Economia no Cinema 2015

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE GRADUAÇÃO

CE908 (catálogo até 2009) / CE858 (catálogo a partir de 2010) – TÓPICOS ESPECIAIS DE ECONOMIA III – “ECONOMIA NO CINEMA” (ELETIVA)

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: delinear uma alternativa ao ensino tradicional de Economia via livro-texto: usar filmes para aplicar conhecimento econômico em suas interpretações. O documentário é um meio visual e de áudio poderoso e atraente para a transmissão de informações. Complexos e, por vezes, intrigantes conceitos econômicos podem ser mais facilmente digerido por alunos cinéfilos. Eles se beneficiam de exemplos retirados de filme para ilustração de temas cuja análise pode ser reforçada através de discussão em classe. Conceitos podem ser introduzidos com de leitura de livros, reforçados através do cinema e, em seguida, fixados através de discussão. A intuição e a imaginação dos alunos estão envolvidos nesse processo por meio da ação de relacionar os conceitos que aprenderam, lendo ou assistindo aulas/palestras, com a “vida no mundo real” retratada de maneira artística nos filmes. Assim estimulados, os alunos se moverão em direção à apropriação intelectual do tema apresentado, o que implicará em retenção mental, em longo prazo, de conceitos econômicos. Continuar a ler

Aula sobre Independência do Banco Central

UnicampAula 8 Independência do Banco Central

Resumo: A recente política brasileira de estabilização inflacionária demonstrou, mais uma vez, que um Banco Central Independente não é nem condição necessária nem suficiente para combater a inflação. Para o sucesso dessa política, houve necessidade de uma política macroeconômica abrangente e coordenada – envolvendo política de abertura comercial, política fiscal, política de rendas, política cambial e política de juros –, em condições internacionais propícias ao acúmulo de reservas internacionais e à sobrevalorização da taxa de câmbio. A Independência do Banco Central também não teria conseguido controlar a endogeneidade da oferta de moeda, ou seja, a remonetização, determinada pela nova demanda por moeda dos agentes econômicos, nas condições de estabilidade inflacionária.

independência do banco central é mero oportunismo eleitoreiro, ou seja, é um falso problema o do controle da quantidade de moeda; o verdadeiro problema é o do financiamento do gasto público. Portanto, a questão fundamental é política, pois cabe ao Poder Executivo executar as decisões de gastos, aprovadas pelo Poder Legislativo, com ou sem a autonomia do Banco Central. Está relacionada à necessidade de uma reforma fiscal com progressividade dos impostos.

Os cidadãos bem informados devem estar alertas para seu voto não validarem o risco da Independência do Banco Central em relação ao governo, levando-o a sua “privatização”, ou seja, à total subordinação aos interesses privados do mercadoO Banco Central torna-se independente de O Governo e dependente de O Mercado. Cria-se um Poder Tecnocrático não eleito para controlar a Nação!

Métodos de Partição da Realidade

UnicampObjetivo da Aula: Analisar os métodos de partição da realidade – O Todo – em alguns conceitos e teorias básicos, pela ordem, da Política, da Sociologia e da Psicologia. O objetivo da aula é conhecer as metodologias Ciências Afins à Ciência Econômica com a verificação da possibilidade de reincorporá-las (ou não), ao final, em uma análise multidisciplinar, macrossocial, sistêmica e estruturalmente complexa, com fundamentos em Psicologia Econômico-Comportamental.

Aula 2 – Métodos de Partição da Realidade

Métodos de Análise Econômica 2014

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2014

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: o Ensino de Ciência Econômica, depois de sua depuração, ocorrida ao longo do século XX, afastando-se das Ciências Humanas e Sociais Afins, na vã tentativa de ganhar status científico com seu uso da linguagem matemática das Ciências Exatas, separou-se em Microeconomia e Macroeconomia. A primeira trata das decisões dos agentes econômicos, a segunda, da resultante sistêmica dessas diversas decisões. Porém, hoje, necessita reconstituir-se e transitar da formação de profissionais especialistas para a de generalistas, retomando a metodologia interdisciplinar inicial. Está sendo retomado o caráter multidisciplinar do conhecimento dos primórdios da Economia Política ao se empenhar em conhecer o comportamento humano na tomada de decisões econômicas de comprar, vender ou investir. Áreas distintas da Ciência estão somando esforços e recursos para estruturar a área de pesquisa destinada a cumprir essa tarefa: a Neuroeconomia.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00) na Sala IE-12.

