Employer Brand Research: Preferências de Gerações Profissionais

Stela Campos (Valor, 25/04/19) informa: se puder escolher, o jovem brasileiro prefere trabalhar em uma multinacional. Ele quer um bom salário, benefícios, treinamentos e fazer parte de uma gestão sólida. Acima de tudo, espera ter estabilidade, o que significa que, para ele, as startups e suas incertezas não estão no radar neste momento.

Encantar os jovens e também os mais experientes é hoje o grande desafio para as companhias que estão empenhadas em melhorar a sua marca empregadora, sejam elas multinacionais ou startups.

Uma ampla pesquisa realizada pela Randstad, consultoria de capital humano, intitulada “Employer Brand Research” levantou o que atrai e o que desanima diferentes gerações em relação ao empregadores, em 32 países. No Brasil, foram entrevistados 4.073 profissionais, homens e mulheres, com idades entre 18 e 65 anos, sendo que a maior parte entre os 25 e 44 anos. São estudantes e profissionais, empregados e desempregados, predominantemente da região Sudeste do país.

As grandes lacunas, entre o que os empregados buscam e o que os empregadores oferecem no Brasil, dizem respeito a salário e benefícios, progressão de carreira e ambiente de trabalho. O que mais chama a atenção no levantamento, no entanto, sé quando se olha com lupa as demandas de cada grupo geracional. Continuar a ler

Efeito Halo: Viés da Primeira Impressão

Stela Campos (Valor, 02/05/19) narra: ao conduzir uma entrevista de emprego, o entrevistador costuma valorizar demais a primeira impressão sobre um candidato. Mesmo sem se dar conta, ele faz perguntas apenas capazes de reforçar a sua intuição. A tendência é ele supervalorizar essas respostas em detrimento de outras que deveriam ter maior peso, levando em conta os atributos requeridos para aquela vaga.

Um viés semelhante pode existir quando executivos precisam tomar decisões estratégicas importantes para o negócio como escolher o país onde deve ser instalada uma nova fábrica ou em qual startup devem investir. No geral, eles também se deixam levar por suas primeiras impressões e olham mais para os dados que corroboram com as suas expectativas.

A semelhança entre os processos de seleção de candidatos e de tomada de decisões estratégicas nas empresas é tema de um novo estudo conduzido pelo professor Daniel Kahneman, da Universidade de Princeton, vencedor do prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2002, pelo professor de estratégia Olivier Sibony, da HEC Paris e pelo professor Dan Lovallo, da Universidade de Sidnei.

No estudo chamado “A Structure Approach to Strategic Decisions” (“uma aproximação estruturada para decisões estratégicas”), eles defendem os processos de entrevistas de emprego mais estruturados, usados por empresas como Google, Amazon e Mckinsey, garantirem maior assertividade nos recrutamentos. Por esta razão, podem servir de inspiração para gestores que precisam tomar decisões mais complexas.

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Trabalho na Vanguarda da Economia com Visão da Complexidade

Em “The Changing Face of Mainstream Economics”, escrito por David Colander, Ric Holt e Barkley Rosser (Middlebury College Economics Discussion Paper No. 03-27 – Department Of Economics – Middlebury College – http://www.middlebury.edu/~econ, November 2003), os coautores enfatizam a complexidade como um fator determinante do novo trabalho na vanguarda da Economia, porque lhes parece ser a visão por trás deste trabalho. Mas o trabalho real envolve um número grande de frentes. As pessoas ao trabalharem nessas frentes têm diferentes graus de conexão com a abordagem de complexidade mais ampla.

Junto com isso, e interagindo com isso, é uma nova abertura para ideias de outras disciplinas. Assim, a modelagem continua sendo o núcleo central da abordagem do mainstream, mas a natureza dos modelos complexos e os pressupostos subjacentes são muito mais abertos e transdisciplinar.

Há muita discussão agora sobre como descrever as pesquisas envolvendo mais de uma disciplina. O termo mais antigo é provavelmente multidisciplinar.

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Processo de Disseminação de Pensamento Econômico de Vanguarda

Em “The Changing Face of Mainstream Economics”, escrito por David Colander, Ric Holt e Barkley Rosser (Middlebury College Economics Discussion Paper No. 03-27 – Department Of Economics – Middlebury College – http://www.middlebury.edu/~econ, November 2003), os coautores sugerem: quando uma ideia é expressa em um modelo aceitável, o processo de disseminação é longo e prolongado. Funciona ao longo das seguintes etapas.

O trabalho na ponta geralmente aparece primeiro em documentos de trabalho apresentados em seminários de pós-graduação e oficinas incubadoras de novas ideias em Economia, embora às vezes essas ideias sejam inicialmente geradas por pessoas fora desses seminários. As ideias nesses documentos de trabalho gerarão discussões entre os professores em escolas de pós-graduação.

Algumas serão banidas sumariamente [muitas pelo argumento ad hominem (ao homem): desqualificação do interlocutor 
por não ser especialista ou 
por juízo negativo de suas intenções, atacando a pessoa, em vez da 
opinião dela, com a intenção de 
desviar a discussão e desacreditar a proposta desse oponente].

Outras serão tentativamente aceitas, e mencionadas aos professores de outras escolas. Algumas ideias geram um burburinho e, quando isso acontece, atrairá um interesse intenso. Aliás, isso geralmente ocorre antes da publicação.

