Economia no Cinema e na Música: Cidadania e Cultura Brasileira

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE GRADUAÇÃO

 CE858 – TÓPICOS ESPECIAIS DE ECONOMIA III: “Economia no Cinema: Cidadania e Cultura Brasileira” (ELETIVA) – 1o. semestre de 2017

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: debater respostas apresentadas pelo Cinema Brasileiro e pela MPBE – Música Popular Brasileira sobre Economia à pergunta-chave: que país é este? Discutir a dependência da trajetória brasileira, configurada através das interações entre diversos componentes de um Sistema Complexo, destacadamente, os direitos da cidadania (civis, políticos, sociais, econômicos e das minorias), conquistados ao longo da História do Brasil, e os deveres educacionais, culturais e comportamentais éticos e democráticos, relegados a segundo plano. Propiciarão a emergência de uma democracia socioeconômica e política?

Método didático: debater se as ideias abordadas pelos filmes exibidos ou pelas músicas escutadas são representativas (ou não) de distintas interpretações sobre o Brasil, obtidas por leituras prévias, ou são expressões de sentimentos populares. A aprendizagem entre pares permitirá aos estudantes relacionar o que aprenderam, lendo ou assistindo aula, com a estória retratada nos filmes ou com os temas abordados nos distintos gêneros musicais. Assim, estimulados por empatia, eles se moverão em direção à apropriação intelectual dos temas apresentados.

Horário noturno: 3a. feira (21:00-23:00) e 5a. feira (19:00-21:00) – Sala 7

Programa e Bibliografia:

Leitura básica:

Fernando Nogueira da Costa – Interpretações do Brasil ou da Tropicalização Antropofágica Miscigenada – 2017

MOTA, Lourenço D. (org.). Introdução ao Brasil: um banquete no trópico. São Paulo. Editora SENAC, 1999.

Resenhas no Blog Cidadania & CulturaCategoria: História do Brasil

Continue reading “Economia no Cinema e na Música: Cidadania e Cultura Brasileira”

Economia no Cinema 2016

UnicampUNICAMP – Universidade Estadual de Campinas

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE GRADUAÇÃO

CE858 (catálogo a partir de 2010) – TÓPICOS ESPECIAIS DE ECONOMIA III – “ECONOMIA NO CINEMA” (ELETIVA)

Horário: terça-feira (21:00-23:00) e quinta-feira (19:00-21:00).

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: delinear uma alternativa ao ensino tradicional de Economia via livro-texto, usando filmes, documentários e palestras para aplicar conhecimento econômico em suas interpretações. Conceitos podem ser introduzidos com de leitura de livros, reforçados através do cinema e, em seguida, fixados através de palestra e debate em sala-de-aula. A intuição e a imaginação dos alunos estão envolvidos nesse processo por meio da ação de relacionar os conceitos que aprenderam, lendo ou assistindo aulas/palestras, com a “vida no mundo real” retratada de maneira artística nos filmes.

Além da apresentação de duas referências analíticas, uma com base em Institucionalismo, outra baseada em Ambientalismo, em 2016, o foco estará dirigido para o Desenvolvimento Mundial, focalizando especialmente as características socioeconômicas e culturais do G5 – Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália e Japão –, e dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, além de tratar de grandes temas geopolíticos contemporâneos como a Economia do Petróleo, inclusive o Conflito no Oriente Médio, e o Extremismo Terrorista. Outra inovação didática será a utilização de Palestras TED sobre esses temas. Continue reading “Economia no Cinema 2016”

Ensina-me a Investir (e a Ver Bons Filmes, senão a Viver)

Filmes sobre FinançasLuciana Seabra (Valor, 27/07/15) publicou uma reportagem que se relaciona com o tema do meu curso Economia no Cinema.  Reproduzo-a abaixo e, desde logo, destaco que meu drama favorito sobre a Crise Financeira de 2008 é o Margin Call: O Dia Antes do Fim” (tem no Netflix). Sugiro ler a monografia de Carolina Alonso que orientei. Está para download em: A Crise vista no Cinema.

Assistir à saga da família de Fabiano em meio à seca nordestina no filme “Vidas Secas” ensina ao investidor que ele deve ser resiliente. De forma mais concreta, por meio de referências à crise de 2008, “Grande Demais para Quebrar” também dá seu recado: nunca se deixe levar por promessas de ganhos fáceis. Os filmes, dirigidos por Nelson Pereira dos Santos e Curtis Hanson, são duas das oito obras que, na opinião de quatro renomados gestores brasileiros, trazem lições para o investidor.

Os sócios-fundadores da Gávea Investimentos, Arminio Fraga; da IP Capital Partners, Roberto Vinhaes; da SPX, Rogério Xavier; e da Teorema Gestão de Ativos, Guilherme Affonso Ferreira, mandaram suas sugestões, a pedido do Valor, para a videoteca do investidor.

