The Vietnam War: Série-Documentário Imperdível no Netflix

Assisti no Netflix a série The Vietnam War. Produção de um dos maiores documentaristas do mundo, está dividida em 10 episódios (+/- 1h50m / episódio) e com mais de 18 horas de duração, o resultado é uma reportagem investigativa sobre a Guerra do Vietnã jamais vista. Reúne depoimentos e documentos visuais sob o ponto de vista dos quatro protagonistas da guerra: de um lado, Vietnam do Norte e vietcongs (“os comunistas”), de outro lado, Vietnam do Sul e EUA (“os colonizadores”).  É uma das mais elogiadas obras televisivas dos últimos anos.

Dirigida por Ken Burns e Lynn Novick, The Vietnam War divide as três décadas de guerra em 10 partes, com cada episódio explorando um determinado momento histórico. O primeiro episódio começa em 1858 e contextualiza os fatos antecedentes da Guerra, com o domínio francês no século XIX, e o nascimento de um sentimento nacionalista de libertação. O Vietnam do Norte consegue a descolonização, mas os EUA barram a independência do Vietnam do Sul e sustenta um ditador corrupto lá sob a alegação de impor uma barreira militar contra o “avanço do comunismo internacional”.

Ken Burns é figura conhecida quando o assunto é documentário sobre guerra. Em 1990 contou a história da Guerra Civil americana (The Civil War) e em 2007 a Segunda Guerra Mundial pela perspectiva dos EUA (The War). Produziu a série sobre a Lei Seca nos Estados Unidos — Prohibition — pela qual, finalmente, entendi esse fenômeno estranho à nossa cultura. Leia abaixo mais a respeito desta série também encontrada no Netflix: https://www.netflix.com/pt/title/70281600

Com mais de doze horas e meia de duração, produziu o aclamado Jazz. Conta a história da música norte-americana desde suas raízes no século XIX até os anos 60. É a maior contribuição da cultura popular americana às artes do século XX. Tenho a edição especial em caixa de 4 DVDs com os 12 episódios. O documentário exigiu seis anos de produção. Mostra todos os grandes nomes (e ritmos) do jazz. Era considerado o melhor documentário americano até então realizado.

Agora, sofre páreo duro com o The Vietnam War, inclusive pela trilha sonora da época: o melhor rock de todos os tempos! Tem playlist no Spotfy com 195 músicas (11h50m de duração): pesquise Vietnam War Era Music – de Trevor Johnston. É o documentário da Geração 68!

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Livre Pensar – Cinebiografia da Maria da Conceição Tavares

Obs.: veja mais vídeos-aulas da Professora no novo canal do YouTube do Instituto de Economia da Unicamp (clique no link)

O lançamento do filme (75 minutos aproximados) Livre Pensar – Cinebiografia da Maria da Conceição Tavares foi realizado na Unicamp no dia 19 de junho, às 18h, no auditório da Adunicamp, como parte das comemorações dos 50 anos do Instituto de Economia. O evento foi aberto ao público e teve um debate ao final da exibição entre o diretor do filme José Mariani e professores do IE.

Para meu (verdadeiro) orgulho, fui convidado a dar um depoimento a respeito da minha Professora – e amiga –, ao lado do Professor Wilson Cano. Como de hábito, meu estimado orientador no Mestrado e Doutorado exortou-nos a pesquisar o atual estado calamitoso da economia brasileira e fazer o bom combate em debate público a respeito. Estimulou-nos a buscar e propor saídas racionais para o impasse político e econômico da Nação.

Em narrativa pessoal, eu transmiti outra lição de vida: a gente tem de ir atrás de bons professores para o desenvolvimento intelectual. Mentor é aquele indivíduo experiente capaz de guiar (ou dar conselhos a) uma outra pessoa. Serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro. Ele inspira, estimula a criatividade, o livre pensar. Não necessariamente é o orientador presencial de ideias, ações, projetos, realizações etc. Continue reading “Livre Pensar – Cinebiografia da Maria da Conceição Tavares”

Morada Invisível: O Viver em Cortiço

Morada Invisível: O Viver em Cortiço” é um documentário sobre a realidade vivida em três cortiços por dez moradores no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Banheiros e varal de roupas compartilhados, convívio com vizinhos, predileção da localização são temas desta morada camuflada em meio aos casarões e prédios da região central da capital paulista.

Direção Geral: Dayane Ponte Direção de Fotografia: Júlia Abrantes Montagem: Isabela Borges Produção Thamiris Souza e Ariani Alencar

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Déficit Habitacional em São Paulo: “não repara a bagunça”

Obs.: se necessitar de legenda, clique no canto direito.

O curta-metragem investiga quatro faces do déficit habitacional na cidade de São Paulo a partir de personagens que vivem na rua, em ocupações, cortiços e favelas.

Direção e roteiro: Iuri Barcelos e Ciro Barros Fotografia: Iuri Barcelos Assistente de câmera: Fernando Guimarães Artes e finalização: Bruno Fonseca Coordenação: Thiago Domenici Direção de jornalismo: Marina Amaral Mais em apublica.org Trilha sonora: Jingle Punks

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Filme Extraordinário e Belíssimo: Loving Vincent

Assisti, ontem à noite, um filme extraordinário. Pela inovação estética, eu o coloco ao lado do filme chinês Eu não sou Madame Bovary  como um dos (poucos) filmes que me impressionaram, emocionalmente, no período recente.  É uma animação realizada a partir de pinturas sobre filmagem! Os quadros de Van Gogh ganham vida, isto é, movimentação!

“Loving Vincent” reúne cerca de 65 mil pinturas inspiradas no mestre holandês. A história se baseia nas centenas de cartas escritas por Van Gogh ao seu irmão Theo e retrata o último ano de vida do pintor, os problemas psíquicos seguidos de seu suicídio.

Download do filmeTorrent de Loving Vincent

Legenda:  Legenda de Loving Vincent

Pouca gente sabe, mas a música Vincent (Starry, Starry Night), escrita por Don McLean nos anos 70, que é tocada no fim do filme, é um atributo a Vincent Van Gogh. O título da canção refere-se ao quadro “Starry Night” (Noite Estrelada), uma das mais famosas pinturas do artista holandês, e descreve diferentes quadros do pintor. O compositor escreveu a letra após a leitura da biografia de Van Gogh.

Na tela, Van Gogh retratou a vista que tinha à noite da janela de seu quarto, durante seu confinamento no Hospital Psiquiátrico Saint-Paul de Mausolée Asylun. Ao contrário de muitas outras de suas obras, “Noite Estrelada” foi pintada de memória, durante o dia.

Starry Night” serviu de inspiração para Don McLean compor a canção que homenageia Vincent Van Gogh. Continue reading “Filme Extraordinário e Belíssimo: Loving Vincent”