Eventualmente, a ideia pode ser publicada em um dos principais periódicos ranqueados, mas essa publicação é frequentemente um processo de demarcação de lápides sobre apropriação da ideia alheia em vez de uma disseminação da nova ideia. A difusão da ideia em toda a elite da profissão já terá ocorrido, provavelmente, embora às vezes uma ideia seja publicada e não ser notada até algum tempo depois.

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Elite da Profissão: mas quem é essa “nomenclatura”, hein?

Em “The Changing Face of Mainstream Economics”, escrito por David Colander, Ric Holt e Barkley Rosser (Middlebury College Economics Discussion Paper No. 03-27 – Department Of Economics – Middlebury College – http://www.middlebury.edu/~econ, November 2003), os coautores acham se o campo da Economia fosse estático e unidimensional, essas duas classificações, ortodoxo / heterodoxo, seria suficiente, mas não é – e eles não são. A profissão de economista é dinâmica, mudando constantemente.

Uma vez que estas classificações costumam atrasar os desenvolvimentos no campo profissional em décadas, os termos ortodoxo e heterodoxo, quando usados ​​em um cenário atual, tendem a ser como só olhar para trás, descrevendo crenças arraigadas e preconceitos retrógrados. Embora ainda possam aparecer em textos, são adjetivos [e não substantivos] empregados como fortes condenações de muitos colegas na profissão. Porém, estão sendo atacados por economistas na vanguarda da profissão.

Compreender o aspecto dinâmico da profissão e o papel dos economistas em seu desenvolvimento, no limite, coloca como central a distinção entre mainstream e ortodoxa. A vantagem é parte da Economia mainstream ser crítica da ortodoxia, e parte da heterodoxia econômica ser levada a sério pela elite da profissão.

O argumento de Colander, Holt e Rosser é o moderno na Economia mainstream está aberto a novas abordagens, desde que sejam feitas com cuidado na compreensão dos pontos fortes da recente abordagem ortodoxa e com uma modelagem da metodologia aceitável para o mainstream. [Em outros termos, são aceitáveis se não forem destronar as ideias dominantes na “elite da profissão”…]

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Heterodoxia X Ortodoxia = Mainstream

Em “The Changing Face of Mainstream Economics”, escrito por David Colander, Ric Holt e Barkley Rosser (Middlebury College Economics Discussion Paper No. 03-27 – Department Of Economics – Middlebury College – http://www.middlebury.edu/~econ, November 2003), os coautores reconhecem ser útil para o argumento deles em defesa da Ordem dos Economistas considerarem cuidadosamente os termos mainstream, ortodoxia e heterodoxia. Como eles são usados muitas vezes em sentido pejorativo, espelhando discursos de ódio mútuo, é necessário mostrar como eles se relacionam com a sua ideia de a dinâmica da mudança em uma profissão estar à margem dessa profissão.

Começam a argumentação com o termo mainstream economics. Em algum sentido, economia mainstream é o mais fácil dos termos acima para definir, claramente, embora possa ser o mais difícil de identificar na prática. É em grande parte uma categoria definida sociologicamente. Mainstream consiste nas ideias mantidas por aqueles indivíduos dominantes nas principais instituições acadêmicas, organizações e periódicos, a qualquer momento, especialmente nas principais instituições de pesquisa de pós-graduação. A

Economia mainstream consiste nas ideias cuja elite na profissão acha aceitável, onde por elite Colander, Holt e Rosser entendem os principais economistas no topo das escolas de graduação. Não é um termo suficiente para descrever uma escola historicamente determinada, mas sim um termo capaz de descrever as crenças [e os preconceitos] vistas pelas principais escolas e instituições na profissão como intelectualmente válidas e, portanto, vale a pena trabalhar com elas [para obter mobilidade social dentro da carreira profissional]. Devido a isso, a economia mainstream geralmente representa uma abordagem mais ampla e mais eclética da Economia em lugar da caracterizada como “ortodoxia” na profissão.

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Mudança de Paradigma dentro da Profissão de Economista

Em “The Changing Face of Mainstream Economics”, escrito por David Colander, Ric Holt e Barkley Rosser (Middlebury College Economics Discussion Paper No. 03-27 – Department Of Economics – Middlebury College – http://www.middlebury.edu/~econ, November 2003), eles destacam: questões sociológicas interferem e restringem o que é possível intelectualmente.

A reprodução de ideias envolve as estruturas sociais, políticas e econômicas dos acadêmicos e da formulação de políticas em estabelecimentos de ensino e pesquisa onde as ideias são desenvolvidas e transmitidas. Ideias, embora originais e possivelmente maravilhosas, se não forem aceitas por algumas cabeças da “elite da profissão”, eventualmente não terão suas pesquisas financiadas por órgãos de governo, não serão aceitas e transmitidas dentro da profissão. Para internamente mover a disciplina para uma nova posição, algumas das pessoas inclusas dentro da “elite da profissão” devem aceitar essas ideias.

[Observa-se a indiferença quanto à liberdade de pensamento e expressão ao aceitar essa Teoria das Elites como o padrão dominante. É uma postura não só elitista como também conservadora, adotada apenas pelos idolatras dessa hierarquia ortodoxa.]

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