Continue reading “Ensina-me a Investir (e a Ver Bons Filmes, senão a Viver)”

Economia no Cinema 2015

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE GRADUAÇÃO

CE908 (catálogo até 2009) / CE858 (catálogo a partir de 2010) – TÓPICOS ESPECIAIS DE ECONOMIA III – “ECONOMIA NO CINEMA” (ELETIVA)

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: delinear uma alternativa ao ensino tradicional de Economia via livro-texto: usar filmes para aplicar conhecimento econômico em suas interpretações. O documentário é um meio visual e de áudio poderoso e atraente para a transmissão de informações. Complexos e, por vezes, intrigantes conceitos econômicos podem ser mais facilmente digerido por alunos cinéfilos. Eles se beneficiam de exemplos retirados de filme para ilustração de temas cuja análise pode ser reforçada através de discussão em classe. Conceitos podem ser introduzidos com de leitura de livros, reforçados através do cinema e, em seguida, fixados através de discussão. A intuição e a imaginação dos alunos estão envolvidos nesse processo por meio da ação de relacionar os conceitos que aprenderam, lendo ou assistindo aulas/palestras, com a “vida no mundo real” retratada de maneira artística nos filmes. Assim estimulados, os alunos se moverão em direção à apropriação intelectual do tema apresentado, o que implicará em retenção mental, em longo prazo, de conceitos econômicos. Continue reading “Economia no Cinema 2015”

Avaliação do Curso Economia no Cinema pelos Alunos do Primeiro Semestre de 2014

charge DidáticaCompletada uma nova experiência didática com o curso Economia no Cinema 2014, solicitei aos meus alunos, como tópico final dentro do trabalho escrito de avaliação, comentários a respeito. Selecionei abaixo uma pequena amostra desses comentários. Eles me estimulam a pensar em dar continuidade à minha carreira de professor. Consultei-os, oralmente, se eles teriam interesse em um Curso sobre África e Oriente Médio através do Cinema, cujo desafio intelectual de organizá-lo seria para mim muito estimulante. Terei de ler, estudar e aprender para ensinar. Assim como aprendi mais sobre a História da Humanidade com esse curso, quero especular, culturalmente, sobre o Futuro da Humanidade. Para isso, imagino que conhecer a África, a Economa do Petróleo e o Islamismo é importante. A resposta foi positiva! Continue reading “Avaliação do Curso Economia no Cinema pelos Alunos do Primeiro Semestre de 2014”

Outubro de 1917 por Sergei Eisenstein

RosenstoneRobert A. Rosenstone, autor do livro A História nos Filmes, Os Filmes na História (São Paulo; Paz e Terra; 2010), dedicou seu quarto capítulo à análise de Drama Inovador. Ele focaliza o filme Outubro, apresentado em 1927 por Sergei Eisenstein, considerado o maior inovador entre os diretores de filmes históricos.

“Seus primeiros filmes, que tinham o claro objetivo de fornecer mitos fundadores para o nascente Estado soviético, ignoram totalmente a contribuição dos indivíduos e, em seu lugar, trazem as massas para história e levam a história para as massas. Isso vale para sua obra mais conhecida, O Encouraçado Potemkin, bem como para sua homenagem à Revolução Bolchevique, Outubro” (p. 82).

Ambas filmagens costumam ser rotuladas de “obras de propaganda”, mas são bem mais do que isso: são também uma obra histórica que pode ocupar seu lugar ao lado das interpretações escritas do mesmo tópico. Um filme histórico ao mesmo tempo estabelece uma relação e acrescenta algo ao discurso histórico do qual nasce e ao qual necessariamente se refere. Continue reading “Outubro de 1917 por Sergei Eisenstein”

Seminário sobre Revolução Inglesa

Seminário sobre Revolução Inglesa

UnicampResumo: A cidadania liberal foi um primeiro passo para romper com a figura do súdito que tinha apenas deveres a prestar, substituindo-o pela figura do cidadão que tinha direitos a conquistar. Porém, seu fundamento universal “todos são iguais perante a lei” – impunha a necessidade histórica de:

  1. a inclusão social dos despossuídos,e
  2. o tratamento dos desiguais com desigualdade (e não com isonomia), por exemplo, com política afirmativa via cotas.

Por uma liberdade efetiva, nos séculos seguintes vieram à tona a luta por igualdade política e social, meta conquistada não mais pelos liberais, mas regularmente contra eles, pelas forças socialistas e democráticas. Esta é uma luta contínua até o presente.

A história do desenvolvimento dos direitos do citadino, a evolução da cidadania na Europa centro-ocidental,
transcorre há pelo menos quatro séculos de acirrados conflitos sociais, relacionados à conquista de três conteúdos de direitos:

  1. os direitos civis, no séculos XVII-XVIII;
  2. os direitos políticos, no século XIX; e
  3. os direitos sociais, no século XX.

Junto a tais direitos, novas formas de Estado também foram se constituindo nesses três séculos, novas funções estatais indicadoras de uma relação dinâmica entre indivíduos, sociedade e aparelho estatal.