Intolerância Ideológica dos Neoliberais Golpistas com os Desenvolvimentistas

Rio de Janeiro - A economista Maria Silvia Bastos Marques, toma posse como nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no edifício-sede, centro do Rio (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Nomeada por um governo golpista, a economista Maria Silvia Bastos Marques não tem pudor de tomar posse como nova presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): carreirismo…

Como um dos fundadores do Centro Celso Furtado, e abominando o discurso de ódio e intolerância ideológica predominante, aqui e agora, eu me solidarizo com o teor da seguinte mensagem que recebi da minha amiga Glorinha:

“Venho pensando no quanto a classe média se deixou enganar nesse processo de impeachment… Não quero fazer análise, pois o silêncio dela a mim me parece conter uma certa vergonha, pois eu a cada dia que passo mais envergonhada fico por ela…

Esta semana, entreguei para o Centro Celso Furtado uma pesquisa que demoramos dois anos para concluir: eu, o Prof. Victor Araújo, a Profa. Hildete e o Calos Renato. Estudamos o BNDES entre 1982 e 2004, haja vista que já tínhamos publicado, em 2010, o período compreendido entre 1952 e 1982.

Na pesquisa que agora realizamos, sob minha coordenação, além da análise de desempenho, entrevistamos treze ex-dirigentes do BNDES, que generosamente nos mostraram o que pensam sobre as privatizações, pois estas foram, durante algum tempo, o principal envolvimento do Banco, já que eram uma inovação em seu histórico papel.

Nos explicaram também como foi trabalhar com análise de crédito; porque foram utilizadas as chamadas “moedas podres”, que poucos sabem que favoreceu a troca de não recebíveis por recebíveis; instrumentos e conceitos contábeis utilizados; como o BNDES começou a financiar o agronegócios; como o Banco, depois de ter privatizado a Vale, no governo Lula da Silva recomprou suas ações….

Enfim, fizemos, do meu ponto de vista, com a decisiva colaboração de nossos entrevistados — dos quais nenhum deles é filiado ao PT, mas alguns são filiados ao PSDB e ao PMDB — um belo resgate de um debate que, no Brasil, mais uma vez permanece no campo ideológico.

Entregamos o trabalho para o Centro Celso Furtado na quinta feira, e na sexta feira a Mª. Silvia Bastos Marques, atual presidente do BNDES, nomeada pelo governo interino, deu uma “ordem de despejo” ao Centro Celso Furtado, que funciona nas dependências do Banco. Continue reading “Intolerância Ideológica dos Neoliberais Golpistas com os Desenvolvimentistas”

Educação Executiva Continuada

sucesso-e-felicidade

Françoise Terzian (Valor, 27/06/16) cita: “Não há nada tão inútil quanto fazer eficientemente o que não deveria ser feito.” A frase do austríaco Peter Drucker, o pai da Administração moderna, resume bem o resultado de uma escolha mal feita.

Ter um MBA de peso no currículo, o projeto da maioria dos profissionais, é mais difícil do que se supõe. Não pelo desafio de ser aceito na escola, frequentar todas as aulas e sair-se exemplarmente bem. Antes de todo esse processo, é preciso muito cuidado na hora de escolher a instituição e o MBA mais adequados ao seu perfil e, consequentemente, às metas profissionais.

O Brasil tem, pelo menos, 1.000 cursos de MBAs, segundo o Guia do MBA de 2016, lançado recentemente pelo jornal “O Estado de S.Paulo” em parceria com a Associação Nacional de MBA (Anamba). É tanta opção que a escolha equivocada pode levar à perda de tempo e de dinheiro.

Com a crise, a busca por MBAs aumentou, o que é um fator importante para se diferenciar no momento da recolocação. Afinal, um profissional que fica fora da escola por cinco anos está literalmente fora do mercado. Motivo: falta de atualização deixa o indivíduo, por mais experiente que seja, aquém dos outros.

Continue reading “Educação Executiva Continuada”

Da Linha Mestra À Estrutura da Apresentação

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”, examina esta palavra: “estrutura”. Ela é crucial. Diferentes palestras podem ter diferentes estruturas ligadas à linha mestra central.

  1. Uma palestra pode começar com uma introdução ao problema em que o palestrante está trabalhando e contar uma história que o ilustre.
  2. Pode então passar para algumas tentativas históricas de solucionar o problema e dar dois exemplos que acabaram fracassando.
  3. Pode avançar com a solução proposta pelo palestrante, incluindo um fato novo e eloquente que sustente sua ideia.
  4. E pode terminar com três implicações para o futuro.

