Minha filha já é Diretora!

Santa Transmedia acaba de anunciar que Nina Torres, que trabalhava na produtora como assistente criativa de Gustavo Gripe, participando da concepção de seus trabalhos, passa a atuar como diretora de cena da casa.

Nina, além de brilhante criativamente, é a primeira diretora da Santa Transmedia“, declara Laura Rocha, diretora de atendimento.

Como projeto de estreia, Nina dirigiu uma reinterpretação da música “Tempo Perdido“, em realidade virtual, para o MIS São Paulo. O filme em 360º está em cartaz na exposição “Renato Russo“, até janeiro de 2018.

Estou muito orgulhoso de minha filha de 22 anos que se forma neste fim-de-ano em Cinema (Audiovisual) na ECA-USP.

Fonte: http://www.clubedecriacao.com.br/ultimas/producao-654/

Filmografia Completa de Almodóvar

Almodóvar - Obras Completas

Deu-me vontade de rever pela enésima vez a filmografia de Pedro Almodóvar — a ser apresentada na XXXVIII Mostra Internacional de Cinema de São Paulo — ao ler Pedro Butcher (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 10/10/14) que resume, sumariamente, sua biografia. Quem ainda não o (re)viu, sugiro ler (e escutar) antes os seguintes posts, além do link acima em seu nome:

Las Canciones de Almodóvar

Metamorfose Ambulante: A Pele que Habito do Pigmaleão Almodóvar

“Nascido na pequena e conservadora cidade de La Mancha, em 1949, Pedro Almodóvar Caballero mudou-se para Madri em 1968. Começou a fazer cinema após comprar uma câmera Super-8 com o dinheiro que conseguiu economizar como funcionário de uma companhia telefônica. Filho legítimo da “movida madrileña”, movimento boêmio e de contracultura que marcou a cidade de Madri após a ditadura franquista, Almodóvar realizou, entre 1974 e 1978, dezenas de curtas e um longa-metragem em Super-8, todos exibidos apenas em bares ou na casa de amigos. Fez parte também do grupo musical Almodóvar & McNamara (há registros, no YouTube, de apresentações de hits como “Suck It to Me” e “Voy a Ser Mamá”). Seu primeiro longa distribuído comercialmente na Espanha foi “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão“, de 1980. Continuar a ler

Razão Econômica da Má Qualidade de Cópias de Filmes-de-Arte

Assisti ao filme A Grande Beleza no único cinema com 4 salas de “filmes-de-arte” de Campinas. Fica no outro lado da cidade, em relação a onde eu moro, ao lado do campus da UNICAMP. Pelo anel rodoviário, levo quase meia hora para lá chegar, ou seja, metade do tempo para chegar em São Paulo. Pior, a projeção ainda não é digitalizada. Roma, “a grande beleza”, estava uma feiúra! Esmaecida, esverdeada, pálida, fiquei boquiaberto quando vi trechos digitalizados do filme no YouTube. Aprecie o vídeo acima com sua bela trilha sonora.

Lendo a matéria de Matheus Magenta (FSP, 23/12/13), entendi a razão econômica da má qualidade da cópia de filme-de-arte.

“Os cinemas brasileiros correm contra o tempo para digitalizar seus projetores antes do fim de novas cópias em película, previsto pelos grandes estúdios para 2014.

Enquanto isso, o mercado teme dois possíveis efeitos colaterais:

  1. o fechamento de 300 das 2.500 salas do país e
  2. o sufocamento da circulação de filmes independentes.

Continuar a ler

Blue Jasmine: Triste Anomia provocada pela Queda Social

Cate BlanchettWoody Allen é um diretor excepcional — e a cada filme tende a se aperfeiçoar mais. Sob sua direção muitos atores e atrizes ganharam o Oscar: Diane Keaton, Dianne Wiest, Mira Sorvino, Penélope Cruz, Michael Caine. Desta vez, Cate Blanchett, atriz extraordinária, tem atuação digna de receber esse prêmio. Sua transformação dramática em plena cena é notável. É a protagonista que “rouba a cena” durante quase todo o filme Blue Jasmine (2013).

Mas Allen é também o roteirista genial, criador de diálogos irônicos, mordazes, enfim, que respeitam a inteligência do expectador. Na fase atual do cinema norte-americano, isso é totalmente “fora-da-série” de filmes infanto-juvenis cheio de efeitos especiais (e violência) ou das comédias debiloides. Ele não cria mundos imaginários, mas trata com agudeza o mundo real que nos observamos no dia-a-dia de maneira inteiramente verossímil.  Apresenta-nos a comédia de costumes da vida cotidiana de maneira perspicaz e sutil.

Continuar a ler