Aula 9 Oferecer produtos financeiros e captar funding

Aula 9 Oferecer produtos financeiros e captar funding

Resumo da aula:

Grande parte da riqueza de “novos ricos”, no Brasil, pré-reforma do mercado financeiro e do mercado de capitais, surgiu de atividades não-produtivas, geralmente ligadas a ganhos de capital por meio de valorizações patrimoniais, como a venda de bens – imóveis, fazendas, empresas, participações, etc. – comprados com preços baixos e vendidos após forte alta. Os investimentos e, conseqüentemente, as necessidades de financiamento das empresas privadas nacionais foram limitados e atendidos pelos lucros retidos e por créditos de fornecedores e de bancos oficiais. Desenvolveu-se, aqui, economia de endividamento e não a economia de mercado de capitais. O desafio será securitizar os créditos concedidos em longo prazo, vendendo-os em mercado secundário, para investidores institucionais e estrangeiros.

Aula 8 Função básica dos bancos: viabilizar sistema de pagamentos

Aula 8 Mercado de Reservas Bancárias e Cartões de Pagamentos

Resumo:

Depósitos compulsórios são a condição necessária para a regulação do mercado de reservas bancárias, onde a política monetária é, dinamicamente, executada, através das operações de mercado aberto, para a fixação da taxa de juros. A obrigatoriedade de recolhimento (em espécie) de parcela dos depósitos junto ao Banco Central dita padrão de comportamento para as instituições bancárias e define a demanda por reservas bancárias. Definida esta demanda, resta ao Banco Central gerenciar as  operações diárias que aumentam ou reduzem as disponibilidades de liquidez, ou seja, a oferta de moeda, para colocar a SELIC-mercado no nível da SELIC-meta.

Aula 7 sobre Bancos Estrangeiros

Aula 7 Desnacionalização

Resumo:

Quanto aos impactos da desnacionalização bancária, na era neoliberal (1988-2002), os bancos estrangeiros não causaram modificações significativas no varejo bancário brasileiro, quer em termos de competitividade e de eficiência, quer no estímulo ao crescimento, via ampliação na oferta de crédito. A razão básica para isso foi que os bancos estrangeiros não entraram no varejo brasileiro para serem instituições inovadoras. Os maiores objetivos foram: aproveitar a oportunidade da abertura; usufruir da elevada rentabilidade do mercado doméstico, principalmente com títulos da dívida pública indexados ao dólar. Como efeito retardado da desnacionalização, atualmente, a remessa de lucros para o exterior provoca déficit na conta de serviços do balanço de pagamentos brasileiro.

Aula 5 sobre Bancos Nacionais Privados

Aula 5 Bancos Nacionais Privados

Resumo:

São traços comuns no esboço dos perfis dos “bancos líderes”:

  1. todos bancos, em conjunto com empresas não-financeiras, fazem parte de grupo econômico forte.
  2. atuam em todas atividades bancárias, seja de varejo, seja de atacado, entretanto, sem perderem o foco em seu nicho de mercado específico.
  3. cresceram através de fusões e aquisições bancárias, ganhando assim abrangência nacional, apesar de sempre privilegiarem a disputa de negócios na região mais dinâmica e no centro financeiro, i.é, em S. Paulo.
  4. conseguiram opor barreira tecnológica aos seus concorrentes.
  5. antes, não tinham escala para almejar maior inserção internacional.

Aula 6 sobre Bancarrotas

Aula 6 Bancarrotas

Resumo: Algumas características comuns dos casos expressivos entre os bancos “perdedores”, isto é, aqueles cujas marcas desapareceram, nos anos 90, são: a promiscuidade com o instável poder político, o autofinanciamento do grupo econômico-financeiro, o vínculo maior com sua base regional, a defasagem tecnológica em relação aos maiores concorrentes, a vulnerabilidade face às mudanças no contexto macroeconômico, a gestão familiar, não-profissional e fraudulenta.

Aula 4 sobre Bancos Públicos

Aula 4 Bancos Públicos

Resumo:

Os bancos públicos têm como principais virtudes corrigir falhas de mercado: realocar recursos para regiões (Norte/Nordeste) e/ou setores (agricultura, habitação, infra-estrutura) prioritários, mas não tão lucrativos e atraentes para iniciativas particulares. Também captam recursos no mercado, complementando recursos fiscais escassos. Carregam títulos de dívida pública. Obtêm lucros para pagar dividendos ao Tesouro Nacional, elevando o superávit primário. Compensam eventuais perdas no cumprimento de missão social com ganhos na ação comercial. Executam políticas públicas p.ex., com correspondentes bancários, crédito consignado, contas simplificadas, programas de habitação de interesse social, programa de apoio à agricultura familiar, etc., usando fundos sociais, ou seja, evitando lucros privados com dinheiro público. Essas missões sociais são imprescindíveis na história brasileira de construção de nação civilizada.

Infelizmente, eles têm também defeitos. Um deles é o corporativismo, quando há a defesa exclusiva dos próprios interesses profissionais por parte da categoria funcional, ou seja, espírito de corpo ou de grupo e não espírito público. Outro é o apadrinhamento político, isto é, o favorecimento ou a proteção de alguns servidores ou a indicação de dirigentes por parte de deputados, senadores, governadores, ministros. Ainda há ineficiência, embora não seja problema exclusivo, eles são muito carentes da característica de conseguir o melhor rendimento com o mínimo de erros e/ou de dispêndio de energia, tempo, dinheiro ou meios.

Aula 3 sobre a Caixa

Aula 3 Caixa

Resumo:

Os “monopólios” da Caixa lhe deram condições financeiras de atuar no papel de fomento econômico e social. Em 1931, Vargas entendeu que, para isso, ela deveria ser depositária dos depósitos judiciais. Em 1937, acabou com as “casas de prego” privadas e concedeu-lhe o monopólio do penhor. Em 1961, quando a Caixa completou 100 anos, as loterias ficaram sob sua responsabilidade. Em 1986, quando incorporou o BNH, assumiu a administração do FGTS – Fundo Garantia do Tempo de Serviço. A ameaça a essas exclusividades significa o desvio de recursos públicos para se obter lucro privado. Eventual lucro dos bancos federais com políticas públicas acaba beneficiando a própria sociedade brasileira, através dos dividendos repassados ao Tesouro Nacional.