Imagine a estrutura da palestra como uma árvore. Há uma linha mestra central, que sobe verticalmente e na qual os galhos representam expansões da narrativa principal:

  1. um perto da base para a história de abertura;
  2. dois um pouco acima, na seção de história, para os exemplos fracassados;
  3. um para a solução proposta, que destaque o fato novo; e
  4. três no alto, ilustrando as implicações para o futuro.

Continue reading “Da Linha Mestra À Estrutura da Apresentação”

Jeito Certo e Jeito Errado de Palestrar

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”, afirma que “o jeito errado de condensar sua palestra é incluir todos os fatos que você acha que precisa dizer e, depois, reduzir o tempo dedicado a cada um”.

Curiosamente, é bem possível que você consiga criar um roteiro que produza esse resultado. Todos os pontos importantes que você deseja cobrir estão lá, de forma sucinta. O trabalho foi apresentado em toda a sua extensão!

Você pode até achar que há uma linha mestra ligando todos os aspectos, uma ampla fundamentação do trabalho. Você pode ter a impressão de que deu a essa preparação o melhor de si e fez o possível para se ajustar ao tempo concedido.

Entretanto, uma linha mestra que ligue muitos conceitos não funciona. Há uma consequência grave quando você passa muito depressa por diversos assuntos: eles não causam impacto. Continue reading “Jeito Certo e Jeito Errado de Palestrar”

Linha Mestra de uma Palestra

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”,  destaca algo que acontece com muita frequência: “você está na plateia, ouvindo alguém falar, e percebe que a pessoa poderia fazer uma palestra excelente, melhor do que a que está fazendo.” Ele não suporta ver palestrantes de grande potencial estragarem sua chance.

O objetivo de uma palestra consiste em… dizer algo significativo. No entanto, é impressionante o número de palestras que não atingem esse objetivo. De fato, muitas coisas são ditas nelas. Mas, por um ou outro motivo, a plateia não recebe nada que possa levar consigo. Belos slides e carisma não fazem mal algum, mas, se o palestrante não presenteia o público com algo real e valioso, tudo o que ele fez, na melhor das hipóteses, foi entretê-lo.

A principal razão dessa tragédia é que o palestrante não preparou um plano correto para sua apresentação. Talvez a palestra tenha sido planejada tópico a tópico, ou mesmo frase a frase, mas em momento algum o autor se dedicou ao seu plano geral, à sua integralidade.

Existe uma expressão útil usada com frequência na análise de peças, filmes e romances, mas que também se aplica a palestras. É a “linha mestra”, o tema que une os elementos narrativos. Toda palestra precisa de uma. Continue reading “Linha Mestra de uma Palestra”

Quatro Estilos Negativos de Palestras

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”, diz que existem inúmeras formas de preparar uma grande palestra. Antes de tudo, porém, é preciso levar em conta algumas dicas de segurança fundamentais. Certos estilos de palestra são ruins, perigosos tanto para a reputação do palestrante quanto para a satisfação da plateia. Eis quatro deles, dos quais convém fugir a todo custo:

  1. Conversa de vendedor;
  2. Divagações;
  3. Tédio organizacional;
  4. Desempenho motivador.

Continue reading “Quatro Estilos Negativos de Palestras”

Chega de Procrastinar

Obs.: legenda em português em configurações no canto à direita.

Chris Anderson, no livro “TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público”, sugere que “você pode usar a oportunidade de falar em público como motivação para se enfronhar mais em determinado assunto. Em maior ou menor grau, todos sofremos de alguma forma de procrastinação ou preguiça. Em princípio, há muitas coisas que gostaríamos de conhecer melhor, “mas, sabe como é, essa tal de internet nos faz perder muito tempo”

A oportunidade de falar em público pode ser apenas o estímulo de que você precisa para se dedicar a um projeto de pesquisa sério. Qualquer um com um computador ou um smartphone tem acesso a grande parte da informação existente no mundo. É questão de começar a pesquisar e ver o que é possível descobrir.

Na verdade, as perguntas que você faz ao realizar sua pesquisa ajudam a criar o plano geral de sua palestra.

  1. Quais são as questões mais relevantes?
  2. Como elas se relacionam?
  3. Como explicá-las de maneira clara?
  4. Quais são os enigmas ainda sem boas respostas?
  5. Quais são as principais controvérsias?

Você pode usar sua viagem de descoberta para propor os momentos-chave de revelação da palestra. Continue reading “Chega de Procrastinar”