Programa: Continuar a ler

Avaliação do Curso Economia no Cinema pelos Alunos do Primeiro Semestre de 2014

charge DidáticaCompletada uma nova experiência didática com o curso Economia no Cinema 2014, solicitei aos meus alunos, como tópico final dentro do trabalho escrito de avaliação, comentários a respeito. Selecionei abaixo uma pequena amostra desses comentários. Eles me estimulam a pensar em dar continuidade à minha carreira de professor. Consultei-os, oralmente, se eles teriam interesse em um Curso sobre África e Oriente Médio através do Cinema, cujo desafio intelectual de organizá-lo seria para mim muito estimulante. Terei de ler, estudar e aprender para ensinar. Assim como aprendi mais sobre a História da Humanidade com esse curso, quero especular, culturalmente, sobre o Futuro da Humanidade. Para isso, imagino que conhecer a África, a Economa do Petróleo e o Islamismo é importante. A resposta foi positiva! Continuar a ler

Aula sobre Mercado de Títulos

UnicampAula sobre Mercado de Títulos

Resumo:

Os “novos financistas” acham que a regulação monetária deveria funcionar da seguinte maneira:

  1. o Banco Central muda os juros de curto prazo;
  2. o mercado corrige as taxas de longo prazo na mesma direção;
  3. as “marcações-a-mercado” de títulos e/ou empréstimos com juros prefixados provocam ganhos ou perdas de capital;
  4. que influenciam a política bancária;
  5. que altera a oferta de crédito;
  6. que afeta a demanda agregada;
  7. que influencia a inflação.

Esse automatismo imaginado nem sempre, nem em todos os lugares, assim funciona. Primeiro, a demanda de crédito – provocada por uma dinâmica progressiva de decisões de investimentos, função de grau de endividamento, lucro esperado, grau de utilização de capacidade produtiva, inovações, e fatores demográficos — que dirige a oferta de crédito. Segundo, nem toda inflação é a de demanda, p.ex., quebra de oferta provoca inflação de custos, cuja tentativa de controle de demanda agregada só resulta em estagflação.

A recém louvada higidez do setor bancário brasileiro pode ser afetada com a imposição de risco de marcação-a-mercado pela política de prefixação dos títulos de dívida pública, e o enorme esforço para retomada da concessão de crédito no Brasil pode ser abortado ou substituído por racionamento contumaz.

Outubro de 1917 por Sergei Eisenstein

RosenstoneRobert A. Rosenstone, autor do livro A História nos Filmes, Os Filmes na História (São Paulo; Paz e Terra; 2010), dedicou seu quarto capítulo à análise de Drama Inovador. Ele focaliza o filme Outubro, apresentado em 1927 por Sergei Eisenstein, considerado o maior inovador entre os diretores de filmes históricos.

“Seus primeiros filmes, que tinham o claro objetivo de fornecer mitos fundadores para o nascente Estado soviético, ignoram totalmente a contribuição dos indivíduos e, em seu lugar, trazem as massas para história e levam a história para as massas. Isso vale para sua obra mais conhecida, O Encouraçado Potemkin, bem como para sua homenagem à Revolução Bolchevique, Outubro” (p. 82).

Ambas filmagens costumam ser rotuladas de “obras de propaganda”, mas são bem mais do que isso: são também uma obra histórica que pode ocupar seu lugar ao lado das interpretações escritas do mesmo tópico. Um filme histórico ao mesmo tempo estabelece uma relação e acrescenta algo ao discurso histórico do qual nasce e ao qual necessariamente se refere. Continuar a ler