Aula sobre Desnacionalização Bancária

Aula 3 Desnacionalização Bancária 2014

Resumo:

Uma das conclusões que se pode tirar da análise do comportamento histórico dos bancos estrangeiros é que eles foram ciclotímicos. Quando o país estava em situação boa de liquidez, eles vinham e, depois, no primeiro susto, justamente quando se necessitava de alavancar mais crédito, eles repatriavam capital. Quando, em 2004, novamente, a economia brasileira entrou em fase de crescimento, em vários mercados, como os de capitais, crédito, imobiliário, isso os atraiu. Até bancos que tiveram ampla oportunidade de atuação de varejo no país, e depois a venderam para repatriar capital, queriam, novamente, investir no país. Nessa última fase, o foco passou a ser banco de atacado e de investimento e não banco de varejo. Com a nova fuga, devido à crise externa de 2008, não se esperava, tão cedo, nova investida, porém eles estão novamente atraídos.

Texto para DiscussãoAtuação dos Bancos Estrangeiros no Brasil: mercado de crédito e de derivativos de 2005 a 2011 (nov 2012)

Aula sobre Concentração Bancária

Aula 2 Concentração em Bancos Nacionais Privados 2014

Resumo:

Qualquer banco de varejo, para se tornar eficiente, tem que operar em larga escala. Ele necessita elevar seu resultado bruto de intermediação financeira e sua receita de prestação de serviços em ritmo mais rápido do que o do crescimento das despesas de pessoal e outras despesas administrativas. A estrutura montada para atender certo número de clientes é a mesma exigida para atender número muito maior.  O varejo bancário, focado em ganho de escala e eficiência, implica em aquisição de concorrentes. A estratégia dos maiores bancos nacionais privados, portanto, foi crescer aproveitando oportunidades de aquisições de concorrentes em São Paulo e de bancos com nichos regionais, inclusive os públicos estaduais, ganhando maior escala nacional.

Texto para DiscussãoImpactos da Pressão para Concorrência Bancária no Mercado de Crédito Brasileiro

Aula sobre Bancos Públicos

Aula 1 Bancos Públicos 2014

Resumo:

Em termos de custo fiscal e orçamentos governamentais, as instituições financeiras públicas federais (IFPF) podem “fazer mais por menos”. São nove vezes mais, desde que o Índice de Basiléia exige 11% do capital para cobertura dos empréstimos, comparando o valor em dinheiro necessário para executar diretamente políticas públicas com a mesma quantidade de recursos capitalizados nas IFPF para fazer empréstimos e captar depósitos de terceiros. Essas instituições podem gerar políticas públicas cujo gasto efetivo sai por cerca de 10% do custo fiscal potencial. As alocações orçamentárias para as IFPF se transformam em reservas de empréstimos. Estes empréstimos multiplicam a quantidade de dinheiro na economia, exacerbando ciclos de expansão ou atuando contra-ciclo de queda. Sem supervisão adequada, o “crédito amigo” e a má alocação de recursos podem ocorrer, seja o banco privado, nacional, estrangeiro, governamental ou cooperativo.

Texto para DiscussãoTDIE 207 Capitalismo de Estado Neocorporativista

Programa e Bibliografia de Mercado Bancário

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE EXTENSÃO
ECO-208 – MERCADO BANCÁRIO

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: Apresentar fenômenos relacionados a mercado bancário, tais como reestruturação ou privatização de bancos públicos; conglomeração e concentração; desnacionalização bancária. Analisar segmentos do mercado bancário: mercado de reservas bancárias; mercado de captação de funding; mercado de crédito e/ou de microcrédito. Debater as perspectivas futuras, destacando negócios potenciais: crédito agrícola, seguro rural e mercado futuro; crédito imobiliário e securitização; crédito educacional, crédito ao consumidor e ao comércio exterior, visando ampliação do mercado interno e inserção no mercado externo.

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Aula sobre Evolução Recente do Crédito e do Microcrédito

Aula 6 Evolução Recente do Mercado de Crédito e Microcrédito

Resumo:

O foco governamental pré-2003 deixava a gestão da pobreza e dos problemas associados a ela, inclusive a informalidade, para as “forças do mercado”. Governo e sociedade, supostamente, se uniriam para ações “solidárias” em que o mercado seria capaz de estabelecer por si só o elenco de prioridades e de atividades a serem apoiadas, mesmo com contexto macroeconômico desfavorável. A idéia neoliberal dominante era a de apoio ao indivíduo, com ênfase em programas de concessão de microcrédito, para ele tocar o próprio negócio. Em passo de mágica, pobres se converteriam em microempreendedores!  Após 2003, as modalidades de crédito popular não seguiram o modelo puro do microcrédito (produtivo orientado). Adotou-se modelo propriamente brasileiro,  que foi construído para tecnologia bancária avançada enfrentar problemas específicos de sociedade urbana, massificada, espalhada em território imenso, com grande desigualdade de renda. Fomentou-se  o mercado de consumo popular no país, tornando o mercado interno brasileiro o quinto maior entre os dos países do mundo.