Juros X Quebra de Oferta de Alimentos

O aumento do protecionismo tem exacerbado o caos provocado nos mercados mundiais de alimentos pela guerra na Ucrânia, com os governos impondo restrições às exportações de produtos alimentícios básicos, como grãos, óleo de cozinha e leguminosas.

A disparada nos preços dos alimentos e, em alguns casos, a ameaça de distúrbios sociais levaram a um aumento no número de países exportadores que proibiram vendas para o exterior ou adotaram restrições tarifárias. Esse protecionismo só eleva ainda mais a conta da importação de alimentos para os países que dependem dos mercados internacionais para obter commodities alimentares importantes, e atinge especialmente alguns dos paíes mais pobres.

Antes da invasão da Ucrânia, secas e restrições trabalhistas relacionadas ao combate da covid-19 já tinham elevado os preços internacionais dos alimentos. De acordo com o centro de estudos americano International Food Policy Research Institute (IFPRI), a guerra levou 23 países a recorrer ao protecionismo na área alimentar.

Continuar a ler

Repetição da Herança Maldita de Regime Militar: Regime de Alta Inflação

Nos EUA, há também um “choque do petróleo” para lembrar dos anos 70 com crise internacional e o estertores da ditadura militar brasileira. Pior, deixa um legado para penalizar nosso futuro!

Os preços ao consumidor nos EUA subiram a uma taxa anual de 8,3% em abril, acima das expectativas dos economistas, e se mantiveram na maior alta das últimas quatro décadas. Daí a urgência do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) jogar a economia em recessão para acabar com a inflação. Isto embora o índice de preços ao consumidor (IPC) tenha caído pela primeira vez em oito meses – ficou um pouco abaixo do aumento de 8,5% registrado em março.

No Brasil, IPCA subiu 1,06% em abril, após alta de 1,62% em março. Ainda assim, foi o pior resultado para o mês desde 1996 (1,26%). No acumulado em 12 meses, os números também impressionam. Até abril, o índice sobe 12,13%, vindo de 11,3% em março. É a maior taxa, por essa medida, desde outubro de 2003 (13,98%).

O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril reforça o cenário de espalhamento para a inflação. É mais um índice de preços a mostrar pressões inflacionárias espalhadas pela economia, com altas fortes das cotações de alimentos, combustíveis, bens industriais e serviços. Isso aponta para a necessidade de mais aperto monetário, com os juros devendo ser mantidos elevados por mais tempo.

Continuar a ler

Relações de Trocas e Inflação Importada

Marta Watanabe (Valor, 19/04/22) informa: o aumento de preços de bens importados se acelerou e se espalhou no início de 2022. Os preços médios de importação subiram 32,8% de janeiro a março deste ano contra igual período do ano passado enquanto o volume das compras externas caiu 4,3%. A elevação de preços nas importações foi relativamente disseminada, com alta de 53,1% nas commodities e de 30,8% nas não commodities, aumentando, segundo especialistas, a preocupação com os efeitos na inflação doméstica.

Em valores, a importação somou US$ 60,5 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 27,1% na mesma comparação, segundo dados oficiais do o governo federal. Os números de preços e volumes são do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), que deve ser divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Ainda que a greve da Receita Federal possa ter afetado os números de comércio exterior do primeiro trimestre do ano, especialistas apontam que a tendência para 2022 é, no geral, de efeito predominante de preços, tanto para o aumento das exportações quanto para as importações.

O conflito no Leste Europeu, apontam, deve retardar o ajuste de preços esperado para o decorrer de 2022. O cenário global de pressão de preços, apontam, inclui pandemia, interrupção ou ao menos desaceleração da exportação de deflação pela Ásia, e uma reestruturação dos encadeamentos produtivos que devem resultar também de uma reorganização de países europeus na tentativa de reduzir a dependência de insumos russos.

Continuar a ler

Legado Maldito do Atual Desgoverno Miliciano: Espalhamento da Inflação Entre Outros Malfeitos

A prévia da inflação de abril ficou abaixo do esperado pelo mercado após meses de surpresas altistas nos índices de preços. O resultado não muda, no entanto, a perspectiva entre economistas de que a inflação seguirá pressionada à frente, ainda que o IPCA cheio deste mês desacelere. Tanto é assim que, apesar do relativo alívio com a divulgação de ontem, algumas instituições financeiras empurraram suas projeções de inflação em 2022 para 8% ou mais, principalmente porque o cenário externo voltou a ficar ainda mais adverso.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 1,73% em abril, vindo de 0,95% em março. A mediana do Valor Data indicava 1,82%. Ainda assim, foi a maior alta para abril desde 1995 (1,95%) e a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (2,19%). Em 12 meses, o IPCA-15 acumula 12,03% até abril, ante 10,79% até março, também o maior valor em quase 19 anos.

