Métodos de Análise Econômica V – 2019

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2019

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Ementa: Métodos e instrumentos de análise de conjuntura econômica. Análise das políticas socioeconômicas e formas de intervenção governamental para regulação de economia de mercado. Separação em Microeconomia (decisões dos agentes econômicos) e Macroeconomia (resultante sistêmica dessas diversas decisões). Reintegração da Economia como um dos componentes interativos de um Sistema Complexo. Transição da formação de profissionais especialistas para a de generalistas. Retomada da metodologia interdisciplinar em direção à metodologia transdisciplinar.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (10:00-12:00) – Sala IE-07

Programa:

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Métodos de Análise Econômica 2017

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2017

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Ementa: Métodos e Instrumentos de análise de conjuntura econômica. Indicadores de instituições nacionais e multilaterais. Conhecimento de fontes de informações e uso de banco de dados. Busca da simplicidade em complexidade de grandes planilhas Excel. Treinamento em Office: Cursos à Distância. Uso de Power BI. Apresentação em Slides do Google, Prezi, ou Infogram-Prezi dos resultados de pesquisas empíricas: organização conceitual de dados e informações.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (08:00-10:00).

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Métodos de Análise Econômica 2016

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2016

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Ementa: Métodos e Instrumentos de análise de conjuntura econômica. Indicadores de instituições nacionais e multilaterais. Conhecimento de fontes de informações e uso de banco de dados. Busca da simplicidade em complexidade de grandes planilhas Excel. Apresentação em PowerPoint, Slides do Google ou Prezi dos resultados de pesquisas empíricas: organização conceitual de dados e informações.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00). Reservada a Sala IE-12.

Bibliografia:

Fernando Nogueira da Costa – Ensino e Pesquisa em Economia

TDIE 261 Economia Interdisciplinar

TDIE 263 Arte da Economia

Fernando Nogueira da Costa – Formação do Economista no Brasil Contemporâneo

Programa:

PARTE I: MÉTODOS E INSTRUMENTOS DE ANÁLISE DE CONJUNTURA ECONÔMICA Continuar a ler

Métodos de Análise Econômica 2015

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V — 2º semestre de 2015

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Ementa: Métodos e Instrumentos de análise de conjuntura econômica. Indicadores de instituições nacionais e multilaterais.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00). Reservada a Sala IE-12?

Programa:

Bibliografia Básica:

COSTA, Fernando Nogueira da. Ensino e Pesquisa em Economia – Métodos de Análise Econômica. Campinas, IE-UNICAMP, 2014. Continuar a ler

Métodos de Partição da Realidade

UnicampObjetivo da Aula: Analisar os métodos de partição da realidade – O Todo – em alguns conceitos e teorias básicos, pela ordem, da Política, da Sociologia e da Psicologia. O objetivo da aula é conhecer as metodologias Ciências Afins à Ciência Econômica com a verificação da possibilidade de reincorporá-las (ou não), ao final, em uma análise multidisciplinar, macrossocial, sistêmica e estruturalmente complexa, com fundamentos em Psicologia Econômico-Comportamental.

Aula 2 – Métodos de Partição da Realidade

Métodos de Análise Econômica 2014

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2014

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: o Ensino de Ciência Econômica, depois de sua depuração, ocorrida ao longo do século XX, afastando-se das Ciências Humanas e Sociais Afins, na vã tentativa de ganhar status científico com seu uso da linguagem matemática das Ciências Exatas, separou-se em Microeconomia e Macroeconomia. A primeira trata das decisões dos agentes econômicos, a segunda, da resultante sistêmica dessas diversas decisões. Porém, hoje, necessita reconstituir-se e transitar da formação de profissionais especialistas para a de generalistas, retomando a metodologia interdisciplinar inicial. Está sendo retomado o caráter multidisciplinar do conhecimento dos primórdios da Economia Política ao se empenhar em conhecer o comportamento humano na tomada de decisões econômicas de comprar, vender ou investir. Áreas distintas da Ciência estão somando esforços e recursos para estruturar a área de pesquisa destinada a cumprir essa tarefa: a Neuroeconomia.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00) na Sala IE-12.

Programa: Continuar a ler

Avaliação Discente do Curso Métodos de Análise Econômica: Documentários-Pesquisas-Apresentações

Networking

Completada mais uma experiência didática-cinematográfica no Curso de Graduação do IE-UNICAMP – delinear uma alternativa ao ensino tradicional de Economia via livro-texto, usando documentários para obter informações e empatia com os protagonistas e aplicando métodos de análise econômica para fazer apresentações de histórico, estatísticas, diagnóstico e políticas públicas para enfrentar os problemas apresentados nos documentários –, é interessante compartilhar seus resultados com todos os interessados.

O objetivo central do curso Métodos de Análise Econômica era ensinar/aprender a análise das políticas socioeconômicas e formas de intervenção governamental para regulação de economia de mercado. Usamos como método didático, em uma aula, a apresentação de um documentário sobre temática socioeconômica brasileira para referenciar e/ou motivar o debate das políticas públicas para enfrentar os problemas abordados pelo filme. Na aula seguinte, um grupo de alunos apresentava os resultados de suas pesquisas a respeito.

