Proteção para Produção Audiovisual (Cinema) Nacional

Market-share do Cinema nacional

Ana Paula Sousa (Valor, 30/01/13) informa que, “apesar de, em 2012, as salas de cinema no Brasil terem arrecadado o recorde histórico de R$ 1,6 bilhão, apenas 10,6% do público foi ver filmes nacionais – em 2012, o “market share” da produção brasileira tinha sido de 12,13%”. Lança, então, duas importantes perguntas:

  1. Por que é tão pequena a participação de mercado do filme nacional?
  2. É papel do Estado continuar bancando uma produção que, em sua maioria, não dá retorno financeiro e sofre para cavar espaço no circuito?

Apesar de tais questionamentos virem a reboque da ideia de que “algumas coisas acontecem só no Brasil”, no caso do cinema, as dificuldades enfrentadas pelo país são – ou já foram – enfrentadas por todos os países que consideram importante ter uma produção audiovisual.

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Django Livre X KKK

Django-Livre-poster-12Nov2012

Django Unchained ou Django Livre é um filme de faroeste e drama, escrito e dirigido por Quentin Tarantino. Estrelado por Jamie FoxxLeonardo DiCaprioChristoph Waltz e Samuel L. Jackson, esse é o 7° filme de Quentin Tarantino. Recebeu cinco indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor FilmeMelhor Ator Coadjuvante (Christoph Waltz), Melhor Roteiro OriginalMelhor Edição de Som e Melhor Fotografia. O titulo do filme originalmente seria The Angel, the Bad and the Wise para homenagear o cineasta Sergio Leone, porém Tarantino resolveu mudar o nome para Django Unchained baseado no filme italiano de 1966, Django, estrelado pelo ator Franco Nero, que faz uma participação no filme de Tarantino.

Todas informações factuais sobre o filme Django Livre você encontra clicando neste link. O que você não encontra é a reação preconceituosa de Spike Lee (“Faça a coisa certa“), em entrevista ao site da revista “Vibe“, contou que se recusa a assistir ao “Django Livre“, alegando que o novo filme de Quentin Tarantino é “desrespeitoso aos seus ancestrais“. É tipo comum de preconceito: “não vi e não gostei“…

“Eu não posso falar sobre isso [o filme] porque eu não vou vê-lo. Tudo o que eu vou dizer é que é desrespeitoso aos meus antepassados. Isso sou eu. Eu não estou falando em nome de ninguém”, afirmou Lee.

O cineasta também escreveu em seu Twitter sobre o filme. “A escravidão nos Estados Unidos não foi um western spaghetti de Sergio Leone. Foi um holocausto. Meus ancestrais foram escravos, roubados da África. Eu os honrarei”, disse.

Estranhamente, parece-me que o filme de Quentin Tarantino faz mais pelo combate ao racismo nos EUA do que todos os filmes de Spike Lee já fizeram. Por que? Porque ele sabe usar a arma da arte massiva: a violência debochada. Ironiza corrosivamente os racistas, assim como nos tinha colocado destruindo a imagem do mal nazista em seu filme anterior, “Bastardos Inglórios“.

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Gonzaga – de Pai para Filho: Pai Ausente, Filho Carente

Gonzaga – De Pai para Filho, cinebiografia de Luiz Gonzaga (1912-1989) e Gonzaguinha (1945-1991), é dirigido por Breno Silveira, cineasta que capta todos os sentimentos de estórias de vidas de brasileiros, haja visto “2 Filhos de Francisco” e À Beira do Caminho. O filme aborda a vida do “rei do baião” desde criança, quando ainda vivia na zona rural do sertão de Pernambuco, até sua morte. A história de seu filho, Gonzaguinha, criado no Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, é marcada pela ausência de seu pai e consequente carência afetiva. Isso resultou em uma conflituosa relação com o pai até 1980, quando finalmente se entenderam, e passaram a gravar juntos.

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Encurralado

Depois de escrever o post Vanishing Point X Drive lembrei-me do primeiro filme de sucesso mundial de Steven Spielberg, Encurralado (1971), logo no início de carreira, filmado em apenas 13 dias. Ela já mostrava seu potencial com esse lançamento diretamente para a televisão. A partir de simples estória de carro sendo perseguido por caminhão, cujo motorista nunca aparece, ele prende a atenção de quem assiste o filme com tensão crescente durante uma hora e meia.  O que mais impressiona é que, 40 anos depois, seu apuro técnico se mantém impressionante. Sem contar com a tecnologia dos computadores, o diretor mostra ângulos de câmera eletrizantes, conseguindo o feito de adicionar suspense em praticamente todas as cenas. Em 3D seria sensacional! Dá para assistir essa versão completa dublada, que está no YouTube, pois o relevante é o som e não diálogos.

Metamorfose Ambulante: A Pele Que Habito do Pigmaleão Almodóvar

Já expressei, neste blog, minha admiração pela obra de Pedro Almodóvar – e Las Canciones de Almodóvar. É o meu preferido entre os cineastas vivos. Em entrevista recente, ao mencionar outros, fez juras de admiração aos norte-americanos Terrence Malick (“A Árvore da Vida”), Martin Scorsese (“Os Infiltrados”), Quentin Tarantino (“Bastardos Inglórios”) e Todd Haynes (“Não Estou Lá”). Curiosamente, não citou Clint Eastwood (“Os Imperdoáveis”), ator “machão” que demonstrou grande sensibilidade em sua obra como diretor. Citou como exemplos de Cinema de Autor (filmes com marca pessoal) os trabalhos de Ingmar Bergman, Alfred Hitchcock, John Cassavetes, além do italiano Bernardo Bertolucci.

Ele afirma: “Acho que a criatividade é mais excitante quanto mais conectada ela está com a realidade”. Nesse sentido, ele demonstra mais uma vez estar entre os maiores diretores da História do Cinema ao visitar outros gêneros em seu último filme (“A Pele Que Habito”): suspense, ficção científica, thriller.

A meu ver, ao contrário de que inúmeros críticos cinematográficos disseram – eu os li após assistir o filme –, este filme possui enorme coerência com sua obra, tratando de temas recorrentes, e com sua vida pessoal. Antes de dirigir filmes foi funcionário da companhia telefônica estatal, ator de teatro avant-garde e cantor de banda de rock, da qual participava travestido. Sendo homossexual assumido, seus filmes “não colocam no armário” a temática da sexualidade. Não é um filme menor, embora tenha aparência de um bom Filme B, e muito menos, “uma loucura”.

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O Anticristo de Lars Von Triers (Prólogo)

Este é o prólogo do Anticristo de Lars Von Trier, um dos filmes mais polêmicos dos últimos anos. Abaixo do vídeo, no YouTube, segue texto de um filósofo da Nova Direita, Luís Felipe Pondé, defendendo  que “o mundo pode ser um roteiro de horror”. Talvez, pode até ser, mas não necessita viver a custa de destacar apenas o que há de pior no mundo e nunca salientar o que há de melhor, né?