O período de coleta dos preços (17 de março a 13 de abril) ainda captou o repasse do reajuste dos combustíveis nas refinarias anunciado pela Petrobras, válido a partir de 11 de março. Com isso, a gasolina, que subiu 7,51%, exerceu a principal influência individual sobre o índice, e o grupo de transportes, cuja alta acelerou de 0,68% para 3,43%, gerou a maior pressão entre as classes de despesas.

A prévia da inflação de abril ficou abaixo do esperado pelo mercado após meses de surpresas altistas nos índices de preços. O resultado não muda, no entanto, a perspectiva entre economistas de que a inflação seguirá pressionada à frente, ainda que o IPCA cheio deste mês desacelere. Tanto é assim que, apesar do relativo alívio com a divulgação de ontem, algumas instituições financeiras empurraram suas projeções de inflação em 2022 para 8% ou mais, principalmente porque o cenário externo voltou a ficar ainda mais adverso.

Continuar a ler

Inflação na Economia Mundial

O aumento dos preços ao consumidor nos EUA superou 8% em 12 meses até março, maior taxa desde 1981, com a alta nos custos da energia e dos alimentos, mantendo a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o BC americano) para que adote medidas agressivas para enfrentar a inflação.

Também a Alemanha reportou ontem uma aceleração da inflação ao consumidor para 7,3% ao ano em março – maior taxa desde 1981, reforçando os sinais de pressão global nos preços.

A pressão inflacionária na Alemanha permanecerá intensa e a taxa continuará a subir nos próximos meses.

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (IPC) subiu 8,5% em março ante marco de 2021, ficando um pouco acima das expectativas, segundo informou ontem o

Departamento do Trabalho. A alta no mês foi de 1,2%, maior salto desde setembro de 2005 e bem acima da taxa de 0,8% de fevereiro.

Excluindo itens voláteis como energia e alimentos, o “núcleo” do IPC avançou 0,3% em março. Este foi o menor aumento desde setembro, mais ainda assim se traduziu em uma alta anual de 6,5%.

Após o dado do IPC de março dos EUA, os juros dos bônus de 10 anos do Tesouro americano caíram 0,06 ponto percentual, para 2,72%. No mercado de ações, o índice S&P 500 chegou a subir, mas depois recuou e fechou em baixa de 0,3% em uma sessão volátil. 

Continuar a ler

Juros Disparatados X Fuga de Capitais

Desde outubro de 2021, o spread entre os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dois e dez anos caiu de 1,27 ponto percentual para 0,18 ponto. No atual passo, uma inversão na curva de rendimentos – com o título de dois anos rendendo mais que o de dez – deverá ocorrer em breve. Nos últimos 70 anos, segundo relatório do banco UBS, uma inversão dessa curva precedeu períodos de recessão. Porém, agora, o sentimento do mercado é que não há sinais claros de que haverá uma recessão nos EUA, apesar do aperto monetário iniciado pelo Fed. E a curva de rendimentos pode estar sendo invertida artificialmente.

Isto estaria acontecendo principalmente por dois motivos. O primeiro, uma expectativa do mercado de que o Federal Reserve (Fed) não vai manter os juros elevados por muito tempo. O segundo é o fato de os recursos colocados pelo Fed no mercado nos últimos anos para subsidiar a economia americana estarem pressionando as taxas mais longas, como os rendimentos de 10 e 30 anos.

Companhias exportadoras têm optado por manter seus dólares fora do Brasil, apesar do aumento das taxas de juros no país. Mais de um ano após o início do ciclo de aperto monetário, a internalização de recursos ainda não se materializou.

Levantamento do Valor Data com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Banco Central mostra, na verdade, que a diferença do acumulado em 12 meses entre as exportações físicas e o câmbio contratado continua nas máximas históricas.

Continuar a ler

“O economista é aquela pessoa para a qual contra argumentos não há fatos”

Pedro Cafardo (Valor, 22/04/22) avalia: o Brasil não está preparado para nenhuma guerra, não tem um comandante determinado, não está mais arrumado do que o “pessoal lá fora” e não é “duro na queda”.

Na verdade, a economia brasileira se mostra “mole na queda” há décadas. Recentemente, sofreu duas grandes recessões em 2015 e 2016, de lá para cá o PIB está quase estagnado e não apenas por culpa da pandemia e da guerra do Putin. Houve também erros de condução da economia, vários deles decorrentes da ideia liberal de que a austeridade fiscal leva automaticamente ao crescimento.