A intuição e a criatividade dos alunos estiveram envolvidos nesse processo através da própria ação grupal de pesquisar dados e informações sobre o problema, dimensionando-o, e analisando se as políticas públicas usadas são as pertinentes. Assim estimulados, os alunos obtiveram a apropriação intelectual do tema apresentado. Através dessa prática didática, houve a elaboração mental cujos resultados estão postados neste blog em Apresentações do Curso de Métodos de Análise Econômica.

Fiquei muito satisfeito também com o resultado desse curso! No primeiro semestre, tinha usado muitos filmes do gênero Drama e/ou Épico Histórico para traçar a história da evolução humana através das Grandes Eras Econômicas. Ler: Avaliação Discente do Curso Economia no Cinema. Desta vez, usei Documentários Brasileiros como motivação para a pesquisa e a elaboração da apresentação (oral e em PowerPoint) por parte de grupos de três alunos a respeito de cada tema apresentado. Visava o treinamento de exposição e debate em público.

Foi muito satisfatório conferir o sucesso da iniciativa, tanto pela avaliação oral, realizada na última aula, quanto pela avaliação escrita dos alunos sobre o curso.

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Política de Combate à Desigualdade Social

Meus alunos do curso Métodos de Análise Econômica, João Henrique da Fonseca, Leonardo Sangoi de Oliveira Ilha e Pier Francesco de Maria, fizeram uma bela apresentação sobre Riqueza Pessoal (click no link para download). Esclareceram os conceitos, mostraram as estatísticas, avaliaram as políticas de mobilidade social, enfim, fizeram o importante debate político sobre tema tão controverso como o Imposto sobre Grandes Fortunas.

Leia a apresentação e complemente informações acessando os seguintes sites:

1- http://bolsafamilia10anos.mds.gov.br/ (página comemorativa de 10 anos do PBF)

2- http://www.globalrichlist.com (site para medir em que colocação a pessoa está, no mundo, por nível de renda ou riqueza)

3- http://www.youtube.com/watch?v=uWSxzjyMNpU (vídeo acima sobre a desigualdade mundial de riqueza com legenda em português)

4- http://www.politicalcompass.org/test (teste de orientação política)

Política Educacional no Brasil

FIEShttps://www.youtube.com/watch?v=Z1afuFwvKQ0

Meus alunos, Lílian Nogueira Rolim, Marcela Cerávolo Salomão e Rafael Soares Farias, estruturam sua apresentação sobre Política Educacional (click no link), no curso Métodos de Análise Econômica, inicialmente mostrando um Histórico, depois descrevendo os números por nível de escolaridade (Educação Básica e Ensino Superior), finalmente discutindo, particularmente, o Financiamento da Educação Superior (FIES) e o PROUNI, dentro da Política Educacional no Brasil.

No caso desse último tema, o que hoje é um “círculo virtuoso” — troca de sonegação de impostos por vagas ociosas em faculdades particulares e financiamento dos estudantes via FIES — poderá, daqui a alguns anos, se transformar em um “círculo vicioso” via processo cumulativo de inadimplência desse crédito educativo em longo prazo para amortização com juros subsidiados — não só muito abaixo dos juros de mercado, como também abaixo da taxa de inflação. Tornar-se-á, então, uso de dinheiro público de orçamento fiscal “a fundo perdido” em benefício de lucros privados dos acionistas das IES particulares. Mais uma vez, assim como ocorreu no caso do antigo CREDUC, haverá uma privatização dos benefícios, angariados pelos alunos formados nas faculdades privadas, e uma socialização dos custos entre os contribuintes.

ENEM Fonte: FSP, 18/11/13

Confirmando essa hipótese, leia a notícia abaixo sobre como o PROUNI, o FIES e o PRONATEC favorecem o desempenho das Empresas de Ensino com Capital Aberto:

Empresas de Educação

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Vigiar, Julgar e Punir: Justiça e Sistema Presidiário Brasileiro

Movimento Processual do Poder Judiciário

A apresentação dos meus alunos, Mariana Correa, Olívia Polli e Thiago Tonus, no curso Métodos de Análise Econômica, dessa vez, foi a respeito da Justiça e Sistema Presidiário (click no link). A principal fonte de informações foi o Portal do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, especialmente, Justiça em Números.

O total gasto pelo Poder Judiciário em 2012 foi de, aproximadamente, R$ 57,2 bilhões. Esse valor representava 1,3% do PIB ou 3,2% do total gasto pela União, pelos Estados e pelos Municípios no ano de 2012. Em média, equivalia a R$ 300,48 / habitante, ou seja, muito mais do que a Bolsa-Família per capita.

A maior parte do gasto do Poder Judiciário é com recursos humanos (R$ 50,75 bilhões), que representam aproximadamente 88,7% da despesa total. Lembremos que a “Bolsa-Juíz do STF” vale cerca de R$ 28.000, representando o teto dos salários dos servidores públicos. Mas não nos esquecemos dos “Palácios da Justiça”.

