serão os únicos que terão o valor do benefício reduzido.

A pensão por morte é um benefício concedido ao dependente em caso de falecimento do segurado. Até agora, no caso de morte do segurado do RGPS (mais conhecido do grande público como INSS), os dependentes recebiam 100% do valor da aposentadoria que ele ganhava.

Com a MP 664, cujas regras só valem para as novas aposentadorias, o valor mensal da pensão por morte no RGPS corresponderá a 50% da aposentadoria que o segurado recebia, acrescido de tantas cotas individuais de 10% do valor da mesma aposentadoria, quantos forem os dependentes do segurado, até o máximo de cinco.

Traduzindo:

  • pelas regras atuais, se o segurado do RGPS morre e deixa viúva e dois filhos, por exemplo, os seus dependentes terão direito a dividir 100% de sua aposentadoria, sendo o valor rateado entre todos em partes iguais;
  • com a MP 664, os três pensionistas desse segurado (a viúva e os dois filhos) terão direito a 80% da aposentadoria (50% mais três cotas individuais de 10%).

Haverá, portanto, uma redução de 20% do valor do benefício para este caso. O benefício mínimo continua sendo de um salário mínimo. Continuar a ler

Presidenta do Fed: Contra o Viés de Auto-Validação Ilusória

Janet Yellen

Segundo o viés heurístico da auto-atribuição, o economista ortodoxo atribui às suas competências os sucessos,e os fracassos ou aos outros economistas (“heterodoxos” sic) ou à má sorte, tipo “vítima de acontecimentos coletivos”. Com o viés da validação ilusória, ele só consulta seus próprios pares ortodoxos, para confirmar alguma hipótese, pois considera que a ortodoxia detém o monopólio da inteligência. Como assim não recebe contestação, arrogantemente, acha que está sempre certo… e sistematicamente comete erros de avaliação!

Pedro Nicolaci da Costa (WSJ, 31/10/14) informa que Janet Yellen, a primeira mulher a dirigir o Federal Reserve nos 100 anos de história do banco central americano, disse ontem que a profissão de economista, que é dominada por homens brancos, pode se beneficiar de um leque mais diverso de opiniões.

A profissão de economista recrutou e promoveu os indivíduos mais capazes de trazer energia, novas visões e a renovação que todo campo e todo corpo de conhecimento precisa para se manter saudável?”, perguntou Yellen em seus comentários introdutórios de uma conferência sobre a diversidade na profissão de economista.

“Essas não são perguntas vazias”, disse ela. “Tem havido muita discussão pública nos últimos anos sobre a saúde da profissão de economista, provocado em parte pelo fracasso de muitos economistas em compreender as terríveis ameaças e prever os danos da crise financeira.” Continuar a ler

Felicidade Interna Bruta (FIB)

Ranking de FIBAlexandre Hohagen é vice-presidente do Facebook para a América Latina. Publicou artigo (Valor, 02/10/14) sobre o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), tema que tratei recentemente em aula sobre Economia da Felicidade – De volta à Filosofia, Sociologia e Psicologia.

“Mais de uma vez me peguei pensando em o que consiste a felicidade. E tais reflexões me fizeram concluir que o trabalho vem sendo visto como um dos fatores mais importantes na obtenção da satisfação e que o usamos como alavanca para chegar à felicidade: trabalha-se em função da recompensa, que é necessária para se conquistar elementos que nos fazem felizes. Mas sempre olhei para o trabalho de uma forma diferente, na qual mais do que o meio para se alcançar determinado fim, ele deve ser visto como parte integrante e inerente do caminho, que precisa proporcionar plenitude no dia a dia. Continuar a ler