O déficit público zerado do ano passado, tido como um troféu pelos economistas do governo, não pôs carne nos pratos nem gasolina nos tanques. Desgraça pouca é bobagem, diz o ditado popular. Assim, o brasileiro teve em 2021, ao mesmo tempo, duas grandes desventuras: 1. o rendimento médio real dos salários caiu 7% (9,7% se considerado o trimestre encerrado em janeiro), segundo menor nível da série histórica, e 2. a taxa de inflação aumentou para 10,06%, a maior em seis anos. Ou seja, as pessoas ganharam menos e gastaram mais para se sustentar.

Esse cenário, agravado pelos efeitos ainda presentes da pandemia e pela guerra inventada por Putin, leva a uma óbvia conclusão: ganhará o pleito presidencial de outubro o candidato que conseguir convencer o eleitor de que vai criar empregos e aumentar a renda do brasileiro.

Continuar a ler

Evolução da Taxa de Investimento

Gilberto Borça Jr. é mestre em Economia pelo IE-UFRJ e pesquisador associado ao FGV/IBRE. Escreveu artigo (Valor, 22/03/22) sobre tema relevante para acompanhamento: a evolução da taxa de investimento no Brasil. Compartilho o artigo abaixo.

“O investimento é a variável mais volátil da demanda agregada. Assim, suas oscilações são mais do que proporcionais em relação às variações do PIB. Isso se explica, porque para além do custo de capital, do nível de utilização de capacidade, do ambiente institucional etc, as decisões de investimento são baseadas, sobretudo, em variáveis expectacionais, como as estimativas de demanda da produção derivada da ampliação da capacidade. Como as expectativas são voláteis e cercadas de incertezas, a determinação do investimento segue os mesmos passos.

Ao longo dos últimos 4 anos, o comportamento da Formação Bruta de Capital Fixo (doravante, FBCF) tem superado o desempenho do PIB. Nesse sentido, a taxa de investimento da economia a preços correntes (FBCF/PIB) apresentou forte trajetória de alta desde 2018, momento em que saiu do patamar mínimo da série iniciada em 1996, de 14,6% em 2017, para atingir, ao final de 2021, 19,2%. Esse nível é superior, inclusive, à média histórica da taxa de investimento durante o período de 1996-2021, que é de 18,1%.

Contudo, esses resultados devem ser vistos com cautela, pois a trajetória ascendente da taxa de investimento ao longo dos últimos anos contém alguns fatores bem específicos. Vamos tentar enumerá-los.

Continuar a ler

Preços de Combustíveis mais Caros do Mundo

Tratada como vilã na novela dos combustíveis, a tributação sobre esses produtos no Brasil é menor do que na média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aqui se paga 36,8% sobre o preço final da gasolina e 21% no diesel, ante 52,6% e 47,3% na média das principais economias do mundo.

Os dados estão na nota técnica “O Sistema Tributário dos Países da OCDE e as Principais Recomendações da Entidade: Fornecendo Parâmetros para a Reforma Tributária no Brasil”, elaborada por Pedro Humberto Bruno de Carvalho Junior, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para combustíveis, o trabalho recomenda que não sejam feitos cortes na tributação, dado que essa já é inferior à média. Sugere também que a cobrança seja feita na forma de um valor fixo por litro, e não de um percentual, como é hoje. Assim, num cenário de flutuação de preços, a arrecadação se manteria estável e os repasses seriam amortecidos.

O aumento dos preços dos combustíveis é uma realidade global, diante da valorização recente do petróleo, mas, no Brasil, onde a Petrobras está há 56 dias segurando reajustes nas refinarias, a inflação dos derivados tem ocorrido de forma mais suave. Levantamento do GlobalPetrolPrices, site de pesquisa de mercado que monitora 170 países diferentes, mostra que o diesel ficou, na média, 3,4% mais caro nos postos ao redor do mundo, nas últimas duas semanas, enquanto, no mercado brasileiro, a alta foi de 1,2% na mesma base comparativa, em dólar.

Na gasolina, a disparidade foi menor: o produto, na média mundial, encareceu 1,5% nas últimas duas semanas, mas no Brasil o avanço foi de 1,2%. A realidade brasileira, porém, não é, hoje, muito diferente da do restante do globo: afinal, segundo o GlobalPetrolPrices, o brasileiro paga, pelos derivados, valor próximo à média global. Isto foi antes do aumento de quase 20% nos preços dos combustíveis pela Petrobras!