Esse gasto é produtivo, socialmente falando? Justifica-se a esperança de ganho pessoal nos 92 milhões de processos que tramitam em todo o Brasil?!

Uma dedução do seminário foi que, para resolver o problema do sistema presidiário brasileiro, é necessário dar agilidade ao julgamentos, inclusive de recursos. Sem solucionar o problema de lentidão no fluxo, não há como diminuir o enorme estoque de 544.000 presos em condições degradantes, cujo sistema prisional não consegue suportar nem muito menos educá-los e reintegrá-los à sociedade.

Entre as dez primeira emendas à Constituição dos EUA, chamadas de Bill of Rights, em 1791, há emendas que falam do direito ao júri, do direito a um julgamento público e rápido, proíbem multas excessivas e penas cruéis. Nessa área jurídica, o que é bom para os EUA não é bom para o Brasil?

Historicamente, é conflitiva a relação entre planos de economistas e legislação contratual. O que predominará, em última instância, a Lei de Mercado ou a Lei Judiciária? O risco sistêmico ou o oportunismo individual?

Maíra Magro (Valor, 13/11/13) informa que ao julgar os processos sobre os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990, em 27 de novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai apontar a solução para cerca de 1 milhão de ações individuais e mil ações coletivas que tramitam no país inteiro sobre o assunto. A estimativa é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Desde 2010, essas ações estão paralisadas à espera do julgamento definitivo pelo STF.

Essa é uma das causas de maior impacto financeiro que tramitam no STF. Segundo estimativa do Banco Central, os bancos podem perder entre R$ 100 bilhões e R$ 150 bilhões se a Corte entender que a correção aplicada foi inferior à que os correntistas tinham direito.

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Política de Segurança Pública

Taxas de Homicídios

Meus alunos de Métodos de Análise Econômica, João Vechio, Laurent Alphonse e Rafael Silva reuniram e apresentaram dados da criminalidade no Brasil no debate sobre Política de Seguranca Pública (click no link) Quase “por definição” de ilegalidade (fora-da-lei, não-registrado, etc.), há muitas diculdades em encontrar e analisar as evidências empíricas, mesmo os obtidos em algumas das principais bases de dados criminais disponveis. A geral indisponibilidade de dados, a alta taxa de sub-registro nos dados oficiais e a causalidade inversa entre as variáveis de dissuasão e as taxas de crimes são algumas das principais diculdades inerentes a investigação econômica do crime. A maior controversia entre os estudos é o efeito da segurança publica sobre as taxas de crimes.

As principais evidências são que a desigualdade de renda e os retornos do crime parecem ser fatores de incremento da criminalidade. Alem disso, há efeitos regionais afetando a criminalidade. Embora a criminalidade esteja sujeita aos efeitos de inércia, a partir de 2003, houve um arrefecimento (veja gráfico acima), talvez causado por política social ativa, política de segurança pública mais eficaz, mudança de direção na Polícia Federal, entre outras hipóteses a serem investigadas ou testadas.

Leia mais:

Economia da Criminalidade vol9n2p343_372

Tráfico – Colômbia dá exemplo para reduzir violência

Bogotá – O Programa Cultura Cidades Contra Violência em Bogotá

Bogotá – Governos Locais e Segurança Cidadã

Guerra Urbana

td_1144 Segurança Pública

Shame guilt and violence

Política Habitacional

FIPE-ZAP-Preco-Aluguel

Lílian Nogueira Rolim, Marcela Cerávolo Salomão e Rafael Soares Farias, meus alunos de Métodos de Análise Econômica fizeram a apresentação sobre a Questão Habitacional (click no link), para debatermos, em seguida, o Déficit, a Política e o Financiamento Habitacional.

Informação interessante é que a Coabitação deixou de ser o elemento mais determinante do Déficit Habitacional, sendo superado pelo Ônus Excessivo do Aluguel, i.é, acima de 30% da renda familiar. Também, pudera, com a bolha imobiliária localizada em certos bairros de algumas metrópoles, os preços dos imóveis dispararam. Os proprietários tentam estipular o aluguel com base em algum percentual do valor de mercado do imóvel. Antigamente, o retorno pretendido era 1% a.m.. Depois, caiu para 0,5% am. Hoje, o proprietário-investidor pensa que recebe 0,4% am, mas se fizer a conta correta, considerando o tempo de imóvel vazio e os custos de manutenção, inclusive IPTU e condomínio, vai ver que não chega nem à média mensal 0,3%.

Aí, ele passa a considerar o custo de oportunidade, pois poderia estar ganhando 0,5% + TR em depósitos de poupança sem aborrecimento, e o coloca à venda. Porém, ele está ainda precificando seu imóvel pelo seu desejo, ou seja, o valor de mercado do “pico da bolha imobiliária”. Sem liquidez, demora a vender se não abaixar o preço, conforme os potenciais compradores esperam. Estes já estão aproveitando de uma Selic maior. E assim se desinfla uma bolha…