22 de Julho: todos os eleitores deveriam o assistir para ver o que é a extrema-direita

Se você conhece alguém com a pretensão de votar no Bolsonaro, sugira ele/ela assistir o filme “22 de Julho” antes para uma reflexão mais profunda a respeito de uma possível consequência desse ato: dar poder à extrema-direita. Com estreia recente na Netflix, “22 de Julho” revive o pior ataque terrorista da história da Noruega, ocorrido em 2011.

Organizadas pelo norueguês de extrema-direita Anders Behring Breivik, duas ações deixaram 77 mortos — a maioria deles jovens do Arbeiderpartiet (Partido Trabalhista). Eles estavam em um acampamento de verão na ilha de Utoya. O propósito de Breivik, um fanático ultranacionalista de postura fundamentalista cristã e anti-islâmica, era contra-atacar o que ele chama de “invasão” de imigrantes muçulmanos. Tinha um discurso de ódio contra o multiculturalismo.

Ao saber que o candidato à Presidência pelo PSL representa o avanço da extrema-direita no Brasil, o diretor britânico Paul Greengrass conta ter filmado “22 de Julho” justamente para refletir sobre a “atual insurgência do radicalismo conservador”“Se deixarmos esse fogo queimando, esperando que apague sozinho, ele vai se alastrar”, diz o cineasta de 63 anos.

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