Continuar a ler

Guerra na Ucrânia e Risco Sistêmico

Embora o rali dos preços das commodities tenha reforçado o movimento de apreciação do real, a perspectiva de que a inflação seja ainda mais pressionada atingiu em cheio o mercado de juros. Nas últimas duas sessões, a disparada das taxas futuras levou a curva de juros a sinalizar a Selic em 13,5% ao ano, nível bem acima do indicado pelo consenso do mercado.

Analistas indicam o grau de incerteza em relação à política monetária estar ainda mais elevado, porque o futuro dos preços das commodities está atrelado ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Com a escalada das tensões geopolíticas, o preço do barril do petróleo tipo Brent chegou a encostar em US$ 120, no dia 03/03/22, e, mesmo com a valorização recente do real, agentes de mercado já veem uma inflação ainda mais alta adiante.

O peso das companhias de commodities na bolsa e na balanço comercial brasileira; o ciclo de aperto de juros avançado em relação a outros países; e a possibilidade do Brasil atrair o fluxo antes destinado à Rússia explicam boa parte desse movimento.

Ao se observar o MSCI ACWI, principal referência do desempenho de ações tanto de mercados emergentes como de países desenvolvidos, o indicador registra uma queda de 7,72% no ano. O MSCI dos Estados Unidos tem recuo de 8,17%, enquanto o índice referente à Europa cai 9,96%. Já o MSCI de países emergentes tem perda de 5,04%, sendo que o indicador da Rússia despenca e acumula uma perda de 60% no ano.

Já o MSCI do Brasil sobe 19,43%, em uma performance resultante tanto da valorização das ações e, principalmente, do câmbio. Afinal, o indicador é medido em dólar, que cai 9,84% ante o real no acumulado do ano, o que coloca a moeda brasileira como a de melhor desempenho no mundo.

O anúncio da fornecedora global de índices MSCI de retirar a Rússia de seus índices de mercados emergentes deu apoio ao desempenho dos ativos brasileiros. Com a exclusão dos ativos russos , um vácuo é criado no índice da MSCI de mercados emergentes. O simples e automático rebalanceamento da carteira do referencial já ajuda os ativos locais, assim como a valorização das companhias brasileiras.

Gigilian Tett (Financial Times, 04/03/22) escreveu artigo a respeito do risco sistêmico provocado pela Guerra na Ucrânia. Compartilho-o abaixo.

Continuar a ler

Apreciação da Moeda Nacional: O Mercado otimista com a Volta do Lula

Um grande fluxo de recursos para o Brasil tem levado à valorização do real — o dólar chegou a ser cotado abaixo de R$ 5,00 — e das ações. Ele decorre da percepção de menor risco de uma ruptura fiscal após as eleições e do aperto da política monetária, segundo gestores participantes de evento do BTG Pactual.

Para Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX, o BC foi corrigindo erros da política monetária excessivamente frouxa no biênio 2020/2021 e o real deixou de servir de “funding” para a compra de outros ativos. O movimento foi amparado pela alta das commodities e pela melhora dos termos de troca e das condições para o financiamento da conta corrente. Na cena política, a aproximação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do ex- governador Geraldo Alckmin parece ter afastado um risco previsto para as eleições.

“O [presidente Jair] Bolsonaro significa a continuidade da política atual do [Paulo] Guedes [ministro da Economia] e de outros ministros. E, com Lula mais ao centro – a grande notícia é o Alckmin como [candidato] a vice-presidente, e ninguém acredita que ele embarcaria num projeto senão pensando em coisas razoáveis, sem loucuras como se viu em alguns parceiros e vizinhos nos últimos anos -, esse risco de cauda foi se eliminando”, disse Xavier. A indicação, prosseguiu, é que pode haver mudanças na política econômica, mas sem perder de vista o fiscal. Assim, o prêmio embutido nos preços dos ativos passou a ser corrigido.

Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset, disse: os estrangeiros, de fato, não têm uma visão negativa de Lula e os empresários ficarão “felizes” se o governo gastar mais, já que a cada 1% de medidas fiscais representam R$ 90 bilhões a R$ 100 bilhões nas mãos do consumidor. “Mas tem o dilema da precificação dos ativos, com bolsa e câmbio num lugar e os juros e inflação em outro. Em governos populistas, o que paga a conta é a inflação. Não acho que é provável um governo populista, mas uma mudança de paradigma, um modelo diferente do que foi de 2016 a 2021.”

Reconhece, na trajetória do PT, Lula entregou para a sucessora Dilma Rousseff uma relação dívida/PIB menos reservas de 40%, tendo recebido em 60% do PIB, em 2003. Foi fiscalmente responsável. O conceito geral dos governos de esquerda, não só no Brasil, é o Estado ser o motor de desenvolvimento do PIB, um indutor de crescimento, mas atuando junto com O Mercado.

Continuar a ler